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Fevereiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REINO UNIDO: Liverpool quer ser a capital dos casamentos gays
3/Fev./2005

Liverpool, no noroeste da Inglaterra, famosa por ser a cidade de origem dos Beatles, está promovendo-se turisticamente como a capital dos casamentos gays.
A Câmara da cidade está a distribuir guias turísticos que mostram a foto de um jovem casal gay na primeira página. Liverpool não exige comprovativo de residência aos noivos e cobra cerca de 200 euros pelos serviços de casamento.
Até o momento, a cidade inglesa contabiliza 55 casamentos entre pessoas do mesmo sexo. São 31 femininos e 24 masculinos. A cidade tem atraído casais de diversas partes do país e até mesmo do Caribe. A primeira cidade a sancionar a união civil entre gays foi Londres. Atualmente, quinze Câmaras britânicas oferecem esses serviços e o número total de uniões aproxima-se de mil. Todas essas cidades, exceto Liverpool, Swansea, Leeds e Richmond upon Thames, exigem aos noivos certificado de residência no município.

Fonte: MixBrasil (Brasil)

 

 

 

 

 

CHILE: Reforma constitucional antidiscriminatória
3/Fev./2005

Francisco Vidal, Secretário Geral do Governo do Chile, anunciou no final de janeiro uma reforma constitucional que garante a não-discriminação, iniciativa que beneficia os setores minoritários do país. É a primeira vez que uma reforma constitucional aborda a não-discriminação ao indicar que “nem a lei, nem pessoas ou grupos de pessoas poderão estabelecer diferenças ou discriminações arbitrárias”. A iniciativa foi recebida com satisfação pelo Movimento de Integração e Liberação Homossexual (Movilh), grupo de defesa de homossexuais.
Em resposta à decisão do governo, Rolando Jiménez, presidente da entidade, disse que “após sete anos de luta, valorizamos e aplaudimos o anúncio do governo, que começa a colocar o nosso país na lista de países que aspiram a um desenvolvimento humano verdadeiro, garantindo uma igualdade verdadeira perante a lei”.[...]

Fonte: MixBrasil (Brasil)

 

 

 

 

 

EUA: Tribunal de NY autoriza homossexuais a casarem-se
4/Fev./04

Um tribunal do estado norte-americano de Nova York autorizou nesta sexta-feira, 4/2, o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Doris Ling-Cohan, juíza da Suprem Tribunal do estado, atestou que a Constituição de Nova York garante as liberdades básicas a gays e lésbicas, e que esses direitos são violados quando homossexuais são impedidos de se casarem. Na decisão, o tribunal exige que os casais do mesmo sexo tenham acesso ao casamento, e que os casais representados pelo grupo ativista Lambda Legal devem receber suas certidões de casamento.[...]

Fonte: MixBrasil (Brasil)

 

 

 

 

 

PORTUGAL: César das Neves julgado por difamação
5/Fev./04

O economista João César da Neves vai responder em julgamento por difamação num processo movido pela ex- dirigente da Opus Gay Anabela Rocha relacionado com artigos sobre a homossexualidade publicados na Imprensa, foi, ontem, divulgado. Segundo um comunicado da Opus Gay, a juíza do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa que pronunciou João César das Neves considerou que o professor da Universidade Católica, nos textos publicados no "Diário de Notícias", "ultrapassa largamente os meros artigos de opinião". "O arguido não se limitou a dizer, por exemplo, que não concorda com as práticas homossexuais. O arguido equivale os actos homossexuais ao crime de pedofilia, refere que os recentes casos de pedofilia são todos, mesmo todos, homossexuais, equipara os homossexuais com drogados e considera-os doentes", refere o comunicado, citando o despacho da juíza. Por último, a juíza lembra que o economista "insinua que apenas para se ser politicamente correcto é que se chama de pedofilia à "pedofilia", pois o seu verdadeiro nome é homossexualidade". No despacho de pronúncia, com data de 2 de Fevereiro, a juíza refere que, ao ter feito tal associação entre os conceitos de homossexualidade e pedofilia (sendo esta última uma actividade punida como crime e de acentuado desvalor social), que o professor universitário "só pode ter tido como objectivo denegrir a imagem dos homossexuais". António Serzedelo, dirigente da Opus Gay, disse, à agência Lusa, que foi "muito positivo" que, no processo de Anabela Rocha, a juíza tenha reconhecido os factos acusatórios e a "intenção malévola e de dolo" do autor dos artigos.

Fonte: PortugalGay (Portugal)

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Opus Gay denuncia homofobia em Viseu
12/Fev./04

Pela segunda vez a Opus Gay denuncia em comunicado de imprensa a homofobia instalada em Viseu, mais concretamente na área de descanso do IP5, Viseu.
Num primeiro comunicado António Serzedelo apontava o dedo ao Presidente da Câmara de Viseu, Dr. Fernando Ruas, de ter uma atitude homofobica, tendo o Dr Fernando Ruas, e de acordo com uma noticia do “Correio da Manhã”, dito que iria mobilizar as forças da autoridade para impedir os pretensos encontros Gay nessa área de descanso.
Agora a Opus Gay vem denunciar que nessa mesma área de descanso actuam Ganges organizados, com o objectivo de agredir física e verbalmente aqueles que sozinhos param nessa área de descanso.
Com mais este comunicado a Opus Gay aponta a necessidade urgente da criação de uma lei contra todos os ódios, onde deve estar incluído o ódio com base na homofobia.

Fonte: PortugalGay (Portugal)

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Dois agentes da GNR acusados de Homofobia
18/Fev./04

Dois agentes da GNR são acusados, pela Associação Panteras Rosa/Frente Anti-homofobia, de terem espancado "com brutalidade" um cidadão que se encontrava numa zona de "encontros sexuais entre homens", perto da Estrada Nacional 10, na zona do "parque industrial de Coina", na noite de 24 para 25 de Outubro. Em consequência da agressão, o homem, que foi acusado pelos agentes de "resistência à autoridade" , terá sofrido "traumatismo craniano, fractura de costelas e hematomas". Qualificando o caso como " bárbara agressão policial, com motivação homofóbica clara", as Panteras Rosa relatam-no no seu site na Internet (panterasrosa.web.pt) "A vítima, do sexo masculino, encontrava-se numa carrinha vermelha de aspecto degradado quando foi interpelada agressivamente por dois agentes da GNR saídos de uma viatura desta corporação". Afirmando conhecer o nome e número de um dos agentes envolvidos, a associação refere ter recebido denúncias de outros casos ocorridos na zona, envolvendo a GNR e homossexuais. Em pelo menos duas dessas denúncias, dizem as Panteras, figura o nome do agente referido.

Fonte: Público OnLine (Portugal)

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Intolerância viseense
21/Fev./04

Na passada madrugada de dia 18, na praça do Rossio em Viseu, dois dias antes de um acto eleitoral importante para a democracia portuguesa, um casal gay foi violentamente agredido e ofendido nos seus direitos civis. De acordo com a vítima um grupo de jovens homofóbios, promovendo um verdadeiro comportamento agonístico gratuito, já há muito em desuso entre os primatas não-humanos, decidiu por convicção agredir o casal.
Em termos civis, se este acontecimento cair em esquecimento, Viseu será considerado por muitos observadores nacionais e internacionais, atentos aos direitos humanos, sinónimo de intolerância.
Esta afirmação aplica-se a uma região que tem pretensões a um desenvolvimento sustentável, à modernidade e cosmopolitismo, todavia promovendo a homofobia e o desrespeito pelos direitos de minorias demograficamente representativas, numa região europeia.

O artg. 13º, consagrado constitucionalmente pelo actual Presidente da República, na revisão constitucional de 2004, contempla desde a sua génese um direito fundamental de todos os cidadãos portugueses - O Direito de Igualdade. O princípio da Igualdade está intimamente ligado, com um dos ideólogos da Revolução Francesa, Jean Jacques Rousseau, quando este afirma: “O Estado sou eu!” Todos construímos o “Estado” e por esse motivo vivemos numa República Democrática.
“Ninguém”, segundo o mesmo artigo poderá ser alvo de privilégios, benefícios, ou prejuízos de quaisquer dos seus direitos ou deveres, de acordo com o seu sexo, língua, ascendência, religião, origem, condição social, situação económica e orientação sexual.

Viseu não se deve calar e consentir uma discriminação evidente, dos direitos de pessoas que só são, sexualmente diferentes, da maioria. Se Viseu pretende adoptar o modelo europeu de pluralismo, e respeito pela diversidade, como vectores essenciais da construção europeia, não pode continuar a promover, em surdina, a intolerância, a injustiça, e a indiferença.
A realidade da cidade, berço de um dos reis mais esclarecidos da História de Portugal, D. Duarte, demonstra que infelizmente ainda não está preparada para lidar com questões contemporâneas, de extrema relevância social. Ao consultar-se os índices de desenvolvimento humano da região, poderá chegar-se á conclusão que não anda muito distante de qualquer outra região de países em vias de desenvolvimento.
O caminho está no diálogo, na educação, e na formação cívica. Se o actual ciclo se mantiver, continuaremos a assistir, serenamente, a manifestações típicas de selvajaria ignorante.
Subverta-se pois, diga Basta! à intolerância.

Fonte: Opus Gay(Portugal)

 

 

 

 

 

ESPANHA: Candidato ao Oscar diz: "sou gay e a favor da eutanásia"
22/Fev./04

"Sou de esquerda, gay e a favor da eutanásia", disse o diretor chileno Alejandro Amenábar, ao promover seu filme Mar Adentro, que aborda o assunto e que concorre no próximo domingo, 27/2, a dois Oscar (melhor filme estrangeiro e maquiagem). Amenábar assumiu recentemente que era gay, surpreendendo o público espanhol. "Não me incomoda reconhecer que sou gay. Sempre tratei de ser conseqüente e de levar a vida com normalidade", justificou o diretor, reiterando que assumir sua sexualidade "foi um processo normal, sem traumas". Mar Adentro é baseado no livro deixado por Ramón Sampedro, vítima de um acidente na juventude que o deixou tetraplégico e que passa os 30 anos seguintes brigando pelo direito de tirar a própria vida, até que o fez, em 1998.

Fonte: MixBrasil (Brasil)

 

 

 

 

 

EUA: Episódio 'gay' de 'Os Simpsons' agarra americanos à TV
22/Fev./04

Animação acende o tema e o confronto de diferentes ideias Foi um segredo bem guardado até ao último segundo. Quando às 20.00 horas de domingo começou a ser transmitido o episódio de Os Simpsons intitulado Há qualquer coisa com o casamento, sabia-se que o tema eram os casamentos gay. Mas nada se sabia sobre quem iria revelar a sua homossexualidade. Nem se um casal gay chegaria ao ponto de dar um beijo em público. Uma mão cheia de razões para que o episódio fosse seguido atentamente de costa a costa nos EUA. Tudo começa quando Quimby, o autarca de Springfield, decide legalizar os casamentos homossexuais na cidade para atrair visitantes. De imediato, Homer Simpson tira um curso de sacerdote pela Net e abre uma capela, propondo casamentos gay a 200 dólares.
Quem se revela homossexual? Patty Bouvier, a irmã de Marge Simpson, que está sempre de cigarro na boca e tem como parceira Veronica, uma profissional de golfe. No último momento, quando Homer está prestes a legalizar a união, Marge impede-o, denunciando Veronica como sendo um travesti. Em 15 anos consecutivos, Os Simpsons tornaram-se no espelho da pequena cidade americana, sintetizando os debates que mais empolgam os americanos. O lançamento da discussão sobre os casamentos homossexuais não foi excepção e o tiroteio de ambos os lados da barricada não tardou. Stephen Macias, director da Aliança Gay & Lésbica Contra a Difamação, considera Os Simpsons "um raio de luz no que respeita à Fox News e à Fox Entertainment", canal onde a série é transmitida mas conhecida, sobretudo, pelas suas posições conservadoras. No entanto, Al Jean, o produtor executivo da série, frisa que o episódio não aprova os casamentos gay. Claro que as organizações que são contra eles vêem o caso de maneira totalmente oposta. Para Roberta Knight, das Mulheres Preocupadas da América, a TV está a ficar obcecada com a homossexualidade. E Brent Bozell, do Conselho dos Pais para a Televisão, diz que "numa altura em que o público se pronuncia maioritariamente contra os casamentos gay, qualquer programa que os promova está deliberadamente a contrariar a opinião pública". Já para Marty Kaplan, deão da Escola de Comunicação de Annenberg (da Universidade do sul da Califórnia), o episódio "está a dizer aos que demonizam a homossexualidade que se acalmem ou vão embora desta cidade. Estas pessoas são vossos vizinhos na Springfield que é a América".

Fonte: Diário de Notícias (Portugal)

 

 

 

 

 

ÌNDIA: Já são tres os casamentos Lésbicos
28/Fev./04

Apesar do sexo homossexual ser crime na Índia, punido com mais de 10 anos de prisão, Raju e Mala enfrentaram o preconceito e a resistência de suas famílias para “casarem-se”. Desde que a lei contra o sexo homossexual entrou em vigor em 1861, ainda sob as regras do regime colonialista inglês, menos de 50 pessoas já foram condenadas pelo ato na Índia, país conservador onde nem os casais heterossexuais podem beijarem-se em público. Os homossexuais no seu dia-a-dia enfrentam discriminação e perseguição policial, segundo entidades de direitos humanos do país. Raju, 25, e Mala, 22, que usam seus nomes de solteiras, casaram-se em dezembro. Outro problema enfrentado pelo casal, além do preconceito, é que Mala pertence a uma casta diferente. Um mês antes de Mala se casar com um homem, as duas mulheres fugiram de suas casas em Amritsar e realizaram a união em segredo em Nova Délhi. Quando elas assumiram sua relação, foram presas e levadas a Tribunal que permitiu que elas vivessem juntas porque não há nenhuma lei específica que proíba o casamento gay. “Ninguém nos vai conseguir separar. Nem mesmo a morte”, disse Raju à imprensa. “Decidimos viver pelo resto de nossas vidas como marido e mulher”. Outros dois casais de lésbicas casaram-se na Índia nos últimos meses. Agora ativistas gays querem revogar a lei que proíbe o sexo homossexual, argumentando que a Índia deveria basear-se no Ocidente e garantir os direitos de gays e lésbicas.

Fonte: MixBrasil (Brasil)

 

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