Fratura
Até ali curvado cheguei a areia. Sentado, subia o frio como um aperto úmido das calças, que eram novas mas não importava, até acima, as costas, que esperavam deste mais caloroso abraço. Surpresa foi o recado, tanto quanto em criança, quando o médico tentou explicar que um dia a perna curaria, "Fratura em galho verde", do osso, as partes, mesmo vergadas permaneciam, sei lá como, ligadas, fica mais fácil o alinhamento, e assim, mesmo incrédulo, voltei a ter o passo reto, "Venha que te espero".
As palavras atravessavam direto para as fracas ondas da praia, afogadas no sentido por quem conhecia o conteúdo por detrás daquelas falas. A sombra torta que estendia-se até a orla, um em pé, outro sentado, a imagem longa e única quer sugerir continuidade. Entre as mãos um pequeno ramo de palha rompido, girava firme em hélice, rebelam-se as porções mas não desprendem, resistencia na fratura, galho verde.
Nem fazia tanto tempo mas não sentia fé na volta, nem nas desculpas, nem nas soldas nem me iludi nos oferecimentos, solta a mensagem já nascia interpretada, a sombra, pelas imagens, a rama que também não se separa. Levantei da areia fria, já estava acompanhado, sobe o calor do abraço, fico reto, alinhado.
As palavras atravessavam direto para as fracas ondas da praia, afogadas no sentido por quem conhecia o conteúdo por detrás daquelas falas. A sombra torta que estendia-se até a orla, um em pé, outro sentado, a imagem longa e única quer sugerir continuidade. Entre as mãos um pequeno ramo de palha rompido, girava firme em hélice, rebelam-se as porções mas não desprendem, resistencia na fratura, galho verde.
Nem fazia tanto tempo mas não sentia fé na volta, nem nas desculpas, nem nas soldas nem me iludi nos oferecimentos, solta a mensagem já nascia interpretada, a sombra, pelas imagens, a rama que também não se separa. Levantei da areia fria, já estava acompanhado, sobe o calor do abraço, fico reto, alinhado.
