
Peabiru
Brasil
As inscrições encontradas em Ingá na Paraíba( foto abaixo), constituem o verdadeiro modelo das inscrições atribuidas ao SUMÉ. As lendas contam que Sumé, o civilizador dos índios tupi, perseguido pelos tupinambás, foi para o Paraguai e dali para o Peru. Durante esta caminhada, teria aberto uma estrada que ficou conhecida entre nossos indígenas como PEABIRU, ou o CAMINHO DA MONTANHA DO SOL. Um arqueólogo brasileiro reconstituiu recentemente o caminho seguido pelo Sumé, encontrando dezenas de marcos. A existência do Peabiru parece confirmar que existiu um intercâmbio entre os indígenas do Brasil e do Peru.A questão de que o tipo branco na América pré-colombiana tem preocupado os pesquisadores e estudiosos. Em todo continente, durante a conquista e colonização, repetiram-se as mesmas cenas. Nos primeiros contatos com os índios, estes ficaram encantados com os cavalos e com as armas de fogo. Estranhamente, o fato que deveria ser mais insólito a eles, a cor branca dos descobridores , parece não tê-los afetado. Ao contrário, justamente este aspecto levou-os a uma relação com os heróis míticos das tribos. Assim, os espanhóis foram recebidos no México como descendentes de Quetzalcoatl e de Viracocha, no Peru. Na tradição mítica brasilíndia não são raras as referências aos civilizadores brancos. A maior figura é o SUMÉ. Este herói se reveste de singular importância, uma vez que a influência dele se faz presente em quase toda a faixa litorânea, que vai do Rio Grande do Sul ao Maranhão, além de parte do interior. O sumé é o civilizador máximo das tribos Tupi. E o fato curioso, este civilizador, como os demais maíres, é descrito como garnde feiticeiro, branco, barbado, que veio pelo mar. Além do Sumé vamos encontrar o MAIRATÁ, entre os tupis do Maranhão, com as mesmas características do primeiro. E também o MARÉ, civilizador mítico dos Aimoré, era branco e ruivo. Eram brancos e loiros os heróis do extremo norte, Izi, o filho do sol, e seu companheiro Dono do Fogo. E os Apinagé se referem em seus mitos a um grupo chamado " kupe-ki-kambleg", que significa literalmente " tribo estrangeira de cabelos vermelhos ". Sumé no entanto, é o mais conhecido, pela extenção de sua influência. Contavam os índios do Maranhão que o sumé tinha ensinado a seus antepassados o plantio e o preparo da Mandioca, num tempo em que todos se alimentavam de raízes amargas e duras. Mas Sumé não se limitou apenas em técnicas agrícolas. A ele foram atribuidas também a abertura de caminhos e a introdução de novos princípios religiosos. No entanto Sumé era um pacifista e os tupinanbá eram guerreiros. Os relatos mostram o herói expulso e perseguido pelos selvagens. No sul, conta-se que Sumé foi para o Paraguai ( onde tinha ensinado o uso da erva-mate ), seguindo dali para o Peru. Durante esta caminhada teria aberto a estrada que ficou conhecida como PEABIRU, ou PIABUYU, ou seja o Caminho da Montanha do Sol.
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Livros:
Introdução à Arqueologia Brasileira - Angyone Costa A Visão do Paraíso - Padre Ruiz Monttoya - Texto e primeirrra foto de Luís Galdino
Produzido por Lu Costa - E mail MOBILU@YAHOO.COM.BR -
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