Blog do Camafunga


 

Depois de mais de quatro anos de postagens esta Blog passa a ser compartilhada, duas almas tão distintas com visões tão diferenciadas, irão dividir, além do corpo, o mesmo espaço para expressão de idéias e observações do cotidiano, seja o que Deus quiser!

 
  Crônicas do Camafunga

visitas desde agosto de 2001

 

Sábado, Outubro 26

Tempos Modernos
Lendo A Blog do Meditabundo encontrei este guia para relacionamentos (clique aqui), algo bem diferente do que lia ainda esta semana sobre o mesmo tema na Eu Sei Tudo de outubro de 1927. Aqui um enxerto da matéria deste almanaque:


"Conselhos ao Homem que Deseja Casar
-Não te esqueças que és o único espectador para quem tua esposa trabalha e de que ela gosta de ser elogiada, assim como o homem por seu chefe...
-Não penses que o fato de estar casada contigo seja diversão suficiente para uma mulher. Não é. Tua esposa tem o direito a uma tarde de passeio, pelo menos uma vez por semana e todo esposo deve fazer pelo menos um centésimo do que fazia antes de casar para proporcionar a mulher uma vida saudavel..."

Alguma coisa se perdeu na história ou serão versões atualizadas de fatos semelhantes?

Quarta-feira, Outubro 23

Navegar é preciso...
Anunciaram que choveria, agouros de inveja de quem não se contém e tenta diminuir sua felicidade. O clima não era mesmo ameno, por menos em outras épocas teria desistido. Mas o tempo, rápido, não permitia, não há mais como transferir possibilidades. Esta era uma, daquelas que trazem boas lembranças, que quebram a rotina, modificam perspectivas, mesmo que por momentos, mas estimulam. Com o treino, aprendi o itinerário, dominei alguns caminhos, me dexei ser levado por outros, o traçado modificado ensina atalhos que valem a pena, mesmo que em estradas não tão bem construidas, e assim a cada curva ainda desconhecida uma surpresa que faz seguir. Para onde? Não sei, não sabemos, como não sabia se choveria apesar do mal agouro. E não choveu, não tempestade, nem que assim fosse não perdria a motivação para esta viagem. Tchau!

Terça-feira, Outubro 22

Aniversário
Estive sem conexão por estes dias, optei pela ADSL. Feliz e cheio de expectativa, acreditei nos prazos prometidos pela Telecom e assim fiquei, esperando. Após várias tentativas e transferências de ligações e responsabilidades, quase desisti. Aprendi o jargão da banda larga, alargados meus conhecimentos, fui até a alma do modem, injustamente indicado como culpado da falta de resposta da linha. Erro 628, nem constava no manual. E eu que pensei que não teria mais conexão trancada, estaquei minha disposição em usar este aparelho. Prazos vencidos, remarcados e esquecidos, perdi meu tempo no taximetro virtual, quinze dias pagando sem ter o serviço. Não desejando voltar, perdi o entusiasmo em conectar ou publicar por linha discada, atraso, que o psique acretida e nos consome em consumidores tecnológicos de novidades frescas, e bota fresca nisso. Bem, hoje estou de aniversário, e por pena ou acaso, a tal empresa liberou finalmente minha linha, voltando à linha, faço deste meu primeiro post em alta velocidade, espero que consiga!

Segunda-feira, Outubro 14

Quadrinhos
Esta garota tem um espaço muito legal destinado a heróis e anti-heróis das HQ. Ela se diz amadora, mas o texto, com um toque todo pessoal, é muito bom. Visite a Mini-enciclopédia dos personagens das HQ e desenhos animados da Ana Paula.
Outra indicação é o banco de dados sobre Desenhos animados, completíssimo (clique aqui).

Sábado, Outubro 12

A Carta
Hoje encontrei dentro de um livro uma velha carta amarelecida,
Rasguei-a sem procurar ao menos saber de quem seria...
Eu tenho um medo
Horrível
A essas marés montantes do passado,
Com suas quilhas afundadas, com
Meus sucessivos cadáveres amarrados aos mastros e gáveas...
Ai de mim
Ai de ti, ó velho mar profundo,
Eu venho sempre à tona de todos os naufrágios!

Mario Quintana

Terça-feira, Outubro 1

Falta
Ao abrir a porta, com dificuldade, tremiam as mãos, balançam chaves. Conhecera bem o interior, antes seu ambiente, mas a ausência modificara o clima e de dentro um ar viciado, típico de casas há muito fechadas, assinalava a umidade da cidade. Invadido, antecipava o ingresso trazendo o ontem quase esquecido. Não ouvira a Ginja, magra avermelhada, miando enquanto se espreguiçava, pois fora o rangido da porta os demais sons eram lembranças. Os gritos do Joca, o correr da Eduarda, as panelas que caíam, a TV sempre ligada, silêncio. Sem precisar afastar o tapete, dentro um vazio absoluto. O que se via das paredes eram manchas do abandono que as frestas riscavam das janelas mal trancadas. Escassa luz de onde partira a esperança. Quando saiu não voltaria, pouca atenção dispensada, faz a vida, casa esvaziada, ficaram os velhos, as lembranças, a gata. Partira Joca, sumiu Eduarda. Visitas breves, outra cidade, também mudaram e ele nada. Avisara da ausência, justificada, mas não ajudara a fechar a porta. Cartas que mudam o destinatário, cada vez mais distante, entende, não se carrega o imóvel. Hoje quando todos partiram, sobrou-lhe o prédio. Vazio por estar abandonado mas carregado pelo renunciado.

 

 

08_01

09_01

10_01

11_01

12_01

01_02

02_02

03_02

04_02

05_02

06_02

07_02

08_02

09_02

10_02

11_02

12_02

01_03

02_03

03_03

04_03

05_03

06_03

07_03

08_03

09_03

10_03

11_03

12_03

01_04

02_04

03_04

04_04

05_04

06_04

07_04

08_04

09_04

10_04

11_04

12_04

01_05

02_05

03_05

04_05

05_05

06_05

07_05

08_05

09_05

10_05

11_05

12_05

01_06

02_06

03_06

04_06


 

Visite a Perfumaria da Morsa

 

 

       
       
1