Legislação Notícias
Contacte-nos por E-mail Assinar e Ler o Nosso Livro de Visitas Regressar à Página Inicial

 

Dezembro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PORTUGAL: PORQUE NÃO ADOPÇÃO DE CRIANÇAS POR HOMOSSEXUAIS? (resposta a uma crónica)
19/Nov./2005

Segue-se uma crónica de opinião que saiu no jornal regional Litoral Alentejano, e a nossa resposta - GayLitoralAlentejano -, que não chegou a ser publicada.


PORTUGAL: Adopção de crianças por homossexuais – uma barbárie que o governo português pretende levar à discussão

O governo propõe-se criar, até final do ano, um fórum denominado “Conselho de Opinião”, que irá reflectir sobre a adopção de crianças por homossexuais. Será a análise deste tema legítimo, quando se equaciona o estilo de vida dos homossexuais, que obviamente constitui um sector diferente na sociedade, com uma subcultura própria?
Em Portugal, a comunidade homossexual reivindica a possibilidade de adopção de crianças, à semelhança do que já ocorre em vários países europeus (Suécia, Dinamarca, Reino Unido, Holanda e Espanha).
Neste particular, subsiste a construção do direito à orientação sexual, enquanto direito fundamental, essencial ao prolongamento da personalidade. Argumenta-se ainda que a adopção de crianças pobres por homossexuais se contrapõe a uma luta cruel das mesmas pela sobrevivência. Invoca-se assim o princípio económico, em que a criança recolhe benefícios materiais.
Os bens materiais não são factores únicos, ou quiçá determinantes, que propiciam o progresso cognitivo das crianças. Nas sociedades humanas, em prol das civilizações, a questão ética prevalece sempre sobre o factor económico. Compete ao Estado Português garantir um suporte moral e físico para acomodar crianças carentes, validando a moralidade, e evitando a destruição dos fundamentos sociais. Em consonância, do ponto de vista moral e médico, a adopção de crianças por homossexuais traduz um risco inaceitável.
A homossexualidade está ligada a actos deletérios da saúde pública. Algumas estatísticas indicam que: um em cada sete homens que mantiveram relações sexuais com outros homens está infectado pelo HIV; os homossexuais, comparativamente aos heterossexuais, também possuem taxas de Sífilis cerca de 100 vezes mais elevadas. O comportamento sexual desviante dos homossexuais conduz ainda à proliferação de outros estados patológicos, nomeadamente, câncer anal, chlamydia, trachomatis, cryptosporidium, giardia lamblia, herpes, vírus papiloma humano – HGV ou ferida genital – isospora belli, microsporidia, gonorreia, hepatite viral tipos B e C.
Quando as crianças convivem num ambiente em que o homossexualismo é parte de seu quotidiano, com a sua peculiar inocência, será que não tenderão a copiar os exemplos que visualizam, inclusive os que concernem à moralidade sexual! E a intrusão de aspectos de pedofilia não será um risco acrescido! Assim, permitir a adopção de crianças por homossexuais não equivalerá a uma condenação a prazo da criança a graves problemas de saúde pública? Neste particular convirá recordar, às mentes mais cépticas, que embora apenas que 6% dos machos e 3% das fêmeas na população geral reivindicam ser bissexuais, 75% das crianças adultas macho e 67% das crianças adultas fêmea, criadas por pais homossexuais, reivindicam uma orientação bissexual ou homossexual.
O respeito pela dignidade da pessoa humana não pode questionar-se, porém o mesmo não se aplica à respectiva actuação social. Será que a homossexualidade não traduz apenas uma batalha de um mundo cada vez mais artificial, em revolta contra a natureza? Neste contexto, como pode então o governo de Portugal justificar a criação de um “Concelho de Opinião”, para abordar este tema? Será que não existem assuntos mais prementes para resolver na sociedade portuguesa? Especificamente a quem interessa este particular?


A esta crónica de opinião o GayLitoralAlentejano respondeu, que por acaso não saiu no jornal:

PORQUE NÃO ADOPÇÃO DE CRIANÇAS POR HOMOSSEXUAIS?

Em resposta ao artigo do Senhor intitulado “Adopção de crianças por homossexuais – uma barbárie que o governo português pretende levar à discussão”, no passado dia 15 de Outubro, no Jornal Litoral Alentejano, o site GayLitoralAlentejano vem por este meio, partilhar com o Senhor, assim com as pessoas que (não) pensam da mesma forma, a nossa opinião sobre a adopção de crianças por PESSOAS com uma orientação homossexual.
Entendemos que os argumentos defendidos pelo Senhor, denúnciam alguma demagogia e homofobismo na abordagem da complexidade deste tema, que sentimo-nos na obrigação de contribuir de uma forma construtiva, objectiva e não discriminatória, para a sua “desmistificação” e clarificação, em relação a algumas dúvidas que persistem no sistema de crenças sociais e morais convencionado pelas gerações anteriores, sobre o assunto em causa.
Quando o Senhor pretende justificar a não adopção de crianças por parte de pessoas homossexuais, argumentando que os homossexuais têm “comportamentos sexuais desviantes”, que são os maiores responsáveis pela proliferação das doenças sexualmente transmissiveis, e que a maior parte dos homossexuais que tiveram relações sexuais com outros homens estão infectados com VIH, está a confundir grupos de risco com comportamentos de risco. Sabe-se actualmente através de estudos científicos que a maior taxa de incidência do VIH encontra-se nas pessoas que têm comportamentos sexuais heterossexuais e não nos homossexuais e toxicodependentes! Em termos de transmissão de doenças, é mais correcto falarmos em comportamentos de risco e não em grupos de risco, porque qualquer pessoa independemente da orientação sexual que tenha, não está livre de poder contrair uma infecção sexualmente transmissivel, portanto a prevenção é para todos! Face ao exposto, não encontramos aqui qualquer argumento válido que justifique a não adopção de crianças por parte das pessoas homossexuais.
Em relação ao argumento que refere, “quando as crianças convivem num ambiente em que o homossexualismo é parte de seu quotidiano, com a sua peculiar inocência, será que não tenderão a copiar os exemplos que visualizam, inclusive os que concernem à moralidade sexual!” Se assim fosse, então não existiam pessoas homossexuais, devido ao facto de a maior parte das pessoas homossexuais terem tido na sua infância referências de modelos educacionais que reforçam a orientação heterossexual, como base do seu desenvolvimento pessoal e social. Mais uma vez, o argumento da existência de casais homossexuais na educação da criança como modelos de referência, não constitui até agora, no ponto de vista da comunidade científica, um factor exclusivo e determinante no desvio ao desenvolvimento cognitivo, afectivo, moral e psicossexual harmonioso da criança, mas antes uma maior compreensão e respeito pela diferença, reduzindo assim a tipificação de género baseados em esterótipos sexuais e preconceitos geracionais, favorecendo a igualdade de género das crianças na representação dos seus papeis sociais, independemente de serem do sexo feminino ou masculino.
Entendemos que a orientação homossexual não é uma opção ou um desvio à natureza, porque se fosse uma opção, de certeza que muitos dos homossexuais preferiam ter uma orientação heterossexual para se sentirem mais aceites e integrados socialmente. Só se poderá chamar opção ou preferência, quando a pessoa sente que tem uma orientação homossexual, e prefere agir como tendo uma orientação heterossexual para não se sentir excluída e discriminada pela sociedade.
Por último, quando o Senhor questiona “como pode então o governo de Portugal justificar a criação de um “Concelho de Opinião”, para abordar este tema? Será que não existem assuntos mais prementes para resolver na sociedade portuguesa? Especificamente a quem interessa este particular?” nós respondemos que provavelmente mais importante que legalizar a adopção de crianças por homossexuais, é a criação de um “Conselho de Opinião” que resolva um dos assuntos mais prementes na sociedade portuguesa, que se chama discriminação de pessoas, com base na sua orientação sexual, desvalorizando a sua capacidade de dar e receber Amor, e o seu contributo na construção de uma sociedade mais solidária, igualitária e cumpridora da Carta Universal dos Direitos Humanos, na qual estão incluídos os direitos das crianças, que são especificamente a quem lhes interessa este particular!

Fonte: GLA (Portugal)

 

 

 

 

 

ÁFRICA DO SUL: Decisão a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo
1/Dez./2005

O Tribunal Constitucional (TC) da África do Sul declarou hoje que a lei sobre casamentos e uniões de facto deve ser alterada para permitir que os casais do mesmo sexo gozem dos mesmos benefícios legais que os de sexos diferentes.
Ao aceitar o princípio de que o casamento e união de facto entre casais gays e lésbicos, o TC sul-africano deu razão a um casal de lésbicas que haviam recorrido para o Tribunal de Apelação de Bloemfontein exigindo o direito de se casarem.
O Tribunal de Apelação havia passado um acórdão favorável a Marie Fourie e Cecília Bonthuis, aguardando agora pelo parecer do TC para que as queixosas possam na prática beneficiar da decisão.
Apesar da importância deste acórdão do TC - que coloca a África do Sul no mesmo patamar legal que países como a Holanda e a Bélgica, que garantem aos casais homossexuais os mesmos direitos de que gozam os heterossexuais - vários lobbies gays e lésbicos já declararam o seu desapontamento pelo facto de terem que esperar um ano até que a legislação que regulamenta o casamento e as uniões de facto seja alterada.
A lei comum, que define o casamento como «uma união entre um homem e uma mulher» tem que passar a referir que aquela instituição é «uma união entre duas pessoas».

Fonte: Diário Digital (Portugal)

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Jovem português é voz europeia na ONUsida
1/Dez./2005

O reconhecimento do trabalho como voluntário na área da prevenção e informação sobre a sida e luta contra a discriminação e a exclusão social valeu a nomeação do jovem português Paulo Jorge Vieira, 26 anos, para o cargo de representante das organizações não governamentais na Coordenação do Programa das Nações Unidas para o VIH/sida (ONUsida).
Em declarações ao CM, Paulo Vieira conta que desde há oito anos tem vindo a fazer trabalho de voluntariado na Associação de Jovens Promotores da Amadora Saudável (AJPAS), onde assume funções de vice-presidente.
“Comecei na AJPAS a fazer voluntariado aos 18 anos, o que me levou às escolas para fazer trabalho de prevenção e visitar doentes com sida no Hospital Amadora-Sintra.” A partir daí interessou-se pelo meio e começou a fazer projectos de intervenção comunitária, que incluíam sessões de informação no meio escolar.
Nesse trabalho ressalva um dos problemas: “Não basta dar esporadicamente educação sexual nas escolas, é preciso dar continuidade dos conhecimentos ao longo do tempo para que a prevenção seja eficaz”, defende.
A ONUsida é o Programa Conjunto das Nações Unidas na luta contra o VIH, liderando uma resposta global face à proliferação do vírus. Ao representar esta organização perante a ONUsida, de 1 de Janeiro de 2006 e 31 de Dezembro de 2007, Paulo Vieira torna-se a voz dos jovens Europeus em Genebra após a sua tomada de posse, em Janeiro de 2006.

ENVOLVER TODOS
Os seus projectos futuros no exercício do novo cargo passam por ser a voz da comunidade: “É essencial a comunicação com a comunidade integral e não apenas com os doentes e seus familiares, mas com todos, e na ONUsida atentarei ser a voz da comunidade.”
Nascido em Lisboa, Paulo Jorge Vieira, foi presidente da Rede Europeia de Jovens para os Direitos Sexuais e Reprodutivos (YOUACT), entre Agosto de 2004 e Novembro de 2005. Em Setembro desse ano concluiu o bacharelato em Desenvolvimento Comunitário e Saúde Mental, no Instituto Superior de Psicologia Aplicada e iniciou este ano a sua licenciatura.

MAIS NOVOS DECIDEM
O novo coordenador do programa da ONUsida, Paulo Vieira, defende que “os jovens devem participar neste programa, inclusive na tomada de decisões, o que está a acontecer”. O jovem português pretende ainda “fazer com que a voz da comunidade nacional seja ouvida, que tenha mais apoios e relevância a nível internacional”. Nesse sentido, diz, vai empenhar-se para “ver resolvidos problemas que nos afectam”.

Fonte: Correio da Manhã (Portugal)

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Programa de rádio Vidas Alternativas recomeça a sua 3ª série
8/Dez./2005

Podendo ser ouvindo online em qualquer parte do mundo.O V.A continua a ter a duraçao de 1 hora, e terá uma abertura maior relativamente aos seus conteudos, para interessar a um publico mais vasto,e particularmente jovem.
Recordamos que o programa foi inaugurado no dia 1º de Janeiro de 2000, na rádio Voxx, onde esteve quatro anos, tendo neste ano 2005 ,estado sediado na Rádio Seixal até Agosto, e passando agora, para a Rádio do Técnico ( veja o site aqui ) que em boa hora, e com um espírito de grande abertura, nos aloja regularmente.
Continuará, obviamente, aberto a todas as vossas contribuições e sugestões.Envie o seu email para vidasalternativas@clix.pt
Agradecemos a divulgação desta informação nos sites/portais das ONG´s e LGBT, que pretendam apoiar a Diversidade, Cidadania, a luta pela Igualdade e Direitos Humanos das minorias sexuais, dado ser o único programa radiofónico regular, a tratar destas temáticas.

Fonte: OpusGay (Portugal)

 

 

 

 

 

CINEMA: Críticos de Los Angeles elegem western gay o melhor filme do ano
11/Dez./2005

Deu n'O Globo. A Associação dos críticos de Cinema de Los Angeles elegeu "Brokeback Mountain", o western gay de Ang Lee, como o melhor filme do ano. Lee foi escolhido o melhor realizador de 2005. Os eleitos foram anunciados sábado. O prémio de melhor actor do ano foi para Phillip Seymour Hoffman por seu trabalho em "Capote". Vera Formiga ganhou o prémio de melhor actriz por "Down to the bone."
O francês "Caché" foi eleito o melhor filme estrangeiro do ano. .

Fonte: PortugalGay.PT (Portugal)

 

 

 

 

 

REINO UNIDO: Estudo indica que 6% dos britânicos são homossexuais
13/Dez./2005

O governo Britanico pediu que se realizasse, pela primeira vez, um estudo para medir o impacto da introdução da Parceria Civil na economia estre pessoas do mesmo sexo.
Este estudo realizado a pedido do Departamento de Industria e Comercio apurou que 6% da populão do Reino Unido são Homossexuais, dependendo sendo do sexo masculino ou feminino.
Ao todo, existe cerca de 3,6 milhos de homossexuais assumidos, e metade deste numero encontra-se a trabalhar em tempo inteiro, sendo o mesmo número ao da população britanica.

Fonte: GLA(Portugal)

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Sinopse do Programa VA do dia 19
13/Dez./2005

O programa de rádio Vidas Alternativas, vai fazer 6 anos. Podendo ser ouvida em qualquer parte do mundo através da internet pelo Rádio do Técnico em todas segundas-feiras das 20h00 às 21h00.
Ainda pode ser ouvida em qualquer hora através da página da Associação Opus Gay


SINOPSE do programa do dia 19
HIV, problemática da exclusão social a propósito da SIDA e do Dia Internacional de Luta Contra a Sida. Entrevista com um seropositivo que dá o seu testemunho pessoal, desde que descobriu que era seropositivo e da forma como foi (mal) tratado no local de trabalho, pela família e pelos amigos. Discussão sobre temática dos casamentos entre homossexuais.

Fonte: GLA(Portugal)

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Conversas sobre a homossexualidade no Jornal de Leiria
15/Dez./2005

Entrevista ao António Serzedelo, retirado do Jornal de Leiria.

Está a ser preparada uma petição para requerer a inconstitucionalidade da lei que impede o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Acredita que esta medida será votada favoravelmente?
O processo não passa imediatamente por uma votação, depois de entregue a petição .
Nessa altura haverá uma discussão no Parlamento, sem votação, e depois passa para uma comissão da especialidade onde há um relator que faz um relatório .Esse sim é votado, e depois enviado para o plenário, onde há um debate do qual podem sair recomendações.
Na verdade há que conjugar não só o artigo 13º da constituiçao, com o 36º onde se diz que todo o cidadão português pode constituir familia.
Tanto quanto sei o assunto ainda não foi discutido em sedes parlamentares, onde há muita gente favorável, e pessoas com reservas. No PSD recordo que foi justamente este ano, em Leiria, pela mão de um jovem e inteligente lider da JSD que se iniciou essa discussão no partido.É portanto muito bom que se debata este assunto, na sede própria do poder politico: a AR. Uma lei destas , sobre a qual estou a favor, e tenho-o dito varias vezes em público, tem de ser bem tratada,porque sabemos que se trata de uma questão ainda dita fracturante, na sociedade portuguesa, onde muitos confundem o casamento civíl e laico, com o casamento religioso da Igreja Católica, que é um sacramento indissolúvel, enquanto o casamento civil não é. Quero acrescentar que a agenda gay não se esgota nisto. Temos mais reivindicaçoes urgentes e fazíveis. Uma lei contra comportamentos de ódio homofóbico, a necessidade de registo, voluntário, ou não, e alargamento do âmbito das uniões de facto, a educação sexual e para a diversidade nas escolas, e o tema das adopções homoparentais.


Além de contar com o apoio da JS e do BE, que posições deverão tomar outras forças políticas?
Pessoalmente, sempre achei que uma medida destas devia ter o apoio de uma maioria social a que chamo" bloco central sociológico", e que é composta pelo PSD,PS e PCP que representam uma larga fatia do eleitorado. E claro o BE.Além disso, também tenho defendido que ela deve ser bastante discutida na sociedade civil, e nos diferentes corpos corporativos, ou seja, juristas, psicólogos, assistentes sociais, professores, médicos,universidades, etc, e sindicatos. Na comunidade homossexual, onde lhe é acordada grande valor, não é ainda percepcionada como uma urgência prioritária, segundo um estudo realizada recentemente pelo investigador do ISCTE, Dr.João Oliveira, que explicou que a população homossexual se sente fortemente discriminada, pelo que, no topo das preocupações, está a protecção em casos de violência homofóbica. A Opus Gay por isso, tem defendido a urgência de uma lei que puna comportamentos de ódio, homofóbicos. Outro dado apurado pelo estudo é que a reivindicação do casamento é mais elevada entre os homossexuais com um nível mais elevado de escolarização. Ou seja, não convém que esta reivindicação surja como uma questão só uma de minoria urbana, que gostaria de casar, nem como de uma só ONG, próxima do BE, por questões de visibilidade.


Quais os principais bloqueios à aceitação da homossexualidade?
Sao bloqueios sociais, religiosos, jurídicos, culturais que têm muitos séculos e com os quais é preciso romper. Na verdade, as posições que tem sido tomadas pela religião maioritária no nosso país não tem facilitado nada, a aceitação da diversidade sexual.Este país está cheio de bloqueios, fruto da ileteracia e preconceito, explorado pelo caciquismo, e a sua acumulção nestes últimos anos, tem vindo a desaguar na grave crise social, cultura e politica que estamos a enfrentar, com quebras na produtividade.
Faz bem o vosso jornal, e a imprensa honesta, em abordar estas questões de forma aberta.


Como comenta a recente proibição do sacerdócio a padres homossexuais por parte do Papa Bento XVI?
Infelizmente vem na tradição da Igreja Católica, que sempre teve de encontrar ao longo da sua história, alguns bodes expiatórios: judeus,mulheres, homos.
A Igreja Católica quiz cortar cerce com a pedofilia no seu seio. Fez bem! Mas a forma como tratou o assunto, pareceu ser uma limpeza étnica.Injustificada, porque tomou erradamente pedofilia por homossexualidade. Estas novas medidas são discriminatórias sobre o ponto de vista da sociedade cívil, sob o ponto de vista religioso, porque afastam crentes, e erroneas sob o ponto de vista cientifico, porque consideram a homossexualidade um distúrbio, e a ciência já disse que não é. Porém, a Igreja tem tido sempre dificuldades em lidar com a ciência, com a liberdade de consciência, e com a sexualidade.

Fonte: Opus Gayata(Portugal)

 

 

 

 

 

ITÁLIA: Filhos de pais homossexuais são mais de 100 mil
15/Dez./2005

Itália está registando um aumento de crianças que são filhos de homossexuais com mais de 40 anos de idade, segundo um estudo feito pela associação homossexual italiana Arcigay e pelo Instituto Superior de Saúde, que será apresentado nesta sexta-feira em Florença.
De acordo com a pesquisa, 20,5% das lésbicas e 17,7% dos homens gays italianos com mais de 40 anos de idade têm ao menos um filho. A pesquisa é a mais longa produzida na Itália sobre a população homossexual e bissexual e a primeira a abordar o universo feminino.
Foram entrevistadas 6.774 pessoas que se dizem homossexuais ou que tiveram relacionamento recente com uma pessoa do mesmo sexo.
Segundo a Arcigay, há na Itália um chamado "baby boom" entre os casais homossexuais, o que confirma dados análogos registrados em outros países. A taxa diminui se forem consideradas todas as faixas etárias, mas permanece significativa.

Fonte: Folha Online (Brasil)

 

 

 

 

 

INGLATERRA: Lésbica é vice-presidente do Partido Conservador inglês
15/Dez./2005

A nova vice-presidente do Partido Conservador britânico é empresária e lésbica. Margo James é multimilionária e a primeira lésbica a ocupar uma cadeira na Câmara dos Comuns.
Ela foi indicada ao cargo pelo líder do partido, David Cameron, e está encarregada de cuidar de questões relativas ao papel da mulher na sociedade. Sua orientação sexual é pública.
Também foi nomeada vice-presidente do partido a muçulmana Sayeeda Warsi, que cuidará de temas relacionados às cidades. As nomeações vão ao encontro de nova postura do partido de conceder mais importância às mulheres e minorias em sua configuração.

Fonte: Mix Brasil(Brasil)

 

 

 

 

 

CHINA: Policia proíbe festival homossexual
16/Dez./2005

A polícia chinesa proibiu nesta sexta-feira, 16/12, o inicio do primeiro Festival de Cultura Homossexual em Pequim, evento que deveria acontecer até domingo. O encontro seria realizado no Bar On/Off, que teve suas portas lacradas poucas antes do ínicio. Segundo afirmação dos organizadores, minutos antes do festival começar, um grupo de policias chegou a local e cancelou o evento, com a justificativa de que não havia a permissão necessária para organizar um ato de grandes dimensões. Para o organizador a justificativa não passa de um "pretexto" e configura um "ato de discriminação". "O encerramento deve-se apenas ao temor das autoridades com a possível publicidade do festival em meios de comunicação chineses e estrangeiros", explicou o organizador Durante três dias, aconteceriam exposições, debates, shows, peças de teatro e outras atividades em torno da cultura homossexual na China.

Fonte: Mix Brasil(Brasil)

 

 

 

 

 

REINO UNIDO: Aprovamento dq União Civil entre homossexuais
20/Dez./2005

Amavam-se como qualquer outro casal e sonhavam em poder casar, sem mais nem menos direitos que os outros. Ontem, Grainne Close (funcionária pública) e Shannon Sickles (escritora) concretizaram o velho desejo e tornaram-se o primeiro casal homossexual reconhecido por lei na Irlanda do Norte.

A nova legislação, que entrou em vigor no passado dia 5, permitiu a Close, de 32 anos, e Sickles, de 27, inscreverem-se como casal no Registo Civil de Belfast e beneficiar dos mesmos direitos de um par heterossexual.As novas disposições legais entram também hoje em vigor na Escócia e amanhã no País de Gales e Inglaterra, sendo que o departamento de estatísticas do governo britânico prevê que nesse dia (quarta-feira) se realizem 687 uniões civis no país.

FALTA ESTRELA MODELO
Por cá, António Serzedelo, da Opus Gay, acredita que, se esta lei fosse aprovada, apareceriam de imediato entre 60 a 100 pedidos para uniões civis. “Mas a realidade é diferente, e neste momento em Portugal há muitas questões paralelas para resolver”, lembra. “Temos de perceber que no Reino Unido há 30 anos de tradições de luta de gays e lésbicas. Em Portugal, as associações são recentes e ainda estão ocupadas com outros problemas”, diz. “Neste momento, a comunidade gay considera mais importante a luta contra a homofobia do que a luta a favor do casamento.”
António Serzedelo não deixa, no entanto, de se manifestar agradado com a “boa notícia” que vem do Reino Unido, mas lembra ainda que por lá há um Elton John a servir de modelo. “Cá, quem é que quer ser modelo?”. Paulo Corte Real, da ILGA (Associação Gays e Lésbicas Internacional), lembra, no entanto, que esta união civil adoptada no Reino Unido ainda não contempla o simbolismo das uniões heterossexuais. “É apenas uma parceria registada onde não existe pronúncio oral. Há só a assinatura de um contrato."

Fonte: Correio da Manhã (Portugal)

 

 

 

 

 

CINEMA: Brokeback Mountain será apresentado em 400 salas de cinema nos EUA
21/Dez./2005

Segundo a Variety, o Brokeback Mountain irá ser apresentado em 400 salas de cinema nos EUA a partir de 6 de Janeiro. Este número está muito acima das 250 originalmente planeadas para a mesma altura pela distribuidora da filme.
A decisão de expansão rápida foi tomada depois de o filme ter chegado a 8º lugar na lista de filmes mais vistos no fim de semana nas 69 salas em que está a ser apresentado.
O filme que retrata uma romance gay entre cowboys tem tido um sucesso supreendente, especialmente tendo em conta que não foi gasto um único cêntimo na promoção do filme junto das televisões.
Depois de ter sido apresentado em zonas urbanas e mais "gay-friendly" o filme vai agora ser apresentado nos locais onde decorre a acção, Texas and Wyoming, zonas que muitos consideram pouco adequadas para um filme de temática gay. Os promotores do filme esperam que as pessoas superem o preconceito e vejam uma "magnífica história Americana de amor".
O filme de Ang Lee irá estrear na europa a 30 de Dezembro, no Reino Unido. Portugal terá de esperar até 9 de Fevereiro.

Fonte: PortugalGay (Portugal)

 

 

 

 

 

REINO UNIDO: Seguradoras reconhecem união civil gay
23/Dez./2005

Segundo uma pesquisa realizada pelo site “Confused.com” cerca de 19% das seguradoras, no ramo do seguro automóvel, do Reino Unido, vão oferecer aos seus segurados homossexuais que assinarem a União Civil descontos. Esta investigação abrangeu 96% das seguradoras do país. Debra Wulliams, directora administrativa da Confused.com comentou sobre esta investigação: "Com tão poucas empresas oferecendo descontos, é importante que os casais gays pesquisem bem antes de fazerem seguro". Este estudo descobriu também que tem cidades em que existe maior ou menor numero de seguradoras que oferecem este tipo de reconhecimento, sendo que no caso dos Homossexuais masculinos (gays) Manchester fica na frente, e no caso dos homossexuais femininos (Lésbicas) é Newcastle.

Fonte: PortugalGay (Portugal)

 

 

 

 

 

CINEMA: Brokeback Mountain é favorito para os Oscar 2006
23/Dez./2005

O filme "Brokeback Mountain" é um dos favoritos para o Oscar de 2006. De acordo com Tom O´Neill, colunista do site The Envelope.com, especializado neste evento, este pode ser o "ano do Oscar gay": "Filmes com temáticas homossexuais podem ganhar todos os principais prémios", afirmou.
"Brokeback Mountain" conta a história de amor entre dois cowboys nos anos 60. "Será um filme difícil de derrotar. Raramente há esse tipo de consenso para o reconhecimento de um filme, e o seu realizador (Ang Lee) merece um Oscar há tempos", disse O´Neill.
O trabalho já ganhou vários prémios, como o Leão de Ouro do Festival de Veneza e os dos críticos de Nova York e Los Angeles, além de ter sido indicado ao Globo de Ouro em sete categorias.
O filme está em 8º lugar na receita de bilheteira nos Estados Unidos, onde é exibido em 69 salas. "Brokeback Mountain" e "Jake Gyllenhaal" estão entre as expressões mais procuradas no Google.
Além de "Brokeback", também pode entrar na corrida aos Oscars, "Capote", sobre o jornalista gay Truman Capote, e "TransAmerica", sobre um homem prestes a realizar operação de mudança de sexo.

Fonte: MixBrasil (Brasil)

 

 

 

 

 

p align="left">RÁDIO: Sinopse do Programa VA do dia 26
23/Dez./2005

SINOPSE do programa do dia 26 - ESPECIAL DE NATAL
Histórias de Natal, Casamentos Gay. Sugestões de Natal e de Viagens.
Participações de convidados:Anabela Rocha, Milú - Saga Travel -, e do Psicólogo José Antunes.
Novidades no alargamento do Programa Vidas Alternativas a outros pontos do País.
E Muito Mais...


O programa de rádio Vidas Alternativas, vai fazer 6 anos. Podendo ser ouvida em qualquer parte do mundo através da internet pelo Rádio do Técnico às segundas-feiras das 20h00 às 21h00.
Ainda pode ser ouvida em qualquer hora através da página da Associação Opus Gay

Fonte: GLA(Portugal)

 

 

 

 

 

p align="left">RÁDIO: Sinopse do Programa VA do dia 2 de Janeiro
30/Dez./2005

SINOPSE do programa do dia 2 de Janeiro - Falar do Passado
No primeiro programa de 2006 decidimos falar do passado. De 2005. Por isso, fizemos um balanço do ano que terminou, com destaque para a queda de Santana Lopes, e antevisão daquilo que poderá ser 2006. É desta o país muda?
Entrevistamos a Directora do Museu do Traje, Drª Madalena Brás Teixeira a propósito da exposiçao dos fatos do rally Paris Dakar que estao agora naquele museu, o Presidente da "Positivo", Amilcar Soares, para falar das (não) perpectivas da luta contra a sida, o ex Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, dramaturgo, Luis Francisco Rebelo, para falar de cultura, Pedro Namora para fazer o balanço do processo Casa-Pia, psicologo Dr. Jose Antunes, e o responsavel pelo portal Gay Litoral Alentejano, para nos dar as suas perspectivas do melhor e o pior, do ano que acabou, no que nos diz respeito.
Com a entrada de 2006 aproveitamos para ir avançando: o Vidas Alternativas vai alastrar, para o Norte(Porto/Braga), Centro (Coimbra), e Sul-Algarve(Sotavento).
Agradecemos aos que tem ajudado à divulgaçao do programa,obrigado!, à equipa de rádio do IST, e inté ao "Tal e Qual" com o texto que colocou a nosso respeito nas suas páginas. AJUDA!...Bué de bom!
É desta que o país muda? Nós, por cá, tentaremos ir ajudando, tentaremos sempre a mostrar as VIDAS ALTERNATIVAS.


O programa de rádio Vidas Alternativas, vai fazer 6 anos. Podendo ser ouvida em qualquer parte do mundo através da internet pelo Rádio do Técnico href="http://radio.ist.utl.pt" às segundas-feiras das 20h00 às 21h00.
Ainda pode ser ouvida em qualquer hora através da página da Associação Opus Gay

Fonte: GLA(Portugal)

 

 

 

 

 

p align="left">PORTUGAL: Um em cada 10 portugueses é homossexual ou bissexual
30/Dez./2005

Um em cada dez portugueses é homossexual ou bissexual e mais de metade dos portugueses tem relações sexuais sem se preocupar com a ameaça da SIDA, indica um inquérito Expresso/Eurosondagem divulgado hoje.
De acordo com a sondagem sobre os hábitos sexuais dos portugueses (estimados em cerca de 10 milhões de pessoas), realizada através de questionários anónimos e confidenciais, "cerca de um milhão de portugueses (9,9 por cento) revelam ser homossexuais e bissexuais", indica a revista Única do Expresso.
No inquérito realizado a maiores de 15 anos, "sete por cento afirmam ser homossexuais, 2,9 por cento bissexuais e 90,1 heterossexuais".
A revista do Expresso sublinha que "quase dois terços (63,3 por cento) das pessoas contactadas para colaborar no estudo recusaram fazê-lo, o que se trata de uma percentagem anormalmente alta, segundo a Eurosondagem".
"Como consequência desse facto, a maior parte das entrevistas validadas são de pessoas na faixa etária entre os 15 e os 30 anos, o que não tem correspondência com a população residente no país", ressalva a Única.
Apesar das considerações sobre a fiabilidade do estudo, a revista acrescenta que "entre os que indicam a sua orientação homossexual ou bissexual, não há diferenças significativas entre os homens (7,3 por cento e 2,8 por cento, respectivamente) e as mulheres (6,8 por cento e três por cento, respectivamente)".
De acordo com a Única, "estes valores são semelhantes aos de outros países europeus, como a Espanha ou a Grã-Bretanha".
A sondagem revela ainda que mais de metade dos portugueses (52,8 por cento) mantém relações sexuais sem se preocupar com a ameaça da SIDA e que um em cada três (33,5 por cento) nunca usou preservativo.
Segundo a revista, "52,2 por cento dos inquiridos responderam que a ameaça da doença não condiciona (ou condicionou no passado) a sua actividade sexual".
Este é "um sentimento mais assumido pelas mulheres (60,2 por cento) do que pelos homens (44 por cento)".
"Esta atitude de alheamento em relação aos perigos da enfermidade está também presente na resposta sobre o preservativo: um terço (33.5 por cento) dos entrevistados diz que nunca usa, enquanto 28,8 por cento só o fazem em certos casos", acrescenta a Única.
A sondagem sobre os hábitos sexuais dos portugueses revela ainda que pelo menos uma em cada quatro mulheres (27,1 por cento) assume já ter feito uma ou mais abortos (interrupção voluntária da gravidez).
Dessas, "a grande maioria (81,1 por cento) fez a interrupção voluntária da gravidez ilegalmente em Portugal".
Os portugueses mostram-se ainda conservadores no que respeita à adopção de crianças por casais homossexuais (78,4 por cento estão contra essa hipótese) e mais liberal no caso do aborto.
"Quatro em cada cinco inquiridos concordam com um referendo para alterar a legislação sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez e três quartos (cerca de 75 por cento) são a favor da descriminalização do aborto", indica a revista.
De acordo com a Única, "16 por cento dos homens recorrem frequente ou ocasionalmente à prostituição, enquanto apenas 0,8 por cento das mulheres admitem fazê-lo e sempre de modo ocasional".
O inquérito foi realizado pela Eurosondagem entre os dias 13 e 20 de Dezembro de 2005, tendo sido feitas 1.980 tentativas de entrevistas.
A amostra atingida, de 726 entrevistas validadas, é composta por 369 pessoas (50,8 por cento) do sexo feminino e 357 (49,2 por cento) do sexo feminino.
O erro da amostra é de 3,64 por cento para um grau de probabilidade de 95 por cento.

Fonte: LUSA(Portugal)

 

 

 

 

 

p align="left">PORTUGAL: Associações olham sem surpresa perante sondagem
30/Dez./2005

Associações de homossexuais consideram próximo da realidade o estudo divulgado hoje pelo Expresso, que aponta para a existência de um milhão de homossexuais em Portugal, mas salientam que a maioria ainda se esconde devido ao preconceito.
Um inquérito anónimo e confidencial sobre os hábitos sexuais dos portugueses, elaborado pela Eurosondagem e divulgado hoje pelo semanário Expresso, revela que um em cada dez (9,9 por cento) portugueses é homossexual ou bissexual, o que perfaz cerca de um milhão de portugueses.
António Serzedelo, da Opus Gay, considerou que a novidade não são os números, mas o ser um jornal a apontar uma percentagem de homossexuais e bissexuais na população portuguesa como próximo dos 10 por cento, ou seja cerca de um milhão de portugueses.
"Nas minhas declarações tenho referido existirem cinco a 10 por cento de homossexuais em Portugal porque os outros países também andam à volta disso", salienta.
Para o responsável, "a diferença de Portugal e de muitos outros países europeus nas mesmas condições é que há um milhão de homens e mulheres que são homossexuais ou bissexuais que praticam actos homossexuais, mas não praticam a identidade homossexual" porque não se assumem.
"Não se trata da assumpção pública, como no meu caso, mas que o assumam para si próprios e dentro dos patamares em que circulam, como a família, os amigos e o emprego", disse, sublinhando que Portugal é um país onde também a sexualidade heterossexual "não é transparente, quando as pessoas não assumem coisas tão simples como a suas fantasias".
Na sua perspectiva, a admissão sem restrições da homossexualidade terá vantagens, desde a "prevenção de doenças sexualmente transmissíveis - porque quem não se assume não toma precauções - até à estabilidade emocional dessas pessoas, sendo também uma forma de evitar a tendência para discursos de exclusão, "porque para que os outros não desconfiem delas têm tendência para usar expressões como 'eles, os homossexuais'".
Também Sérgio Vitorino, da associação "Panteras Rosas", disse ter como referência para Portugal um número "muito perto dos 10 por cento" de homossexuais, à semelhança de dados oficiais obtidos em censos e informações fiscais de países como os EUA e a França.
No entanto, considera que esta sondagem "só permite "aproximações subjectivas", porque não avalia, por exemplo, "a população com desejos homossexuais" não assumidos.
Vitorino considera que há "um grau de homofobia muito elevado na sociedade portuguesa" e que a recusa de dois terços das pessoas convidadas a participar no estudo anónimo e confidencial em responder a estas questões "indica mais do que os que responderam".
"Estudos internacionais dizem-nos que o ódio e o preconceito mais enraizados estão relacionados com a homossexualidade recalcada, pessoas com tendências homossexuais que não querem assumir", acrescentou, atribuindo as não respostas a "vergonha e preconceito".
"Até a este nível as pessoas querem esconder a sua sexualidade. Nem a nível de cruzinha anónima definem a sua orientação sexual, porque para pôr a cruzinha teriam de reconhecer a sua sexualidade para si próprios", considerou, por seu lado, António Serzedelo.
No inquérito, 78,4 por cento recusam a adopção de crianças por casais homossexuais, o que Vitorino considera "uma questão mal colocada", porque refere que a realidade social portuguesa não é a de homossexuais a pedirem para adoptar, mas a de "muitos homossexuais com filhos biológicos de anteriores casamentos ou por combinação" com um parceiro fictício.
"Para serem coerentes com esta forma de pensar, as pessoas que são contra a adopção por homossexuais tinham de ser a favor que estes filhos fossem retirados aos pais biológicos", sublinhou.
Serzedelo refere que a questão da adopção por homossexuais não tem sido discutida na sociedade portuguesa e que por falta de informação reproduz "o discurso conservador latente".
No entanto, salienta que para a Opus Gay a luta não se esgota na adopção ou no reconhecimento do casamento, mas, entre outras medidas, na criação de "uma lei contra a exclusão e actos homofóbicos à semelhança do que acontece com a violência doméstica", alargar a figura das uniões de facto que já estão no papel e sobretudo apostar na informação das pessoas.
"É muito bom que se comece a falar destas questões, principalmente na imprensa local, de forma que existam incidências grandes na mentalidade das pessoas", concluiu Serzedelo, referindo acreditar que o estudo divulgado pelo Expresso "terá importância nos mercados do turismo gay e publicitário, contribuindo para orientar campanhas para este sector" da população.
O inquérito revela ainda que mais de metade (52,8 por cento) dos portugueses tem relações sexuais sem se preocupar com a ameaça da sida, três quartos (75 por cento) concordam com um referendo para alterar a lei da interrupção voluntária da gravidez e pelo menos uma em cada quatro mulheres (27,1 por cento) assume já ter feito um ou mais abortos, a grande maioria (81,1 por cento) destas admite que fez a interrupção voluntária da gravidez ilegalmente em Portugal.
O Expresso sublinha que "quase dois terços (63,3 por cento) das pessoas contactadas para colaborar no estudo recusaram fazê-lo", uma percentagem considerada anormalmente alta, e que "como consequência desse facto, a maior parte das entrevistas validadas são de pessoas na faixa etária entre os 15 e os 30 anos, o que não tem correspondência com a população residente no país".

Fonte: LUSA(Portugal)

 

Copyright © GLA 2004 Todos os Direitos Reservados.
Concepção e Realização JLP - Soluções Para a Internet