Imagem não é tudo Esta é a sétima ou oitava versão de layout desta Blog, o bom é mudo a imagem, algumas vezes mudo os temas ou a forma mas não troco de endereço, com isso da para observar a evolução do conteúdo, e mesmo não sendo um diário diz muito das coisas que fui vivendo nos últimos dois anos. Agora mais limpo retomo o Camafunga até que outra crise se estabeleça.
Falando nisso, encontrei alguns endereços interessantes, meio camaleônicos também, e estarei mudando as indicações de weblogs ai ao lado.
Este poema do português José Régio, muito conhecido, fez parte de uma época importante de minha vida, encontrei-o por acaso no livro que ganhei da Suzana - Normose a Patologia da Normalidade.
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com olhos doces, Estendendo-me os bracos, e seguros De que seria bom se eu os ouvisse Quando me dizem: "vem por aqui"! Eu olho-os com olhos lassos, (Ha, nos meus olhos, ironias e cansacos) E cruzo os bracos, E nunca vou por ali...
A minha gloria e esta: Criar desumanidade! Nao acompanhar ninguem. Que eu vivo com o mesmo sem-vontade Com que rasguei o ventre a minha mae.
Nao, nao vou por ai! So vou por onde Me levam meus proprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vos responde, Por que me repetis: "vem por aqui"? Prefiro escorregar nos becos lamacentos, Redemoinhar aos ventos, Como farrapos, arrastar os pes sangrentos, A ir por ai...
Se vim ao mundo, foi So para desflorar florestas virgens, E desenhar meus proprios pes na areia inexplorada! O mais que faco nao vale nada.
Como, pois, sereis vos Que me dareis machados, ferramentas, e coragem Para eu derrubar os meus obstaculos?... Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avos, E vos amais o que e facil! Eu amo o Longe e a Miragem, Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! tendes estradas, Tendes jardins, tendes canteiros, Tendes patrias, tendes tectos, E tendes regras, e tratados, e filosofos, e sabios. Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura, E sinto espuma, e sangue, e canticos nos labios...
Deus e o Diabo e que me guiam, mais ninguem. Todos tiveram pai, todos tiveram mae; Mas eu, que nunca principio nem acabo, Nasci do amor que ha entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguem me de piedosas intencoes! Ninguem me peca definicoes! Ninguem me diga: "vem por aqui"! A minha vida e um vendaval que se soltou. E uma onda que se alevantou. E um atomo a mais que se animou... Nao sei por onde vou, Nao sei para onde vou, Sei que nao vou por ai.
Hematoma no Inconsciente As idéias vêm surgindo de forma obscura, escura, obnubilada. Não sei que dia da semana é hoje, nem se sua mesada foi quitada, dei de quina na sena, digo, mesa, sina. Vejo-me na quitanda carregando pepinos que seriam melancias atróficas, pago uma uva pelo preço de banana, salada crua, beterraba rubra, ferida aberta, sangue escorre da testa. Festa, parei de beber, coca, a pirose piora, os gazes estalam meu esôfago acorda, dormindo estatelei no vidro, acidente gástrico, dente voa é prótese. Preparei o regime quando fiz a feira, percebi os pneus que grudam em minha volta, celulite, celulose em cana, sobrou de mim um bagaço, cachaça. A ambulância grita, eu berro, desarma. Achei que haviam me confundido, mas fui eu que me troquei comigo. O sangue rola a testa, estava boa a farra, o filho come alpiste ao me ver torto cala. Sem um troco na carteira meu filho nem se abala, a ambulância berra, onde deixei minha arma? Berro! Jurei não ter conceitos estou pré-determinado, jurei a bandeira, suástica, a ponta me aperta o peito. Não vou mais ao circo, ninguém mais me entende, vou reclamar ao bispo que é mais penitente. Sinto saudades do divórcio e não do juntar os trapos, martelasse na colcha, tropecei nos retalhos. Estarei etílico ou é o éter do enfermeiro? Enrolei-me na vida ou tropecei primeiro? Minha cabeça arde, estou chegando... Onde?
Estilo Esta é a terceira tentativa de escrever algo, saio de mim a busca de uma crônica mais leve, mas o observador vira personagem a cada linha que se desenha em rascunhos me vejo, odeio rascunhos, sempre me orgulho de me espressar em um só momento sem retoques ou correções, para isso corrigo o dia, as faltas, os medos que sempre foram enfrentados, eram. Esta é a terceira tentativa, não voltei a revisão, apaguei com se tivesse rasgado um texto mal elaborado, mas não há cesto para recuperar o sentido só esta lixeirinha virtual definitiva, "delete". E eu deleto o sentido das coisas, mas não consigo fugir da ideia inicial que me fez sentar aqui e expressar algo mais pessoal. Personagem, triste personagem de uma crônica mal acabada, não quero saber o final, só quero voltar a escrever a um só tempo e depois entender se for preciso. E agora, aperto o del, ou sigo, interrompo por aqui e publico? Espero que me entenda novamente na terceira pessoa, hoje não será possivel. Publico!
Inesperado Começou com uma coceira, coisa leve e que teria passado sem que se percebesse, depois um vergão a correr pelo braço, também discreto, mas mais pruriginoso do que antes, parecia um leito a se formar em direção ao ombro. Depois, quase dois dias, dois lagos vermelho forte, uma mácula dolorosa, ai percebi que o arranhão era algo mais, entretanto foi preciso aquela marca escura no centro para que fizesse o diagnóstico - havia sido picado por uma aranha venenosa, e das piores. Internações, soros, médicos e sustos passados, estou de volta com o sentido aguçado, espero.
Prepotência O calor aperta e a vontade de fazer qualquer coisa derrete com ele. É verão aqui nesta terra que se orgulha em ser européia, uma pinóia, o sol dos trópicos invade sazonalmente para lembrar que somos todos iguais, tregua é o frio que nos acalma, ilusão de neve e fantasia de primeiro mundo. Que venham os mosquitos e outras pestes que agora me chupam as pernas, afasta o dengue que me imobiliza. Vento, brisa morna, sai caro manter ar condicionado. Meu corpo molha a cadeira pega, água, quero pular o tempo lareira acesa o corpo frio a procurar achego, agora te afasta que esta grudando a pele, frio, volta ligeiro! Chega, perdi o entusiasmo, o calor derrete a inspiração evadi.
|
08_01
09_01
10_01
11_01
12_01
01_02
02_02
03_02
04_02
05_02
06_02
07_02
08_02
09_02
10_02
11_02
12_02
01_03
02_03
03_03
04_03
05_03
06_03
07_03
08_03
09_03
10_03
11_03
12_03
01_04
02_04
03_04
04_04
05_04
06_04
07_04
08_04
09_04
10_04
11_04
12_04
01_05
02_05
03_05
04_05
05_05
06_05
07_05
08_05
09_05
10_05
11_05
12_05
01_06
02_06
03_06
04_06
|
Visite a Perfumaria da Morsa
|
Diário da Morsa
Direto da Costa
|
|