O aviso de embarque não era para nós, estavamos ali só para aproveitar o cinema. Sala nova, tecnologia especial de som e um pedaço de primeiro mundo cercado pela miséria ameaçada pelos pousos e decolagens. Este era um dos passeiios preferidos, fugir da realidade, claro que tinha que se pagar por isso, o estacionamento caro para proteger o carro, também popular, de ser levado, o fato de não levar nada além do cartão de crédito, para não sermos surpreendidos. Mas era limpo, lindo local com revestimento cerâmico importado, li isso outro dia, acho que foi na Caras ou outra revista tupiniquim de deslumbramento e futilidades. Câmeras. Com sorte ainda veriamos algum artista apreciado a cruzar os cafés, um desportista famoso vindo da europa a inflacionar passes e afundar meus times que não conseguem acompanhar seu valor, e que valor. Lembrei, olhando as lojas enfeitadas, mais as vitrines, menos o conteúdo, quanto tempo de estudo e preparo para sobrar algum e poder vir aqui num eventual fim-de-semana. Roupas bonitas, perfumes caros, me senti meio paraguaio, voyer de consumo em minha própria pátria. Num ponto as pessoas se aglomeravam, corriam, gritos desnecessários, em meio aquele alvoroço senti a chegada de alguma celebridade, enfim talvez tivesse valendo a pena, algo para ser lembrado. Não consegui no primeiro momento perceber de quem se tratava, seguranças tentavam afastar os inoportunos, um Premio Nobel, um literata, alguém para que ao grupo me juntasse. A vida é feita destas lembranças que não se apagam, como investir num show de um grande ídolo, no estacionamento caro ou pelas surpresas de um passeio, uma viagem. O público que assediava também estava arrumado, limpo, longe da pobreza, parecia, eram iguais, pensei ao aproximar-me. Buzinas, cadernetas, canetas levantadas e meu coração em disparada sem saber quem emocionava. O cinema que esperasse. Ambiente lindo, limpo, o aviso repetido para o embarque, abre uma brecha ilumina-se o ídolo, um pagodeiro de cabelos clareados. "Sorria que estou te filmando...", lugar errado. E eu que estudei tanto para estar aqui num fim-de -semana aceito a chamada e embarco na realidade. Miséria que nos cerca esta por toda a parte, não dá para fugir desta verdade.
Quinta-feira, Julho 31
Chamada
O aviso de embarque não era para nós, estavamos ali só para aproveitar o cinema. Sala nova, tecnologia especial de som e um pedaço de primeiro mundo cercado pela miséria ameaçada pelos pousos e decolagens. Este era um dos passeiios preferidos, fugir da realidade, claro que tinha que se pagar por isso, o estacionamento caro para proteger o carro, também popular, de ser levado, o fato de não levar nada além do cartão de crédito, para não sermos surpreendidos. Mas era limpo, lindo local com revestimento cerâmico importado, li isso outro dia, acho que foi na Caras ou outra revista tupiniquim de deslumbramento e futilidades. Câmeras. Com sorte ainda veriamos algum artista apreciado a cruzar os cafés, um desportista famoso vindo da europa a inflacionar passes e afundar meus times que não conseguem acompanhar seu valor, e que valor. Lembrei, olhando as lojas enfeitadas, mais as vitrines, menos o conteúdo, quanto tempo de estudo e preparo para sobrar algum e poder vir aqui num eventual fim-de-semana. Roupas bonitas, perfumes caros, me senti meio paraguaio, voyer de consumo em minha própria pátria. Num ponto as pessoas se aglomeravam, corriam, gritos desnecessários, em meio aquele alvoroço senti a chegada de alguma celebridade, enfim talvez tivesse valendo a pena, algo para ser lembrado. Não consegui no primeiro momento perceber de quem se tratava, seguranças tentavam afastar os inoportunos, um Premio Nobel, um literata, alguém para que ao grupo me juntasse. A vida é feita destas lembranças que não se apagam, como investir num show de um grande ídolo, no estacionamento caro ou pelas surpresas de um passeio, uma viagem. O público que assediava também estava arrumado, limpo, longe da pobreza, parecia, eram iguais, pensei ao aproximar-me. Buzinas, cadernetas, canetas levantadas e meu coração em disparada sem saber quem emocionava. O cinema que esperasse. Ambiente lindo, limpo, o aviso repetido para o embarque, abre uma brecha ilumina-se o ídolo, um pagodeiro de cabelos clareados. "Sorria que estou te filmando...", lugar errado. E eu que estudei tanto para estar aqui num fim-de -semana aceito a chamada e embarco na realidade. Miséria que nos cerca esta por toda a parte, não dá para fugir desta verdade.
O aviso de embarque não era para nós, estavamos ali só para aproveitar o cinema. Sala nova, tecnologia especial de som e um pedaço de primeiro mundo cercado pela miséria ameaçada pelos pousos e decolagens. Este era um dos passeiios preferidos, fugir da realidade, claro que tinha que se pagar por isso, o estacionamento caro para proteger o carro, também popular, de ser levado, o fato de não levar nada além do cartão de crédito, para não sermos surpreendidos. Mas era limpo, lindo local com revestimento cerâmico importado, li isso outro dia, acho que foi na Caras ou outra revista tupiniquim de deslumbramento e futilidades. Câmeras. Com sorte ainda veriamos algum artista apreciado a cruzar os cafés, um desportista famoso vindo da europa a inflacionar passes e afundar meus times que não conseguem acompanhar seu valor, e que valor. Lembrei, olhando as lojas enfeitadas, mais as vitrines, menos o conteúdo, quanto tempo de estudo e preparo para sobrar algum e poder vir aqui num eventual fim-de-semana. Roupas bonitas, perfumes caros, me senti meio paraguaio, voyer de consumo em minha própria pátria. Num ponto as pessoas se aglomeravam, corriam, gritos desnecessários, em meio aquele alvoroço senti a chegada de alguma celebridade, enfim talvez tivesse valendo a pena, algo para ser lembrado. Não consegui no primeiro momento perceber de quem se tratava, seguranças tentavam afastar os inoportunos, um Premio Nobel, um literata, alguém para que ao grupo me juntasse. A vida é feita destas lembranças que não se apagam, como investir num show de um grande ídolo, no estacionamento caro ou pelas surpresas de um passeio, uma viagem. O público que assediava também estava arrumado, limpo, longe da pobreza, parecia, eram iguais, pensei ao aproximar-me. Buzinas, cadernetas, canetas levantadas e meu coração em disparada sem saber quem emocionava. O cinema que esperasse. Ambiente lindo, limpo, o aviso repetido para o embarque, abre uma brecha ilumina-se o ídolo, um pagodeiro de cabelos clareados. "Sorria que estou te filmando...", lugar errado. E eu que estudei tanto para estar aqui num fim-de -semana aceito a chamada e embarco na realidade. Miséria que nos cerca esta por toda a parte, não dá para fugir desta verdade.
Domingo, Julho 27
Fumaçante
Entre os amigos, VIrgílio Martins era conhecido por sua capacidade em esconder moedas nas orelhas. O truque interessante nos primeiros contatos fora ficando repetitivo e chato. Virgílio também falava muito, de tudo, todo tempo, principalmente sobre a reação das pessoas as moedas que escondia. Enfadonho, um dia aprendeu a riscar fósforos na sola dos sapatos e passou a fazer isso sempre a preambular o esconder das moedas nas orelhas, ou a acender um cigarro, e então, notar das metálicas. Virgílio fumava muito, suas solas estavam gastas por marcas de fósforos, queimadas, e falando sempre, boca aberta enfumaçada, virou "Martins Fumaça". Locomotiva, sem modos a mesa, as vezes babava enquanto das orelhas moeda tirava. Ninguem mais o desejava a mesa, e cada vez mais a fumaraça se isolava. Um dia, jantando, queimou a toalha com os fósforos acesos na sola, errou o cigarro, atrapalhado perdeu as moedas, não lhe deram mais ouvidos nem a elas nem as falas. Ali Virgilio esvoaçou de nosso convivío, soprado para longe Martins Fumaça.
Entre os amigos, VIrgílio Martins era conhecido por sua capacidade em esconder moedas nas orelhas. O truque interessante nos primeiros contatos fora ficando repetitivo e chato. Virgílio também falava muito, de tudo, todo tempo, principalmente sobre a reação das pessoas as moedas que escondia. Enfadonho, um dia aprendeu a riscar fósforos na sola dos sapatos e passou a fazer isso sempre a preambular o esconder das moedas nas orelhas, ou a acender um cigarro, e então, notar das metálicas. Virgílio fumava muito, suas solas estavam gastas por marcas de fósforos, queimadas, e falando sempre, boca aberta enfumaçada, virou "Martins Fumaça". Locomotiva, sem modos a mesa, as vezes babava enquanto das orelhas moeda tirava. Ninguem mais o desejava a mesa, e cada vez mais a fumaraça se isolava. Um dia, jantando, queimou a toalha com os fósforos acesos na sola, errou o cigarro, atrapalhado perdeu as moedas, não lhe deram mais ouvidos nem a elas nem as falas. Ali Virgilio esvoaçou de nosso convivío, soprado para longe Martins Fumaça.
Quinta-feira, Julho 24
Diário
Bem, minha casa anda sem visita mesmo. Coloco uma música permanente de fundo para ver se fica mais acolhedora, quem sabe. Também não ando assim tão assíduo, tão pouco meus amigos, que parecem estar de férias. Sem estímulo a coisa para mesmo.
Comentei outro dia da violência que instalou-se por aqui, que prefiro fazer uma comidinha em casa a sair a rua com amigos ja que é moda assalto a bares e restaurantes, redutos a serem abandonados distantes de um happy hour. Ontem, na volta do trabalho, assisti mais um assalto, mas, pelo menos o medo de que viesse a me acostumar não procedeu, a raiva e a inconformidade não permitiram que dormisse direito. Um senhor, só, cinquenta anos, cercado por quatro ou cinco marginais apanhava a socos e pontapés. A rua clara, apesar de ser noite, e o movimento das escolas próximas não intimidaram os meliantes, nem o fato de ter carros, como o meu, que passavam na horai. Titubieii ao dar a volta na quadra po rmedo de ser baleado, mas, quando fiz, já haviam se dissipado. Um pouco de culpa, apesar do bom senso, me fizeram cúmplice e vítima no mesmo tempo, e tem sido assim cada vez que sabemos da violência e nada se faz, tem se repitido diariamente, mais frequente que minhas atualizações de Blog ou as visitas na minha casa.
Bem, minha casa anda sem visita mesmo. Coloco uma música permanente de fundo para ver se fica mais acolhedora, quem sabe. Também não ando assim tão assíduo, tão pouco meus amigos, que parecem estar de férias. Sem estímulo a coisa para mesmo.
Comentei outro dia da violência que instalou-se por aqui, que prefiro fazer uma comidinha em casa a sair a rua com amigos ja que é moda assalto a bares e restaurantes, redutos a serem abandonados distantes de um happy hour. Ontem, na volta do trabalho, assisti mais um assalto, mas, pelo menos o medo de que viesse a me acostumar não procedeu, a raiva e a inconformidade não permitiram que dormisse direito. Um senhor, só, cinquenta anos, cercado por quatro ou cinco marginais apanhava a socos e pontapés. A rua clara, apesar de ser noite, e o movimento das escolas próximas não intimidaram os meliantes, nem o fato de ter carros, como o meu, que passavam na horai. Titubieii ao dar a volta na quadra po rmedo de ser baleado, mas, quando fiz, já haviam se dissipado. Um pouco de culpa, apesar do bom senso, me fizeram cúmplice e vítima no mesmo tempo, e tem sido assim cada vez que sabemos da violência e nada se faz, tem se repitido diariamente, mais frequente que minhas atualizações de Blog ou as visitas na minha casa.
Terça-feira, Julho 22
Sexo
Duas da manha e eu atualizando Blog. Nem parece que amanha cedo o trabalho me espera, muito antes que possa me preparar já estará amanhecendo. A fome volta mas ja ultrapassei a cota calórica da madrugada. Os gatos dormem, terminou o Jô, e nem posso cortar o silêncio, a menos que coloque fones. Mesmo acordado, sonho em voltar a Porto Alegre assim que possível, a cidade anda cinza e nada de novo acontece. Um erro no sistema de informaçõa do Banco tornou-me mais devedor do que seria por uma tarde inteira, fazendo que corresse de instituição em instituição a busca de negativas e documentos. "Culpado até que prove que não esta falido...", depois abrem-se créditos, cafézinhos com gerentes, etc. Mas não era isso que eu dizia, só que esta muito tarde e o sono abandonou-me, o trabalho me espera e as contas que se multiplicam expontaneamente.
Duas da manha e eu atualizando Blog. Nem parece que amanha cedo o trabalho me espera, muito antes que possa me preparar já estará amanhecendo. A fome volta mas ja ultrapassei a cota calórica da madrugada. Os gatos dormem, terminou o Jô, e nem posso cortar o silêncio, a menos que coloque fones. Mesmo acordado, sonho em voltar a Porto Alegre assim que possível, a cidade anda cinza e nada de novo acontece. Um erro no sistema de informaçõa do Banco tornou-me mais devedor do que seria por uma tarde inteira, fazendo que corresse de instituição em instituição a busca de negativas e documentos. "Culpado até que prove que não esta falido...", depois abrem-se créditos, cafézinhos com gerentes, etc. Mas não era isso que eu dizia, só que esta muito tarde e o sono abandonou-me, o trabalho me espera e as contas que se multiplicam expontaneamente.
Segunda-feira, Julho 21
Escutando a Gaúcha recebo a informação que irá chover por cinco ou seis dias direto, além do frio que sobrevem após a enxurrada. Não tem como ficar preparado, ontem a temperatura chegou a 27 graus, calor de ir de camiseta e calção a praia, difícil manter-se saudável. Mas na verdade o que queria postar eram as fotos que encontrei da serra, paisagem de inverno do sul, pena que apesar de toda esta variação aqui não neve.
Foto de Jefferson Botega/ Agência RBS - Tirado do Blog das Cores.
Geada na Serra Gaúcha.
Foto de Jefferson Botega/ Agência RBS - Tirado do Blog das Cores.
Sábado, Julho 19
Privação
Dei de mão nos manuscritos , uni-os firme em apostila e abraçando o calhamaço, trancafiei em cofre escuro longe dos curiosos e da crítica. Não queria que soubessem muito mais do que o exposto, depois do tempo percorrido, ficasse o dito pelo esquecido. Tornei públicas as expectativas nas soltas notas que divulgara, hoje juntas mal amarradas esperam ser obra publicada. Um rótulo- microcrônicas, registro frágil, inseguro, tanto quanto, como inútil, anseio de ser guardado. A reserva dos direitos, leva o ímpeto de ser descrito, mesmo que desatualizados, desmentido dos boatos, volto os dedos ao teclado, e esta tela, espelho coletivo que traduz os meus desejos, é o elo solidário entre o nosso e o privado, valioso demais para ser calado.
Dei de mão nos manuscritos , uni-os firme em apostila e abraçando o calhamaço, trancafiei em cofre escuro longe dos curiosos e da crítica. Não queria que soubessem muito mais do que o exposto, depois do tempo percorrido, ficasse o dito pelo esquecido. Tornei públicas as expectativas nas soltas notas que divulgara, hoje juntas mal amarradas esperam ser obra publicada. Um rótulo- microcrônicas, registro frágil, inseguro, tanto quanto, como inútil, anseio de ser guardado. A reserva dos direitos, leva o ímpeto de ser descrito, mesmo que desatualizados, desmentido dos boatos, volto os dedos ao teclado, e esta tela, espelho coletivo que traduz os meus desejos, é o elo solidário entre o nosso e o privado, valioso demais para ser calado.
Quinta-feira, Julho 17
Maquiagem
Não tenho publicado ultimamente o que não quer dizer que não escrevo, mas prefiro guardar comigo. Reclamaram que a página era lenta, tentei deixa-la mais rápida, enxuguei o supéfluo, pena que não posso fazer o mesmo comigo.
Mariana alertou-me sobre algumas sacanagens da net, ela tem razão, encontrei material meu espalhado por ai, sem crédito, mas, para não perder a vontade de postar darei maior atenção a perfumaria, coisa de Blog mesmo, alias, se alguem quiser plagiar minha vida, aviso, vais sair meio caro.
Não tenho publicado ultimamente o que não quer dizer que não escrevo, mas prefiro guardar comigo. Reclamaram que a página era lenta, tentei deixa-la mais rápida, enxuguei o supéfluo, pena que não posso fazer o mesmo comigo.
Mariana alertou-me sobre algumas sacanagens da net, ela tem razão, encontrei material meu espalhado por ai, sem crédito, mas, para não perder a vontade de postar darei maior atenção a perfumaria, coisa de Blog mesmo, alias, se alguem quiser plagiar minha vida, aviso, vais sair meio caro.
Sexta-feira, Julho 11
Terça-feira, Julho 8
Caminhada
"As pernas são de ouro", disse a mim, o andarilho. Sentado no meio-fio, não forçou sua entrada, justificou estar imundo, pele e barba emaranhada , a mochila recheada de panos fédidos que pendiam, as calças rotas, recortadas, em interrogação moldada, acentuavam a falta do membro que gritava. "Todo homem tem uma história triste de família", e a dele qual seria? No bolso, da garrafa mal tampada, era claro o que escorria: "Que carregas companheiro?" As feridas mal curadas marcam a face envelhecida, são caminhos de uma história que tão cedo acabaria. Uma mulher, quase certo, a esperança maltratada de desejada companhia. Atropelado pela vida, perde mais o andarilho, o membro que é valioso carrega qualquer expectativa. Doze anos resumidos em caminhos não traçados, um cão por confidente, cadela, coitado, com os olhos cheios d'agua enaltece a perdida, guarda dela um retrato, exibe a fotografia. Mão extendida e tremula, débil falta da bebida, confessa, como a perna apagada, era mais o que queria, a canina companhia. Segue Saci o caminhante que perdeu o seu tesouro, fico estranho perturbado sem saber o que sentir, pernas, falta que vale ouro, e eu que tanto me exigia, é preciso que reflita, para onde levo a vida.
"As pernas são de ouro", disse a mim, o andarilho. Sentado no meio-fio, não forçou sua entrada, justificou estar imundo, pele e barba emaranhada , a mochila recheada de panos fédidos que pendiam, as calças rotas, recortadas, em interrogação moldada, acentuavam a falta do membro que gritava. "Todo homem tem uma história triste de família", e a dele qual seria? No bolso, da garrafa mal tampada, era claro o que escorria: "Que carregas companheiro?" As feridas mal curadas marcam a face envelhecida, são caminhos de uma história que tão cedo acabaria. Uma mulher, quase certo, a esperança maltratada de desejada companhia. Atropelado pela vida, perde mais o andarilho, o membro que é valioso carrega qualquer expectativa. Doze anos resumidos em caminhos não traçados, um cão por confidente, cadela, coitado, com os olhos cheios d'agua enaltece a perdida, guarda dela um retrato, exibe a fotografia. Mão extendida e tremula, débil falta da bebida, confessa, como a perna apagada, era mais o que queria, a canina companhia. Segue Saci o caminhante que perdeu o seu tesouro, fico estranho perturbado sem saber o que sentir, pernas, falta que vale ouro, e eu que tanto me exigia, é preciso que reflita, para onde levo a vida.
Quinta-feira, Julho 3
Aniversário
Minha mãe telefona par comprimentar pelo meu primeiro ano de vida após a queda do "Homem Aranha", foi um dia antes da final da copa do mundo, quando despenquei do quarto andar do edificio sem maior traumatismo, com direito a quebra de telhado e morte do necessitado. De sequela, além do apelido que alguns não esquecem, a pequena fratura de mandíbula que deve estar consolidada a esta altura. O apartamento, ainda fechado, comprova a total falta de amigos do "Fumaça". Para quem não acompanhou os fatos relembro neste link.
Minha mãe telefona par comprimentar pelo meu primeiro ano de vida após a queda do "Homem Aranha", foi um dia antes da final da copa do mundo, quando despenquei do quarto andar do edificio sem maior traumatismo, com direito a quebra de telhado e morte do necessitado. De sequela, além do apelido que alguns não esquecem, a pequena fratura de mandíbula que deve estar consolidada a esta altura. O apartamento, ainda fechado, comprova a total falta de amigos do "Fumaça". Para quem não acompanhou os fatos relembro neste link.
[Ouvindo: Michael Buble - Spiderman Theme - (03:01)]
