O pai do meu amigo, cujos nomes não lembro, mas que sei onde moravam, perto do clube onde brincava, num prédio construido pelo pai de outro amigo, estes com nome e sobrenome ainda frescos, mas que também estão distantes, um que dirigia carro ainda bem adolescente, o que me encantava, principalmente depois que tive casa na praia, alugada do tio de um colega do meu pai que tinha um apelido estranho como a vivenda que na verdade era só uma garagem, mas ficava na costa, se é que lagoa tem orla, onde, segundo ele, a areia havia sido implantada, afirmação que é uma mentira, de valor desvirtuado, pelo pai do meu amigo, aquele que esqueci o nome mas que soube que viera para morrer aqui de uma cidade próxima, uma que não tinha praia, por isso o desfazer da imagem que tinha do alpendre da casa emprestada enquanto aguardava o que ja tinha carro e não estava triste.
Segunda-feira, Setembro 27
Prolixidade
O pai do meu amigo, cujos nomes não lembro, mas que sei onde moravam, perto do clube onde brincava, num prédio construido pelo pai de outro amigo, estes com nome e sobrenome ainda frescos, mas que também estão distantes, um que dirigia carro ainda bem adolescente, o que me encantava, principalmente depois que tive casa na praia, alugada do tio de um colega do meu pai que tinha um apelido estranho como a vivenda que na verdade era só uma garagem, mas ficava na costa, se é que lagoa tem orla, onde, segundo ele, a areia havia sido implantada, afirmação que é uma mentira, de valor desvirtuado, pelo pai do meu amigo, aquele que esqueci o nome mas que soube que viera para morrer aqui de uma cidade próxima, uma que não tinha praia, por isso o desfazer da imagem que tinha do alpendre da casa emprestada enquanto aguardava o que ja tinha carro e não estava triste.
O pai do meu amigo, cujos nomes não lembro, mas que sei onde moravam, perto do clube onde brincava, num prédio construido pelo pai de outro amigo, estes com nome e sobrenome ainda frescos, mas que também estão distantes, um que dirigia carro ainda bem adolescente, o que me encantava, principalmente depois que tive casa na praia, alugada do tio de um colega do meu pai que tinha um apelido estranho como a vivenda que na verdade era só uma garagem, mas ficava na costa, se é que lagoa tem orla, onde, segundo ele, a areia havia sido implantada, afirmação que é uma mentira, de valor desvirtuado, pelo pai do meu amigo, aquele que esqueci o nome mas que soube que viera para morrer aqui de uma cidade próxima, uma que não tinha praia, por isso o desfazer da imagem que tinha do alpendre da casa emprestada enquanto aguardava o que ja tinha carro e não estava triste.
Quarta-feira, Setembro 22
Carta de Amor
Agora é tarde, não te mandei enviar cartas sem que as tivesse lido plenamente, teu avô dizia que bobagem escrita é bobagem eterna, e então o que dizer do passado? A esta hora corre pelos bares e buracos onde te impunhas, estas pobres palavras de um amor rejeitado, não te iludas, e me escutes, serás, sem dó, assim julgado. Não importa quantos a elas estarão identificados, te prepara, estas condenado, como o último dos homens, o dos recados romanceados, um infeliz, por mostrar-se fragilizado. Onde deixaste tua corporatura, tua couraça indecifrável, te vesti com esta imagem, já estava acostumado, o caminho resolvido, desde as frases endurecidas às posturas ensaiadas. Não te permito ser isento a desprezar nossa malícia, cândido por um momento, deixaste expor tuas feridas, e te revelam, se não notaste, as lindas cartas que escreveste, e agora penas da vaidade de quem causou teu sofrimento, anuncia uma vitória, amparada em documento.
Agora é tarde, não te mandei enviar cartas sem que as tivesse lido plenamente, teu avô dizia que bobagem escrita é bobagem eterna, e então o que dizer do passado? A esta hora corre pelos bares e buracos onde te impunhas, estas pobres palavras de um amor rejeitado, não te iludas, e me escutes, serás, sem dó, assim julgado. Não importa quantos a elas estarão identificados, te prepara, estas condenado, como o último dos homens, o dos recados romanceados, um infeliz, por mostrar-se fragilizado. Onde deixaste tua corporatura, tua couraça indecifrável, te vesti com esta imagem, já estava acostumado, o caminho resolvido, desde as frases endurecidas às posturas ensaiadas. Não te permito ser isento a desprezar nossa malícia, cândido por um momento, deixaste expor tuas feridas, e te revelam, se não notaste, as lindas cartas que escreveste, e agora penas da vaidade de quem causou teu sofrimento, anuncia uma vitória, amparada em documento.
Segunda-feira, Setembro 13
Emissão
Abre a porta para mim, preciso sair, só um pouco. A música muito alta, até meus filhos reclamaram, bem, eles sempre discordam, ou estou ficando surdo ou quiçá desorientado . Tinha tanta gente lá fora, vi pela janela, mas não é isso que estimula, estão gastos, pelo silencio abafados , mas é verdade, a música esta me ensurdecendo, falta um freio, mas ansioso parar não consigo, ponto. Adolescente gostava de "Caravan", Duke, agora esquecido, me enervo com Nirvana, paradigmas do tempo e da idade, aqui é meu filho, reclama do barulho, o que já fez meu pai um dia, isso a janela úmida não impede que transpasse, temperatura e som, se espalham, e é lá de fora que me espiam importunados, "É música, pessoal, e estou bem ocupado!". Eclético, no chão meus discos, rótulos trocados, não atento a bula quando atordoado, no tempo do Ellington, aficcionado, juntava partitura, mesmo iletrado, claves e semínimas, tempo e andamento, acordes por fatos associados. Agora não importa o que me digam, temas ou ruidos, não escuto mesmo, me informa mais a porta fechada, as horas e o silêncio descontinuado. Quero sair, só um pouco.
Abre a porta para mim, preciso sair, só um pouco. A música muito alta, até meus filhos reclamaram, bem, eles sempre discordam, ou estou ficando surdo ou quiçá desorientado . Tinha tanta gente lá fora, vi pela janela, mas não é isso que estimula, estão gastos, pelo silencio abafados , mas é verdade, a música esta me ensurdecendo, falta um freio, mas ansioso parar não consigo, ponto. Adolescente gostava de "Caravan", Duke, agora esquecido, me enervo com Nirvana, paradigmas do tempo e da idade, aqui é meu filho, reclama do barulho, o que já fez meu pai um dia, isso a janela úmida não impede que transpasse, temperatura e som, se espalham, e é lá de fora que me espiam importunados, "É música, pessoal, e estou bem ocupado!". Eclético, no chão meus discos, rótulos trocados, não atento a bula quando atordoado, no tempo do Ellington, aficcionado, juntava partitura, mesmo iletrado, claves e semínimas, tempo e andamento, acordes por fatos associados. Agora não importa o que me digam, temas ou ruidos, não escuto mesmo, me informa mais a porta fechada, as horas e o silêncio descontinuado. Quero sair, só um pouco.
Quarta-feira, Setembro 8
Lembrança
"Marianinha vem ver a coisa bonita que eu te fiz!" Cadê a guria, onde foi parar, justo agora, esta menina?
Fez o pedido, escolheu motivo e momento, decidiu os apetrechos e ornamento, não pensei que conseguiria, e agora, onde meteu-se Marianinha?
Os irmãos em fase terrível, sempre atrasados, cada dia mais tarde a dar choque nos pensamentos da mãe Dora, e nem ai para o que elas diziam, por isso assumi a proposta, a vontade e a alegria de ve-la realizada, esta pronto, mas , onde está Marianinha?
Quem mora mesmo na esquina? Acho que Luzia, mas essa não se interessa, tem mais luzes que a iluminam, nem as irmãs do sobrado, sobram interesses e outros mimos, por isso fiz por ela, e esta coisa está bonita, mas.. e Marianinha esta menina?
A vi passar com o pai pensativo , meu amigo cego, o que via longe, ensinou a ir além do sentimento, adolescente em seus abrigos, para a surpresa, a coisa certa, um improviso, mas isso foi antes e agora, onde andará Marianinha?
"Marianinha vem ver a coisa bonita que eu te fiz!" Do contrário, de outra também te contrario e escondo teus desejos fujo dos teus pensamentos e enxergo aquem do que deve ser visto.
"Marianinha vem ver a coisa bonita que eu te fiz!" Cadê a guria, onde foi parar, justo agora, esta menina?
Fez o pedido, escolheu motivo e momento, decidiu os apetrechos e ornamento, não pensei que conseguiria, e agora, onde meteu-se Marianinha?
Os irmãos em fase terrível, sempre atrasados, cada dia mais tarde a dar choque nos pensamentos da mãe Dora, e nem ai para o que elas diziam, por isso assumi a proposta, a vontade e a alegria de ve-la realizada, esta pronto, mas , onde está Marianinha?
Quem mora mesmo na esquina? Acho que Luzia, mas essa não se interessa, tem mais luzes que a iluminam, nem as irmãs do sobrado, sobram interesses e outros mimos, por isso fiz por ela, e esta coisa está bonita, mas.. e Marianinha esta menina?
A vi passar com o pai pensativo , meu amigo cego, o que via longe, ensinou a ir além do sentimento, adolescente em seus abrigos, para a surpresa, a coisa certa, um improviso, mas isso foi antes e agora, onde andará Marianinha?
"Marianinha vem ver a coisa bonita que eu te fiz!" Do contrário, de outra também te contrario e escondo teus desejos fujo dos teus pensamentos e enxergo aquem do que deve ser visto.
Sexta-feira, Setembro 3
A Praça
Tinham me dito que aquelas árvores haviam sido catalogadas por um parente, um quase gênio, desconhecido para mim, excêntrico, morto de forma precoce e inesperada, um cientista, botânico reconhecido que entre seus feitos testava raízes para identificar se eram tóxicas, isso, provando, mascando ou bebendo, e infelizmente, comprovando. Mas o tema aqui é a praça, bem no meio, o anel central, principal desta cidade, respeitada no passado e que apesar de abandonada, ainda sugere uma beleza que por um tempo elaborada. O chafariz ilhado, Nereidas, vindo da Europa nos áureos tempos, enaltecia o poder econômico dos antigos barões e da cultura ruobada, de certo já ultrapassada mas principalmente descuidada. Os nomes científicos, em tabuletas encardidas, e só as penduradas a muita altura, sobreviveram, termos latinos, gregos ou açorianos ali meio escondidos nada informando aos circunstantes. Caesalpinia echinata, Jacaranda cuspidifolia, Lagerstroemia, sombreiam hoje bancos quebrados que mal mantêm os lombos desocupados, as prostitutas liquidadas, aposentados infelizes e os mendigos fantasiados de mendigos, ou fidalgos arruinados, pompa, tudo igual em quantidade aos inúmeros pombos que mancham o piso centenário mesclado por tiras cimentadas que não escondem os buracos típicos desta realidade.
Quando criança, era possível, atravessar ali encantado, ou pelo cavalo de madeira, ou a procura do trem motorizado. Minha avó morava perto, era rotina esta passagem, só que as copas eram mais altas, até os arbustos encurvaram, as folhas mais viçosas e a cor, que é desbotada, viva, a enganar a memória. Diálogo: "Quer dormir comigo?", pergunta vadia, "Não tenho sono", resposta desdentada entre oferta e cliente, um ponto decadente, inapropriado para um cenário imaginado.
Meu parente morreu cedo, por uma raiz envenenado, rápido pelo jeito, a tempo de não ver nada, a espécie, catalogada, esta mantida, frutificada, só que mata lentamente corroendo esta saudade.
Tinham me dito que aquelas árvores haviam sido catalogadas por um parente, um quase gênio, desconhecido para mim, excêntrico, morto de forma precoce e inesperada, um cientista, botânico reconhecido que entre seus feitos testava raízes para identificar se eram tóxicas, isso, provando, mascando ou bebendo, e infelizmente, comprovando. Mas o tema aqui é a praça, bem no meio, o anel central, principal desta cidade, respeitada no passado e que apesar de abandonada, ainda sugere uma beleza que por um tempo elaborada. O chafariz ilhado, Nereidas, vindo da Europa nos áureos tempos, enaltecia o poder econômico dos antigos barões e da cultura ruobada, de certo já ultrapassada mas principalmente descuidada. Os nomes científicos, em tabuletas encardidas, e só as penduradas a muita altura, sobreviveram, termos latinos, gregos ou açorianos ali meio escondidos nada informando aos circunstantes. Caesalpinia echinata, Jacaranda cuspidifolia, Lagerstroemia, sombreiam hoje bancos quebrados que mal mantêm os lombos desocupados, as prostitutas liquidadas, aposentados infelizes e os mendigos fantasiados de mendigos, ou fidalgos arruinados, pompa, tudo igual em quantidade aos inúmeros pombos que mancham o piso centenário mesclado por tiras cimentadas que não escondem os buracos típicos desta realidade. Quando criança, era possível, atravessar ali encantado, ou pelo cavalo de madeira, ou a procura do trem motorizado. Minha avó morava perto, era rotina esta passagem, só que as copas eram mais altas, até os arbustos encurvaram, as folhas mais viçosas e a cor, que é desbotada, viva, a enganar a memória. Diálogo: "Quer dormir comigo?", pergunta vadia, "Não tenho sono", resposta desdentada entre oferta e cliente, um ponto decadente, inapropriado para um cenário imaginado.
Meu parente morreu cedo, por uma raiz envenenado, rápido pelo jeito, a tempo de não ver nada, a espécie, catalogada, esta mantida, frutificada, só que mata lentamente corroendo esta saudade.
Multiply II
A chegada do Multiply modificou um pouco minha rotina com a internet, foi uma forma mais rápida e direta de encontrar pessoas diferentes, bem mais dinâmica que o badalado Orkut. Não vou ficar indicando novamente só queria informar que quem não me encontra por aqui tenho escrito lá também.
A chegada do Multiply modificou um pouco minha rotina com a internet, foi uma forma mais rápida e direta de encontrar pessoas diferentes, bem mais dinâmica que o badalado Orkut. Não vou ficar indicando novamente só queria informar que quem não me encontra por aqui tenho escrito lá também.
