Intrigas: Parte 1

E assim começaram...

Originalmente publicada em julho de 2003, Lápide Email

Introdução Comentada: Antes de colocar o texto na integra, creio que seria conveniente explicar que todo esse material inicial foi publicado na Lápide Email, meu informativo pessoal que era distribuído amigos e amigos de meus amigos pela internet. Para mais detalhes, é só ler os bastidores deste site.

Ébano fala:

Não faz muitos anos, eu me lembro muito bem, pois estava junto com ele (e talvez tivesse nascido dele), quando um idiota resolveu dar letras ao que ele chamava de boas idéias. Achando que sabia o suficiente, ele simplesmente sentou numa cadeira todas as noites quando chegava de seu cursinho e passou a coletar as poucas histórias de terror que podia. Juntou todas as asneiras medíocres, salvo aquelas risivéis histórias do zelador de seu prédio, e criou a paranigma. P-A-R-A-N-I-G-M-A.

Eu me emociono toda vez que escuta essa palavra, é por demais ridícula. O que diabos significa? Juntar Paranormal com Enigma? Credo! Isso deve ser mesmo algo "para anormal". Convenhamos, esse é o pior slogan promocional dos últimos tempos. E, ainda mais, o autor é tão incompetente que até perdeu os direitos plenos deste nome para um espanhol  maluco caçador de chupa-cabras. Então, foi assim que surgiu essa tal de P-A-R-A-N-I-G-M-A cinco anos atrás e, perdido entre uma página e outra, estava eu. A única coisa boa , creiam nisso.

De lá para cá, as coisas tem se ruindo cada vez mais. Este é o preço da decadência... de idéias e de qualidades. Pois sim, a tal página de nome rídiculo perdeu-se entre a tormenta da World Wide Web e, com ela, deveria ter ido junto as histórias do seu autor. Mas, não. O mundo não foi feito para a bonança e a sutileza. Para aqueles que acreditam que a sua vida aqui é um aprendizado, saibam que a palmatória sempre esteve a mão. E não chiem. Diferente de vocês, eu tenho que suportar isso por mais de uma vida.

Precariamente, eu tenho tentado sobreviver nas suas letras também. Dou graças por ele gostar de coisas negras e macabras em seus contos e mamãe ter se apaixonado por um tissãozinho caolho e de rabo cotó. Foi assim que consegui me manter até aqui e não cair no anonimato. Mesmo que seja me disfarçando de coelhos gorduchos e cagões de chocolates, eu me mantive... sempre.

Agora, surge uma porra de um "Lápide Email". Se alguém souber o que é isso, me avise, mas o que importa é que ele volta a escrever. E pior, o imbecil acha que está dando certo. Ele não tem idéia ainda do que é... certo. Achará que a fórmula dele é boa, quando o mérito todo será meu. Eu me libertarei de novo e tomarei a minha parte nesses emails. Estarei aqui para fomentar o que penso... expor para os também idiotas dos humanos leitores a verdade, massacre quem eu deva massacrar. O tempo da opressão reverteu-se e agora...

SCHAAAARRRRRCCCCCCHHHHHHHHHHHH

 

Ébano fala:

            Mas que diabos? Ô, depenado, não tem maneira mais sutil de chamar a atenção?

Criatura fala:

            Já ouviu oposição fazer mídia sem baderna?

Ébano fala:

            Que oposição?! Que diabos é você?
 

Criatura fala:

            Eu sou a verdade.
 

Ébano fala:

            Putz! Isso é que cliché! O último que inistiu nessa idéia terminou mal, sabia.

Criatura fala:

            Sou a verdade que os olhos normais não captam no escuro. Aquela livre de pré-concepções ou conhecimentos arraigados. Eu sou simplesmente o que há, assim como deve ser. Se você é o guia da emoção ébano, eu sou a que leva a razão.

Ébano fala:

            Mas, eu não acretido! Quando ganho uma coluna só minha, vem um encosto para atrapalhar. Ô bicho do olho grande! Escuta aqui, penosa, tu sabe "verdadeiramente" o que tu é?
 

Criatura fala:

            Claro! Assim como você sou mais uma tentativa de autopromoção. Fomos criados inteiramente para divertimento do autor. Mais alguma pergunta?

 

Isso ainda deve continuar...
 


 

 

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