1.JUSTIFICATIVA

1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO

Ao enfocar gênero como uma categoria de análise , propomos rever as teorias construídas pelas (os) estudiosas (os) feministas e propor um pensamento plural , que analise a fundo as representações sociais e escape dos argumentos biológicos e culturais de desigualdade, os quais sempre têm o masculino como referencial. O exercício que se propõe aqui é o rompimento com o pensamento dicotômico : feminino em oposição ao masculino; razão/sentimento; teoria/prática. Os sujeitos que constituem a dicotomia não são, de fato, apenas homens e mulheres, mas homens e mulheres de diferentes classes , raças, religiões, idades, sexualidades, etc., e suas solidariedades e antagonismos podem provocar os arranjos mais diversos perturbando a noção simplista e reduzida de homem dominante e mulher dominada. Numa demorada passagem, exporemos a rede de poder que permeia esta questão e nos diz que os gêneros se produzem na e pelas relações de poder.

1.2 O CARÁTER DO II ENUDS


O evento nos instiga a pensar epistemologicamente as questões de Gênero e Sexualidade e desprover-nos dos estereótipos e/ou dos preconceitos , além de proporcionar em meio acadêmico possibilidades de levar muito a sério, na prática educacional e nas construções teóricas , a formação das identidades e, deste modo, contribuir para barrar a discriminação e a violência que residem neste campo, haja vista que essa abordagem perpassa também pelo conceito de identidade cultural, referendando o contexto pernambucano-nordestino , onde as relações de poder estão inculcadas numa construção histórica onde predomina o patriarcalismo e o coronelismo, que perduram no Brasil e de forma mais agravante na contemporaneidade pernambucana, culminando com índice de agressão e imposição que nos deparamos no que se refere a sexualidade e gênero. Podemos retratar a questão no quadro brasileiro levando em consideração que essas problemáticas são relevantes no sentido de que falamos de um país que se diz possuir mais puro caráter democrático, contudo que menos faz valer o acesso aos direitos humanos, histórico, políticos e socialmente constituídos, direitos esses encarados com inalienáveis.

Um outro modo de compreender as identidades sexuais e de gênero implica mudanças extremamente significativas. Trata-se de assumir que todos os sujeitos são constituídos socialmente, que a diferença (seja ela qual for) é uma construção feita-sempre- a partir de um dado lugar que toma como norma ou como centro. É preciso , pois, pôr a norma em questão, discutir o centro, duvidar do natural. Mas, não há como negar que a disposição de questionar nosso próprio comportamento e nossas próprias condições é sempre muito mobilizadora: para que resulte em alguma transformação, tal disposição precisará ser acompanhada da decisão de buscar informações e trocar idéias, de ouvir aqueles e aquelas que histórica e socialmente foram instituídos como "outros".

2.OBJETIVO GERAL

Realizar e fomentar atividades no sentido de aprofundar conhecimentos e de promover o reconhecimento da diversidade sexual.

2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

1- Criar um espaço democrático de divulgação de trabalhos acadêmicos na área de gênero e sexualidade, no sentido de fortalecer esse campo do conhecimento no meio acadêmico;

2- Promover o intercâmbio entre grupos de estudos das faculdades e universidades brasileiras que trabalhem com este tema, contribuindo para uma constante troca de conhecimentos que terão o papel de estimular e subsidiar novas atividades;

3- Fortalecer a luta contra os preconceitos de gênero e sexualidade conjuntamente com o movimento estudantil e movimentos sociais organizados, na medida que congrega militantes universitários (ou não) feministas e GLBTT de todo o Brasil, aprofundando seus conhecimentos nesta área;

4- Pressionar as instituições sociais pela promoção e reconhecimento da diversidade sexual;


5- contribuir para a desconstrução de concepções equivocadas e preconceituosas a respeito deste tema e que estão fortemente fixadas no imaginário popular;

6- fomentar as discussões e a formação de grupos estudantis nas IES (Instituições de Ensino Superior), estimulando ações sob viés de movimento social.

3. METODOLOGIA

O II ENUDS apresentará metodologias específicas para cada momento, resultando na construção coletiva de um texto científico e político acerca do tema Sexualidade e Respeito, ficando à cargo da Comissão de sistematização desse documento e sua homologação.


CREDENCIAMENTO: cada delegação (comitiva) designará um representante, o qual ficará responsável de recolher todas as inscrições e encaminha-las à comissão de credenciamento, que por sua vez, fará a entrega dos devidos materiais.

SOLENIDADE DE ABERTURA: funcionará sob a forma de mesa, a qual comporão o Reitor da UFPE, um representante da PROACAD, o Diretório Central dos Estudantes - UFPE e a comissão organizadora do II ENUDS, (Grupo sobre Sexualidade da UFPE). Esta atividade terá a duração de 30 min. e seu objetivo é explanar de forma sintética acerca da importância do evento, bem como suas perspectivas e desdobramentos.

CONFERÊNCIA: composta no máximo por 04 conferencistas, onde cada um deverá discorrer o tema em 30 min.. Terá a duração de 02 horas.

MESAS: será composta por três palestrantes e um mediador. Cada palestrante fará sua explanação no tempo máximo de 25 min., logo em seguida abre-se o debate com intervenção da plenária com o tempo máximo de 45 min., durando em seu total 02 horas.

APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS: compreende a apresentação oral de trabalhos científicos . Os trabalhos deverão ser distribuídos de acordo com eixos temáticos do conhecimento; cada eixo ocupará um espaço (sala de aula) diferente na qual, no máximo, 04 trabalhos serão expostos. O tempo de apresentação de cada trabalho será estipulado pelo coordenador(a) da sala que de acordo com o número de apresentadores presentes fará a divisão de forma igualitário. As propostas de trabalhos deverão ser enviadas de acordo com a formatação e configuração exigidas no Regimento do evento. Tempo total: 02 horas.

OFICINAS: serão oferecidas tanto pela sede quanto pelos acadêmicos que se inscreveram enquanto oficineiros. As oficinas abordam temáticas diferenciadas e pertinentes a diversas áreas do conhecimento. As propostas de oficinas deverão ser enviadas de acordo com a formatação e configuração exigidas no Regimento do evento. Terão uma carga horária de 02 horas.

GTT's (Grupo de Trabalhos Temáticos): Perfará o tempo de 02 horas e 30 min. nas quais grupos de congressistas reunidos em espaços diferentes, sob a mediação de um coordenador, acompanhado por um relator, que redigirá as discussões ocorridas, irão discutir sobre temáticas específicas.

GS (Grupo de Sistematização): Funcionará de forma a dar continuidade e organicidade às discussões de cada GTT nas quais ficarão configuradas sob o formato de propostas que por sua vez serão encaminhadas para votação em plenária final. Ocorrerá num tempo de o1 hora. OBS.: será composto pelos mesmos componentes dos seus respectivos GTT's.

PLENÁRIA FINAL: de caráter deliberativo e/ou propositivo, tem como objetivo elaborar um texto traçando os princípios sobre a Diversidade Sexual, que serão elencados de acordo com o produto das discussões do encontro, além de deliberar a sede do próximo Pré-ENUDS e ENUDS. Os trabalho serão coordenados por um presidente e um secretário. Ocorrerá num período de 06 horas e 30 min.

O encontro possuirá uma carga horária total de 18 horas e 30 min..

Voltar



1
1