Blog do Camafunga


 

Depois de mais de quatro anos de postagens esta Blog passa a ser compartilhada, duas almas tão distintas com visões tão diferenciadas, irão dividir, além do corpo, o mesmo espaço para expressão de idéias e observações do cotidiano, seja o que Deus quiser!

 
  Crônicas do Camafunga

visitas desde agosto de 2001

 

Sábado, Março 26


Encontro de Bons Anos... Posted by Hello

Terça-feira, Março 22

Passeio
Pronto, as meninas já estão na rua, tomara que não tropecem nas pedras que estão frouxas. A grama no meio fio é parecida mas não é da mesma especie das que agachado retirava em outra epoca, elevadas revelavam uma raiz maior que a rama, hoje usam herbicida e até as ervas daninhas são menos profundas. A rua, cheia de obras não terminadas, não tem saida, mas foi para lá que elas foram, ou teriam virado para o lado da igreja, das calçadas mais arborizadas, raras neste cenário. Sai musica da casa da professora, pouco talento mas muito alento no violão quadrado para o nublado daqueles dias. Atrás do muro a quadra esquecida pela falta de interesse, a brincadeira de esconder-se nos campos, quase matos, e o mistério dos que ali realmente refugiam-se. Seguem em passo e devem estar longe, prefiro que tenham seguido este trajeto, por ali, perto da escola onde passa o onibus que circula ininterrupto, como elas, se tomarem o caminho errado. Há por perto um bar a vender doçuras que intervalam as descobertas. As meninas carregam livros, notas e detalhes que nunca descobri em conteúdo, apenas que eram unidas, vizinhas, ou nem eram. Na minha rua havia pedras por onde e entre cresciam ervas, desde o meio até o fio das obras inacabadas, daqui, só espero que não tropecem, as meninas da minha rua.

Brique da Redenção Posted by Hello

Sexta-feira, Março 18

Viajando
O pão dormido aguarda. A pena sobreposta ao mouse e a tinta escorrida a manchar indelével o teclado atrasaram esta escrita. Ouvi o sinal da campainha mas distraido pelo som do rádio galena só atendi ao ver piscar o logo do wap, era tarde, meu identificador não funciona em DTMF, não há retorno. Guaraná de rolha ou garapa? Volto ao tema do colóquio, sem matéria preparada, odeio ficar assim tão livre. Coloco os pés para cima para desgrudar minhas alpargatas, as pás do ventilador não dão vencimento ao calor que se propaga desta cpu pirata, dai apliquei um cooler no teto que também não adianta nada, queimo as válvulas da memória a buscar melhor imagem, meu hardware virou sucata. Quem seria, nenhum recado? Celular descarregado. A TV é instantânea mas uma combustão solar interfere e dá estática, da galena em outro formato uma salsa turbinada, "The Techno Mamma Chibata", gostei, na tela mais uma compra, um clique cria uma divida globalizada. Fita cassete sua e fica melada, suspendi o café preto, o pão vira torrada. Passo pasta de amendoim mas a maionese é mais barata.

Segunda-feira, Março 14


Calma na Lagoa Posted by Hello
Chuva
Acertando o relógio, são seis e trinta e dois da manhã.Todos dormem, choveu depois de uma estiagem prolongada o que ameniza o calor que estava insuportável, as lavouras foram logradas, a pior desde há muito, mas o clima repercute no tempo e encontrei um amigo antigo que também trouxe alento regando com nostalgia boa estas estações desérticas. Que usar no momento da saida?
São seis e trinta e oito, o dia amanhece escuro e isso introduz o ânimo, deve precipitar mais água, desejo impregnar as memórias para transporta-las leve no decorrer das horas. Camisa ou gabardine?
São seis e quarenta e pouco, já ouço um movimento externo, a cidade movimenta, o café esfria pela distração do texto e atento que já esta na hora. Capote!
Faltam cinco minutos para que o celular desperte, prefiro evitar o aviso, olhando para fora vejo chuva que sutil perece, mas preciso manter o ambiente, como as lembranças do amigo, anseio pelo frescor leniente, ao trabalho a ideia de perdurar o ânimo, ao armário, um guarda-chuva que a preserve.

Quarta-feira, Março 2

Inérte
Até a porta são cinco passos, para levantar da cadeira dois movimentos, mas, pensar em contrair estes músculos demanda tanta energia que opto por ficar sentado. O telefone toca aqui na peça ao lado, mas decidi esquecer que estava vivo, fechar o postigo imaginário que me liga a sociedade, pelo menos por esta manhã, quem sabe até pelo dia inteiro. Não ouço clássicos, mas o piano de Vladimir Horowitz, lincado sei lá por onde, invade esta letargia. Um tinido condicionado despertou-me a mesma hora, desnecessário, não há motivos para trabalho, até o café foi servido morno, quente só a previsão do dia que invade as frestas largas que evito consertar. Preludio, as notas repetidas refletem a rotina de ficar por tempos em casa, há louça sobreposta e sinais de relaxada civilidade, a tv sempre ligada, o leite e a coca azedando fora da geladeira. Sentei-me sem muita vontade para interpretar mensagens, este som de presente só enfrauqece os meus olhos com ramela e mantém meus ombros despencados, o telefone ainda toca, é cedo, esta longinquo como os cinco passos, os dois ou três movimentos ou pela energia que dispenso em pensar em tudo isso.

 

 

08_01

09_01

10_01

11_01

12_01

01_02

02_02

03_02

04_02

05_02

06_02

07_02

08_02

09_02

10_02

11_02

12_02

01_03

02_03

03_03

04_03

05_03

06_03

07_03

08_03

09_03

10_03

11_03

12_03

01_04

02_04

03_04

04_04

05_04

06_04

07_04

08_04

09_04

10_04

11_04

12_04

01_05

02_05

03_05

04_05

05_05

06_05

07_05

08_05

09_05

10_05

11_05

12_05

01_06

02_06

03_06

04_06


 

Visite a Perfumaria da Morsa

 

 

       
       
1