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Quarta-feira, Junho 30, 2004
.:: rabisco poético
sem um alguém pra conversar
vem a dor que corrói o coração
a vontade de ser e de amar
é carência, jamais solidão
a falta de quem foi de repente
abre um vazio por toda idade
faz a gente sentir diferente
mas não é solidão, é apenas saudade
aquele involuntário retiro
que realinha o pensamento vão
é harmonia, busca, suspiro,
nem de perto é solidão
certo princípio da natureza
que obriga vida a dentro vasculhar
é instinto claustro de nobreza
nunca solidão, nem pensar
ah! o vácuo em meio a tanta gente
reforça na solidão a crença
no fundo é circunstância somente
produto inevitável da vida tensa
solidão é mudança brusca
é perdermos tudo de nós, mais nada
é o fútil flutuar na eterna busca
da essência maior - a alma arrebatada
Por Ery Roberto |
7:04 PM
Terça-feira, Junho 29, 2004
.:: culinária
[Amiguinhos, do jeito que a coisa anda me dá fome! Falar de Lula já até saiu de moda. De Bush, quero distância. A paulistanada se abraçando (de novo!) com Maluf. Nego-me a comentar mais paradas gays (no Rio e em Curitiba). O "coxa" azedando meus fins de semana. Luz e telefone subindo outra vez. O salário, ó... ! Perdi a inspiração do próximo rabisco poético. Já que o mar não está pra peixe, vamos de camarão mesmo.]
MOLHO
500 gr de camarões médios
2 colheres (sopa) de suco de limão
4 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 xícara (chá) de vinho branco seco
4 folhinhas de alfavaca
1 cebola média ralada
5 dentes de alho cortados em lâminas finas
1 e 1/2 xícara (chá) de creme de leite fresco
sal e pimenta-do-reino branca moída na hora, a gosto
PREPARO
1- Lave caprichosamente os camarões, retire cascas e cabeças e reserve. Tire o fio escuro do dorso. Coloque-os num recipiente com o suco de limão e as folhas de alfavaca.
2- Cozinhe, em fogo baixo, por 30 minutos, as cascas e as cabeças em uma xícara de chá de água e o vinho branco. Retire do fogo e coe o caldo. Reserve-o.
3- Numa frigideira (preferencialmente funda), frite os camarões na metade do azeite, mexendo de vez em quando, por 4 minutos, ou até ficar rosado e macio. Retire e reserve.
4- Na mesma frigideira, refogue a cebola e o alho no azeite restante até a cebola ficar transparente. Junte o caldo de camarão, o creme de leite, o sal e a pimenta e cozinhe, mexendo de vez em quando, por 12 minutos, ou até o molho encorpar. Junte o camarão e acerte o sal. Cozinhe por mais 1 minuto e retire do fogo. Reserve.
5- Cozinhe a massa (500 gr de capeletti de ricota) numa panela com 3 litros de água fervente e 3 colheres (chá) de sal. Retire do fogo, escorra e distribua a massa nos pratos. Cubra com o molho e, se preferir, decore com ramos de salsa.
6- O vinho fica por sua conta.
Bom apetite (pode passar o pãozinho no molho que sobrar no prato, nada aborrece)!
Por Ery Roberto |
3:47 PM
Sexta-feira, Junho 25, 2004
.:: dramaturgia
ALPINISMO SOCIAL
Acaba hoje uma das telenovelas de maior audiência na Rede GLOBO (até o penúltimo capítulo, ontem, contabilizava-se uma média de 38 milhões de telespectadores).
Interessante a crítica do Jotabê Medeiros, que vale a pena ser lida no ESTADÃO. Contrariando o adágio que "a arte imita a vida" (ou é a vida quem imita a arte?), Gilberto Braga, o autor da hora, optou por punir os maus. Medeiros foi certeiro no raciocínio crítico quando diz que "Em Celebridade, Gilberto Braga parece ter involuído bastante desde sua novela de maior sucesso, Vale Tudo. Lá, ele deixava que os oportunistas fugissem no final, escapando à Justiça. Agora, ele achou que a realidade brasileira mudou um bocado desde então, e resolveu puni-los (os oportunistas) no baixar das cortinas."
Talvez Braga tenha sido acometido de uma utopiculite crônica para resolver sobre o final da trama, esquecendo que a "verossimilhança dá peso e credibilidade a uma novela". Mas também pode estar sugerindo uma reflexão sobre a Justiça. Neste pensamento, o cenário é mais do que nunca verde e amarelo, pois, no Brasil atual, os oportunistas - principalmente os políticos - não precisam nem fugir. Continuam sua escalada tranqüila, sem qualquer intempérie a lhes perturbar o sossego. Eventuais ventanias de origem "cobradora", transformadas até na obrigatoriedade do "depoimento", acabam abrandadas naturalmente, como se as conseqüências do "mau caráter" houvessem sido esquecidas de forma mágica. É o caso do Sr. Maluf, cujo currículo "verdadeiro" foi civicamente reproduzido pelo meu amigo Cláudio Bettega, lá no blog dele.
Este fenômeno não acaba no campo político. Há uma fertilidade admirável em outras áreas como a música e tv show bussines, para falar só de duas. Nestes campos, embora a justiça devesse acontecer noutro fórum, uma espécie de "tribunal popular", na maior parte das vezes o tratamento é de uma semelhança que causa indignação a quem costuma valorizar a inteligência. Não fosse assim, muita gente já estaria cumprindo a devida "pena" nos ergástulos do anonimato.
Mas aqui reinam todas as impunidades. Aliás, punidos somos nós que cotidianamente somos obrigados a uma "substimação da inteligência".
Alguém, por favor, me conte depois "quem matou Lineu".
Por Ery Roberto |
6:27 PM
Quarta-feira, Junho 23, 2004
.:: rabisco poético
Inerte,
Banhes sob a luz dos meus desejos
Explícita,
Sombreies a plataforma dos meus sonhos
Levitada,
Transponhas a profusão dos sentimentos meus
Pungente,
Caias em retorno aos toques levianos
Lasciva,
Aplaques tuas vontades nos raios da volúpia
Que te espera,
Que me alucina,
Feito quimera
Em minha sina...
Por Ery Roberto |
3:55 PM
.:: delinqüência
"CHUVA" DE PIVETES
Em Curitiba, nem tudo que cai do céu é chuva. Outro dia, numa das principais avenidas de circulação do transporte coletivo biarticulado (ônibus expresso) - a Av. Sete de Setembro -, o vermelhão parou na estação-tubo Bento Viana. Foi quando três meninos de rua que haviam pouco antes subido no teto do veículo, atiraram-se sobre passageiros que desembarcavam.
Uma jovem que conferia o interior da sua bolsa foi a vítima maior. Numa dessas coincidências que só acontecem nos sonhos da população com uma segurança pública competente, um carro da PM cruzava a avenida. Os policiais agiram rapidamente, mas os pivetes escaparam correndo.
Que ninguém continue se iludindo com a "cidade dos sonhos", o "Nirvana do Sul", pois aqui nem tudo que chove é molhado.
Por Ery Roberto |
2:39 PM
Segunda-feira, Junho 21, 2004
A DIFERENÇA ENTRE "TU" E "VOCÊ"
O Diretor Geral de um Banco, estava preocupado com um jovem brilhante Diretor, que depois de ter trabalhado durante algum tempo junto dele, sem parar nem para almoçar, começou a ausentar-se ao meio-dia. Chamou um detetive particular do Banco e pediu:
- Siga o Diretor Lopes durante uma semana, espero que ele não esteja fazendo algo sujo.
Dias depois:
- E então?
- O Diretor Lopes sai normalmente ao meio-dia, pega o seu carro, vai a sua casa almoçar, faz amor com a sua mulher, fuma um dos seus xcelentes cubanos e regressa ao trabalho.
- Ah bom!!! Antes assim. Não há nada de mal nisso.
- Desculpe. Posso tratá-lo por tu?
- Sim, claro! Não há nada errado nisto.
- Bom então vou repetir: "O Diretor Lopes sai normalmente ao meio-dia, pega o teu carro, vai a tua casa almoçar, faz amor com a tua mulher, fuma um dos teus excelentes cubanos e regressa ao trabalho."
Por Ery Roberto |
7:59 PM
Sexta-feira, Junho 18, 2004
.:: salário-mínimo
ISTO É INCRÍVEL!
No início do governo Geisel, lá pela década de 70, houve uma certa hesitação sobre qual seria o novo valor do salário mínimo. Até que depois de várias discussões o Mario Henrique Simonsen finalmente definiu: Cr$ 76,80.
Muito se discutiu sobre o motivo daquele valor meio exótico, qual seria a base para sua definição. E eis que alguns dias depois "O PASQUIM" aparece com uma de suas capas que se tornaram históricas: um sujeito fantasiado de Mario Henrique Simonsen numa sala de aula, escrevendo no quadro-negro... "1 cafezinho.... 1 pãozinho...." e a manchete: "Pasquim explica o cálculo do salário mínimo" e lá dentro, vinha a conta:
1 cafezinho....... Cr$ 0,12
1 pãozinho........ Cr$ 0,04
4 cafezinhos e 4 pãezinhos por dia são suficientes para alimentar muito bem uma pessoa. Então, uma pessoa precisa por dia de Cr$ 0,64. Uma família média tem 4 pessoas, logo uma família média precisa por dia de Cr$ 2,56. O mês tem 30 dias, portanto chegamos ao valor de Cr$ 76,80.
Fui fazer a mesma conta para o novo salário mínimo. Bom, o cafezinho custa R$ 0,70 (pelo menos no Café da Boca Maldita, aqui em Curitiba) e o pãozinho francês está R$ 0,20. Portanto, uma pessoa precisa de R$ 3,60 por dia para se alimentar, e 4 pessoas precisam de R$ 14,40. Ou seja, o salário mínimo, pelos "critérios" do PASQUIM, deveria ser hoje de R$ 432,00 (!!).
Alguns colegas argumentaram que num boteco mais simples dá para encontrar cafezinho a R$ 0,50. Por esse cálculo, uma pessoa precisaria de R$ 2,80 por dia, 4 pessoas de R$ 11,20, e o salário mínimo deveria ser de R$ 336,00 pelo critério dos 4 cafezinhos e 4 pãezinhos do Pasquim de 30 anos atrás...
Parece gozação, mas ISTO É A VERDADE!
[recebi esta tremenda aula de matemática por e-mail. Grato Leila e Selva]
Por Ery Roberto |
8:46 PM
.:: música
CHICO, A UNANIMIDADE
 Foto do site oficial
Produtor de trilhas para teatro e cinema, escritor de romances, autor de uma obra riquíssima na MPB. Assim é Francisco Buarque de Hollanda, o menino que fazia música de protesto nos tempos da ditadura, virou um dos maiores cidadãos do Brasil e completa amanhã, 19junho, 60 anos de vida. Parabéns Chico. Que Deus o conserve conosco por muitos anos e que seu brilho continue iluminando todas as gerações que ainda hão de chegar.
É muito difícil para quem ama a obra do Chico dizer do que mais gosta. Não sou diferente. Fiquei pensando em uma letra que resumisse tudo, mas ante a multiplicidade de temas é impossível. Vou mostrar aqui, só um pouquinho de cada composição que mais ouvi tocar, que mais cantei, que citei. São frases memoráveis, cheia de significados ímpares, deste que é maior compositor do Brasil e uma das maiores inteligências do mundo.
Vamos cantar? Façam do editor dos comentários uma homenagem ao Chico (descaradamente afanei esta idéia lá do ELASPORELAS, que por sinal está no BON).
Amavam o amor proibido
Pois hoje é sabido
Todo mundo conta
Que uma andava tonta
Grávida de lua
E outra andava nua
Ávida de mar === [mar e lua]
Mesmo que você fuja de mim
Por labirintos e alçapões
Saiba que os poetas como os cegos
Podem ver na escuridão === [choro bandido]
Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta
Morta de cansaço === [tatuagem]
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouviam mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz === [valsinha]
O que será que será
Que todos os avisos não vão evitar
Porque todos os risos vão desafiar
Porque todos os sinos irão repicar
Porque todos os hinos irão consagrar
E todos os meninos vão desembestar
E todos os destinos irão se encontrar
E o mesmo Padre Eterno que nunca foi lá
Olhando aquele inferno, vai abençoar
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem juízo === [o que será]
Vi cidades, vi dinheiro
Bandoleiros, vi hospícios
Moças feito passarinho
Avoando de edifícios
Fume Ari, cheire Vinícius
Beba Nelson Cavaquinho === [paratodos]
Hoje você é quem manda, falou, tá falado, não tem discussão, não
A minha gente hoje anda falando de lado e olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado e inventou de inventar toda a escuridão
Você que inventou o pecado esqueceu-se de inventar o perdão
Apesar de você, amanhã há de ser outro dia
Eu pergunto a você onde vai se esconder da enorme euforia
Como vai proibir quando o galo insistir em cantar
Água nova brotando e a gente se amando sem parar === [apesar de você]
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta === [cálice]
samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ... === [roda viva]
Se acaso me quiseres
Sou dessas mulheres
Que só dizem sim
Por uma coisa à toa
Uma noitada boa
Um cinema, um botequim === [folhetim]
Meu caro amigo me perdoe por favor
Se não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nesta fita
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n roll
Uns dias chove noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer
Que a coisa aqui está preta === [meu caro amigo]
Num tempo página infeliz da nossa história, passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente, levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval, o carnaval, o carnaval === [vai passar]
A letra de Construção teria que ser reproduida por inteira, tamanha a beleza e o magistral jogo de palavras que contém.
Por Ery Roberto |
7:19 PM
.:: no radar
DEPOIS DAS HORAS
Mais conhecida como Prorrogação de Expediente, a tal da "hora extra" costuma engordar os holerits e também, caso não se tomem os cuidados necessários, acaba engordando outras coisas.
VEJA A CENA AQUI
Por Ery Roberto |
6:06 PM
Quinta-feira, Junho 17, 2004
.:: mais poesia
A BUSCA
Como prometido, continuo com mais um "momento Carlos Ávila", o poeta que escolhi para acalmar meus ânimos e talvez me curar de certa acidez de dias atrás, cujos efeitos já foram aplacados com as obras do meu maravilhoso trio de amigos, retratados no post de ontem.
Ávila me proporcionou perfeita identificação com essa busca interior. Nós vivemos atrás de alguma diferença motivadora, sempre. O interessante nesta composição é a presença do risco que permeia a ousadia. Quando se busca sentido para certas coisas, é preciso calcular a margem de erro do pensamento, da voz, das palavras. Em certas ocasiões o ímpeto adotado é resultante da mistura química produzida no laboratório mental, cujos elementos entram imediatamente em reação. É salutar que conheçamos todas as propriedades desses elementos, geralmente imposições, capacidade de tolerância, temperamento, princípios. Alguns tem essência complexa. Não gosto de catalisadores como o conformismo, prefiro outras palavras, sob a forma de poesia.
atrás
de alguma conversa
neste desacerto
atrás
do por-do-sol
nesta véspera
atrás
da margem de erro
neste deserto
atrás
de algum sentido
nesta viagem
Por Ery Roberto |
3:07 PM
Quarta-feira, Junho 16, 2004
.:: conexão blog
POSTS NÃO, PÉROLAS!
Se qualquer situação insuperável me obrigasse a não ter nenhuma possibilidade de ler mais nada durante este mês, mesmo assim eu me daria por satisfeito. E logo eu que ultimamente ando me alimentando somente de verdes, carnes brancas e leituras.
Da sensibilidade, criatividade e dom da palavra da CATHY, do MILTON RIBEIRO e do GAUDÉRIO SAN, saíram "pérolas em forma de posts".
CATHY, em 15.06, mostrou como se faz um post cheio de ternura, de magistral significação atemporal, em se tratando do tema, usando apenas uma imagem de Luiz Edmundo Alves e duas frases construídas para propor um diálogo. Singeleza envolvente, "cathyvante", de conteúdo humanístico e raridade poética.
MILTON, em 11.06, redigiu uma ata formal de um inusitado encontro: ele e sua família com um amigo descoberto na esfera virtual, o Zadig. O post prova a possibilidade de se encontrar uma alma gêmea neste mundão. Há em "quê" de espiritualidade no altíssimo nível deste encontro. Milton escreve fazendo com que, de forma mágica, a narrativa se materialize no pensamento do leitor, tal sua capacidade de detalhar o que se passou. Incrível, mas a gente chega a sentir os cheiros, ouvir a "trilha sonora". O gaúcho merece aplausos.
GAUDÉRIO, em 14.06, escreveu "Tirocínio". Um desabafo sobre a palavra. Naquele momento em que a palavra se faz duas é que a frase o sentido perde. E as palavras ditas, com verdades intensas, de formas constritas, nas paisagens agouras, transformam o sentido. Do exato e mesmo jeito. Ele tem o raro dom de fazer da prosa uma poesia. Por tal motivo, mesmo que quisesse, nunca conseguiria ficar imune à palavra, libertar-se das letras.
Lendo o post, lembrei de duas músicas, uma inclusive citada pelo Nelson nos comentários: Nada do que posso me alucina / Tanto quanto o que não fiz / Nada do que eu quero me suprime / Do que por não saber ainda não quis / Só uma palavra me devora / Aquela que meu coração não diz / Só o que me cega é o que me faz infeliz / É o brilho do olhar que eu não sofri" (Abel Silva); a outra, uma letra que desconheço o autor, gravada por Cássia Eller: Quero poder jurar que essa paixão jamais será / Palavras apenas / Palavras pequenas / Palavras momentos / Palavras, palavras / Palavras, palavras / Palavras ao vento..."
Recomendo a leitura também de todos os comentários nos três posts, pois eles, de forma concisa, efetivamente demonstram a repercussão do brilho destas pérolas.
CLIQUE nos links e vá direto a cada texto.
¤ SEM TÍTULO
¤ ATA FORMAL DO ENCONTRO COM ZADIG
¤ TIROCÍNIO
Por Ery Roberto |
12:31 PM
Terça-feira, Junho 15, 2004
.:: trégua
BAIXANDO AS ARMAS
O mês de junho, reduto de lindas datas como o Dia dos Namorados, início do inverno no hemisfério sul, comemorações juninas tão embaladas, com rodas, fogueiras, quentão e música regional, sugere uma dose de aconchego. Mas eu tenho tumultuado o "vôo" com alguns posts pesados (pelo menos uns três em quinze dias - tocha olímpica, deputados x casseta&planeta, "entendidos" etc), causando, talvez, algumas turbulências.
Pois bem, hoje resolvi pela trégua e vou de Carlos Ávila, um bom mineiro de belzonte, nascido na minha época (1955). Ele escreveu belos poemas. Publicou três livros de poesias: Aqui & Agora (1981), Sinal de Menos (1989) e Bissexto Sentido (1999). Foi editor do Suplemento Literário de Minas Gerais , indicado ao Prêmio Multicultural Estadão, em 1999. Ei-lo:
UM BRINDE
um brinde entre flores
numa foto a cores
o vinho dos anos
vívidos arcanos
memoráveis dias
luz e epifanias
estar lado a lado
risco do bordado
festejar presente
e futuro sempre
um amor a dois
antes e depois
numa foto a cores
um beijo entre flores
Amanhã publicarei outro poema do Ávila que tem muito a ver com turbulências. Pelo menos é poesia. Boa tarde caríssimos!
Por Ery Roberto |
4:01 PM
Segunda-feira, Junho 14, 2004
.:: athenas 2004
A TOCHA DE CADA UM
Com Pelé, a TOCHA-EMOÇÃO. O Rei chorou, repetindo inúmeras passagens da vida de Atleta do século. "Nunca tive a oportunidade de participar de uma Olimpíada, mas carregar a tocha é como se eu ganhasse uma medalha de ouro para o Brasil".
Com Zico, a TOCHA-DA HONRA. O Galinho afirmou que se lhe faltava algo na vida de atleta, agora não falta mais nada.
Com Nílton Santos, a TOCHA-ENCICLOPÉDIA. O símbolo e o gênio.
Com Guga, a TOCHA-SIMPLICIDADE. Existe algo mais belo do que a autenticidade de um sorriso?
Com Oscar, a TOCHA-RECONHECIMENTO. O Mão Santa dividiu as honras com o público, sem o qual nenhum esporte tem razão de ser.
Com Zilda Arns, a TOCHA-SOLIDARIEDADE. A certeza que o esporte também pode resgatar o ser humano e muito fazer em termos de obra social.
Com Fernanda Venturini, a TOCHA-BELEZA OLÍMPICA. A chama da graça e do charme da atleta brasileira.
Com Popó, a TOCHA-DEDICAÇÃO. A chama imprescindível para ser campeão.
Com Marcelo Negrão, a TOCHA-GERAÇÃO VENCEDORA. A simbologia do sucesso da coesão e do trabalho em equipe, da disciplina e da vitória.
Com Joaquim Cruz, a TOCHA-OURO. Cruz só poderia estar no alto do Corcovado, como se fosse um pódium, porque ele é sinônimo da vitória do atleta brasileiro. "Estamos no topo do mundo".
Com Ronaldo, a TOCHA-ÍDOLO. Nas mãos do fenômeno, o fogo olímpico significou a devoção, a idolatria pelo esporte.
Com Daiane dos Santos, a TOCHA-ESPERANÇA. Nada mais do que a dedicação, superação e técnica da nossa ginasta número um pode ser tanta esperança de ouro em Athenas.
Com tantos outros, sempre um TOCHA-AFIM, acesa na história de cada um, na sua contribuição para o atletismo do país e na luta pelo ideal olímpico.
Com "ela", a TOCHA-ENGANAÇÃO. O fogo dos deuses, a marca máxima de tantas lendas do esporte olímpico, não resistiu ao jeitinho brasileiro de em muitas ocasiões "dar lugar a quem não tem absolutamente nada a ver" com o que se passa. "Eu nunca tinha vindo no bondinho..."
Segundo a Riotur, cerca de 1.380.000 pessoas acompanharam a passagem da tocha pelas ruas do Rio. Foi a TOCHA-DO POVO. Foi um domingo histórico para todos nós brasileiros.
UPDATE: Este mesmo assunto, tratado de uma forma similar a que usei, deu uma bela discussão lá no MOVIMENTO DUARTE. Vale a pena ler texto e comentários. Até o Bloggerman sensibilizou-se!
Por Ery Roberto |
8:29 PM
.:: mundo gay
A PARADA GLBT
Juro que procuro entender a opção de cada um. Seria agressivo deixar de reconhecer que o exercício da liberdade é inerente a todos os seres humanos, mas prefiro olhar o tema como produto de uma revolução social nos costumes e, sinceramente, não vejo qualquer importância no apoio político que este evento recebe da Sra. prefeita. O gesto soa mais como estratégia que faz parte de certa semeadura eleitoreira.
Admiro a ação política que é exercida pela convicção e sinto nojo de comportamentos demagógicos. Assim como em âmbito nacional existem muitas coisas mais importantes a merecer cuidados e preocupações do que uma "festa junina" no Planalto, acredito que a cidade de São Paulo mereça atenção especial para tantos outros projetos mais urgentes do que a simples pregação da "diversidade e pluralidade", embalada pelo colorido de uma parada gay.
Fico imaginando e até chego a construir em meu pensamento imagens de igual apoio a causas mais nobres. Investimentos inteligentes que buscassem minorar o sofrimento de uma população que representa centenas de vezes os números do evento "transgênero". Emprego, por exemplo. Porque é preciso lembrar que não há valor na liberdade sem honra, tais necessidades se completam entre si. "E um homem sem trabalho não tem honra" (bendito Gonzaguinha!).
Quanto ao fenômeno social em si, minha crença é que a humanidade tem uma missão que se resume no seu próprio bem. Mantenho-me à parte de blasfêmias aos elementares fundamentos da existência. Minha opção sempre será pela "diversidade" sim, mas daquela que continue a garantir a "pluralidade" dos seres no mais etimológico sentido da continuação da própria vida. Causa-me certa repulsa e azedume qualquer tendência que ignore ou tente minimizar o valor da santa necessidade da união carnal nos moldes da que me deu oportunidade de existir. Quem pensa diferente que se apresse em descobrir, no seu ópio, sobre a continuação e seu próprio futuro.
Por Ery Roberto |
1:18 PM
Sexta-feira, Junho 11, 2004
.:: curitiba
CARTÃO POSTAL DA NEGLIGÊNCIA E DA VERGONHA
 Foto: Nani Gois
Concebida para ser a síntese da cidade do futuro - uma rua com 120 metros de extensão e 12 de largura, formada por 32 arcos em estrutura metálica tubular, marca da moderna arquitetura curitibana, point dos frequentadores do centro da capital, principalmente no período noturno, a Rua 24 Horas "agoniza".
O início da história deste logradouro, cantado em prosa e verso pelos seus idealizadores ao início da década de 90 (foi inaugurada em 1991), registra a realização de eventos, atendimento de qualidade em suas lojas de variado comércio, bares e restaurantes, quiosques de serviços e principalmente freqüência de público seleto - executivos, turistas, artistas, jovens estudantes, gente de bem.
Treze anos depois, transformou-se em local indigesto, perigoso e completamente abandonado pela municipalidade. Sua estrutura material está deteriorada a ponto de alguns locais não mais abrigarem ninguém das intempéries do clima sulista. Alguém pode imaginar um turista parado dentro dessa galeria com um guarda-chuvas armado? Pois acontece! Há locais onde se formam lagoas quando o temporal é forte.
A Rua hoje é frequentada pela "borra" humana, um misto de delinqüência e vadiagem. Meninos de rua perturbam transeuntes, mendigos abrem suas sacolas plásticas juntadas nos lixos e jantam restos sobre as mesas, ao lado das demais pessoas, inclusive crianças; desocupados circulam num vai-e-vem constante, sugerindo operações de traficância e busca de tóxicos. Há bêbados por quase todos os centímetros do espaço e, óbvio, existem assaltantes disfarçados a qualquer hora da noite.
O mais intrigante, além do descaso do poder municipal, é que tudo isto acontece sob os olhares da polícia militar que mantém um quiosque instalado logo ao início do corredor de entrada, do lado da rua Visconde de Nacar.
Degradante se não fosse nojento.
Incômodo se não fosse repente.
Vergonhoso se não tivesse sido (um dia!) um belo cartão postal da cidade.
Prova insofismável da decadência urbanística do Império Lernista.
Antro, se não fosse o inferno!
No blog de um bom curitibano - Cláudio Bettega, encontrei um poema que é a cara da atual ex-menina dos olhos de Jaime Lerner. Soa como um protesto de quem, como eu, um dia amou a 24 Horas.
Não quero mais migalhas, caroços,
réstias de alegrias que não são
minhas, que não me comovem.
Persigo meu próprio ser,
quero encontrá-lo e dar-lhe condições a
conquistar emoções próprias.
A vida me boicota, mas os
sonhos podem-se tornar realidade,
para que os caminhos sejam limpos,
e alegrias brotem para dono certo.
Mente em movimento, confusão, procura,
idéias que se querem extravasar em
termos compostos, lapidados e belos;
alegrias, amores, realizações,
tudo virá a partir do dia
em que sonhos e realidade
se fundirem em
harmonia.
Por Ery Roberto |
1:47 PM
.:: música
SILÊNCIO, O "GÊNIO" PARTIU...
 Fotos: Kathy Willens-02.jun.2003/AP, Anders Krusberg-18.dez.2002/AP e Reuters
"Nasci com a música dentro de mim. É a única explicação que me ocorre."
"A música era parte de mim...como meu sangue. Era uma força dentro de mim quando entrei em cena. Era uma necessidade, como comida e água."
Infância pobre, cegueira por glaucoma por volta dos seis anos de idade, viu seu imão morrer afogado aos cinco anos no tanque em que sua mãe lavava roupas, órfão na adolescência.
Com tanta desgraça ao início da vida, Ray Charles poderia ter tomado rumos menos edificantes, mas nasceu para ser gênio. Começou a tocar piano aos dois anos e também aprendeu clarineta na escola estadual San Agustín para surdos e cegos, onde aprendeu a escrever e ler música em Braille.
Ele tocava de tudo, country, jazz, big band e blues, com um estilo tão inconfundível quanto sua voz. Foi um dos primeiros a misturar o estilo vocal gospel com blues e o rock, criando o estilo soul, que influenciou Chuck Berry, Elvis Presley, Sam Cooke e o nascimento do rock´n´ roll. Ray Charles era uma das maiores figuras da música americana desde os anos 50.
Na década de 50 ganhou projeção no cenário musical com as canções "This Little Girl of Mine", "Drown in My Own Tears", "Hallelujah I Love Her So", "Lonely Avenue" e "The Right Time". Seu maior sucesso, no entanto, veio com "What'd I Say".
Charles terminou recentemente um álbum chamado "Genius Loves Company", do qual participam músicos como Norah Jones e B.B. King. Uma de suas últimas aparições públicas foi em 30 de abril deste ano. Na ocasião, o estúdio do cantor, no centro de Los Angeles, foi declarado um local histórico.
Ray Charles ganhou 12 prêmios Grammy - nove entre 1960 e 1966, incluindo o de melhor gravação de R&B por três anos consecutivos, com "Hit the Road Jack", "I Can't Stop Loving You" e "Busted".
Um filme sobre a vida de Ray Charles tem previsão de estréia em 29 de outubro nos Estados Unidos. Unchain My Heart: The Ray Charles Story, vai contar a história do cantor desde a sua juventude, quando cantava no Sul dos EUA, até a sua ascensão como astro mundial, passando pelos diversos atritos com os executivos do ramo musical, sua luta contra o racismo, os problemas amorosos. O filme é dirigido por Taylor Hackford (O Advogado do Diabo) e o roteiro foi escrito por James L. White e Robert Eisele. Jamie Foxx (Ali) faz o papel do cantor.
Ray Charles representava a essência da música negra americana. Morreu ontem (10.Jun.2004), às 15h35 (hora de Brasília) em sua casa de Beverly Hills, no Estado da Califórnia (EUA), aos 73 anos de idade, vítima de complicações no fígado.
[Fontes: UOL-Folha OnLine/IBEST-O Estadão]
Ray Charles viveu um grande caso de amor com o Brasil. Em 1963, quando veio pela primeira vez, houve tumulto na frente do hotel onde se hospedou. Esteve no Free Jazz Festival, em 1986. Voltou em 1990. Em 1995, para vê-lo, 150 mil pessoas se espremeram no Parque do Ibirapuera, um dos maiores públicos até hoje. Curiosamente, era o Dia dos Namorados. Um ano depois, no Bourbon Street Music Club, ele tocou para afortunados 400 espectadores, que pagaram uma boa nota para ouvi-lo.
"Georgia on my mind"
Por Ery Roberto |
12:21 PM
Quarta-feira, Junho 09, 2004
.:: liberdade de expressão
CASSETA & PLANETA X DEPUTADOS
Rolam notícias sobre queixas da Câmara Federal contra o programa Casseta & Planeta, especificamente sobre quadros que foram levados ao ar na terça-feira da semana passada, quando num deles foram chamados de "deputados de programa". Até uma prostituta ficou indignada quando lhe perguntaram se era deputada.
Outra sket, em que foram vacinados contra uma tal "febre afurtosa", também provocou constrangimento. Imediatamente, um grupo de deputados foi à Procuradoria da Câmara para assistir à fita do programa. Sabe-se que duas parlamentares caíram em lágrimas e o procurador Ricardo Izar (PMDB-SP) ficou de se encontrar com representantes da emissora, afirmando que o programa "havia passado dos limites".
Do lado da Central Globo de Comunicação, Luís Erlanger, afirmou que a rede só se pronuncia sobre ações judiciais depois de serem efetivadas. Os humoristas do Casseta & Planeta não quiseram falar sobre o assunto dizendo não querer "dar importância à concorrência".
O assunto merece análise sobre dois aspectos. Primeiro, com muita propriedade Elias Thomé Saliba, livre-docente do departamento de História da USP, já disse certa vez que "o cômico brota do contraste, de um brusco desvio nos significados originais". É uma definição que se aplica de forma clara ao contexto político que serve de matéria prima para o humor de Bussunda & Cia.
Há que se concordar que o humor faz parte de qualquer cultura no mundo e é produto do cotidiano, da realidade. A História não é monopólio dos historiadores. Ela também sempre foi e será contada através de outros segmentos, como a arte - música, pintura, cinema, desenho... por que não do humor? A caricatura pode sim servir de elemento narrativo da história, desde que consiga, através do exagero e do contraste, trazer ou sugerir elementos do contexto histórico mais abrangente.
Murilo Mendes, autor do livro "História do Brasil", publicado em 1933, usou a linguagem do humor e da crítica às convenções. Em última instância, a ironia foi usada como instrumento crítico. Aliás, se os senhores Deputados não tiveram oportunidade de estudar, deveriam aprender que o humor e a ironia foram o tom predominante dos poemas que herdam algumas características da primeira fase do Modernismo.
Em segundo lugar, não há História sem fatos. É preciso produzí-los para que se construa um compêndio. E até onde aprendi, somos nós, o povo, quem produzimos os fatos. Parlamentares, como nossos lídimos (??) representantes, também fazem parte deste mesmo povo. Ou não?
Inequivocamente, há um preço social muito alto a ser pago por uma mercadoria chamada atitude. Por isso mesmo é preciso cuidar de todo seu processo gerativo. Da matéria prima à embalagem. O que se sucede, no presente caso, é mais uma prova que não existe imunidade quando se trata da coisa pública. O que aliás, muitos daqueles senhores, insistem em tentar legislar ao avesso.
Quanto ao riso, fico com a teoria que faz parte das respostas fundamentais do homem confrontado com sua existência. Segundo escreve Howard Bloch, "como Merlim, o riso é um fenômeno liminar, um produto das soleiras, ... o riso está a cavalo sobre uma dupla verdade. Serve ao mesmo tempo para afirmar e para subverter". Na encruzilhada do físico e do psíquico, do individual e do social, do divino e do diabólico, ele flutua no equívoco, na indeterminação. Portanto, tem tudo para seduzir o espírito moderno. O riso não tem implicações psicológicas, filosóficas nem religiosas; sua função política e social "quando se pensa na sátira e na caricatura" é igualmente importante.
Por fim, hoje é junho de 2004. 1974 foi há trinta anos! Aquela história já foi escrita. Graças a Deus!
Por Ery Roberto |
9:01 PM
Terça-feira, Junho 08, 2004
.:: música
MUSIC FOR MONTSERRAT
O vulcão Soufriere Hills, na Ilha de Montserrat, no Caribe, estava há mais de mil anos em profundo silêncio. A partir de 1995 voltou a entrar em atividade, devastando a ilha e fazendo milhares de vítimas.
Em 15 de setembro de 1997, produzido por Georfe Martin e reunindo uma constelação de estrelas da música pop internacional, foi realizado o show beneficiente "MUSIC FOR MONTSERRAT". O concerto teve lugar no The Royal Albert Hall, em Londres.
Os ingressos foram vendidos em 90 minutos! Acredito que tenha sido um record. Afinal, o evento tinha Phil Collins, Eric Clapton, Mark Knopfler, Sting, Arrow, Paul McCartney, Elton John, entre outros, acompanhados por uma orquestra conduzida por Sir George Martin (produtor dos Beatles). Neste show, estes ícones da música pop executaram seus grandes sucessos.
Ontem tive a grata oportunidade de ver parte deste show, em DVD (já estou correndo atrás dessa raridade, preciso ver inteiro), porque jamais tinha me emocionado tanto ao ouvir "Hey Jude", cantada no grand finale deste show por todos os participantes. É de arrepiar, um verdadeiro momento mágico da música, de integração total entre intérpretes, instrumentistas e platéia. Alguma coisa que faz a gente se transportar no tempo e levitar. Não existe igual.
Se tivesse que escolher só duas coisas para continuar vivendo, eu pediria oxigênio e música!
As seguintes músicas fazem parte da apresentação:
1. Take Me Home (Phil Collins)
[com House Band e Ray Cooper]
2. Hot, Hot, Hot (Arrow & His Band)
3. Blue Suede Shoes (Carl Perkins)
[com House Band]
4. Volcano (Jimmy Buffet)
[com Ralph Macdonald & Robbie Greenwich]
5. Brothers In Arms (Mark Knopfler)
[com Guy Fletcher]
6. Money For Nothing (Mark Knopfler)
[com Sting, Eric Clapton, House Band, Coral, Orquestra e Ray Cooper]
7. Message In A Bottle (Sting)
[com Ray Cooper, Dave Hartley, Ian Thomas e Chris Lawrence]
8. Magic (Sting & Elton John)
[com Ray Cooper, Dave Hartley, Ian Thomas e Chris Lawrence]
9. Your Song (Elton John)
10. Live Like Horses (Elton John)
11. Don't Let The Sun Go Down On Me (Elton John)
12. Broken Hearted (Eric Clapton)
13. Layla (Eric Clapton)
[com Mark Knopfler]
14. Same Old Blues (Eric Clapton)
[com Mark Knopfler, Phil Collins, Jools Holland e Ray Cooper]
15. Yesterday (Paul McCartney)
16. Golden Slumbers (Paul McCartney)
[com Phil Collins, Mark Knofler, Eric Clapton, Ray Cooper, House Band, Coral e Orquestra regida por George Martin]
17. Hey Jude (Paul McCartney)
[com todos os artistas que apareceram no concerto]
18. Kansas City (Paul McCartney)
[com todos os artistas que apareceram no concerto]
Por Ery Roberto |
6:42 PM
.:: aniversário
FESTA EM TODOS OS TONS
Ser geminiano é estar em boa companhia. Quem não teria inveja de ter como parceiros de festa personalidades como Erasmo Carlos, Luiza Brunet, Marília Gabriela, Kenny G., João Gilberto, Fernando Pessoa, Trevisan, Ivan Lins, Maria Bethânia, Paul McCartney, Vânia Abreu e Chico Buarque de Holanda? Pois a Alicinha, nossa querida blogueira do Rio de Janeiro tem este previlégio. Hoje está comemorando seus 28 anos. Linda idade! A flor da juventude.
Parabéns Alicinha, que a vida lhe seja um belo jardim, pintando em todos os tons. Faço votos que neste ano você concretize seu belo sonho da "primeira exposição individual" de seus quadros. Sucesso.
Por Ery Roberto |
3:08 PM
Segunda-feira, Junho 07, 2004
.:: aniversário
A DAMA DE VERMELHO
Hoje é dia da minha amiga Ivone colocar seu vestido vermelho e sair por aí "cantando no frio".
Parabéns Preciosa! Muitos anos de vida, com a alegria vestida de qualquer cor contagiante (pode até ser azul!). Como dizem os astros, aproveite os momentos de pura emoção ao descobrir que você tem as condições para reverter dificuldades. Aspectos astrais são como sinais que indicam quando e como agir com sabedoria. Mas hoje é caso de usar seu poder na direção de conquistas pessoais importantes, afinal, é o seu dia. Vamos bebemorar?
UPDATE - Duas correções vindas da minha Secretaria Especial para Assuntos de Comemorações Sociais, desculpando-se por ter trocado a data do aniversário da Ivone. Ela completa anos amanhã, dia 08.Jun. Tudo bem, consultei os astros por aqui e me disseram que quando a gente também comemora antecipado é um belo sinal, significa não resistir a um momento de glória e contar com a vitória (saímos bem Leila?).
A outra notícia é que hoje é aniversário do bom amigo Fernando Neiva. Quietinho, sem dar sinal nenhum, ele pensou que iria passar impune. A mesma Secretaria havia marcado a festa dele para amanhã. Bela confusão não é mesmo? Quem tem uma super secretaria assim vai precisar de assessoria para o quê?
Bom mesmo é que são todos nossos amigos e amizade a gente comemora todos os dias, em todas as oportunidades possíveis. Felicidades Fernando, que Deus o ilumine e conserve esta maravilha de pessoa que é. Um abraço coxabranca meu amigo!
Por Ery Roberto |
12:52 PM
Sexta-feira, Junho 04, 2004
.:: rabisco erótico
FRAÇÃO
vista teu glorioso caminho
desta seda falsa que tenta
(e não consegue)
imitar a sedução da tua pele,
apenas te realça a explícita beleza
dos labirintos que me prendem.
lá nas rendas, na divisa que te aperta,
preserva a intacta fração do que me resta.
meus olhos irradiam rubras luzes,
candentes de desejos fluídos.
fazem o impalpável das tuas carnes
tornar sentido em negra transparência.
por mais que escondas meu caminho,
com o vaidoso véu da elegância,
resta no oitavo da porção guardada,
o território intocável do meu desejo.
Por Ery Roberto |
5:55 PM
Quinta-feira, Junho 03, 2004
.:: happy day
DIA DA MÔNICA
Hoje é dia do aniversário da minha amiga Mônica, do Crônicas Mônica.
Meu carinho e votos que esta data seja comemorada com alegria e intensa felicidade. Desejo-lhe saúde, realização dos ideais e um novo tempo pleno de conquistas.
Vá até o Blog dela e leia um post bacana a respeito da data. Aproveite e cumprimente a moça.
Por Ery Roberto |
4:53 PM
.:: futebol
TANGO COM QUEIJO E GOIABADA
Grande vitória da Seleção ontem em Belo Horizonte. Assim como todo confronto contra los hermanos, o jogo foi nervoso em alguns períodos. Embora menos violento do que outras partidas, custamos a definir o placar por excesso de respeito aos argentinos e principalmente pela falta de entrosamento do nosso time. O defeito maior continua o mesmo: "Parreira é extremamente previsível. Falta-lhe ousadia e às vezes até bom senso". Qualquer técnico de futebol que joga com dois centroavantes de ofício não abre mão de um armador do estilo Alex.
Obviedades
Ele precisa definir uma defesa para a Seleção. Do jeito que jogaram Juan e Roque Junior, houve momentos que parecia estarmos beirando às raias da infantilidade. Zé Roberto levou o amarelo e não jogará contra o Chile; custava o "mala" substituí-lo imediatamente para dar ritmo de jogo a quem irá atuar em sua posição contra o Chile?
Piadas
¤ Os cruzamentos do Cafu (esta é velha!)
¤ A capacidade do Dida sair jogando com as mãos (que vontade de ver o Rogério Ceni no gol desta seleção!)
Pergunta idiota
"Você acha que Galvão Bueno e Arnaldo César Coelho estarão na Copa2006?"
Imagens que dizem tudo
Bem amigos, a regra é clara, o Brasil é líder das eliminatórias. O resto é conversa.
Por Ery Roberto |
4:48 PM
Quarta-feira, Junho 02, 2004
.:: tênis
TETRA ADIADO
 Foto: AFP/UOL
Que pena Guga! Tinha que ser contra um argentino?
Sua performance, no entanto, foi ao estilo dos velhos tempos. E ninguém melhor do que você para saber que também se aprende com as derrotas. Esperávamos, todos os amantes do esporte, o tão sonhado tetra em Roland Garros, mas o que ficou marcado foi a sua superação, mostrando ao mundo que ainda é um grande atleta, apesar dos problemas físicos que enfrenta. Valeu manezinho. Agora só nos resta torcer logo mais, no futebol, para que a Seleção Brasileira tenha uma noite de gala e faça o Mineirão tremer com uma grande vitória contra os argentinos.
(Mas cá pra nós hein! Acho que foi essa camiseta "rubro-negra" que deu azar!)
Por Ery Roberto |
7:01 PM
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