Calor intenso, prefiro que não me encontrem. A noite começou cedo, tarde para quem ainda estava no trabalho. Relâmpagos no caminho e uma vontade de um banho frio imediato. As pessoas sem camisa enchiam as ruas desesperadas. Pouca roupa não adianta, preciso imergir em algo gelado. Saudades do inverno, esta terra tem mormaços onde voa a mosquitama. Minha casa fica distante, mesmo escuro concentra o carro a quentura colhida na tarde. Bem que via não havia sombra, a noite é sombra morna. Sem paciência estaciono de qualquer modo, abro a casa, mais bochorno. Mudei a NAN do celular, desliga o fixo da parede. Fome pouca mas saciada, seria um suco gelo, mais nada. Raios, luzes, trovoadas foi-se a luz, nem vela, nada. Vento forte janelas batem, chove em casa, frestas estreitas não impedem. Não se toma banho em tempestade, atrai raio minha mãe dizia. Ja sem roupa sento e aguardo, será perigoso chuveiro desligado? Lado oposto a chuva aberta, pela janela mosquital invade. "Animais" desesperados sugam a pele suada, pega. Caio em sono, muito cansado, acordo duro, doido, molhado. Volta a força, só a elétrica, ja sem graça banho atrasado. Que saudades da minha terra quando é frio exagerado. Passa tempo, se sobrevivo, outro verão passo trancado.
Sexta-feira, Fevereiro 28
Calor
Calor intenso, prefiro que não me encontrem. A noite começou cedo, tarde para quem ainda estava no trabalho. Relâmpagos no caminho e uma vontade de um banho frio imediato. As pessoas sem camisa enchiam as ruas desesperadas. Pouca roupa não adianta, preciso imergir em algo gelado. Saudades do inverno, esta terra tem mormaços onde voa a mosquitama. Minha casa fica distante, mesmo escuro concentra o carro a quentura colhida na tarde. Bem que via não havia sombra, a noite é sombra morna. Sem paciência estaciono de qualquer modo, abro a casa, mais bochorno. Mudei a NAN do celular, desliga o fixo da parede. Fome pouca mas saciada, seria um suco gelo, mais nada. Raios, luzes, trovoadas foi-se a luz, nem vela, nada. Vento forte janelas batem, chove em casa, frestas estreitas não impedem. Não se toma banho em tempestade, atrai raio minha mãe dizia. Ja sem roupa sento e aguardo, será perigoso chuveiro desligado? Lado oposto a chuva aberta, pela janela mosquital invade. "Animais" desesperados sugam a pele suada, pega. Caio em sono, muito cansado, acordo duro, doido, molhado. Volta a força, só a elétrica, ja sem graça banho atrasado. Que saudades da minha terra quando é frio exagerado. Passa tempo, se sobrevivo, outro verão passo trancado.
Calor intenso, prefiro que não me encontrem. A noite começou cedo, tarde para quem ainda estava no trabalho. Relâmpagos no caminho e uma vontade de um banho frio imediato. As pessoas sem camisa enchiam as ruas desesperadas. Pouca roupa não adianta, preciso imergir em algo gelado. Saudades do inverno, esta terra tem mormaços onde voa a mosquitama. Minha casa fica distante, mesmo escuro concentra o carro a quentura colhida na tarde. Bem que via não havia sombra, a noite é sombra morna. Sem paciência estaciono de qualquer modo, abro a casa, mais bochorno. Mudei a NAN do celular, desliga o fixo da parede. Fome pouca mas saciada, seria um suco gelo, mais nada. Raios, luzes, trovoadas foi-se a luz, nem vela, nada. Vento forte janelas batem, chove em casa, frestas estreitas não impedem. Não se toma banho em tempestade, atrai raio minha mãe dizia. Ja sem roupa sento e aguardo, será perigoso chuveiro desligado? Lado oposto a chuva aberta, pela janela mosquital invade. "Animais" desesperados sugam a pele suada, pega. Caio em sono, muito cansado, acordo duro, doido, molhado. Volta a força, só a elétrica, ja sem graça banho atrasado. Que saudades da minha terra quando é frio exagerado. Passa tempo, se sobrevivo, outro verão passo trancado.
Quarta-feira, Fevereiro 26
Gravuras
Já que perguntaram de onde tiro algumas gravuras que adornam a Blog, respondo: Há tempos coleciono almanaques antigos - Eu sei Tudo, Tico-Tico, Capivarol, etc. Quando me dedicava ao desenho buscava inspiração nos cartunistas antigos. Por falar nisso, é escasso o material na internet sobre Almanaques e é um filão interessante que devia ser divulgado. Os meus preferidos são os editados nas duas primeiras décadas do século passado. De provinha, publico esta pérola de 1927.
A folha mantém um espaço n etilo. Almanaque da Folha.
Já que perguntaram de onde tiro algumas gravuras que adornam a Blog, respondo: Há tempos coleciono almanaques antigos - Eu sei Tudo, Tico-Tico, Capivarol, etc. Quando me dedicava ao desenho buscava inspiração nos cartunistas antigos. Por falar nisso, é escasso o material na internet sobre Almanaques e é um filão interessante que devia ser divulgado. Os meus preferidos são os editados nas duas primeiras décadas do século passado. De provinha, publico esta pérola de 1927.

A folha mantém um espaço n etilo. Almanaque da Folha.
Intervalo
Mais dias em silêncio do que o normal. Semana tumultuada esta, pré-carnaval, pré-férias, visitas que requerem atenção. Desde que troquei de provedor não tive mais problemas de conexão, agora falta é tempo mesmo. Tem umas fotos novas nas imagens que justificam a falta em parte. Tem também o caso do baiano que queria matar a esposa, mas isso é outra história. Aos meus amigos de ICQ aviso que "meus contatos" foi para o espaço, logo se puderem me reenviar os endereços agradeço.
Mais dias em silêncio do que o normal. Semana tumultuada esta, pré-carnaval, pré-férias, visitas que requerem atenção. Desde que troquei de provedor não tive mais problemas de conexão, agora falta é tempo mesmo. Tem umas fotos novas nas imagens que justificam a falta em parte. Tem também o caso do baiano que queria matar a esposa, mas isso é outra história. Aos meus amigos de ICQ aviso que "meus contatos" foi para o espaço, logo se puderem me reenviar os endereços agradeço.
Sexta-feira, Fevereiro 21
Natural
Com o tempo as coisas vão ficando automáticas, o julgamento do que é correto ou errado é natural e espontâneo. Pai, mãe, professor, padre, pastor, amigos, estão todos aqui dentro e é como caminhar ou andar de bicicleta, não é preciso pensar. Faz-se uma imagem de que se é correto e pronto. Assim foi quando decidi que iria me omitir em ajudá-lo. No momento não tinha um porquê, mas não valia a pena, e deu.
Deu porcaria. Achei que sempre havia anjos a me orientar, e não havia. De pequeno conheci cínicos, também aprendi a ser desavergonhado. Um mestre dizia: "todos os ruins tem algo de bom, ninguém é totalmente nocivo". Que bom! Mas desta vez tenho que pensar ou caio da bicicleta, já que nunca aprendi a andar de cavalo mesmo. Ele vai sobreviver para me odiar e eu para aprender. Nada é tão normal como ser imperfeito.
Com o tempo as coisas vão ficando automáticas, o julgamento do que é correto ou errado é natural e espontâneo. Pai, mãe, professor, padre, pastor, amigos, estão todos aqui dentro e é como caminhar ou andar de bicicleta, não é preciso pensar. Faz-se uma imagem de que se é correto e pronto. Assim foi quando decidi que iria me omitir em ajudá-lo. No momento não tinha um porquê, mas não valia a pena, e deu.
Deu porcaria. Achei que sempre havia anjos a me orientar, e não havia. De pequeno conheci cínicos, também aprendi a ser desavergonhado. Um mestre dizia: "todos os ruins tem algo de bom, ninguém é totalmente nocivo". Que bom! Mas desta vez tenho que pensar ou caio da bicicleta, já que nunca aprendi a andar de cavalo mesmo. Ele vai sobreviver para me odiar e eu para aprender. Nada é tão normal como ser imperfeito. Obs: as gravuras são de Giovanni Guarieschi.
Quinta-feira, Fevereiro 20
Impessoal
Prefiro que me leia quem não me conhece. Bobagem? Não é, vez por outra sou interpretado pelo que escrevo. amigos julgam entender o que não disse, misturam ficção com que poderia ser uma mensagem secreta, íntima, codificada. Aceito que alguns personagens brotam da experiência e sentimentos inconcientes, lógico, mas é apressado receber em resposta um telefonema angustiado: "O que esta acontecendo contigo? Entendi o recado, se precisar conta comigo." Sou fornecedor de material psicanalítico a tantos terapeutas que me cercam e apesar de entender que não adianta, repito, escrevo crônicas, textos, legendas do dia a dia que podem me dizer respeito, a ninguém ou a ti que se preucupa. Quem sabe?
Prefiro que me leia quem não me conhece. Bobagem? Não é, vez por outra sou interpretado pelo que escrevo. amigos julgam entender o que não disse, misturam ficção com que poderia ser uma mensagem secreta, íntima, codificada. Aceito que alguns personagens brotam da experiência e sentimentos inconcientes, lógico, mas é apressado receber em resposta um telefonema angustiado: "O que esta acontecendo contigo? Entendi o recado, se precisar conta comigo." Sou fornecedor de material psicanalítico a tantos terapeutas que me cercam e apesar de entender que não adianta, repito, escrevo crônicas, textos, legendas do dia a dia que podem me dizer respeito, a ninguém ou a ti que se preucupa. Quem sabe?
Quarta-feira, Fevereiro 19
Pessoal
Nada tão sério que não possa ser postergado. Nem sabia o que iria ser dito, não gostaria de se comprometer nem ser confundido. Na fila do banco pensava no que deveria ser mudado. Nada diria. Antes animado tentara, em vão, ja estava pronto. Este seria o primeiro sinal de que havia amadurecido, ou ficado velho. Agora lhe cobravam atitude, preferira atender a quem cobrara promissórias. Odeia fila de banco. Tem mais gente conhecida por aqui. Antes forçava ser entendido agora os outros que aprendam. Mesmo com menos tempo, prefere ter mais cautela. Conheço o fim desta história. O celular toca, reconhece o número. "Será que atendo?" Não me atende, tentei. No fundo lhe invejo, sera que me preucupo? Acho que não, nada tão sério que não possa ser esquecido.
Nada tão sério que não possa ser postergado. Nem sabia o que iria ser dito, não gostaria de se comprometer nem ser confundido. Na fila do banco pensava no que deveria ser mudado. Nada diria. Antes animado tentara, em vão, ja estava pronto. Este seria o primeiro sinal de que havia amadurecido, ou ficado velho. Agora lhe cobravam atitude, preferira atender a quem cobrara promissórias. Odeia fila de banco. Tem mais gente conhecida por aqui. Antes forçava ser entendido agora os outros que aprendam. Mesmo com menos tempo, prefere ter mais cautela. Conheço o fim desta história. O celular toca, reconhece o número. "Será que atendo?" Não me atende, tentei. No fundo lhe invejo, sera que me preucupo? Acho que não, nada tão sério que não possa ser esquecido.
Terça-feira, Fevereiro 18
Novo Horário
Acordo como de costume, esqueci de ajustar o relógio. Percebo, apesar do sol tão forte, não há ruido dos onibus. Da janela não se ve ninguém correndo, cade os cabelos molhados? Estranho perceber que nem os pássaros despertaram, ou, aproveitando a calmaria, partiram desacompanhados. As aulas nem começaram mas o verão foi expulso, só o sol teimoso, fica ali posicionado. Sinto um friozinho falso, desacostumado. Será? De resto, o dia avisado, ao contrario de mim, obediente em ser atrasado, confunde corpo e mente, desorienta. Amanhã estarei ambientado, acordarei com os onibus, correrei agitado, volta o normal vai-se a graça de burlar paradigmas de um tempo moldado.
Acordo como de costume, esqueci de ajustar o relógio. Percebo, apesar do sol tão forte, não há ruido dos onibus. Da janela não se ve ninguém correndo, cade os cabelos molhados? Estranho perceber que nem os pássaros despertaram, ou, aproveitando a calmaria, partiram desacompanhados. As aulas nem começaram mas o verão foi expulso, só o sol teimoso, fica ali posicionado. Sinto um friozinho falso, desacostumado. Será? De resto, o dia avisado, ao contrario de mim, obediente em ser atrasado, confunde corpo e mente, desorienta. Amanhã estarei ambientado, acordarei com os onibus, correrei agitado, volta o normal vai-se a graça de burlar paradigmas de um tempo moldado.
Sexta-feira, Fevereiro 14
Instabilidade
Quando contratei Conexão Banda Larga fui avisado, havia problemas. A velocidade oscilante, um serviço de qualidade duvidosa e muita dor de cabeça. Devia ter-lhes dado ouvidos, as revistas especializadas também alertavam, "Banda Larga ainda é furada". Esqueço os dois meses que penei sem serviços, nenhuma conexão com sucesso, e que mesmo assim, paguei o indevido, esqueço a falta de suporte tecnico adequado e o custo em tempo perdido. Faz alguns dias que outro sinistro vem aconrtecendo, fiquei com conexão seletiva, pode? Pode, consigo usar ftp, irc, p to p, sei mais o que, mas não consigo usar o browser. E quando "navegar é preciso, baixar não é preciso" fico na mão (do mouse). Tento modem, LAN, linha, configuração, pirataria. De viagem trancada volto a ligar para quem devia, ou não devia. Após muitos informarem, coisas que até já sabia, finalmente escuto a novidade, alguém a culpa assumia. "Senhor, estamos passando por uma instabilidade temporária no fluxo entre o provedor e a operadora, sem data definida para para o equacionamento acatamos sua queixa e compreensão, no momento continue usufruindo do que é possível de nossos serviços. A empresa agradece e tenha uma boa noite." Com diria José Simão: tucanês legítimo, o que há é uma incompetência dividida entre a UOL e a Brasil Telecom que nos privam de usar o que se paga. Não tivesse me custado tanto desligaria de vez este modem e voltava a linha discada. Quem conhece afirma que atrás destas siglas há sucata, não duvido, mas pelo menos podiam tratar o utente descontente com um pouco de respeito.
Quando contratei Conexão Banda Larga fui avisado, havia problemas. A velocidade oscilante, um serviço de qualidade duvidosa e muita dor de cabeça. Devia ter-lhes dado ouvidos, as revistas especializadas também alertavam, "Banda Larga ainda é furada". Esqueço os dois meses que penei sem serviços, nenhuma conexão com sucesso, e que mesmo assim, paguei o indevido, esqueço a falta de suporte tecnico adequado e o custo em tempo perdido. Faz alguns dias que outro sinistro vem aconrtecendo, fiquei com conexão seletiva, pode? Pode, consigo usar ftp, irc, p to p, sei mais o que, mas não consigo usar o browser. E quando "navegar é preciso, baixar não é preciso" fico na mão (do mouse). Tento modem, LAN, linha, configuração, pirataria. De viagem trancada volto a ligar para quem devia, ou não devia. Após muitos informarem, coisas que até já sabia, finalmente escuto a novidade, alguém a culpa assumia. "Senhor, estamos passando por uma instabilidade temporária no fluxo entre o provedor e a operadora, sem data definida para para o equacionamento acatamos sua queixa e compreensão, no momento continue usufruindo do que é possível de nossos serviços. A empresa agradece e tenha uma boa noite." Com diria José Simão: tucanês legítimo, o que há é uma incompetência dividida entre a UOL e a Brasil Telecom que nos privam de usar o que se paga. Não tivesse me custado tanto desligaria de vez este modem e voltava a linha discada. Quem conhece afirma que atrás destas siglas há sucata, não duvido, mas pelo menos podiam tratar o utente descontente com um pouco de respeito.
Sábado, Fevereiro 8
Imagem
Com os olhos cheios de ramela olha para o despertador, tarde, a pelo menos uma hora já era para estar na rua, e justo hoje não podia ter-se atrapalhado. Com a boca seca, hálito acebolado, desconhece escova, deixa o café de lado. A roupa escolhida, esquece, veste a primeira que aparece. O cabelo com corte já passado, em distinção ao rosto, é molhado. Ainda procura as chaves, mas o tempo não permite busca detalhada, deixa, depois a porta arromba, voa cara engordurada! O carro combustível em vacuidade, um "Pai Nosso" para que chegue ao seu destino, ou pelo menos que o atinja em parte. Não interessa tanto a volta, se é que ainda tenha volta. Detalhe, esquecera as meias, mas isso, uma particularidade. Roupa que não combina, relógio quase parado, e saber que não lhe esperam se chegar mais atrasado. Quanto isso era esperado! Ansioso não entende, por que esteve assim parado. Meses em busca, classificados. Culpa, desejos desprezados. Nem a rua muito saía, sentia-se estranho, desambientado. Os amigos pouco convinha, encher de desculpas, nem mais as tinha. Como o carro em vacuidade, ficara vazia sua rotina. A casa não abrigava, a fome não lhe mantinha. E agora atrasado o que seria? Confirmar o devaneio, de que tão pouco assim seria, ou encarar a realidade em ser menos do que devia. Mesmo o rosto ramelento, vestimenta de palhaço, houve a chance da corrida, sabe-se vivo, aprendizado. Que na próxima se acredite, deixe de partir assim, passado.
Não deixem de ler o post do Luiz Tarciso crônica, vírgula .
Com os olhos cheios de ramela olha para o despertador, tarde, a pelo menos uma hora já era para estar na rua, e justo hoje não podia ter-se atrapalhado. Com a boca seca, hálito acebolado, desconhece escova, deixa o café de lado. A roupa escolhida, esquece, veste a primeira que aparece. O cabelo com corte já passado, em distinção ao rosto, é molhado. Ainda procura as chaves, mas o tempo não permite busca detalhada, deixa, depois a porta arromba, voa cara engordurada! O carro combustível em vacuidade, um "Pai Nosso" para que chegue ao seu destino, ou pelo menos que o atinja em parte. Não interessa tanto a volta, se é que ainda tenha volta. Detalhe, esquecera as meias, mas isso, uma particularidade. Roupa que não combina, relógio quase parado, e saber que não lhe esperam se chegar mais atrasado. Quanto isso era esperado! Ansioso não entende, por que esteve assim parado. Meses em busca, classificados. Culpa, desejos desprezados. Nem a rua muito saía, sentia-se estranho, desambientado. Os amigos pouco convinha, encher de desculpas, nem mais as tinha. Como o carro em vacuidade, ficara vazia sua rotina. A casa não abrigava, a fome não lhe mantinha. E agora atrasado o que seria? Confirmar o devaneio, de que tão pouco assim seria, ou encarar a realidade em ser menos do que devia. Mesmo o rosto ramelento, vestimenta de palhaço, houve a chance da corrida, sabe-se vivo, aprendizado. Que na próxima se acredite, deixe de partir assim, passado.
Não deixem de ler o post do Luiz Tarciso crônica, vírgula .
Quarta-feira, Fevereiro 5
Concepção
Vinham a moda São Bento, alguns fora e outro dentro. Esta era máxima do Hugo, uma entre tantas. Muito tempo naquelas bandas, conheci a todos e também como viviam. Alguns tinham o mínimo, outros nem isso. Após dez anos de convívio, varios hoje me afastam. Cheguei no armazem, outro dono, nem fui reconhecido. Caras novas.
A barriguinha e o rosto mais arredondado me serviam de fantasia. Disfarçado, pedi um refrigerante ao casal que ali atendia. Menos crianças do que acostumado ali corriam, menos clientes do que devia e uma atmosfera de pobreza que não existia. Quase perguntei por Loni, antiga dona da bodega, mas seu nome este seria? Minha memória para fatos é mais confiante e corri ao dia em que discutimos. Ela, lider da comuidade, eu servidor público em iníco de carreira, me testava e eu a detestava. Com o tempo ficamos mais amigos, foi quando o filho, Pedro moleque, engoliu uma moeda e em desespero capotamos o pestinha em ponta cabeça. "Só cinquenta centavos tio!" Agradecida, passei a receber lanchinhos, até os convites para almoço, fartas refeições, atendidos. Comi pato, provei ganso, todo dia linguiça da colônia defumada, patê de porco e outras porcarias. Uma criançada a volta corria. Filhos , netos, agregados, os de Dora, empregada que tanto a "empresária" explorava. Esta devota de São Bento, oito rebentos, só dos que me lembro. Vanderson, Anderson, Cleverson e Everson, e as meninas, talvez Crisleine, Cristiele, Cristina, esta de bonito nome. Loni, Dora judiava, mas nunca a dispensava. Era outro o pai de Cristina diziam, Loni não admitia. De seu marido seria?
O Ambiente é o mesmo e nada progredira, ao contrario sim, como dizia, o balcão, as panelas, as sandálias e as demais mercadorias, parece que nem foram vendiadas , as mesmas ali permaneciam. E quem seria este rapaz que me recebia?
"Tio, não me conheces?" Não conhecia. "Sou Pedro, o filho de Deolinda." Ora, Loni nada, era "Linda " a antiga proprietária, Loni era a outra filha da empregada! Surpresa, envelhecidos, o menino da moeda, eu e esta guria. "A mãe me deixou o negócio, esta é minha esposa a Cristina." Corri os olhos a barriga, alguns fora e outro dentro, criancice escondida. Estou passado no tempo e em conceitos. Sorri só por cortesia. Calado, sorvi a bebida, crianças correndo em volta da mesa, lembro pato, ganso, porcaria. "Só cinquenta centavos tio". Paguei. Tempo, tempo, tempo.
Vinham a moda São Bento, alguns fora e outro dentro. Esta era máxima do Hugo, uma entre tantas. Muito tempo naquelas bandas, conheci a todos e também como viviam. Alguns tinham o mínimo, outros nem isso. Após dez anos de convívio, varios hoje me afastam. Cheguei no armazem, outro dono, nem fui reconhecido. Caras novas.

A barriguinha e o rosto mais arredondado me serviam de fantasia. Disfarçado, pedi um refrigerante ao casal que ali atendia. Menos crianças do que acostumado ali corriam, menos clientes do que devia e uma atmosfera de pobreza que não existia. Quase perguntei por Loni, antiga dona da bodega, mas seu nome este seria? Minha memória para fatos é mais confiante e corri ao dia em que discutimos. Ela, lider da comuidade, eu servidor público em iníco de carreira, me testava e eu a detestava. Com o tempo ficamos mais amigos, foi quando o filho, Pedro moleque, engoliu uma moeda e em desespero capotamos o pestinha em ponta cabeça. "Só cinquenta centavos tio!" Agradecida, passei a receber lanchinhos, até os convites para almoço, fartas refeições, atendidos. Comi pato, provei ganso, todo dia linguiça da colônia defumada, patê de porco e outras porcarias. Uma criançada a volta corria. Filhos , netos, agregados, os de Dora, empregada que tanto a "empresária" explorava. Esta devota de São Bento, oito rebentos, só dos que me lembro. Vanderson, Anderson, Cleverson e Everson, e as meninas, talvez Crisleine, Cristiele, Cristina, esta de bonito nome. Loni, Dora judiava, mas nunca a dispensava. Era outro o pai de Cristina diziam, Loni não admitia. De seu marido seria?
O Ambiente é o mesmo e nada progredira, ao contrario sim, como dizia, o balcão, as panelas, as sandálias e as demais mercadorias, parece que nem foram vendiadas , as mesmas ali permaneciam. E quem seria este rapaz que me recebia?
"Tio, não me conheces?" Não conhecia. "Sou Pedro, o filho de Deolinda." Ora, Loni nada, era "Linda " a antiga proprietária, Loni era a outra filha da empregada! Surpresa, envelhecidos, o menino da moeda, eu e esta guria. "A mãe me deixou o negócio, esta é minha esposa a Cristina." Corri os olhos a barriga, alguns fora e outro dentro, criancice escondida. Estou passado no tempo e em conceitos. Sorri só por cortesia. Calado, sorvi a bebida, crianças correndo em volta da mesa, lembro pato, ganso, porcaria. "Só cinquenta centavos tio". Paguei. Tempo, tempo, tempo.
Segunda-feira, Fevereiro 3
Calor

Como muitos não acreditaram, coloco novamente o bonequinho do tempo na página principal. A coisa aqui esta infernal com ja havia dito. Há muito não se sentia tanto mal estar, a sensação térmica é de mais de quarenta devido a úmidade. Por conta disto ontem enquanto ia a praia cruzei por pelo menos dois acidentes na estrada. Quem gosta de verão? Eu não, na verdade odeio. Suor, mal-estar, astenia. Não tem sombra que baste nem ar que resfrie. E para quem trabalha...Saudades daquelas noites frias embaixo dos cobertores, bebidas quentes a beira da lareira. Chega, estou derretendo!!!
Obs: Segundo a Bia, segunda é fogo, hoje é especialmente.

Como muitos não acreditaram, coloco novamente o bonequinho do tempo na página principal. A coisa aqui esta infernal com ja havia dito. Há muito não se sentia tanto mal estar, a sensação térmica é de mais de quarenta devido a úmidade. Por conta disto ontem enquanto ia a praia cruzei por pelo menos dois acidentes na estrada. Quem gosta de verão? Eu não, na verdade odeio. Suor, mal-estar, astenia. Não tem sombra que baste nem ar que resfrie. E para quem trabalha...Saudades daquelas noites frias embaixo dos cobertores, bebidas quentes a beira da lareira. Chega, estou derretendo!!!
Obs: Segundo a Bia, segunda é fogo, hoje é especialmente.
Sábado, Fevereiro 1
Verão
Silêncio raro, pouco movimento. Aproveito para abrir bem os braços e de moleque coloco os pés sobre a mesa. Calor lá fora, zunido do ar condicionado aqui dentro, pouco adianta. Os animais humanos evitam estas temperaturas, correm para as sombras, buscam águas e ficam improdutivos. Eu trabalho. Conto as horas para que possa ir embora. Silêncio, ninguém aparece. Comprarei um bronzeador com filtro lunar, único horário que me resta. Minha mãe observa gentilmente que nunca me viu tão gordo. O sorvete cascão derrete pelas mãos, má vontade. Sobre-peso mãe! Obesa era a avó!
Que madorma, nem deitar aqui não posso. Hoje o chefe esta na casa, porque não foi a praia? Floripa, Miami, Bahia. Faltam duas horas e o sol ainda a pino. Aqui no sul tem luz até as nove, saio com ele. Cadê? Roubaram minha janela! Nem o som do radinho pode ser companhia, Hora do Brasil não me fascina. Silêncio, ouvi que estes seriam os dias mais quentes do século, pudera ele recém se inicia. Mas que inferno!
Onde estarão meus filhos? Na água como os outros bichinhos afortunados, a natureza exige. Praia do Cassino! Alguém bate a porta, silêncio rompido. Assustado caio, me estatelo no recinto. Fiasco, a secretária introduz: “Este é contigo”. Menos meia hora, castigo, espero encontrar meus amigos. Praia, calor sem sentido, ao cliente não sou atentivo. Fim de tarde, quase noite, sol caindo, sexta-feira, estou aflito. Que não entrem mais, verão, quero ir embora, fiquei baldado abatido.
Silêncio raro, pouco movimento. Aproveito para abrir bem os braços e de moleque coloco os pés sobre a mesa. Calor lá fora, zunido do ar condicionado aqui dentro, pouco adianta. Os animais humanos evitam estas temperaturas, correm para as sombras, buscam águas e ficam improdutivos. Eu trabalho. Conto as horas para que possa ir embora. Silêncio, ninguém aparece. Comprarei um bronzeador com filtro lunar, único horário que me resta. Minha mãe observa gentilmente que nunca me viu tão gordo. O sorvete cascão derrete pelas mãos, má vontade. Sobre-peso mãe! Obesa era a avó! Que madorma, nem deitar aqui não posso. Hoje o chefe esta na casa, porque não foi a praia? Floripa, Miami, Bahia. Faltam duas horas e o sol ainda a pino. Aqui no sul tem luz até as nove, saio com ele. Cadê? Roubaram minha janela! Nem o som do radinho pode ser companhia, Hora do Brasil não me fascina. Silêncio, ouvi que estes seriam os dias mais quentes do século, pudera ele recém se inicia. Mas que inferno!
Onde estarão meus filhos? Na água como os outros bichinhos afortunados, a natureza exige. Praia do Cassino! Alguém bate a porta, silêncio rompido. Assustado caio, me estatelo no recinto. Fiasco, a secretária introduz: “Este é contigo”. Menos meia hora, castigo, espero encontrar meus amigos. Praia, calor sem sentido, ao cliente não sou atentivo. Fim de tarde, quase noite, sol caindo, sexta-feira, estou aflito. Que não entrem mais, verão, quero ir embora, fiquei baldado abatido.
