Tempos Modernos Lendo A Blog do Meditabundo encontrei este guia para relacionamentos (clique aqui), algo bem diferente do que lia ainda esta semana sobre o mesmo tema na Eu Sei Tudo de outubro de 1927. Aqui um enxerto da matéria deste almanaque:
"Conselhos ao Homem que Deseja Casar -Não te esqueças que és o único espectador para quem tua esposa trabalha e de que ela gosta de ser elogiada, assim como o homem por seu chefe... -Não penses que o fato de estar casada contigo seja diversão suficiente para uma mulher. Não é. Tua esposa tem o direito a uma tarde de passeio, pelo menos uma vez por semana e todo esposo deve fazer pelo menos um centésimo do que fazia antes de casar para proporcionar a mulher uma vida saudavel..."
Alguma coisa se perdeu na história ou serão versões atualizadas de fatos semelhantes?
Navegar é preciso...
Anunciaram que choveria, agouros de inveja de quem não se contém e tenta diminuir sua felicidade. O clima não era mesmo ameno, por menos em outras épocas teria desistido. Mas o tempo, rápido, não permitia, não há mais como transferir possibilidades. Esta era uma, daquelas que trazem boas lembranças, que quebram a rotina, modificam perspectivas, mesmo que por momentos, mas estimulam. Com o treino, aprendi o itinerário, dominei alguns caminhos, me dexei ser levado por outros, o traçado modificado ensina atalhos que valem a pena, mesmo que em estradas não tão bem construidas, e assim a cada curva ainda desconhecida uma surpresa que faz seguir. Para onde? Não sei, não sabemos, como não sabia se choveria apesar do mal agouro. E não choveu, não tempestade, nem que assim fosse não perdria a motivação para esta viagem. Tchau!
Aniversário Estive sem conexão por estes dias, optei pela ADSL. Feliz e cheio de expectativa, acreditei nos prazos prometidos pela Telecom e assim fiquei, esperando. Após várias tentativas e transferências de ligações e responsabilidades, quase desisti. Aprendi o jargão da banda larga, alargados meus conhecimentos, fui até a alma do modem, injustamente indicado como culpado da falta de resposta da linha. Erro 628, nem constava no manual. E eu que pensei que não teria mais conexão trancada, estaquei minha disposição em usar este aparelho. Prazos vencidos, remarcados e esquecidos, perdi meu tempo no taximetro virtual, quinze dias pagando sem ter o serviço. Não desejando voltar, perdi o entusiasmo em conectar ou publicar por linha discada, atraso, que o psique acretida e nos consome em consumidores tecnológicos de novidades frescas, e bota fresca nisso. Bem, hoje estou de aniversário, e por pena ou acaso, a tal empresa liberou finalmente minha linha, voltando à linha, faço deste meu primeiro post em alta velocidade, espero que consiga!
Quadrinhos
Esta garota tem um espaço muito legal destinado a heróis e anti-heróis das HQ. Ela se diz amadora, mas o texto, com um toque todo pessoal, é muito bom. Visite a Mini-enciclopédia dos personagens das HQ e desenhos animados da Ana Paula. Outra indicação é o banco de dados sobre Desenhos animados, completíssimo (clique aqui).
A Carta Hoje encontrei dentro de um livro uma velha carta amarelecida, Rasguei-a sem procurar ao menos saber de quem seria... Eu tenho um medo Horrível A essas marés montantes do passado, Com suas quilhas afundadas, com Meus sucessivos cadáveres amarrados aos mastros e gáveas... Ai de mim Ai de ti, ó velho mar profundo, Eu venho sempre à tona de todos os naufrágios!
Mario Quintana
Falta Ao abrir a porta, com dificuldade, tremiam as mãos, balançam chaves. Conhecera bem o interior, antes seu ambiente, mas a ausência modificara o clima e de dentro um ar viciado, típico de casas há muito fechadas, assinalava a umidade da cidade. Invadido, antecipava o ingresso trazendo o ontem quase esquecido. Não ouvira a Ginja, magra avermelhada, miando enquanto se espreguiçava, pois fora o rangido da porta os demais sons eram lembranças. Os gritos do Joca, o correr da Eduarda, as panelas que caíam, a TV sempre ligada, silêncio. Sem precisar afastar o tapete, dentro um vazio absoluto. O que se via das paredes eram manchas do abandono que as frestas riscavam das janelas mal trancadas. Escassa luz de onde partira a esperança. Quando saiu não voltaria, pouca atenção dispensada, faz a vida, casa esvaziada, ficaram os velhos, as lembranças, a gata. Partira Joca, sumiu Eduarda. Visitas breves, outra cidade, também mudaram e ele nada. Avisara da ausência, justificada, mas não ajudara a fechar a porta. Cartas que mudam o destinatário, cada vez mais distante, entende, não se carrega o imóvel. Hoje quando todos partiram, sobrou-lhe o prédio. Vazio por estar abandonado mas carregado pelo renunciado.
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