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Letras de Música




by letras.mus.br










TODOS OS MESES













Sábado, Janeiro 31, 2004

.:: automobilismo
ÍMOLA - THE END




Certa vez sonhei que um dia Ímola iria acabar. Longe de pensar que a vida tenha que se render precocemente à morte, construíndo estigmas a partir de tragédias marcantes ou meros acidentes. Ainda acredito que o homem é capaz, com todo seu poder, de superar o mais difícil dos obstáculos que possa surgir à sua frente. Mas sonhei. Apesar de tudo, foi um sonho lindo. Lá, na Tamburello, na mesma sinuosidade capciosa que nos enloqueceu no primeiro de maio de 1994, havia sido plantado um monumento. Era um obelisco verde e amarelo cheio de flores, transformado em um lugar universal de devoção e reverência. Mas não a um homem, a um ídolo, a alguém que tinha a virtude de ir além dos limites. Era um lugar de encontro, para lembrar da glória. A glória de vencer, de acreditar em si mesmo.

Dias depois, escrevi um post, não contando este sonho, mas arriscando um palpite que jamais pensei fosse um dia se transformar em algo concreto. Disse achar que brevemente Ímola deixaria de ser uma pista do calendário oficial da F1, pois depois da morte de Senna ela nunca mais teria sido a mesma, principalmente por ocorrências posteriores que lembravam demais a morte de Ayrton. Era como se ali estivesse sempre uma nuvem negra, pronta a desabar como se fosse pranto.

Lembro que recebi um comentário do Flávio Faig, grande companheiro dos tempos do Banco do Brasil, hoje morando em lugar incerto e não sabido (e o pior é que faz questão de não me dizer...), contrariando meu pensamento. Ilustrou o comentário dizendo que seria mais fácil acabarem com Interlagos do que com Ímola. Fazia, com seu maravilhoso senso de humor, alusões à uma prova em São Paulo, onde uma placa caiu na pista, em meio à corrida, bem como outras "brasileiradas" ocorridas naquele ano. Tudo bem.

Hoje saiu a notícia: "Bernie Ecclestone, principal executivo da empresa que controla os interesses comerciais da Fórmula 1, disse nesse sábado que o circuito italiano de Ímola estará fora do calendário da categoria em 2005." Não li maiores esclarecimentos sobre os motivos que levaram o todo poderoso do automobilismo a decidir isto.

Estou feliz. Afinal, a Itália sediava dois GP´s. E principalmente porque riscar esta pista do calendário parece-me, mesmo que tardiamente, uma homenagem a nós brasileiros. Tenho certeza que Ímola continuará existindo, mas como símbolo, uma bandeira branca, um silêncio que não será perturbador. Ao contrário, será o silêncio do respeito ao maior ídolo que já tivemos. Bem ali na Tamburello, sinto, qualquer brasileiro haverá de ouvir, vindo dos céus, os maravilhosos acordes do "Tema da Vitória". Seja em um domingo, ou qualquer dia da semana, de um mês qualquer, de qualquer tempo, eternamente...

Por Ery Roberto | 7:58 PM
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Sexta-feira, Janeiro 30, 2004

.:: trânsito
LIGA MAIS TARDE POR FAVOR!




Foto: Divino Bijuterias

Instante lusco-fusco do dia (ou da noite)
Só um segundo, olhar perdido, uma fração,
O breque tardio, um grito, o susto
Que dispara envenenado coração.
Depois outro olhar, agora equilibrado,
Pior, é importado!

Outra fração, momento seguinte:
Um passe mágico, a sombra crescente.
Atônito, assiste impulsivo gesto
Da madame agressiva, feito fera,
Forçar-lhe a porta avariada
No incontrolável do protesto.

Dela,
Arrebenta-se o colar de pérolas.
Outras jóias, lá se vão
Como se fossem bolas de gude coloridas
Rolando aceleradas pelo chão...

Dele,
O flip aberto ainda repete:
"Algo errado meu amor? Você está perto?"


[adaptado de uma das Crônicas de um devorador de espelhos - Fotogramas de um filme virgem, de Fernando Montalvão.]

Por Ery Roberto | 7:52 PM
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Quinta-feira, Janeiro 29, 2004

.:: achados e perdidos
AMIGOS


Encontrei estre fragmento em algum lugar lá na casa da minha filha. Agora fico até com receio de mencionar o nome do autor, porque continha esta informação, mas fui checar e não pertencia ao conjunto da sua obra. Alguém conhece?

[...]
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construi e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos morrerem, eu desabo!

Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
[...]

Por Ery Roberto | 10:39 PM
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Quarta-feira, Janeiro 28, 2004

.:: internet
POLÊMICAS AUTORAIS


Por vezes posto aqui textos que me chegam por e-mail. Sempre tive uma certa desconfiança sobre autorias que são citadas, mas mesmo assim, em função da beleza e da mensagem que eles transmitem, publico.

Ocorre que já notei que circula pela internet muita coisa cuja autoria é abribuída a alguém, mas não existe uma forma de ter certeza disso, a menos que se conheça o texto. Já me decepcionei com o desmentido de autoria de texto que publiquei como sendo de Arnaldo Jabour. Isto dá uma certa frustração, pois quando passamos uma idéia, a autenticidade da autoria do texto ajuda a raciocinar e absorver conteúdos de uma forma diferenciada. É como se estivéssemos ouvindo as palavras ditas pela própria pessoa. A associação com o pensamento do escritor, do poeta, é imediata.

Hoje recebi um comentário do amigo Théo Alves, onde faz duas observações: o texto do meu post ".:: genialidade - A lUZ DO PENSAMENTO" , de 26.01.04, segunda-feira passada, não seria de Gabriel Garcia Marques. Como elucidado antes, também fiquei em dúvida, motivo pelo qual registrei ao final que haviam "atribuído" a Gabo aquelas palavras. A outra diz respeito a autoria de Instantes, poema que já publiquei anteriormente e também citei no mesmo post sobre Gabo. Segundo Théo, este poema também não é da autoria do argentino José Luis Borges e sim de uma escritora americana, citada pelo próprio Borges em um artigo de jornal.

Agradeço ao Théo por tão importantes observações. O assunto fica em aberto para quem quiser se manifestar e até mesmo, se tiver conhecimento das polêmicas que envolvem essas autorias citadas, brindar-nos com outros esclarecimentos importantes.

Por Ery Roberto | 8:30 PM
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.:: cinema
OSCAR 2004 - CIDADE DE DEUS SURPREENDE




Sairam os indicados para concorrer ao Oscar 2004 e o cinema brasileiro surpreendeu. Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund está relacionado ao prêmio em quatro categorias: direção, roteiro adaptado, fotografia e edição.

A notícia, para mim, surpreendeu, não pela lembrança do filme, mas pela inclusão em mais de uma categoria. Deram uma injeção de ânimo ao cinema nacional. Diga-se de passagem, nossas produções mais recentes têm captado a atenção internacional de forma mais atenciosa do que em outras épocas. Bom sinal. Para quem costuma vibrar com as nossas coisas conquistando o mundo, esta é a melhor notícia depois da fatídica partida da Seleção Olímpica contra o Paraguai, domingo passado.

Este ano estarei torcendo muito por um astro do cinema. Ele concorre ao prêmio de melhor ator, por seu desempenho em "Sobre Meninos e Lobos" - Sean Penn. O livro é bom, estou lendo e só vou ver o filme depois que acabar esta leitura. Sean fez um filme chamado I´m Jan, traduzido como Uma lição de Amor, interpretando um homem "especial". Ele é obrigado a ficar com sua filha, desde os primeiros momentos, ainda na maternidade, pois a mãe resolve abandonar tudo. Posteriormente, quando a menina já está em idade escolar, a guarda é contestada sob a alegação que o pai é deficiente para educar a criança. Ele convence uma advogada que faz o impossível para devolver-lhe a linda menina. Uma história fantástica e cheia de lances emocionantes, pois a direção do filme selecionou atores coadjuvantes que também são pessoas "especiais" em sua vida real. Foi um show. A história, o filme, leva gente sensível às lágrimas. Fica a dica.

Por Ery Roberto | 1:19 AM
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Terça-feira, Janeiro 27, 2004

.:: educação
O PREÇO DO ÓBVIO




Leio uma matéria de Carlos Alberto di Franco (diretor do Master em Jornalismo para Editores e professor de Ética Jornalistica) e encontro nela um pouco de estímulo.

Tempos atrás comentei aqui sobre certa preocupação da psicologia com a teoria educacional, onde a autoridade cedeu seu lugar a uma permissividade defendida com frágeis argumentos da condição evolutiva, da modernidade. Franco afirma que "Algumas teorias cultivadas em escolas que renunciaram a missão de educar, estão apresentando seus resultados anti-sociais. Uma legião de desajustados, crescida à sombra do dogma da educação não-traumatizante, está mostrando sua cara. A despersonalização da culpa e o anonimato da responsabilidade, característica da psicologia acovardada, estão gerando mauricinhos do crime."

O resultado desta prática é uma geração despreparada para a vida, sem competência que possa vir a destacar lideranças em qualquer área. Formamos caráter só para ambientes tolerantes e de excessiva liberdade. Os valores praticados pelas gerações anteriores, contribuições incontestáveis para termos um implícito estatuto de convivência, foram implodidos por essas teorias ditas modernas.

Além da psicologia e da educação, a mídia, principalmente a representada pela televisão, também corrobora na fabricação da dinamite. Sua receita de popularidade - apresentação de violência, absurdos, falsa visão de felicidade, conquista fácil de riqueza, glamourização da malandragem - fez o "inchaço do ego e o emagrecimento da solidariedade". Este resultado está presente na origem de tantas doenças de atitude.

Concordo com di Franco quando afirma que "jovens da classe média e média alta têm freqüentado o noticiário policial. Crimes, consumo e tráfico de drogas deixaram de ser uma marca registrada das favelas e da periferia das metrópoles. O novo rosto do crime, perverso e supreendente, transita nos bares badalados, estuda nos colégios da moda e vive em elegantes condomínios fechados".

Mas, também concordo quando diz que há uma novíssima geração chegando por aí, representativa de uma luz no fim do túnel. É notável a preocupação de muitos adolescentes em participar da vida coletiva pelo lado do bem. Eles estão correndo atrás de um futuro melhor. Descobriram, desde já, como visionários, que neste futuro a competitividade profissional será ainda mais acirrada que hoje. Estão se engajando no voluntariado para conquistar experiências.

Continuamos dependendo da mídia. A imprensa tem um papel singular e a questão é de ética. Precisa lutar contra a tendência de criar mais impactos e desenvolver efeitos especiais com as notícias ruins. Precisa produzir mais sobre o lado do investimento com simplicidade, para montar programas que contribuam com a abertura de novos caminhos.

A missão é mostrar que a luz do fim do túnel é uma esperança, desfazendo as desconfianças do perigo de ser outro trem. Necessita ajudar a fabricar o sonho de um país justo, reerguido das cinzas de tantas implosões.

Por fim, para amenizarmos as conseqüências dos movimentos do "novo rosto da bandidagem", resta-nos assumir a culpa dos próprios erros e pagar o preço alto da fatura já vencida. Penso que quando di Franco disse sobre a redescoberta do óbvio, ou seja, o resgate dos valores como remédio para a imunização da pestilenta educação permissiva, estava exibindo a prova definitiva desta dívida.

Por Ery Roberto | 5:02 PM
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Segunda-feira, Janeiro 26, 2004

.:: prêmio



Feliz, acabo de receber a deliciosa notícia de ter constado como destaque no JORNAL DO BLOGUEIRO.

["Koisas do Piru - Um vôo pelo cotidiano - Blog do Ery Roberto, onde ele conta fatos da atualidade numa linguagem clara e explicativa. Fala também de literatura, (re)citando Pablo Neruda, Vinícius de Moraes, Drummond... Destaque para o post "Retrospectiva 2003" de 30/12/03 e "Os estatutos do homem" de 23/12/03."]

Meus sinceros agradecimentos a todo pessoal do Jornal, especialmente à Lua e à mariah1979 que por aqui estiveram para trazer notícia tão incentivadora. Abraço a vocês e a todos os meus leitores que são o motivo maior deste meu prazer diário de escrever.

Por Ery Roberto | 8:43 PM
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.:: genialidade
A LUZ DO PENSAMENTO




É bom começar a semana com um texto assim. Tem certa semelhança com Instantes de Jorge Luis Borges, poeta argentino que inspirou Sérgio Brito a escrever a letra da canção Epitáfio, sucesso dos Titãs.


"Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais... entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.
Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem.
Ouviria quando os outros falam, e como desfrutaria de um bom gelado de chocolate!
Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto, não apenas o meu corpo, mas também a minha alma.
Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperava que nascesse o sol.
Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas de um poema de Benedetti, e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à lua.
Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas...
Meu Deus, se eu tivesse um pouco de vida...
Não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas. Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo amor.
Aos homens provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar!
A uma criança, dar-lhe-ia asas, mas teria que aprender a voar sozinha.
Aos velhos, ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas sim com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês, os homens...
Aprendi que todo o mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a encosta.
Aprendi que quando um recém-nascido aperta com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, o tem agarrado para sempre.
Aprendi que um homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me hão-de servir realmente de muito, porque quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer..."


[Texto atribuído a Gabriel Garcia Marquez]

Por Ery Roberto | 7:59 PM
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Domingo, Janeiro 25, 2004

.:: adeus
LEÔNIDAS DA SILVA, O DIAMANTE




França - Copa de 1938.
Artilheiro máximo da seleção
Em que jogavas fardado de emoção.
O maior? Vão dizer que foi Menezes.
Outros, lembrarão de Heleno.
Mas só tu encantastes franceses!

Homem-borracha, Diamante Negro!
No ar a memorável e plástica pedalada,
Bicicleta que carregava a arquibancada
Na explosão da esperada goleada.
Com Leônidas da Silva, nosso céu de anil
Recebe hoje um diamante varonil!


[Leônidas da Silva foi um dos maiores centro-avantes do futebol brasileiro. Começou a carreira no Bonsucesso (RJ) e jogou no Vasco, Botafogo, São Paulo e Nacional do Uruguai. Foi inventor de uma das jogadas mais bonitas do futebol - a bicicleta. Sofria do Mal de Alzheimer e morreu ontem, em São Paulo, aos 90 anos de idade.]

Por Ery Roberto | 9:04 PM
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.:: cidades
SÃO PAULO 450 ANOS



Nova Estação da Luz - São Paulo
foto: Lalo de Almeida/Folha Imagem


Ei São Paulo! És tão poderosa que transformas a noite em dia. Esta frase foi dita pelo Bino, personagem interpretado por Stênio Garcia, num dos capítulos da primeira versão do seriado Carga Pesada, Rede Globo TV. Resume com propriedade tudo aquilo que possa se dizer da maior metrópole da América Latina.

São Paulo é o coração do Brasil, que pulsa bombeado pela força do trabalho, irrigado pelo amor de seus filhos legítimos, de tantos outros brasileiros, de todos os cantos, e de uma pleiade de imigrantes que lá foram recebidos em adoção.

Desde o grito do Ipiranga, desde a saga bandeirante, até transformar-se em terra de todas as gentes, São Paulo criou símbolos de brasilidade absoluta que não existem em outros lugares. Longe de ser considerada bela, mas reconhecidamente acolhedora e mágica, seu ritmo produz encantos.

Agora, com uma nova Estação da Luz, acaba definitivamente de confirmar a quebra de mais um paradigma e, como disse Bino, transforma a noite em dia, pois apenas o dia deixou de ser suficiente para que respire.

Tom Zé tinha razão:

Crescem flores de concreto
Céu aberto ninguém vê
Em Brasília é veraneio
No Rio é banho de mar
O país todo de férias
E aqui é só trabalhar
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito

São São Paulo quanta dor
São São Paulo meu amor

... e ali, na esquina mais famosa de Caetano, depois de tantos anos, "algumas" outras coisas continuam acontecendo no coração. Vanzolini deve continuar saudoso de suas buscas em "meio de olhares espios" na sua Ronda. E Rita Lee jamais deixará de ser a sua mais completa tradução.

Salve, salve a paulicéia!

[Este post é dedicado a todos os meus amigos paulistas.]

Por Ery Roberto | 2:17 PM
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Sábado, Janeiro 24, 2004

.:: deduções
SOBRE DESCUIDOS E PROVOCAÇÕES




Embora as imagens dispensem qualquer sílaba, a gente não resiste.

Digamos que a dedução óbvia seja sobre o aspecto gastronômico, pois é sabido que os franceses são mais comedidos que americanos em seu procedimento alimentar. Na França a culinária enseja um ritual admirado em boa parte do mundo. Há uma estética admirável na apresentação de um cardápio, além do decantado caráter frugal da quantidade que compõe um prato típico. Charme!

Já nos EUA, o stress do cotidiano produziu um modus vivendi que se reflete nos costumes gastronômicos. Praticam-se hábitos alimentares cujos cardápios obrigatoriamente contém os carimbos das redes de sanduíches. Gula?

A outra dedução é mais complexa. Melhor, a gente acaba não deduzindo muito, pois nunca se sabe se essa mania de mostrar as calcinhas é um descuido ou provocação. Deduzível mesmo só o fato que a cena é globalizada.

O certo é que, seja uma ou outra hipótese, a indústria da moda, deduzindo sobre lucros, aproveitou bem a deixa e passou a produzir calças femininas com um corte mais baixo no cós. Deu ao marketing toda a possibilidade de continuar explorando a emoção da compra através do componente sexo, aliás, como tem feito em larga escala ultimamente. Se ainda não utilizaram especificamente para este caso pode-se deduzir outras coisas.

É intrigante sobre o aspecto estético, mas não faz nenhum mal à libido e aos olhos masculinos. Podem continuar usando. Porém, as "americanas" que me entendam, mas antes da próxima sentada, passem em uma megastore e comprem Nuno Cobra.

Por Ery Roberto | 8:36 PM
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Sexta-feira, Janeiro 23, 2004

.:: no berço
PARABÉNS ROSELY


Amanhã, 24 de janeiro, é dia de comemorar o aniversário da minha amiga Rosely Colussi. Aproveito para desejar todas as felicidades, a plena realização dos sonhos e as merecidas vitórias nas árduas lutas. Estou resgistrando hoje porque quero ser o primeiro a lembrar. Coisas de leonino. Um beijo carinhoso. A gente fica só no aguardo do convite para aquela cervejinha, regada à uma boa dose de MPB.


[Rosely é diretora do SINDIJUS-Pr]

Por Ery Roberto | 8:57 PM
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.:: a semana
COISAS AMENAS




A semana que finda não foi das melhores. Eu mesmo andei puxando aqui assuntos pesadíssimos, como o que postei na terça-feira. Sobre o assunto, faço um esclarecimento, não porque tenha sido cobrado, mas por ter recebido um comentário em off. A notícia que foi base do meu texto fazia alusão a toda uma mordomia existente nos três Poderes e órgãos diretamente vinculados à Presidência da República. Reconheço que em diversos outros organismos existem funcionários públicos que não recebem as mesmas verbas e isto ficou parcialmente mostrado quando mencionei as disparidades de valores de iguais benefícios em Ministérios distintos. Além de tudo, uns ganham bastante, outros recebem pouco, outros não ganham nada. Tenho o máximo respeito pelos funcionários públicos que fazem da sua atividade uma missão. A culpa de todos os erros não pode ser atribuída ao corpo funcional e sim ao organismo majoritário - o patrão, o governo.

Assimilo muito temas assim, minha revolta é como um corte que custa a cicatrizar por circunstância da existência de qualquer imunodeficiência do corpo físico. E em se tratando de erros políticos às vezes atinjo um nível considerável de stresse. Afinal, com meu voto, eu ajudei a colocar parte dessa gente onde estão e me sinto traído. Hoje abortei minha leitura diária quando deparei com o comentário geral sobre a reforma ministerial, que nada mais é do que uma "lua-de-mel" do governo com as raposas do PMDB. É tudo muito nojento, um jogo repugnante de interesses. Lula e o PT estão se esgotando.

Por essas e muitas outras coisas ruins, hoje queria um tema ameno. Nestas horas, nada como falar do velho esporte bretão, mas pensando bem, a maré também não está para pescaria. A Seleção de Ricardo Gomes nos enganou, pois a meninada anda com a cabeça perturbada pelas especulações sobre possíveis propostas de times estrangeiros. Pode até ganhar do Chile hoje, do Paraguai domingo e carimbar o passaporte para Atenas, mas ficou o sentimento de frustração na derrota para "eles", aqueles caras que jogam com uma camisa listrada de azul e branco. Para completar, meu time perdeu duas num mesmo dia: à tarde o Coritiba deixou escapar a chance de ser finalista da Copa São Paulo de Juniores, um título inédito e ainda na edição dos 450 anos da capital paulista, perdendo nos penaltys para o Corinthians. Interessante, como falta preparo psicológico para essa meninada! À noite, o time principal, ao estrear no horrendo Campeonato Paranaense, perdeu para o Iraty.

Só me restou, para dividir com vocês, uma maravilha de frase que recebi dia desses, autoria do saudoso Chico Xavier, um ente espiritual cuja unanimidade infla os nossos corações:

"A hora mais escura da noite é a que está mais próxima do amanhecer".

Por Ery Roberto | 7:12 PM
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Quinta-feira, Janeiro 22, 2004

.:: força do pensamento
FILOSOFIA DO SUCESSO




Se você pensa que é um derrotado, você será um derrotado.
Se não pensar, quero a qualquer custo, não conseguirá nada.
Mesmo que você queira vencer, mas pensa que não vai conseguir,
A vitória não sorrirá para você.

Se você fizer as coisas pela metade, você será um fracassado.
Nós descobrimos neste mundo
que o sucesso começa pela intenção da gente
e tudo se determina pelo nosso espírito.

Se você pensa que é um malogrado, você se torna como tal.
Se almeja atingir uma posição mais elevada
Deve, antes de obter a vitória
Dotar-se da convicção de que conseguirá infalivelmente.

A luta pela vida nem sempre é vantajosa aos fortes, nem aos espertos.
Mais cedo ou mais tarde, quem cativa a vitória é aquele que crê plenamente:

"EU CONSEGUIREI!"

[Napoleon Hil]

Por Ery Roberto | 12:35 PM
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Quarta-feira, Janeiro 21, 2004

.:: poema
O MAR, MODO DE OLHAR




Não te pede nada o mar.
Um barco aqui, outro ali,
um nadador mais arrojado
não bastam para humanizar
a massa arfante, cinza
ou verde
(raramente azul-marinha)
a depender da luz

Vazio como toda imensidão
não precisa de sereias para nos aniquiliar.
Resistente às metáforas
alheio às interpretações
ele é capaz de reduzir
a nada o outro mar
que nos habita.

[Maria Rita Kehl]

Por Ery Roberto | 5:24 PM
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Terça-feira, Janeiro 20, 2004

.:: escândalo
AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO X FOME ZERO




Você sabia que o cartão pago pelo governo a 1,9 milhões de famílias é de R$ 50,00 mensais, contra R$ 136,93 do pago ao funcionalismo público?

A previsão de gastos com auxílio-alimentação para 2004, que será pago aos servidores federais, é maior do que foi despendido no ano passado com o programa FOME ZERO - R$ 1.078 bilhão é o total do orçamento que beneficiará 650 mil funcionários dos três Poderes, enquanto a complementação de renda para compra de alimentos pelo Ministério de José Graziano não passou de R$ 650 milhões em 2003.

Pasmem! No Poder Judiciário o benefício que é pago no STF chega a R$ 541,00 mensais, o que representa mais de dois salários mínimos, ou R$ 24,59 por dia. Na Câmara e no Senado, a verbinha é de R$ 410,00. Nestes poderes estão concentrados os maiores salários do nosso serviço público, ou seja, ninguém que integra aquelas folhas de pagamento está incluso nas estatísticas miseráveis da fome no Brasil. Atentem para este detalhe: a média da remuneração no Legislativo é R$ 7.772,00, enquanto no Judiciário alcança R$ 6.812,00.

Outra curiosidade é a diversificação de valores pagos aos funcionários subordinados à Presidência e certos Ministérios. Alguns órgãos pagam R$ 150,16, no Ministério das Minas e Energias a verba é de R$ 166,69, no da Educação R$ 78,15 mensais.

Tem mais: com algumas áreas do mesmo serviço público, como o Judiciário e o Executivo, o governo gastará, além do vale-refeição, mais R$ 936 milhões com assistência médica e odontológica para seus "pobres" servidores e dependentes. Aqui também há outra incrível disparidade, pois Ministérios que tem muito mais funcionários, como o da Educação, receberão menos que outros com menor número de servidores.

Quer mais? Sabia que existe o tal benefício chamado carinhosamente de assistência pré-escolar a filhos de servidores e que os beneficiados chagam a casa de 174 mil pessoas, com custo médio de 214 milhões (R$ 102,39 mensais)? Na Câmara dos Deputados a verba chega a R$ 282,90 e no Ministério da Ciência e Tecnologia a R$ 62,65 mensais.

Amigo, que país é este?

É o BIP irmão! Brasil Inversamente Proporcional. É o país das mazelas, das elites, da estúpida distribuição de renda, é o país que nos ensinaram a amar.

Tudo leva a crer que tem gente pensando apenas no seu bem estar, mesmo que seja a custa de uma coletividade. A pobreza, o analfabetismo, a exploração do trabalho infantil, a fome que se lixem. Ou, os Mateus que sejam embalados por quem os pariu. E que estes prefencialmente continuem desempregados.

Gonzaga Júnior! Peça a Deus que te deixe voltar aqui só mais um tempinho e venha mostrar outra vez aquele teu canto: ...Não dá pra ser feliz, não dá pra ser feliz!

Por Ery Roberto | 5:55 PM
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Segunda-feira, Janeiro 19, 2004

.:: mpb
ELIS, ELIS




Em 1985, no Festival dos Festivais, promovido pela Rede Globo de Televisão, Emilio Santiago defendeu uma música que falava de Elis. A letra, uma composição de E. Natolo Jr. e M. Simões, que sempre passou-me alguma coisa como certeza espiritual, falava do engano das pessoas que acreditavam no desaparecimento de Elis.

"Quem diz, quem diz
Que você partiu
Mente, mente
Somente
Não sabe de você aqui tão presente"

Este trecho nunca saiu da minha memória. O timbre grave de Emilio dava para a canção uma marca de certeza ainda maior. Não lembro de ter ouvido outra música que falasse de Elis, apenas soube de uma faixa a ela dedicada pela cantora islandesa Bjork, em 1995. Pensando bem, não seria mesmo necessário, ela é inesquecível, inimitável, inigualável.

Elis morreu em 19 de janeiro de 1982. Hoje completamos 22 anos sem sua presença física entre nós, mas a luz irradiada das suas maravilhosas interpretações pelos palcos do mundo ainda continua marcando os caminhos da música.

Relembre a Pimentinha, seus primeiros passos, carreira e consagração, compositores das suas canções, a família e discografia, acessando o site especial preparado pelo portal UOL. CLIQUE AQUI

Por Ery Roberto | 7:50 PM
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Sábado, Janeiro 17, 2004

.:: erotismo



Amigo, está explicado. Sabe aquela gata que encontraste outro dia no transporte coletivo, meio em extâse, se contorcendo toda, revirando os olhos e que tu, como bom cavalheiro e cheio de ideais humanitários logo foste perguntar se ela estava se "sentindo mal" ?

Pois é! Ideais humanitários hein!? Tu quem sabe tenhas interrompido um belo orgasmo. Isto não é nada humanitário. Mas não te culpes, da próxima vez lembra de perguntar antes se ela não quer que tu operes o controle-remoto.

Por Ery Roberto | 9:43 PM
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.:: pensamento do dia

EXISTEM MULHERES QUE A GENTE GANHA COM A BELEZA...
EXISTEM MULHERES QUE A GENTE GANHA NO BEIJO...
EXISTEM MULHERES QUE A GENTE GANHA COM O COMPORTAMENTO...
EXISTEM MULHERES QUE A GENTE GANHA COM O CARISMA...
EXISTEM MULHERES QUE A GENTE GANHA COM A INTELIGÊNCIA...
MAS PARA ESTAS E TODAS AS OUTRAS EXISTE MASTERCARD!

Por Ery Roberto | 5:21 PM
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.:: esporte
SOBERANA ANA




No post da última quinta citei o mestre Armando Nogueira, aquele cuja pureza literária mexe até com a sensibilidade de quem não é aficcionado do esporte. Hoje lembrei que ele escreveu sobre cinco atletas considerados os maiores da história dos "Destaques Esportivos da querida terra barriga-verde". Dentre eles, lógico, estava sua musa, a blumenauense Ana Moser. Quem não lembra daquele monumento!


"Ana Moser, soberana Ana.

Inspiração de todas as Anas. Que a todas irmana: Ana Paula, Ana Margarida, Ana que voa. Quando ela sobe, banha de luz a malha da rede. Centelha que fulmina a quadra, vertical, como raio de sol. Braço interminável do vôlei. Mão de granada, granada de mão. Ana Moser é a guerreira maior das quadras olímpicas. Recebe, Ana, o afeto que se encerra em nosso peito varonil".

Por Ery Roberto | 5:07 PM
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Sexta-feira, Janeiro 16, 2004

.::estado de espírito
A GENTE SE ACOSTUMA




Hoje me deu uma vontade louca de fazer qualquer coisa diferente. Há trabalhos que stressam mais do que outros, pessoas que cansam e subtraem nossas energias, ambientes que quase matam com a carga insuportável da sua rotina imutável, situações que somos obrigados a enfrentar diariamente. Lotamos nossos recipientes com essa pesada carga de energia negativa.

Por mais que isto tudo decorra resultante de uma atividade que nos ampara financeiramente, cria consignações difícieis de pagar. E tudo fazendo parte do corrido dia-a-dia, acaba nos levando a esquecer que muito do que é bom nada custa.

O ser humano pertence ao contexto da natureza, não sobrevive fora dele. Então, como não lembrar do sol, da lua, do mar, dos bosques, das flores, da água cristalina de um regato, do cheiro de mato, do ar puro, da cantiga dos pássaros?

Acostumamo-nos com o tom amarelado da nossa tez, adquirido pelo ar carregado do ambiente fechado dos escritórios, ou com aquele outro tom, nem sei dizer o nome, que a pele adquire debaixo das luzes das lâmpadas frias. Ficamos cadavéricos. Depois deste "saudável bronzeamento", chegamos em casa nos fins de semana e dormimos um sono fora da hora certa, pobre, sem sonhos.

Nas pequenas coisas da vida, dizem os sábios, estão os grandes prazeres. Estou necessitado de me sentar debaixo de uma boa árvore e lançar meus olhos ao tempo. Quero perceber esta natureza da qual faço parte e que é capaz de me dar lições de harmonia ao sabor de uma brisa suave. Preciso molhar os pés com a água corrente de um rio para que meu cansaço desça e vá embora, na correnteza. Tenho que sentir a terra com os pés descalços e dela sugar novas forças energéticas para continuar a luta. Tenho que ouvir os sons da natureza para despoluir minha cabeça. Preciso viver um pouco junto daquilo ao qual pertenço. Não quero um casamento fiel com a artificialidade desta estação transitória que me faz um autômato.

A gente acaba se acostumando com as rotinas ruins e fica sujeito à perda da identidade, deixando de ver que há tanta vida lá fora. Se nada fizermos aumentarão as possibilidades de perdermos a interação conosco mesmos. Por fim virá a doença e a morte, pois é certo que a saúde é produto dessa natureza, dentro e fora de nós.

Por Ery Roberto | 4:24 PM
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Quinta-feira, Janeiro 15, 2004

.:: tv
BIG BROTHER BRASIL 4




Tutty Vasques andou dizendo na revista No Mínimo que "a raça dos intelectuais está em festa (ô raça!), por estar aberta a temporada de falar mal do Pedro Bial.

Não estou em festa, Tutty, primeiro porque não me considero intelectual. Em segundo lugar, jamais faria isto pelo fato que considero aquele jornalista um profissional da mais alta competência, um apresentador moderno, com estilo oportuno, excelente caráter, além de ter me mostrado na última Copa do Mundo ser um desses crônistas da estirpe de Armando Nogueira, o mago que com leveza intelectual faz poesia olhando para 22 homens e uma bola.

A parada é diferente. A gente fala mal é da emissora. Da fórmula repetitiva, da escolha dos participantes, do vazio que se tornou essa "atração", pois coloco meu dedo no fogo, para alegria do diabo, se alguém lembra de ter aprendido algo bom com toda aquela patota das edições anteriores. Big Brother é bom para assassinato da gramática, para alavancar algumas carreiras medíocres e até passar maus exemplos. Nem discuto a exposição sexual porque isto é matéria própria. Também serve para ajudar determinadas pessoas a variar um pouquinho sua alienação hodierna, composta basicamente do lado ruim da internet. Agora tem uma boa alternativa em dose diária na TV.

Deveria ser escalado para apresentar algo melhor, mas infelizmente o Bial está lá. Vai comandar esse besteirol que todo mundo já sabe como vai acabar, possivelmente com o jardineiro de cemitérios faturando a bolada. Até que ele merece, deveriam lhe pagar antecipadamente e encerrar o programa, somente pelo inusitado da sua atividade em idade tão precoce.

A própria Revista promove, no momento, uma enquete:

Pedro Bial merece apresentar o Big Brother?

Resultado colhido até às 15h30 de hoje:

Ninguém merece 51.1%
Sim 35.0%
Não 13.9%

Total De Votos: 963

O BBB,como diria Armando Nogueira, "não é isca que se deva morder".

Por Ery Roberto | 4:10 PM
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.:: lembranças
TETRA-NOSTALGIA


São quatro quadros, tão bem pintados em minhas lembranças, cada um marcando um significado profundo desde o início da vida na terra natal. Quando criança me ensinaram que carregamos as marcas do berço. Depois aprendi que as raízes nunca morrem, perpetuam-se na memória. As minhas continuam vivas e por vezes me convocam a pensar em Paranaguá, que me criou para ao mundo.


Rua da Praia. Bem ali no início do seu percurso eu me sentia livre para tudo, embora o velho Corrêa, meu avô, desempenhasse com rígida disciplina o papel de me ensinar a trabalhar. Depois da escola eu corria para o seu comércio no velho Mercado Municipal. Aquela árvore, o pé de "tamarino" ainda está lá, com o garbo de sempre. Estéril, mas imponente. Eu aprendi muita malandragem acolhido na sombra dos seus ramos. Ela foi testemunha do meu lado menino de rua, quando ficava ouvindo as conversas dos mais velhos e me divertia filando caldo-de-cana e milho verde cozido. A Rua da Praia era o território de todas as tribos.


Rio Itiberê. Se aqueles portugueses puderam navergar-lhe com as tais "altivas naus, velas possantes" (pelo menos é assim que a gente cantava a letra do hino da cidade), por que eu não poderia, mesmo não sendo marinheiro, mas produto de lá, "roubar" um barquinho e aprender a remar? Não fosse isso não teria aprendido a nadar, bem no dia que o dono daquela canoa nos perseguiu com um barco a motor. Éramos cinco "da rua". Dois já sabiam se defender, eram filhinhos da burguesia e as piscinas do melhor clube sempre estavam à sua disposição. Nós, os outros, descobrimos naquela tarde que era possível boiar, afinal não passávamos de uns merdinhas.


Estação de Trem. Era o lugar para ver gente chegar, sair, voltar. Faz-me lembrar uma canção de Milton (Encontros e Despedidas). O encanto maior, o glamour, era quando a gente se tornava personagem daquela verdadeira cena de novela de época. Com a melhor roupa, uma calça curta com suspensório, entrar no trem e brigar por um lugar na janela. Morretes, Porto de Cima, belas estações. A serra, as cascatas, os túneis da ferrovia Paranaguá-Curitiba. Era um fascínio. Ainda é viva a lembrança da teimosia em comprar guloseimas e tomar o café com rosca e bolo de banana lá em Banhados. Não sei escrever onomatopéias, mas o barulho dos vagões parando ainda não se tornaram um vinil cheio de riscos na minha memória.

Igreja de São Benedito. Marcando o início da Conselheiro Sinimbú, a rua mais charmosa da terrinha e onde eu sempre quis morar, a igreja me obrigou a desobedecer. O protestantismo da família não permitia que uma criança como eu pudesse entrar nela para matar a curiosidade, mas eu precisava saber o que tinha lá dentro. Eu fugi. Eu entrei. Eu vi São Benedito. Salve o crioulo santo! Ele me recebeu bem e ensinou que reverência não tem idioma nem permite preconceitos.

Como a infância era linda!

Fotos de Vanderley P. Carvalho

Por Ery Roberto | 2:28 PM
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Quarta-feira, Janeiro 14, 2004

.:: música
PORTUGAL CONSAGRA MARIA RITA




Ela já é diva, mas as pessoas insistem em ver a sombra de Elis. Fico admirado da sua personalidade. Esta inevitável lembrança não consegue prejudicar a garota. Ela adquire cada vez mais um estilo próprio, embora as comparações sejam inevitáveis e os críticos, inclusive internacionais, já declararam isto.

Não tanto pela fisionomia, mas acredito pelo timbre da voz e principalmente pelos gestos, Maria Rita remete-nos ao passado - o da gloriosa existência da sua mãe. Ver e ouvir Elis cantando fazia a gente balançar a estrutura interior e mergulhar num mundo de sentimentos. Ela ilustrava com a postura sua linda e incomparável voz. Transportava-nos! Difícil não se emocionar. Representava com os olhos, que não tinham a mínima dificuldade em marejar quando a canção tratasse de algo melancólico. Cerrar as sobrancelhas e transfigurar a fisionomia com ajuda dos braços, dos punhos e do corpo quando o motivo do seu canto era protestual, é uma fotografia que me traz saudades.

Maria Rita tem esses trejeitos. Até pela forma de vestir. De sorrir mais ainda. Vai demorar muito para que ela se desvincule dessa imagem, algo que vai lhe consumir muitas chateações, já que qualquer artista, no estágio em que ela alcançou, tenta construir uma identidade que lhe dê uma marca sem registro anterior.

Portugal já se rendeu. Apesar da pouca promoção da sua gravadora, a cantora brasileira chegou, em apenas dois meses, ao disco de ouro no país, com mais de 20 mil CDs vendidos. O disco, lançado em 3 de novembro passado, apenas toca nas rádios mais elitistas. "Não é todos os dias que uma artista em Portugal tem um sucesso desses, especialmente se tratando de um primeiro disco", disse Marisa Valente, da gravadora Warner.

No último fim de semana, Maria Rita fez quatro shows em Portugal, um no Porto, dois em Lisboa e o último na Figueira da Foz. Todos estavam lotados.

Para o jornalista Nuno Pacheco, crítico de música do jornal Público, o fenômeno Maria Rita é incomum. "Não é muito natural que uma pessoa da idade dela se transforme numa supervedete, numa diva. Acho extraordinário como ela tem conseguido gerir sua própria imagem."

"Ela tem muito do que tinha a Elis Regina, em termos de expressões, gestos, às vezes um certo enrouquecimento das frases quando ela relança a voz, mas consegue construir uma personalidade própria." Para Pacheco, a popularidade dela tem aumentado as vendas do disco da mãe: "Acho que muita gente vai à procura da Elis Regina depois de ouvir a filha, a Maria Rita. São pessoas jovens, que não ouviram a Elis Regina".

Esses jovens que me perdoeem, mas apesar de tanta semelhança, dessas tentativas todas de comparar dois momentos tão distintos, será impossível alguém ter a mesma emoção de quem conseguiu ver, na época, Elis cantando "Arrastão" naquele Festival da Record, para não falar de outros tantos quando sua carreira já tinha alcançado a maioridade. Mesmo que exista Maria Rita, que pra mim é ótima!

Por Ery Roberto | 6:42 PM
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.:: música
ESTRELA


Um sorriso em flor se abrindo, capaz de fazer um estrela cadente se jogar. Ah! que doce sorriso esse que consegue proeza sem par. É preciso ser puro, tem que ter um brilho mais que divino pra que Deus, isto mesmo, Deus, decida em sua glória cometer absurdos, apenas com uma simples exigência: que tudo seja por Amor!

Um sorriso é mesmo poderoso. Basta ser sincero, refletir a pureza cristalina da alma para poder se converter em porta de entrada, aceitação, por vezes uma oração. Uma prece que pode vir sob forma de lágrima e então fazer estrela apagada brilhar, por compaixão, reconhecimento, enfim, por Amor.

Admiro quem consegue ver isto. Gil viu!


Há de surgir
Uma estrela no céu
Cada vez que ocê sorrir
Há de apagar
Uma estrela no céu
Cada vez que ocê chorar

O contrário também
Bem que pode acontecer
De uma estrela brilhar
Quando a lágrima cair
Ou então
De uma estrela cadente se jogar

Só pra ver
A flor do seu sorriso se abrir


Hum!
Deus fará
Absurdos
Contanto que a vida
Seja assim
Sim
Um altar
Onde a gente celebre
Tudo o que Ele consentir

ESTRELA - Gilberto Gil

Por Ery Roberto | 3:44 AM
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Segunda-feira, Janeiro 12, 2004

.:: dedução lógica
BELEZA & INTELIGÊNCIA




As andanças por outros Blogs produzem boas gargalhadas. Tenho usado o BON (Blogs of Note) como referência, até porque é de lá que pesco um novo link quando o endereço vale a pena.

Hoje conheci o apimentadas, um blog feito por duas garotas, 22 e 23 anos, que se intitulam Obsessiva e Compulsiva. Por sinal, um bom endereço e que vale a pena ser visitado por quem gosta de uma juventude sadia, bem humorada e inteligente.

Um post me chamou atenção. Conversavam sobre a entrevista de Rodrigo Santoro à Marília Gabriela. Com a devida permissão das meninas reproduzo aqui:

....................................................................

Era uma bela tarde de sábado enquanto estávamos vendo a entrevista de Rodrigo Santoro, no programa da Marília Gabriela...

Obsessiva - Caramba...em primeiro lugar: você (Rodrigo Santoro) é lindo...Em segundo lugar, você é lindo...Em terceiro lugar, você é lindo..

Compulsiva - E em quarto lugar...se seu namorado visse isso...(risos)

Obsessiva - Mas eu acho ele parecido com meu namorado, aliás...meu namorado parece com ele...hehehe

Compulsiva - Exageros à parte...

Obsessiva - E essa Marília Gabriela! Que mulher feia...Mas aposto que se ela quisesse, ela pegava esse Rodrigo Santoro...
Compulsiva - Pra quê? Se ela já tem o Gianechinni?

Obsessiva - Tô dizendo se ela não tivesse e quisesse! Acho que ela pegaria...Como é que pode?

Compulsiva - É por isso que eu ainda tenho esperanças...

Depois de um silêncio...

Obsessiva - É, mas ela é inteligente!

Compulsiva - Tááááá...Isso é que é amiga, viu? Magoei!
Risos de todas as partes.....

Ô vidinha mais ou menos essa! hehehhe

...................................................................

Meninas, ri muito com vocês. O diálogo é ótimo, mas lembrem de uma coisa que até já foi dita pelo jornalista Paulo Cezar Soares: "Marília Gabriela não precisa fazer nada para aparecer, pois tem luz própria". Logo...

Por Ery Roberto | 7:10 PM
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Domingo, Janeiro 11, 2004

.:: poesia



Me perdoa ter me apaixonado por ti
Por ter te transformado na razão de existir
Me perdoa por perder a noção da hora
E por nunca querer que vás embora

Me perdoa por te querer tanto
Por não controlar este amor no peito
Por tantas vezes te causar espanto
Assim te querendo deste jeito

Me perdoa a paixão incontida
As mil razões que invento para não te esquecer
E que multiplico por tanto te querer
Mesmo que isto por vezes me divida

Me perdoa esta vontade louca
De adormecer em teus braços
De acordar com teus beijos
De adivinhar teus desejos

Me perdoa enfim
Pelo muito que te quis
Pelo que vai me custar te esquecer
Por ainda me lembrar de ti a cada novo amanhecer

Leila Larson

Por Ery Roberto | 1:08 AM
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Sábado, Janeiro 10, 2004

.:: devaneios
A CANTILENA DOS SABIÁS




... mas logo o dia se anuncia lá no horizonte. A pintura no céu, a cada alvorada em tons diferentes e mágicos, parece despertar também os sabiás. É chegada a hora do meu retorno, pois não há meditação que seja mais importante do que ouvir estes meus velhos amiguinhos, cada vez mais integrados nesta urbana paisagem tão confusa, causadora de alguns dos mais complicados dramas existenciais. Sinto meu pensamento entrar em ornitóideo vôo, rumo à evidência do retorno à realidade. É hora de despertar e recomeçar a trajetória diária das atividades comuns. Por momentos esqueço esta rotina, ante a exuberância dos gorjeios desses pássaros. Queria ter o dom de entender a linguagem dos turdídeos, pois tal maviosidade regenera a confiança, faz o pensamento ir ao alto, acalma o espírito e revigora a alma. Só podem estar falando de amor. Existem dias que amanhecem com o céu pintado da cor ferrugíneo-laranja das penas dos sabiás-laranjeiras, mostrando a existência de automática interação entre os fenômenos desta natureza de Deus.

Meu cotidiano tem sido feito de certas alegrias, algumas tristezas, dúvidas casuais, muita esperança e cantos de sabiás.

Por Ery Roberto | 3:21 AM
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Sexta-feira, Janeiro 09, 2004

.:: poder espiritual
AUTO-ESTIMA E CONSCIÊNCIA



foto do vídeo "Shores Crossing Thought"

O homem é filho do tempo nessa curta viagem que faz do nascimento à morte. Seu corpo físico é a prova concreta de sua existência na Terra, o alicerce da saúde, a morada da alma.[*]

Isto me sugere uma cadeia de conseqüências em análise interpretativa. Como não existe "prova abstrata", aqui desconsiderando certas sutilezas do conceito de indícios ou ilusão de ótica, é de se pensar que o corpo que gosta de abrir suas portas para mostrar a alma deve estar tomado do conforto e do prazer.

Para estar assim é inútil carregar ansiedades, pressões, alimentar angústias e sentimentos de impotência. É imprescindível este corpo saber falar fluentemente a linguagem dos cheiros, sabores, que goste dos contatos, da interação e principalmente da consumação que eleva o ato de vivificar.

Assim, qualquer subterfúgio externo que costumemos usar para "decorar" a morada da alma, apenas se transformará em um engodo. Será um disfarce. Tal máscara só impedirá que outra alma perceba haver deste lado leveza para garantir a legitimidade da entrega perfeita, do dom de se deixar sentir, da capacidade infinita do "ser".

A alma merece certos confortos. E será radiante se habitar no saudável, no belo, no sensível. Só que é preciso lembrar que não construiremos uma mansão sem termos entendido da conjugação corpo-espírito-emoção. Só ela nos permitirá a travessia pela ponte da mente - a porta principal para o espaço das sensações.

Um espírito poderoso nunca ficará relegado ao esquecimento em um ponto qualquer da alma guardada em corpo de perfeita sanidade.

[*] Nuno Cobra, em A semente da vitória - 8a. edição - SENAC - S.Paulo - 2000]

Por Ery Roberto | 8:26 PM
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.:: publicidade
MAIS DIRETO, IMPOSSÍVEL


A agência de publicidade Exclam, de Curitiba, criou um outdoor contra os políticos que sujam a cidade com faixas, cartazes, santinhos e pichações nas campanhas eleitorais.

Por Ery Roberto | 3:35 AM
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Quinta-feira, Janeiro 08, 2004

.:: poema
IDÉIA FIXA?




"Ah, se ela soubesse que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo por causa do amor
por causa do amor..."


Antes ou depois (pouco interessa):

"Meu Deus, eu quero a mulher que passa.
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!

Oh! como és linda, mulher que passa..."


[Vinícius de Moraes, não sem motivos, casou-se sete vezes]
.......................................................................

DICA: Pra quem gosta do poetinha, o site www.viniciusdemoraes.com.br é imperdível.

Por Ery Roberto | 2:46 AM
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Terça-feira, Janeiro 06, 2004

.:: literatura
CONFESSO QUE VIVI-2




"Sempre me perguntam, especialmente os jornalistas, que obra estou escrevendo, que coisa estou fazendo..."




Só soube muito tempo depois que o que eu escrevia se chamava poesia. Nunca tive interesse pelas definições, pelos rótulos. Aborrece-me mortalmente as discussões estéticas. Sem desfazer dos que as sustentam, apenas me sinto alheio tanto do ponto de vista da gênese como do post mortem da criação literária. Que nada exterior se imponha a mim, disse Walt Whitman. E a parafernália da literatura, com todos os seus méritos, não deve substituir a pura criação.

[Pablo Neruda - Confesso que Vivi - Memórias, Círculo do Livro - São Paulo]

Por Ery Roberto | 7:58 PM
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.:: cacoetes
GERUNDISMOS E OUTROS BICHOS




Você, aposto, já teve que aturar um "eu vou estar ligando pra você hoje à tarde". Ou um "Se você puder estar fazendo uma forcinha para nos receber amanhã, será ideal.". Sinceramente, chega a doer os tímpanos! Além desses há outros como, "Quem gostaria?" e o "De onde" que saem da boca de secretárias e do teclado de muitos internautas.

Mas, tem coisa pior. O tal do "na verdade" virou uma mania horrível dos locutores de rádio e até apresentadores de TV. Interessante que essas pragas contaminam entrevistados e acabam se alastrando para os auditórios, ruas e não há mais como evitar.

"Na verdade" chega ser pior do que o "adrenalina pura" dos atletas e o malfadado "tipo" dos jovens. Aliás, falando em "tipo", os garotos que Serginho Groismann (ALTAS HORAS - TV Globo) tira do auditório e leva ao centro da roda para entrevistar que me perdoeem. Eles conseguem juntar o nada com coisa nenhuma. Deus do céu! Que crise de capacidade comunicativa, que dificuldade em dizer alguma coisa nova, ou velha mesmo, mas que seja pronunciada de forma diferente. É só "tipo" e "balada", não dá pra aguentar.

Na verdade, quem sabe, algo, tipo, "estou quase convencido de que..." Credo!

Por Ery Roberto | 6:57 PM
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.:: flagrante
ACHAMOS!




As meninas começaram 2004 achando alguma coisa muito importante.
O fotógrafo também!

Por Ery Roberto | 5:16 PM
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.:: esporte
O ALFA E O ÔMEGA




Foi bom demais 2003 ter encerrado da forma como presenciamos. Com vitórias. Aliás da mesma forma que 2004 chegou. Marilson deu um show na Brigadeiro Luiz Antonio no último evento esportivo do ano - a 79a. Corrida de São Silvestre e Popó tomou o título dos leves do uzbequistanês Artur Grigorian, na madrugada do primeiro domingo do ano. Uma luta, por sinal, marcada pelo fair-play, ou excesso de respeito como queiram. Dizem as más línguas que Popó resolveu abdicar do nacaute e lutar os doze rounds porque estava anestesiado com aquele "vai amor" que vinha de uma certa torcedora, sentadinha bem ali, quase junto às cordas. Falando nisto, com uma companhia daquelas, brincando de esquiar, ele deve estar super preocupado em decidir se fica numa categoria ou em outra...

Agora é esperar que os meninos de Ricardo Gomes escrevam também uma bela página no Torneio Pré-Olímpico que inicia amanhã, pois com uma seleção que conta com Paulo Almeida, Elano, Diego, Robinho, Daniel Carvalho e Dagoberto, a gente só pode esperar por belas vitórias. E Marcel está doidinho pra entrar nesse time e ajudar a escrever o restante do alfabeto em Atenas.

Por Ery Roberto | 4:58 PM
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.:: reabastecimento
VAMOS ENFRENTE


Ótimo voltar depois de uma semana de folga. E vocês devem saber como faz bem um período assim, longe de todas as coisas que compõe o cenário rotineiro da vida da gente. Foi bom curtir um pouco a família, rever amigos, daqueles que a gente sente uma saudade enorme, mas só consegue contato uma vez por ano. Apesar de algumas gramas a mais, produtos das longas conversas à mesa, pois na casa dos pais a sala de estar é sempre a cozinha, este lápso renova e principalmente areja as idéias.

Por Ery Roberto | 3:28 PM
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