Um raio que me parta esta cabeça dura e faça um upgrade no meu cerebro e aparelho auditivo! Calma, não estou a beira de um ataque de nervos, mas as coisas poderiam ser mais simples. Por influência dos guris o fundo musical é Eminem ou Link Park ao invés de Chico Buarque ou Cida Moreira, até o velho Moreira da Silva faleceu há muito neste "estéreo" que virou meu micro, mais, agora a onda é o cinco ponto um, e tenho que liberar portas e barramentos quando só desejava enfiar a bananinha no buraquinho, é que meu novo som tem USB PC Link, coisa de louco, da trabalho, mas a biblioteca musical dura até 60 ou 80 horas, quase a minha carga horária de trabalho semanal, precisa para quitar este novo brinquedo, o material é gratuito, música, ripada pelos filhos delinqüentes que baixam musica ao invés de sentar na casa de discos a curtir em fones frouxos até decidir pela compra. Acompanhei a mudança de mono para estéreo agora é DVD, CDR-W, MP3, MP4, tanta mídia e formato que faltam conversores em meu hardware de formato ultrapassado, um cerebro beirando quarenta. Olha a faixa, aqui track, muda com o controle do aparelho, união desnecessária entre máquinas que deviam ser mais diferenciadas, agora não tem mais graça ouvir música sem ficar lendo nomezinho correndo, com isso o pop prevalece, o fundo de tela acompanha a trilha, multicolorido, multimídia, eu fico multidistraido e só queria absorver sentimento, mas a música troca artefatos por conteúdo nestas geringonças exageradas, e da-lhe pop, rap, hip hop cores e alegorias. Cida cantava o Louco do Piazzola, mas tenho medo de tocar isso aqui, pode travar de vez o sistema, overload. Só um raio na cabeça para ouvidos espaciais 5.1 digitais sound, viva tecnologia, morra sentido e poesia.Quarta-feira, Abril 28
Papo Véio
Um raio que me parta esta cabeça dura e faça um upgrade no meu cerebro e aparelho auditivo! Calma, não estou a beira de um ataque de nervos, mas as coisas poderiam ser mais simples. Por influência dos guris o fundo musical é Eminem ou Link Park ao invés de Chico Buarque ou Cida Moreira, até o velho Moreira da Silva faleceu há muito neste "estéreo" que virou meu micro, mais, agora a onda é o cinco ponto um, e tenho que liberar portas e barramentos quando só desejava enfiar a bananinha no buraquinho, é que meu novo som tem USB PC Link, coisa de louco, da trabalho, mas a biblioteca musical dura até 60 ou 80 horas, quase a minha carga horária de trabalho semanal, precisa para quitar este novo brinquedo, o material é gratuito, música, ripada pelos filhos delinqüentes que baixam musica ao invés de sentar na casa de discos a curtir em fones frouxos até decidir pela compra. Acompanhei a mudança de mono para estéreo agora é DVD, CDR-W, MP3, MP4, tanta mídia e formato que faltam conversores em meu hardware de formato ultrapassado, um cerebro beirando quarenta. Olha a faixa, aqui track, muda com o controle do aparelho, união desnecessária entre máquinas que deviam ser mais diferenciadas, agora não tem mais graça ouvir música sem ficar lendo nomezinho correndo, com isso o pop prevalece, o fundo de tela acompanha a trilha, multicolorido, multimídia, eu fico multidistraido e só queria absorver sentimento, mas a música troca artefatos por conteúdo nestas geringonças exageradas, e da-lhe pop, rap, hip hop cores e alegorias. Cida cantava o Louco do Piazzola, mas tenho medo de tocar isso aqui, pode travar de vez o sistema, overload. Só um raio na cabeça para ouvidos espaciais 5.1 digitais sound, viva tecnologia, morra sentido e poesia.
Um raio que me parta esta cabeça dura e faça um upgrade no meu cerebro e aparelho auditivo! Calma, não estou a beira de um ataque de nervos, mas as coisas poderiam ser mais simples. Por influência dos guris o fundo musical é Eminem ou Link Park ao invés de Chico Buarque ou Cida Moreira, até o velho Moreira da Silva faleceu há muito neste "estéreo" que virou meu micro, mais, agora a onda é o cinco ponto um, e tenho que liberar portas e barramentos quando só desejava enfiar a bananinha no buraquinho, é que meu novo som tem USB PC Link, coisa de louco, da trabalho, mas a biblioteca musical dura até 60 ou 80 horas, quase a minha carga horária de trabalho semanal, precisa para quitar este novo brinquedo, o material é gratuito, música, ripada pelos filhos delinqüentes que baixam musica ao invés de sentar na casa de discos a curtir em fones frouxos até decidir pela compra. Acompanhei a mudança de mono para estéreo agora é DVD, CDR-W, MP3, MP4, tanta mídia e formato que faltam conversores em meu hardware de formato ultrapassado, um cerebro beirando quarenta. Olha a faixa, aqui track, muda com o controle do aparelho, união desnecessária entre máquinas que deviam ser mais diferenciadas, agora não tem mais graça ouvir música sem ficar lendo nomezinho correndo, com isso o pop prevalece, o fundo de tela acompanha a trilha, multicolorido, multimídia, eu fico multidistraido e só queria absorver sentimento, mas a música troca artefatos por conteúdo nestas geringonças exageradas, e da-lhe pop, rap, hip hop cores e alegorias. Cida cantava o Louco do Piazzola, mas tenho medo de tocar isso aqui, pode travar de vez o sistema, overload. Só um raio na cabeça para ouvidos espaciais 5.1 digitais sound, viva tecnologia, morra sentido e poesia.Domingo, Abril 25
Meia estação
Café com leite, nem são sete ainda, e é domingo. Disseram que choveria mas o dia é claro, que o frio iria chegar era certo, mas, meus abrigos estão amarrotados, preguiça passar tão cedo. Eu pelo menos não me sinto mais gelado, nem amassado. O leite fumega, coisa boa que o período antecipa, prazer visual do gosto, até o aroma fica mais volátil. A janela mostra um leste luminoso, confirma o erro do noticiário. São mais de sete, perdi tempo aspirando o leite. É domingo, mas não me sinto preucupado em ter que catar um novo programa, pareço? A padaria ainda esta fechada, de mais, tenho preguiça em sair a rua, o moleton cheira a guardado, me perdi do clima, estou descalço, sou meia estação sem meias, desequilíbrio, e agora que lembrei, o pé gela, onde estão as peças grossas? Na gaveta encontraria também luvas e toucas, mas , não quero levantar daqui e nem é para tanto. Passou um carro na janela, fumaça a descarga, o sol brilha a lataria, já são quase oito, outros dormem, a maioria, como meus pés anestesiados, aproveitar podia e tomar outra xícara, mas, melhor pegar uns soquetes. A cama amassada chama, é mais larga que o abrigo e mais cheirosa. Passa das oito, o dia aquece, sem graça. Fecharei janelas, vou dormir denovo, alguns minutos e despertarei em outro dia, mais quente, outra surpresa, "é dia claro esta abafado", será a manta? Cade minha camiseta e água, perdi as meias, agora é tarde.
Café com leite, nem são sete ainda, e é domingo. Disseram que choveria mas o dia é claro, que o frio iria chegar era certo, mas, meus abrigos estão amarrotados, preguiça passar tão cedo. Eu pelo menos não me sinto mais gelado, nem amassado. O leite fumega, coisa boa que o período antecipa, prazer visual do gosto, até o aroma fica mais volátil. A janela mostra um leste luminoso, confirma o erro do noticiário. São mais de sete, perdi tempo aspirando o leite. É domingo, mas não me sinto preucupado em ter que catar um novo programa, pareço? A padaria ainda esta fechada, de mais, tenho preguiça em sair a rua, o moleton cheira a guardado, me perdi do clima, estou descalço, sou meia estação sem meias, desequilíbrio, e agora que lembrei, o pé gela, onde estão as peças grossas? Na gaveta encontraria também luvas e toucas, mas , não quero levantar daqui e nem é para tanto. Passou um carro na janela, fumaça a descarga, o sol brilha a lataria, já são quase oito, outros dormem, a maioria, como meus pés anestesiados, aproveitar podia e tomar outra xícara, mas, melhor pegar uns soquetes. A cama amassada chama, é mais larga que o abrigo e mais cheirosa. Passa das oito, o dia aquece, sem graça. Fecharei janelas, vou dormir denovo, alguns minutos e despertarei em outro dia, mais quente, outra surpresa, "é dia claro esta abafado", será a manta? Cade minha camiseta e água, perdi as meias, agora é tarde.
Terça-feira, Abril 20
Animais
Acabo de chegar. Não misturo ofício com escritos, ainda me divido, mas pela dificuldade da escrita (minha mão esta inchada) e pala novidade do fato faço aqui este relato. Há muito dizem, "isto é coisa do Marcelo", como quando carreguei um morto na carona do meu carro, sem perceber que havia ocorrido e por um guarda fui parado, ou quando despenquei de três andares na vã tentativa de salvar um suicida, que quase me leva de companhia sem perguntar se eu queria, ou outras tantas histórias verdadeiras que viram folclore. Hoje, primeiro dia com jeito de outono, temperatura amena e convidativa, feliz por poder exercer meu ofício em zona rural, bucólica e tranqüila cena, longe de estresses e bagunças, quase num paraíso, me vi estimulado a sair a visitara pacientes. Não são muitos os necessitados deste tipo de cuidado, mas lembrei de um, cuja mãe havia solicitado a pouco saido do hospital, melhor, hospício se não estava enganado. Valdoir era seu nome, Cinta era chamado, não sei se pelo hábito de usar as calças alta, muito acima da cintura, ou pelos surtos de agressividade quando intentava com o que tivesse sobre parentes e vizinhos, fosse faca, martelo ou cinta, fora isso, era um menino, calmo amigável, calminho. Faz um tempo que o conhecia, nunca em fase de mania, pacato e comportado respeitoso ao que eu dizia. O programa estava feito convidei minha colega, caminhando calmamente, a pé mesmo, entramos a vila adentro. Muito pó de tempo seco mas o clima nos convinha, chegamos ao endereço, casa simples mas limpinha. Muito bem recepcionados pela mãe angustiada, um vizinho preocupado, um gatinho espreguiçado. Valdoir chegara mal, absolutamente dopado. Hospital psiquiátrico, derrubaram o Cintinha, o falar todo enrolado, nem os braços ele mexia, estava era impregnado de alguma droga poderosa, parecia impotente para as coisas do dia a dia. Balbuciou poucas coisas, quase nada que se entendesse, seus sinais estavam fracos, mas sobreviveria ao entorpecente. Acalmamos a família, que lhe fosse dado um tempo, ou ficava assim travado ou estaria atrás correndo. Fora a briga o motivo, do súbito internamento, voara chinelo e copo, prateleiras, ornamentos, aparelhos arremessados como rádio e vitrola, agitado, ninguém queria e isto era a qualquer momento. Estava feito meu trabalho, o passeio e visita. Sobre o vídeo sobrevivente o gatinho espreguiçado, não contive um carinho muito mal interpretado. Num instante aquele bicho pareceu atormentado, cravou-me suas unhas finas, na minha mão todo enfiado os dentes entre os dedos, gritos loucos alucinados, uma bola de pelo eriçado a cortar-me inesperado. Agitava o braço inteiro o bicho engalfinhado, quanto mais me debelava mais por ele penetrado. A completar a absurda cena um jato quente e fétido foi lançado, não entendi qual o recado no momento de desesperado, estaria desafiando por poder fui marcado. Com muita dificuldade joguei o bicho num espelho, caiu torto cambaleante quase ao colo do primeiro, o Cinta que mal reagia tentou também lhe fazer afeito, estavam os dois nocauteados e eu ali daquele jeito. Afastei-me encabulado, não que tivesse alguma culpa, lembrei o que me disseram, sobre dono, "o que não for parecido é roubado". Despedi-me disfarçando a dor, o cheiro e o sangue, de frente para a família dei as costas a mão ferida que pingava hemorragia, a vizinha mais atenta, da janela a casa a frente, tão bucólica e vazia encontrou uma intriga, rápida gritou as esquinas, a cena que agora via. "O Doutor foi atacado, o Cinta fez mais uma vítima, este louco devia estar internado é um perigo para esta vila..." Nem tentei contornar os fatos e parti em correria, antes que o outro fosse linchado e aumentasse a judiaria. Que lugar mais apropriado para um trabalho descançado, aqui estou protegido de todo estresse e correria, não adianta, é meu este destino, minha sina , ainda atraio, não interessa onde seja nem depende de cenário.
Acabo de chegar. Não misturo ofício com escritos, ainda me divido, mas pela dificuldade da escrita (minha mão esta inchada) e pala novidade do fato faço aqui este relato. Há muito dizem, "isto é coisa do Marcelo", como quando carreguei um morto na carona do meu carro, sem perceber que havia ocorrido e por um guarda fui parado, ou quando despenquei de três andares na vã tentativa de salvar um suicida, que quase me leva de companhia sem perguntar se eu queria, ou outras tantas histórias verdadeiras que viram folclore. Hoje, primeiro dia com jeito de outono, temperatura amena e convidativa, feliz por poder exercer meu ofício em zona rural, bucólica e tranqüila cena, longe de estresses e bagunças, quase num paraíso, me vi estimulado a sair a visitara pacientes. Não são muitos os necessitados deste tipo de cuidado, mas lembrei de um, cuja mãe havia solicitado a pouco saido do hospital, melhor, hospício se não estava enganado. Valdoir era seu nome, Cinta era chamado, não sei se pelo hábito de usar as calças alta, muito acima da cintura, ou pelos surtos de agressividade quando intentava com o que tivesse sobre parentes e vizinhos, fosse faca, martelo ou cinta, fora isso, era um menino, calmo amigável, calminho. Faz um tempo que o conhecia, nunca em fase de mania, pacato e comportado respeitoso ao que eu dizia. O programa estava feito convidei minha colega, caminhando calmamente, a pé mesmo, entramos a vila adentro. Muito pó de tempo seco mas o clima nos convinha, chegamos ao endereço, casa simples mas limpinha. Muito bem recepcionados pela mãe angustiada, um vizinho preocupado, um gatinho espreguiçado. Valdoir chegara mal, absolutamente dopado. Hospital psiquiátrico, derrubaram o Cintinha, o falar todo enrolado, nem os braços ele mexia, estava era impregnado de alguma droga poderosa, parecia impotente para as coisas do dia a dia. Balbuciou poucas coisas, quase nada que se entendesse, seus sinais estavam fracos, mas sobreviveria ao entorpecente. Acalmamos a família, que lhe fosse dado um tempo, ou ficava assim travado ou estaria atrás correndo. Fora a briga o motivo, do súbito internamento, voara chinelo e copo, prateleiras, ornamentos, aparelhos arremessados como rádio e vitrola, agitado, ninguém queria e isto era a qualquer momento. Estava feito meu trabalho, o passeio e visita. Sobre o vídeo sobrevivente o gatinho espreguiçado, não contive um carinho muito mal interpretado. Num instante aquele bicho pareceu atormentado, cravou-me suas unhas finas, na minha mão todo enfiado os dentes entre os dedos, gritos loucos alucinados, uma bola de pelo eriçado a cortar-me inesperado. Agitava o braço inteiro o bicho engalfinhado, quanto mais me debelava mais por ele penetrado. A completar a absurda cena um jato quente e fétido foi lançado, não entendi qual o recado no momento de desesperado, estaria desafiando por poder fui marcado. Com muita dificuldade joguei o bicho num espelho, caiu torto cambaleante quase ao colo do primeiro, o Cinta que mal reagia tentou também lhe fazer afeito, estavam os dois nocauteados e eu ali daquele jeito. Afastei-me encabulado, não que tivesse alguma culpa, lembrei o que me disseram, sobre dono, "o que não for parecido é roubado". Despedi-me disfarçando a dor, o cheiro e o sangue, de frente para a família dei as costas a mão ferida que pingava hemorragia, a vizinha mais atenta, da janela a casa a frente, tão bucólica e vazia encontrou uma intriga, rápida gritou as esquinas, a cena que agora via. "O Doutor foi atacado, o Cinta fez mais uma vítima, este louco devia estar internado é um perigo para esta vila..." Nem tentei contornar os fatos e parti em correria, antes que o outro fosse linchado e aumentasse a judiaria. Que lugar mais apropriado para um trabalho descançado, aqui estou protegido de todo estresse e correria, não adianta, é meu este destino, minha sina , ainda atraio, não interessa onde seja nem depende de cenário.
Quarta-feira, Abril 14
Espaço
Abriu-se, que viessem imagens obscuras, tristes e borradas, a janela estreita, espreita mas não escancara. Mais um pouco, cores mal definidas não tão fortes, nem tons pasteis prevalecem no cenário, foco, passado é instante que dá coragem para uma visão mais ampla, sem medo, adeus vacilo, amplia. Icones sem sentido revestidos em mitos e verdades encadeiam-se para trazer a clarividência além do relatado. Estranho, prevalece mesmo assim a luz e a cor amena, não desmerecida e o foco que a define. Enfim, há beleza além da fresta franqueada, livre, tranquila, iluminada.
Abriu-se, que viessem imagens obscuras, tristes e borradas, a janela estreita, espreita mas não escancara. Mais um pouco, cores mal definidas não tão fortes, nem tons pasteis prevalecem no cenário, foco, passado é instante que dá coragem para uma visão mais ampla, sem medo, adeus vacilo, amplia. Icones sem sentido revestidos em mitos e verdades encadeiam-se para trazer a clarividência além do relatado. Estranho, prevalece mesmo assim a luz e a cor amena, não desmerecida e o foco que a define. Enfim, há beleza além da fresta franqueada, livre, tranquila, iluminada.
Sábado, Abril 10
Sugestão de Animação
* Corrente para Frente.
Sabe, nada de tão importante, mas tive esta sensação mais vezes, não que não vibre em situações especiais de conquista coletiva, se é assim que se podem chamar, mas não sou muito de emoções exageradas depositadas em pés, músculos ou perícias individuais como representação de euforia patriótica, prefiro indíces e marcadores mais absolutos, como mortalidade, alfabetismo, renda, qualidade de vida, por ai. Nada contra Senna ou as Denises de agora, mas aquela vinhetinha da Globo esticando um Brasil forçado e as vezes forjado, me deprime. Parabéns a quem criou o desenho, sinto o mesmo.
* Corrente para Frente.
Sabe, nada de tão importante, mas tive esta sensação mais vezes, não que não vibre em situações especiais de conquista coletiva, se é assim que se podem chamar, mas não sou muito de emoções exageradas depositadas em pés, músculos ou perícias individuais como representação de euforia patriótica, prefiro indíces e marcadores mais absolutos, como mortalidade, alfabetismo, renda, qualidade de vida, por ai. Nada contra Senna ou as Denises de agora, mas aquela vinhetinha da Globo esticando um Brasil forçado e as vezes forjado, me deprime. Parabéns a quem criou o desenho, sinto o mesmo.
Sexta-feira, Abril 2
Quarta Especial
Sueli, Sueli, bem que te disse , vai com calma. Feliz estavas, não quis te magoar, o porteiro ja te conhecia, o Mala, leão-de-chácara, a mesa reservada desde que conheceste o Schinaider, as músicas selecionadas nas noites de quarta-feira, o bailão era obrigatório. Sueli, porque não prestaste atenção nos meus comentarios, como a cerveja derramada podia ser fim de festa, não que não pudesse ser aproveitado, agradável companhia, mesmo mais velho, e a promessa comum de desfazer o casamento, juras. A festa de natal começou tão tarde, peru esfriado, demais a espera em não ficar solitária, prenuncio de quão vâ ela seria. Sueli Maria, a mesa esta ocupada, o Mala não te reverencia, diminuiu a gorjeta, és mobiliário e não alegria, a pista espera , te angustia. Sueli, diz para mim, me elucida, diz para mim que estou errado, que mesmo curta tua alegria ainda é melhor do que não ter passado. Como é simples teu dilema, ao ponto de ser tão dramatizado, tua vida não vale o batom borrado ou o brilho forçado daquelas noites. Eu te disse!
Sueli, Sueli, bem que te disse , vai com calma. Feliz estavas, não quis te magoar, o porteiro ja te conhecia, o Mala, leão-de-chácara, a mesa reservada desde que conheceste o Schinaider, as músicas selecionadas nas noites de quarta-feira, o bailão era obrigatório. Sueli, porque não prestaste atenção nos meus comentarios, como a cerveja derramada podia ser fim de festa, não que não pudesse ser aproveitado, agradável companhia, mesmo mais velho, e a promessa comum de desfazer o casamento, juras. A festa de natal começou tão tarde, peru esfriado, demais a espera em não ficar solitária, prenuncio de quão vâ ela seria. Sueli Maria, a mesa esta ocupada, o Mala não te reverencia, diminuiu a gorjeta, és mobiliário e não alegria, a pista espera , te angustia. Sueli, diz para mim, me elucida, diz para mim que estou errado, que mesmo curta tua alegria ainda é melhor do que não ter passado. Como é simples teu dilema, ao ponto de ser tão dramatizado, tua vida não vale o batom borrado ou o brilho forçado daquelas noites. Eu te disse!
