Blog do Camafunga


 

Depois de mais de quatro anos de postagens esta Blog passa a ser compartilhada, duas almas tão distintas com visões tão diferenciadas, irão dividir, além do corpo, o mesmo espaço para expressão de idéias e observações do cotidiano, seja o que Deus quiser!

 
  Crônicas do Camafunga

visitas desde agosto de 2001

 

Sábado, Fevereiro 28

Perfumaria
Voltei a puiblicar o perfumaria, o linck esta discretamente colocado ao lado mais abaixo, pode ser que assim a Bia volte a me visitar.
Deu a louca no Blogger, o post abaixo havia sumido e voltou com a data trocada, com uma versão não corrigida e sem imagem. Não vou nem corrigir nem apagar, aos que haviam comentado, desculpa mas foi-se o link...
Fuga
A estrada estava deserta, aproveito e exagero um pouco na força do pé. Lembro que da última vez que fiz isso na primera curva dei de cara com a polícia rodoviária, foi quando tentei justificar uma atraso importante por doença, o que não deu certo é claro. Mas desta vez o impulso e a altura da música me venceram, o dia estava claro e a paisagem convidativa. A rotina daquele caminho me ensinou onde ficava cada morro, cada casa eventual e até alguns de seus habitantes que de pá, enchada ou sacola acenavam como se também me fossem íntimos. No início haviam pessegueiros hoje plantam fumo o que deixa o entorno mais feio mas não menos aprazível. Não fumo mas acho que seria o momento ideal, idéias passam com a mesma velocidade, projetos que não se permitem em vias normais parecem exeguiveis, necessários, simples, revolucionários. Desde a solução para um relacionamento morno até resposta para a fria crise financeira, e sento o pé mais um pouco, correm as respostas, os sentidos e as vontades. Como tudo seria mais fácil se pudesse acelerar asssim minhas perspectivas. Paradigmas se desfazem em curvas agudas, tristezas se desfazem em declives ingremes como me divertisse em uma montanha russa, barracos somem em meio ao verde de nichos de mata, mato a verdade mesmo que temporariamente, nem importa para onde estaja indo, na verdade o mesmo local de quase sempre só mais ligeiro, adoro este som, o vento e o rádio que ainda pega. Chega, freio, realidade, chego, feio, à cidade. Não vou voltar voando, estou alimentado por um bom tempo.

Domingo, Fevereiro 22

Sacode a Poeira
São sete e meia passada e só agora o barulho cessou, quem mandou morar perto do pobre sambódromo desta rica cidade. O poder público, ás vésperas de outra eleição, investiu em circo e aumentou os watts das caixas de som, resultado, mesmo a uns quinhentos metros, o puxador carregou meu descanço para fora do meu quarto. Outra, o repertório, repetiam-se e intercalava-se Pingos de Amor com Poeira, pobre Ivete, pobre Paulo Diniz que fez a primeira em parceria com o hoje pelotense Oldibar. Quero meu sono de volta! A continuar, esta noite irei dormir na praia, odeio carnaval, odeio pingos e odeio poeira. Vou dormir, tchau!

Quinta-feira, Fevereiro 19

Comprimento
A medida que o tempo passa percebo a métrica que registra os fatos, se concretos podem ser curtos, práticos, geralmente acabam em ponto certo, se poesia, não tão precisos, criam momentos longos, quem sabe eternos, relembrados, se repetem ao infinito, esquecidos retornam a marca em nostalgia. Relembro os dias mais enfeitados do que o original, elásticos, vão além , sempre além do sentido exato.

Quarta-feira, Fevereiro 18

Alimento
Entre as coisas que começaram a reaparecer, livros e velhas músicas vem preenchendo o espaço devido. Redescubro papéis guardados, letras e sons que teletransportam a um período de sonhos e projetos.
Para quem assina a Usina do Som apresento a minha trilha sonora. Rádio Camafunga

Terça-feira, Fevereiro 17

A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.

Mario Quintana

Quarta-feira, Fevereiro 4

Rejuvenescendo
Ela perguntou se iríamos a praia, o dia estava com cara feia, mas não mais do que a minha ao expressar dúvida em sair de casa. Era um apartamento pequeno, um quarto, cozinha e banheiro que alugamos por uma pechincha por estar fora da estação alta, mas estávamos perto do mar apesar do dia escuro e triste. Arrastando os chinelos, me fazia mais velho do que viria a ser mais tarde, assim como outras manias que fui perdendo pelo caminho. Não havia criança, nem fora nem dentro e passamos mais tempo observando as nuvens escuras e frias do que o verde da água clara e de boa temperatura. Parece ter sido ha muito, mas foi menos do que há alguns meses quando ainda me sentia só e entediado pela ausência destes dias nebulosos. Sinto falta daquela praia e do apartamento pequeno perto do mar, mas só. Hoje ando de pés descalços e penso em molhá-los na água morna e calma. Crianças me invadem e acompanham, e não há mais o medo de oportunidades perdidas. Preciso sair e ver a rua, nem que nem me convidem, preciso esquecer as velhas manias, a cara feia e o receio, desejo valorizar o tempo a prevalecer ao clima.

Domingo, Fevereiro 1

O Outro Bush
Pintor, cartunista e poeta alemão Wilhelm Bush era um desenhista de humor que revolucionou seu tempo, com págias ilustradas em série contando histórias com legendas foi o precursor das histórias em quadrinhos. No Brasil foi traduzido por Olavo Bilac e Guilherme de Almeiida. Seu estilo serviu de referência a inúmeros artistas pela notável pela simplicidade de seus traços e humanismo dos seus temas.. Nascido em 1832 foi comerciante, soldado, pintor, apicultor, e escritor. Apesar de sua direção ter sido a pintura clássica, destacou-se como cartunista, no entanto alguns quadros após sua morte são avaliados em cerca de dez milhões de dólares.

 

 

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