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Velta

Acima: KÁTIA, que quando quer, se torna uma gigante loura de 2,20
metros.

Acima:SNIRKO, o alienígena inescrupuloso que acaba
criando Velta.



Acima:
VELTA CONTRA O DEVORADOR, uma antiga aventura dos tempos de
colégio(1974), redesenhada e atualizada.
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Uma
coleção de bolsilivros com todas as aventuras de VELTA
O nº 1 de
AS AVENTURAS DE VELTA, na forma de contos romanceados, já saiu. O nº 2
está para ser impresso. Neste texto, expresso minha opinião pessoal
sobre o 1º livro.
A capa já é bem sugestiva, com uma pintura mostrando Velta em toda a sua
beleza e corpo exuberante, numa pose estática de frente para o leitor.
Ao lado direito está fixado um pequeno selo, onde aparece Velta emitindo
raios, que, na minha modesta opinião, teria sido uma capa melhor que a
apresentada.
A edição se
compõe de seis histórias, seguindo uma ordem cronológica bem ajustada, a
começar da origem da personagem, que traz um texto bem discorrido e
solto, e com uma gama de detalhes que conseguem grudar o leitor nas
páginas o tempo inteiro. A forma como a jovem Kátia Maria Farias Lins é
enganada e abduzida pelo extra-terrestre que a usa numa experiência
científica e a transforma numa loura gigante é esmiuçada em
uma narrativa cheia de suspense e dentro da visão pessoal da moça.
Outra cena
interessante é quando Kátia se torna Velta pela segunda vez e se põe
diante de um espelho para observar seus novos atributos físicos. Quem
está lendo se sente um voyeur a admirar a heroína de perto, mas sem ela
saber. Indubitavelmente, um episódio
deveras
atraente.
Depois há o primeiro encontro entre Velta e o maravilhado Gilberto
Schwartz Gomes, quando a loura dinamite, na busca por arrebatar uma
gorda recompensa oferecida por um milionário, se mete a ser detetive e
vai desvendar um assassinato. As reações de admiração e desejo de
Gilberto com relação à Velta também são memoráveis, inclusive deixando
claro o fetiche podófilo do rapaz e a paixão instantânea pela voluptuosa
mulher.
São 124
páginas escritas e com alguns desenhos, nas histórias: Velta,
Detetives, Vampiros de Minas, Carnaval, Terror em Serrotinho, e Animal.
Há ainda um índice geral das histórias, que totalizam 64, e devem fazer
parte dos próximos volumes.
A edição é
independente do autor, e para ser adquirida, é preciso escrever para o
mesmo, na Caixa Postal 10.001 , Cep: 58015-350 - João Pessoa, PB.
Ou nos endereços eletrônicos:
emir_ribeirojp@yahoo.com.br
e
emir_ribeiro@hotmail.com
SOBRE
VELTA
Por Roberto
Guedes
A
voluptuosa heroína Velta, criação máxima de Emir Ribeiro, surgiu em
meados de 1973 como parte de um jornal escolar, mas logo sua
popularidade a levou a outras páginas e outros jornais, mais
notadamente, os de grande circulação da Paraíba.
O
impressionante nisso tudo é que Emir tinha apenas 15 anos e já era
remunerado por seus trabalhos artísticos. Paralelamente às aventuras dos
jornais, o rapaz começou a editar revistinhas independentes a partir de
1978, as quais, com muito esforço, conseguia distribuir em bancas de
jornais de três estados do Nordeste.
"Apesar da ditadura militar, meu trabalho
não sofreu qualquer tipo de repressão, naquela época..." Disse Emir,
lembrando, inclusive dos tempos do jornal do colégio, quando costumava
enviar material mais ameno para apreciação da comissão de professores,
que cumpria um papel censor. Depois de aprovado, substituía o material
por outro mais audacioso. Para que tal feito fosse concretizado com
êxito, esclareceu : "Eu costumava contar com a cumplicidade dos outros
alunos !"
O quadrinhista ainda realizaria trabalhos
para um tablóide financiado pelo governo. Em certa ocasião, chegaram a
reclamar, pois Emir colocou Velta abaixando a calcinha para um bandido
(à esquerda, em desenho atual) -
mas foi só, e muito insinuado. Velta, a gigante de nádegas imensas e
cabelos compridíssimos, costumava mostrar seios em decotes escandalosos
e o bum-bum em precursores "fio-dentais"...
Emir continuou investindo em suas
revistas, mas a forte crise econômica que assolou o país na segunda
metade dos anos 80, fez com que desistisse das revistas. A partir dos
anos 90, uma nova onda de fanzines e edições independentes começou a
despontar no mercado alternativo. A proliferação de máquinas copiadoras
e duplicadores digitais, além dos preços cada vez mais acessíveis das
gráficas off-set, fez com que o autor se animasse a retornar sua
criativa produção. O comecinho dos anos 90 também se caracterizou pelo
surgimento de dezenas de títulos alternativos, construindo o cenário
perfeito para a volta de Velta, que vagava entre vários temas: aventura,
ficção científica e erótico.
A loira fatal acabou sendo eleita
uma espécie de musa por boa parte dos fanzineiros, transformando-a em
"figurinha carimbada" em vários fanzines. Emir não parou por aí,
aumentando seu leque de publicações. Na ocasião do arregimentamento de
artistas brasileiros ao mercado americano de quadrinhos, Emir marcou
presença, vindo a trabalhar novamente com Mike Deodato Jr. Foi
arte-finalista em várias revistas: Hulk, Vingadores, Thor, Glory,
Mulher-Maravilha, Turok, Elektra e Lady Death, entre outras. Nas
histórias de Thor, assinadas por Deodato, é bem visível o traço de
Ribeiro em várias sequências. Emir conseguiu até colocar o nome VELTA
num cenário, em determinada edição do Deus do Trovão. Os CARDS que fez
sobre os heróis Marvel da Era de Prata estão entre os mais disputados
pelos aficionados.
* Leia a íntegra deste texto,
publicado no álbum VELTA CONTRA O DEVORADOR (capa à esquerda), editado pela
Opera Graphica
Editora em 2002)
MAIS SOBRE
VELTA AQUI
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