Blog do Camafunga


 

Depois de mais de quatro anos de postagens esta Blog passa a ser compartilhada, duas almas tão distintas com visões tão diferenciadas, irão dividir, além do corpo, o mesmo espaço para expressão de idéias e observações do cotidiano, seja o que Deus quiser!

 
  Crônicas do Camafunga

visitas desde agosto de 2001

 

Domingo, Fevereiro 27

Cartoons pelo Mundo


Clay Bennet, The Christia Science Monitor, Boston, EUA,

Terça-feira, Fevereiro 22

Lembrança
Pedi para que aumentassem o som que deveria ser só ambiente. As mesas estavam pouco ocupadas, eu era um que merecia companhia. Tudo muita novidade, e agora surgia uma esperança para mudança, vinha pelos tantos estimulos e sentidos que só uma musica alta para tentar me manter quieto. Para tudo se aplica um custo, mas eu que pensava não ter nada, notei que podia sonhar em sustentar minha propria fantasia.
A batita animada, os olhares aninhados, o jogo entre interessante e interessados, gente pouco ou mal comportadas, estas eram condições que encantavam, até a lua que se espalhava na lagoa, pois havia uma lagoa a dispersar o natural brilho em alegoria.
Nos fechamos enquanto o som crescia, uma nesga espremida encarcerava o palco e a formação que ali tocava, ao contrário, senti-me amplo, associado e liberto, seria o encontro. Uma pista imaginada, o sinal na cadência engrandecida na espera de uma dança até então só ensaiada. O resto a memória vibra pela vivência que supera em tudo a poesia, a não ser pela lua, que espalhada revelou-me estas imagens.

Segunda-feira, Fevereiro 14

Cartoons pelo Mundo


Sergio Langer, Clarin, Buenos Aires, Argentina,

Tune In
Na onda de resgate de temas e sons esquecidos ligo esta playlist de smoothjazz ai ao lado, minha atual trilha sonora para navegar. É necessário player compatível como o Winamp ou Musicmatch. MAis do que isso só amanhã pois são quase quatro da madrugada e preciso dormir!

Quarta-feira, Fevereiro 9

Espelho

Quarta-feira, Fevereiro 2

Noite 01

Os olhos percorriam cada canto desconfiados, seria ali meu lugar?Aquele também não era meu gênero, na verdade nem reconheço mais qual meu genero, já fui embalado em bossa e samba lento em pleno fervor do rock anos noventa e senti dores por experiências nem vividas. Agora olho pelos cantos para ver se me reconheço em algum trejeito, um rosto familiar mesmo que envelhecido, ou um parentesco de amigo que ultrapasse uma geração da que imagino estar vivendo. Antes não reclamaria da altura do som ambiente, mas aquilo era outro coisa, como se meu coração em alta frequencia estivesse amplificado, assustado e assustadoramente repercutido, por cima dos óculos de cabeça baixa observo que dançam minha arritmia. Juro que é última vez que me testo, a luz oscila descompassada, fumaça leve pode ser cortada, os cantos ficam distantes, me faltam alicerces sob este bate-estaca, a testa sua, perderia as lentes. Os olhos param nas imagens estroboscópicas, figuras preenchem a ausência dos flashs em flashback anos noventa, rock, samba, dor de cotovelo ou bossa, preciso ir embora.

 

 

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