Poemas
(foto localizada a partir do site de busca www.google.com.br)
“A escrita é meu cordão umbilical com tudo o
que de belo existe, nesta dimensão e em tantas outras que, pretensiosamente
tentamos atingir.
Escrevendo, consigo transcender minha
própria mente, meus limites, imagino um universo perfeito, ou mesmo, faço-me em
leito de amor ao lado da mais inatingível das mulheres.
Escrever é também, mais do que um ato mental,
uma atitude orgânica. Pergunte para qualquer um – “Ei, meu senhor, o que você
faz pela manhã?” – dirá ele – “Escovo os dentes”, ou “Tomo café enquanto leio
meu jornal.” – direi eu – “Escrevo poemas.” – o que talvez me custe viver longe
do mundo em que efervem idéias, do mundo dos livros mais vendidos, de um mundo
em que, para ser bom, é necessário em grande medida, salvo raras exceções,
tornar-se medíocre.
Não pretendo me declarar um imortal, ao
contrário, considero-me bem longe do panteão dos grandes poetas, mas recuso-me
a ser um sucesso editorial, se para isso for necessário negar o que acredito
ser a arte de manusear as palavras.
Como afirmou o dramaturgo Jacinto Benavente
– “O verdadeiro artista não faz obras para o seu público, prefere fazer público
para as suas obras.””
(Átila
Almada)
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