O olhar perdido era para não ser entendido. Estava ali alguém que admirava, alguém que mesmo de forma não convencional procuraria imitar. Mas não ali, ou em outros momentos. O descuido, imprevidência, segundo ouvi, era total, dos dentes ao coração, do potencial ao desconforto. Mas o admirava, e ainda queria ter algo dele, algo além de alguns genes como os que meu pai sufocou por um bom tempo, previdente. Tenho tanto deste que nem percebo, só quando olhei em volta e voltei o olhar para não ser entendido. Ilusão adolescente desfeita, nem tanto, nem tão pouco, mas prefiro a boa mordida, encontrar sem esgotar meu potencial, manter certo conforto, necessário. Sem piedade, pois acretido nos seus valores, são os meus cromossomas que o interpretam, os mesmos que fez o irmão incomodado tentar desfazer aquele ambiente, infarto distribuido em corações de mesma origem. Quem sai aos seus...
Terça-feira, Julho 30
Consumo Interno
O olhar perdido era para não ser entendido. Estava ali alguém que admirava, alguém que mesmo de forma não convencional procuraria imitar. Mas não ali, ou em outros momentos. O descuido, imprevidência, segundo ouvi, era total, dos dentes ao coração, do potencial ao desconforto. Mas o admirava, e ainda queria ter algo dele, algo além de alguns genes como os que meu pai sufocou por um bom tempo, previdente. Tenho tanto deste que nem percebo, só quando olhei em volta e voltei o olhar para não ser entendido. Ilusão adolescente desfeita, nem tanto, nem tão pouco, mas prefiro a boa mordida, encontrar sem esgotar meu potencial, manter certo conforto, necessário. Sem piedade, pois acretido nos seus valores, são os meus cromossomas que o interpretam, os mesmos que fez o irmão incomodado tentar desfazer aquele ambiente, infarto distribuido em corações de mesma origem. Quem sai aos seus...
O olhar perdido era para não ser entendido. Estava ali alguém que admirava, alguém que mesmo de forma não convencional procuraria imitar. Mas não ali, ou em outros momentos. O descuido, imprevidência, segundo ouvi, era total, dos dentes ao coração, do potencial ao desconforto. Mas o admirava, e ainda queria ter algo dele, algo além de alguns genes como os que meu pai sufocou por um bom tempo, previdente. Tenho tanto deste que nem percebo, só quando olhei em volta e voltei o olhar para não ser entendido. Ilusão adolescente desfeita, nem tanto, nem tão pouco, mas prefiro a boa mordida, encontrar sem esgotar meu potencial, manter certo conforto, necessário. Sem piedade, pois acretido nos seus valores, são os meus cromossomas que o interpretam, os mesmos que fez o irmão incomodado tentar desfazer aquele ambiente, infarto distribuido em corações de mesma origem. Quem sai aos seus...
Segunda-feira, Julho 29
Gataria
Os guris é que ganharam, mas não deu para não ter apego, desde de sábado, mais um membro na famíla Camafunga, é a Fúlvia, gata angorá de três cores de cinco meses. Segundo as características dos pais será um felino de porte médio, de pelo sedoso, espesso na cauda, barriga e pescoço. Na categoria dos hiperativos combina com o ritmo da casa, dizem que é esperta, mas ainda faz porcaria por todo canto, estamos em avaliação.
Os guris é que ganharam, mas não deu para não ter apego, desde de sábado, mais um membro na famíla Camafunga, é a Fúlvia, gata angorá de três cores de cinco meses. Segundo as características dos pais será um felino de porte médio, de pelo sedoso, espesso na cauda, barriga e pescoço. Na categoria dos hiperativos combina com o ritmo da casa, dizem que é esperta, mas ainda faz porcaria por todo canto, estamos em avaliação.
Sexta-feira, Julho 26
Boa Notícia
Recebi esta mensagem e comemoro:
"Saudades do NO.? Parte daquele time de jornalistas está junto de novo em outro site. O NO Mínimo segue a mesma linha editorial de compromisso com a informação inteligente. Outra novidade é que passamos a integrar o conteúdo do iBest. Esperamos sua visita no endereço www.nominimo.com.br ou no www.ibest.com.br. Em breve, estaremos cadastrando assinantes, mas, antes disso, apareça para conferir a nova revista eletrônica dessa turma."
Da mesma forma estou indicando para quem gosta: Cronistasreunidos.com.br
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"Saudades do NO.? Parte daquele time de jornalistas está junto de novo em outro site. O NO Mínimo segue a mesma linha editorial de compromisso com a informação inteligente. Outra novidade é que passamos a integrar o conteúdo do iBest. Esperamos sua visita no endereço www.nominimo.com.br ou no www.ibest.com.br. Em breve, estaremos cadastrando assinantes, mas, antes disso, apareça para conferir a nova revista eletrônica dessa turma."
Da mesma forma estou indicando para quem gosta: Cronistasreunidos.com.br
Quinta-feira, Julho 25
Sentença
Lembro da minha avó em sua segunda queda com fratura de colo de femur. Os oitenta e tantos anos, a osteoporose severa e deformante, mais a a cota já utilizada de milagre da ótima recuperação da primeira, prenunciavam, é grave.
Coube ao médico competente traumatologista, após reunir a família e avaliar o caso, dar a notícia. Diria, da imobilização prolongada e da possível incapacidade de retornar a caminhar, omitiria, a degradação orgânica, e mental, que sobrevinha. E de fato sucedeu-se o esperado, mas não naquele momento, quando ainda mantinha certo humor sarcástico em tiradas inesperadas. Percebendo o que viria interrompe antecipando as sutilezas do especialista.
-Doutor, vou lhe contar uma coisa: aos quarenta e poucos anos perdi um rím e meio dos dois únicos que tinha. O médico, Dr. Darcy, disse que no máximo mais dois anos viveria. Nem tinha esgotado este tempo aparece outra agonia, um tumor, maligno, no ovário esquerdo, mal tratado por radioterapia. Outro médico, não lembro o nome, reduzia ainda mais minha curta sobrevida. Neste ponto não sabia quanto tempo já devia, mas se este era o jeito, deste jeito esperaria. Só uma coisa meu doutor, ambos morreram e faz décadas, e eu aqui esperando. Vivi mais do que outra vida. O que o senhor me diria?
Pensativo , cauteloso, mais por ele que por ela, inverteu o que anunciaria:
-Nada, Dona Cecy, nada. So queria que soubesse que a senhora vivera mais de cem anos, tranquila.
Conto esta história para minha mãe, lembrando o quanto de melancolia e tempo perdido seguiram-se aos mais de quarenta anos de sobrevida. Mutilação emocional, espera deprimida.
Aliviando na ironia, do poder de vida e morte que, por vezes, o homem se apropria, lembro a brincadeira que é esta vida, assim não fosse, outro final teria e não esse, que desde o primeiro dia já nos sentencia.
Lembro da minha avó em sua segunda queda com fratura de colo de femur. Os oitenta e tantos anos, a osteoporose severa e deformante, mais a a cota já utilizada de milagre da ótima recuperação da primeira, prenunciavam, é grave.
Coube ao médico competente traumatologista, após reunir a família e avaliar o caso, dar a notícia. Diria, da imobilização prolongada e da possível incapacidade de retornar a caminhar, omitiria, a degradação orgânica, e mental, que sobrevinha. E de fato sucedeu-se o esperado, mas não naquele momento, quando ainda mantinha certo humor sarcástico em tiradas inesperadas. Percebendo o que viria interrompe antecipando as sutilezas do especialista.
-Doutor, vou lhe contar uma coisa: aos quarenta e poucos anos perdi um rím e meio dos dois únicos que tinha. O médico, Dr. Darcy, disse que no máximo mais dois anos viveria. Nem tinha esgotado este tempo aparece outra agonia, um tumor, maligno, no ovário esquerdo, mal tratado por radioterapia. Outro médico, não lembro o nome, reduzia ainda mais minha curta sobrevida. Neste ponto não sabia quanto tempo já devia, mas se este era o jeito, deste jeito esperaria. Só uma coisa meu doutor, ambos morreram e faz décadas, e eu aqui esperando. Vivi mais do que outra vida. O que o senhor me diria?
Pensativo , cauteloso, mais por ele que por ela, inverteu o que anunciaria:
-Nada, Dona Cecy, nada. So queria que soubesse que a senhora vivera mais de cem anos, tranquila.
Conto esta história para minha mãe, lembrando o quanto de melancolia e tempo perdido seguiram-se aos mais de quarenta anos de sobrevida. Mutilação emocional, espera deprimida.
Aliviando na ironia, do poder de vida e morte que, por vezes, o homem se apropria, lembro a brincadeira que é esta vida, assim não fosse, outro final teria e não esse, que desde o primeiro dia já nos sentencia.
Segunda-feira, Julho 22
Recados
Esta semana vou estar sem tempo, trabalho até mais tarde, emendado da manhã a madrugada. Serão 10 dias, só, mas ja havia me prometido não fazer mais isso. Deixo um link para algumas crônicas selecionadas da Blog, nem eu tenho paciência de procurar arquivos. No mais, aviso aos mais próximos que meu telefone 229xxxx esta com defeito, parece que estou sempre falando, o que seria possível, mas não desta vez. Até mais...
Esta semana vou estar sem tempo, trabalho até mais tarde, emendado da manhã a madrugada. Serão 10 dias, só, mas ja havia me prometido não fazer mais isso. Deixo um link para algumas crônicas selecionadas da Blog, nem eu tenho paciência de procurar arquivos. No mais, aviso aos mais próximos que meu telefone 229xxxx esta com defeito, parece que estou sempre falando, o que seria possível, mas não desta vez. Até mais...
Sexta-feira, Julho 19
Formatura
Quanta espera, quase oito anos, pois estudar e trabalhar foi complicado. Daqui, acompanho por cima, vantagem em ter o nome iniciando por W. Até o tio Artur apareceu e não fosse a luz no rosto os veria claro. Lurdes e Shaiane, em algum lugar, estão próximas. Sinto-me bem nesta roupa comprida, mesmo um pouco apertada e com leve cheiro a mofo, estou orgulhoso. Minha escolha foi história Francesa, mas aqui estou mais para senador romano a ser empossado do que para imperador a ser coroado.
Por que o pessoal corre tanto, momento especial como este tem que ser aproveitado. Desfilarei como Napoleão, cabeça e peitos erguidos, olhar de superioridade. Beijo minha esposa, agarro Shaiane no colo e saio a cumprimentar e abraçar todos, os professores, funcionários até a Reitora, ai balanço a Paraninfa erguendo o diploma como um troféu. Todo ao som das Quatro Estações, da Sandy e Junior. Lindo!
Só agora a mãe perguntou porque havia escolhido fazer história, por ser mais fácil de entrar diria, mas me apaixonei pelos personagens. Serei professor. Orgulho.
Valeu a pena chegar da oficina e cair nos livros, dormindo quase sempre. Demorou mas , deixa para lá. E que festa, que turma bacana a minha. A idéia de beber um pouquinho para dar uma animada, valeu, me sinto frouxo. Os salgadinhos, não sei não, o croquetinho, meio amargo, caiu pesado. Bobagem, estou nervoso. Começou uma certa dorzinha de barriga, um desconforto.
Claudemir, grande amigo, merece, deu duro também. Palmas! Cólica. Roupa apertada, cheiro enjoado. Abraça tua noiva cara! Bacana. Cólica, calor, movimento, dor. Dirce, recém chamaram a Dirce. Calma. Fabiana quase tropeça na toga, bosta, opa! Que lindo a mãe de muletas, apura velha desgraçada! Gazes.
Luzes, tira estas luzes da minha cara, Joana D'arc na fogueira, suores, dor, movimento, cólica. Quem mandou minha mãe batizar de Wellington, faltam quantos? Dói, socorro, alívio, estou muito alto, não vejo nada. Cadê Shaiane, minha mulher e sogra?
Revolução, Montesquieu intestinal, cólica. Roupa sufoca, aperta, escapa, cheiro a podre, ovo mole. Aqui esta alto, porque não sou Aldo? Fuga, Bastilha, saida a francesa, fiasco.
Quanta espera, quase oito anos, pois estudar e trabalhar foi complicado. Daqui, acompanho por cima, vantagem em ter o nome iniciando por W. Até o tio Artur apareceu e não fosse a luz no rosto os veria claro. Lurdes e Shaiane, em algum lugar, estão próximas. Sinto-me bem nesta roupa comprida, mesmo um pouco apertada e com leve cheiro a mofo, estou orgulhoso. Minha escolha foi história Francesa, mas aqui estou mais para senador romano a ser empossado do que para imperador a ser coroado.
Por que o pessoal corre tanto, momento especial como este tem que ser aproveitado. Desfilarei como Napoleão, cabeça e peitos erguidos, olhar de superioridade. Beijo minha esposa, agarro Shaiane no colo e saio a cumprimentar e abraçar todos, os professores, funcionários até a Reitora, ai balanço a Paraninfa erguendo o diploma como um troféu. Todo ao som das Quatro Estações, da Sandy e Junior. Lindo!
Só agora a mãe perguntou porque havia escolhido fazer história, por ser mais fácil de entrar diria, mas me apaixonei pelos personagens. Serei professor. Orgulho.
Valeu a pena chegar da oficina e cair nos livros, dormindo quase sempre. Demorou mas , deixa para lá. E que festa, que turma bacana a minha. A idéia de beber um pouquinho para dar uma animada, valeu, me sinto frouxo. Os salgadinhos, não sei não, o croquetinho, meio amargo, caiu pesado. Bobagem, estou nervoso. Começou uma certa dorzinha de barriga, um desconforto.
Claudemir, grande amigo, merece, deu duro também. Palmas! Cólica. Roupa apertada, cheiro enjoado. Abraça tua noiva cara! Bacana. Cólica, calor, movimento, dor. Dirce, recém chamaram a Dirce. Calma. Fabiana quase tropeça na toga, bosta, opa! Que lindo a mãe de muletas, apura velha desgraçada! Gazes.
Luzes, tira estas luzes da minha cara, Joana D'arc na fogueira, suores, dor, movimento, cólica. Quem mandou minha mãe batizar de Wellington, faltam quantos? Dói, socorro, alívio, estou muito alto, não vejo nada. Cadê Shaiane, minha mulher e sogra?
Revolução, Montesquieu intestinal, cólica. Roupa sufoca, aperta, escapa, cheiro a podre, ovo mole. Aqui esta alto, porque não sou Aldo? Fuga, Bastilha, saida a francesa, fiasco.
Quinta-feira, Julho 18
Identidade
Tem dias em que desejava, ao abrir esta página, encontrar novidades a meu respeito. Estou tendo uma relação de fetiche com este espaço, entro na Blog como se minha não fosse, e espero que me conte algo que não saiba, ou então, fico olhando tentando decifrar porque perco tempo com isso. Da mesma forma, tenho preguiça em escrever tão frequente e, acabo me auto-decepcionando. Esta situação que começa a estressar incomoda e força a fazer algo até sem vontade. Os amigos reclamam: "Porque não escreve mais seguido", "Estas devagar...", etc. E é isso mesmo, te mexe cara e escreve alguma coisa pelo menos pra que eu leia, senão não volto aqui.
Tem dias em que desejava, ao abrir esta página, encontrar novidades a meu respeito. Estou tendo uma relação de fetiche com este espaço, entro na Blog como se minha não fosse, e espero que me conte algo que não saiba, ou então, fico olhando tentando decifrar porque perco tempo com isso. Da mesma forma, tenho preguiça em escrever tão frequente e, acabo me auto-decepcionando. Esta situação que começa a estressar incomoda e força a fazer algo até sem vontade. Os amigos reclamam: "Porque não escreve mais seguido", "Estas devagar...", etc. E é isso mesmo, te mexe cara e escreve alguma coisa pelo menos pra que eu leia, senão não volto aqui.
Sábado, Julho 13
Cegonha
Claudinha espera Maria Eduarda, que cedo ameaça, no ventre agitada, repete sua mãe e quer sair apressada. Descansa criança, te aquieta boneca, tua mãe ajuizada protege quem gesta, para mim, também criança, a caçula pequena, meio irmã-afilhada.
Claudinha espera Maria Eduarda, que cedo ameaça, no ventre agitada, repete sua mãe e quer sair apressada. Descansa criança, te aquieta boneca, tua mãe ajuizada protege quem gesta, para mim, também criança, a caçula pequena, meio irmã-afilhada.
Quarta-feira, Julho 10
Ressaca
Depois de uma semana tumultuada, marcada pelo acidente, pago com trabalho dobrado minha volta. Pude ouvir as mais variadas versões dadas aos fatos, de destemido herói a maníaco, fugitivo de marido traido. Poucos realmente entenderam, ou se preucuparam em saber, como cai da janela. Houve quem tivesse me visto até voando para fora do prédio. Cansado de contar a mesma história, e de tentar fazer valer a versão oficial, deixo na imaginação de cada um dos interessados, e que me difamem ou glorifiquem seja como for, agora me calo. Só resta seguir adiante, volto a publicar por aqui, mas, mudando de assunto.
Depois de uma semana tumultuada, marcada pelo acidente, pago com trabalho dobrado minha volta. Pude ouvir as mais variadas versões dadas aos fatos, de destemido herói a maníaco, fugitivo de marido traido. Poucos realmente entenderam, ou se preucuparam em saber, como cai da janela. Houve quem tivesse me visto até voando para fora do prédio. Cansado de contar a mesma história, e de tentar fazer valer a versão oficial, deixo na imaginação de cada um dos interessados, e que me difamem ou glorifiquem seja como for, agora me calo. Só resta seguir adiante, volto a publicar por aqui, mas, mudando de assunto.
Sábado, Julho 6
Curiosidades
- Depois da arte e do apelido recebido, no trabalho e na vizinhança, vale a pena ver a versão integral da dança do Homem-aranha (com som).
- Relógio digital manual.
- Criando um pum virtual.
Nota: vou deixar algumas curiosidades da web disponíveis em mural ao lado.
- Depois da arte e do apelido recebido, no trabalho e na vizinhança, vale a pena ver a versão integral da dança do Homem-aranha (com som).
- Relógio digital manual.
- Criando um pum virtual.
Nota: vou deixar algumas curiosidades da web disponíveis em mural ao lado.
Sexta-feira, Julho 5
Canja de Guampa
O frio esta voltando e bateu saudade do sopão da mãe. Ontem não resisti, fui até o mercado e supri um ranchão de verduras e acessórios para este que é dos meus pratos favoritos.
Sopa da Maria Helena (modificada)
Ingredientes:
- todas as verduras e legumes que for possível encontrar (abóbora, couve, milho, chuchu, batata inglesa e doce, nabo, repolho, brócolis, couve-flor, etc.);
- um pedaço de carne de segunda com osso;
- ovos;
- sal, pimenta e alho;
- cebola picada;
- queijo ralado;
- creme de leite ou nata;
- óleo
Modo de fazer:
- fritar a carne antes, já temperada, em pedaços graúdos até que suje o fundo da panela;
- acrescentar água fervente;
- adicionar os legumes e a cebola (não fritar) só após a metade do tempo de cozimento coloca-se as verduras;
- deixar cozinhar por cerca de 30 minutos, retirar a carne e o milho, reservar:
- passar o caldo com as verduras e legumes, no liquidificador:
- desossar a carne e cortar em pedaços pequenos devolvendo ao cozimento junto com o milho;
- verificar sal e pimenta;
- bater um ou dois ovos no caldo e por fim acrescentar o creme de leite ou nata até adquirir consistência cremosa, completar com queijo ralado;
Pronto, um vinho tinto, umas torradas,desejar que esteja frio e que haja boa companhia.
O frio esta voltando e bateu saudade do sopão da mãe. Ontem não resisti, fui até o mercado e supri um ranchão de verduras e acessórios para este que é dos meus pratos favoritos.
Sopa da Maria Helena (modificada)
Ingredientes:
- todas as verduras e legumes que for possível encontrar (abóbora, couve, milho, chuchu, batata inglesa e doce, nabo, repolho, brócolis, couve-flor, etc.);
- um pedaço de carne de segunda com osso;
- ovos;
- sal, pimenta e alho;
- cebola picada;
- queijo ralado;
- creme de leite ou nata;
- óleo
Modo de fazer:
- fritar a carne antes, já temperada, em pedaços graúdos até que suje o fundo da panela;
- acrescentar água fervente;
- adicionar os legumes e a cebola (não fritar) só após a metade do tempo de cozimento coloca-se as verduras;
- deixar cozinhar por cerca de 30 minutos, retirar a carne e o milho, reservar:
- passar o caldo com as verduras e legumes, no liquidificador:
- desossar a carne e cortar em pedaços pequenos devolvendo ao cozimento junto com o milho;
- verificar sal e pimenta;
- bater um ou dois ovos no caldo e por fim acrescentar o creme de leite ou nata até adquirir consistência cremosa, completar com queijo ralado;
Pronto, um vinho tinto, umas torradas,desejar que esteja frio e que haja boa companhia.
Insônia
Não recordo, mas também não vou pesquisar, se já escrevi por aqui que eventualmente, o sono me foge totalmente. São três horas da manhã e sentado a frente do micro, espero que surja algo. Ja aproveitei este tempo para ler, ver um filme, fazer lanche, colocar correio em dia, mas me sinto obrigado a fazer mais, criar algo, ser produtivo. Se fosse sempre possível transformar ansiedade em inspiração, seria eu um prolífero, motivos não me faltam, principalmente nesta hora em que até o silêncio é ruidoso, mas, infelizmente, não é assim que procede. Encontrar na tela do micro outro noctivago que me acompanhasse, isso também é difícil pois o público desta hora, sinceramente é estranho, como se eu, assim não me achasse. Porque longe da cama, desde cedo arrumada? Tentar novamente apagar ou despertar arrependido. Uma coisa, eu sei, é certa, vou sentir muita saudade do descanso desperdiçado. Paciência.
Não recordo, mas também não vou pesquisar, se já escrevi por aqui que eventualmente, o sono me foge totalmente. São três horas da manhã e sentado a frente do micro, espero que surja algo. Ja aproveitei este tempo para ler, ver um filme, fazer lanche, colocar correio em dia, mas me sinto obrigado a fazer mais, criar algo, ser produtivo. Se fosse sempre possível transformar ansiedade em inspiração, seria eu um prolífero, motivos não me faltam, principalmente nesta hora em que até o silêncio é ruidoso, mas, infelizmente, não é assim que procede. Encontrar na tela do micro outro noctivago que me acompanhasse, isso também é difícil pois o público desta hora, sinceramente é estranho, como se eu, assim não me achasse. Porque longe da cama, desde cedo arrumada? Tentar novamente apagar ou despertar arrependido. Uma coisa, eu sei, é certa, vou sentir muita saudade do descanso desperdiçado. Paciência.
Agradecimentos
Recuperado do susto , mas ainda meio doído, curtindo um repouso forçado, agradeço as diversas manifestações de afeição e preucupação recebidas.
Recuperado do susto , mas ainda meio doído, curtindo um repouso forçado, agradeço as diversas manifestações de afeição e preucupação recebidas.
Segunda-feira, Julho 1
Prenúncio
O Vicente tinha me dito, quase previsto, eu também imaginava que um dia fosse acontecer. Estava definida a história do meu vizinho, o Fumaça. Tinha este apelido pelo cheiro que o apartamento, defronte ao meu, exalava. E estranho, há poucos dias, pela primeira vez, ele me convidara para entrar e conhece-lo. Ali eu já havia morado ,e talvez por isso o choque tão grande. Fogão, fogareiro no centro da sala, móveis enormes imundos arrastados, piso destruido e arranhado. Sujeira, muita sujeira. Aparelhos novos desligados e empoeirados, como a tela da TV só visível no centro onde um pano ou a mão haviam se arrastado, como uma janela que se passa o cotovelo, suficente para enxergar um pedaço de rua. Faltava piso na cozinha, lixo espalhado e um cheiro estranho, difícil de descrever, talvez mofo , cigarro, e tinta que intensamente se misturavam. Lembrei do capricho que havia dedicado , do tempo na conservação de quando ali morara, mas isso era o de menos. Pior foi ver,. comprovar, o estado da sua mente, não do imóvel. Só alguem muito doente estaria ali jogado. E nem percebíamos a extensão dessa patologia, porque de alguma forma ele ali a escondia. Agora, porque me abrira a porta? O que queria que soubesse? Garrafas de vodka como o vestigio, muitas, jogadas, vazias, emborcadas. Mas, se havia há alguns dias comprado um carro novo, um bonito e caro carro novo, que em nada combinava com aquilo que se via, o que realmente ele queria? Pelo carro, anunciara, trocaria de endereço, pois a garagem apertada atrapalhava. Ele não, os móveis pesados, grandes e socados, não causavam tal incômodo, mas a mim, e a qualquer outro, sufocava. Que fosse o carro, ou a tinta preparada ainda que num canto jogada, algo mudava naquela vida. Falou em namorada. Ele quase sessenta e ela uns quarenta e nada. Entusiasmado, dizia, achava que tinha se encontrado. Mandara limpar, se é que dava, o cafofo. Depois, entretanto, suspendeu a limpeza, recolheu-se e sumiu novamente. Acordei ontem quando batiam a a porta. Alguns amigos, e eram poucos, recem notaram. Cinco dias se passaram que ninguém mais o havia visto. Um telefonema, no período, a um deles solicitava: "me ajuda", só, mais nada. Aos socos insistiam e ninguem respondia. O carro na rua, novo, sereno úmido. Ninguém atende, a porta não abre, suspeita que ao fim da tarde se confirmara. Arrombou-se a porta por dentro trancada e ainda vivo balbuciava. Nada que se entendesse. Em casa, acamado, sereno, molhado. Cheiro de urina e álcool misturados ao odor indiscritivel que ja sentira, e a respiração entrecortada e fraca. Depois de uma entrada confusa e atrapalhada, ao meu diagnóstico, levou-se ao hospital, ambulãncia e maca. Fizera minha parte, inútil, em poucos minutos o Fumaça se apagava. Ninguem por ele, algum amigo que melhor o conhecia, vida dubia, disfarçada. Ninguem a informar bem quem ele era, pouco além de ser aposentado, viver em casa só, por si abandonado. Morava na minha porta, num espaço que conhecia, mas muito pouco eu sabia, a não ser da morte anunciada.
Nota: A pedido do Sandro que sabe do resto da história, publico uma segunda versão mais prosaica do mesmo fato: Outra versão.
O Vicente tinha me dito, quase previsto, eu também imaginava que um dia fosse acontecer. Estava definida a história do meu vizinho, o Fumaça. Tinha este apelido pelo cheiro que o apartamento, defronte ao meu, exalava. E estranho, há poucos dias, pela primeira vez, ele me convidara para entrar e conhece-lo. Ali eu já havia morado ,e talvez por isso o choque tão grande. Fogão, fogareiro no centro da sala, móveis enormes imundos arrastados, piso destruido e arranhado. Sujeira, muita sujeira. Aparelhos novos desligados e empoeirados, como a tela da TV só visível no centro onde um pano ou a mão haviam se arrastado, como uma janela que se passa o cotovelo, suficente para enxergar um pedaço de rua. Faltava piso na cozinha, lixo espalhado e um cheiro estranho, difícil de descrever, talvez mofo , cigarro, e tinta que intensamente se misturavam. Lembrei do capricho que havia dedicado , do tempo na conservação de quando ali morara, mas isso era o de menos. Pior foi ver,. comprovar, o estado da sua mente, não do imóvel. Só alguem muito doente estaria ali jogado. E nem percebíamos a extensão dessa patologia, porque de alguma forma ele ali a escondia. Agora, porque me abrira a porta? O que queria que soubesse? Garrafas de vodka como o vestigio, muitas, jogadas, vazias, emborcadas. Mas, se havia há alguns dias comprado um carro novo, um bonito e caro carro novo, que em nada combinava com aquilo que se via, o que realmente ele queria? Pelo carro, anunciara, trocaria de endereço, pois a garagem apertada atrapalhava. Ele não, os móveis pesados, grandes e socados, não causavam tal incômodo, mas a mim, e a qualquer outro, sufocava. Que fosse o carro, ou a tinta preparada ainda que num canto jogada, algo mudava naquela vida. Falou em namorada. Ele quase sessenta e ela uns quarenta e nada. Entusiasmado, dizia, achava que tinha se encontrado. Mandara limpar, se é que dava, o cafofo. Depois, entretanto, suspendeu a limpeza, recolheu-se e sumiu novamente. Acordei ontem quando batiam a a porta. Alguns amigos, e eram poucos, recem notaram. Cinco dias se passaram que ninguém mais o havia visto. Um telefonema, no período, a um deles solicitava: "me ajuda", só, mais nada. Aos socos insistiam e ninguem respondia. O carro na rua, novo, sereno úmido. Ninguém atende, a porta não abre, suspeita que ao fim da tarde se confirmara. Arrombou-se a porta por dentro trancada e ainda vivo balbuciava. Nada que se entendesse. Em casa, acamado, sereno, molhado. Cheiro de urina e álcool misturados ao odor indiscritivel que ja sentira, e a respiração entrecortada e fraca. Depois de uma entrada confusa e atrapalhada, ao meu diagnóstico, levou-se ao hospital, ambulãncia e maca. Fizera minha parte, inútil, em poucos minutos o Fumaça se apagava. Ninguem por ele, algum amigo que melhor o conhecia, vida dubia, disfarçada. Ninguem a informar bem quem ele era, pouco além de ser aposentado, viver em casa só, por si abandonado. Morava na minha porta, num espaço que conhecia, mas muito pouco eu sabia, a não ser da morte anunciada.
Nota: A pedido do Sandro que sabe do resto da história, publico uma segunda versão mais prosaica do mesmo fato: Outra versão.
