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Janeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SIDA: Novo Medicamento Criado na Alemanha
4/Jan./2005

Uma equipa de cientistas da Universidade de Hamburgo, Alemanha, criou um novo medicamento contra o VIH/SIDA que, embora não o elimine, trava o desenvolvimento da doença, ao impedir o crescimento do vírus VIH, anunciou ontem a instituição. Segundo o Instituto de Virologia daquela universidade alemã, os resultados da investigação, coordenada pela professora Ilona Hauber, serão reproduzidos na edição de Janeiro da "Journal of Clinical Investigation", uma publicação científica. Os cientistas conseguiram inibir a acção de uma enzima humana (deoxyhypusin synhtase) de que depende o vírus VIH/SIDA para se reproduzir. Os medicamentos contra o VIH/SIDA actualmente em cena atacam enzimas do próprio vírus, sendo o agora desenvolvido o primeiro a actuar contra uma enzima humana. Com isso, espera-se poder atacar as variantes do VIH/SIDA resistentes aos medicamentos conhecidos. Existem actualmente em todo o mundo 40 milhões de pessoas infectadas pelo VIH/SIDA, de acordo com os dados das agências internacionais. Nos países desenvolvidos, tem sido notória a tendência para o aumento da resistência do vírus VIH/SIDA aos tratamentos, dando origem a estirpes cada vez mais perigosas.

Fonte: Público OnLine (Portugal)

 

 

 

 

 

MALTA: Tribunal reconhece direitos de transexuais
4/Jan./2005

Juiz decidiu que o governo de Malta deverá reconhecer os direitos de transexuais. O caso envolveu uma transexual que não foi reconhecida como mulher pelo governo. A mulher, cujo nome não foi revelado, levou o caso para a Procuradoria Geral e para o Director de Registos Públicos. A transexual alegou que a recusa do Diretor de Registos Públicos para corrigir sua certidão de nascimento assim como reconhecer sua mudança de sexo era uma violação de seus direitos humanos fundamentais à privacidade. O juiz Noel Cuschieri concordou com decisões anteriores do Tribunal Constitucional que apontou que o Estado não tinha somente que se abster dos direitos de um indivíduo em relação à sua privacidade, mas tinha também, em certos casos, que proporcionar medidas específicas para assegurar o respeito pela vida privada de um indivíduo. Cuschieri também puniu o governo por não aprovar legislação que proteja os direitos de transexuais. Ordenou que o Director de Registos Públicos corrigisse a certidão de nascimento da transexual para comprovar que ela mudou de sexo. O governo também deverá pagar todos os custos do tribunal.

Fonte: MixBrasil (Brasil)

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Bloco de Esquerda apresenta programa Gay Friendly
6/Jan./04

Foi ontem apresentado o programa oficial do Bloco de Esquerda para as eleições legislativas de 20 de Fevereiro. O documento de 112 páginas tem diversas referências aos direitos das minorias sexuais deste partido que obteve 2.75% dos votos nas últimas eleições legislativas (2002) elegendo 3 deputados e 4,91% dos votos nas últimas eleições para o parlamento europeu (2004) elegendo 1 deputado. Em termos de balanço do actual governo o documento começa por criticar a actual lei da família porque "não reconhece as uniões de facto e que é preconceituosa em função da orientação sexual". E na secção "Democratizar a Modernização" o ponto 6 é dedicado em exclusivo aos "direitos das e dos homossexuais". Aqui o Bloco pretende "apresentar políticas concretas de combate às discriminações, às desigualdades, à negação da diversidade, nas áreas da desigualdade de classe e socio-económica; nacional, racial e étnica; de género; e sexual.", refere a existência de "espaço para a actividade de um grupo organizado de activistas LGBT" dentro do bloco e refere que é necessário "avançar para novas metas [na sociedade portuguesa], à semelhança do que se tem passado em Espanha com o governo do PSOE". Em termos de medidas concretas indica 3 medidas base: "1.Apresentação de uma Lei Anti-Homofobia, à semelhança de legislação anti-racista, pela specificidade do tema, decorrendo da alteração já concretizada do Artº 13º da Constituição; 2.Concretização dos cursos e programas de Educação Sexual no sistema de ensino, com explicitação do seu carácter não sexista e livre de preconceitos; 3.Criação de um Gabinete de Apoio e Informação LGBT, público, à semelhança do que se passa noutros países, como por exemplo o “Berdindu” do Governo do País Basco". E mais 3 medidas adicionais específicas para os casais do mesmo sexo: "1. A modernização da Lei das Uniões de Facto no sentido de estabelecer a possibilidade de um registo, à semelhança do que acontece noutros países europeus; 2. A extensão da possibilidade de adopção a casais do mesmo sexo, aplicando-se os mesmos critérios exigentes de selecção de adoptantes que se praticam em todos os restantes casos; 3. Alteração do Código Civil no sentido de abolir a referência ao sexo diferente dos cônjuges no respeitante ao casamento civil e à nulidade de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, à semelhança do que foi recentemente aprovado em Espanha."
Mais informações em www.bloco.org

Fonte: PortugalGay.PT (Portugal)

 

 

 

 

 

NEPAL: Lançado o primeiro jornal dirigido ao público LGBT
7/Jan./2005

Os nepaleses estão ganhando voz com o lançamento do primeiro jornal dirigido à comunidade LGBT do país. A publicação mensal começa a circular no final deste mês. Foi apoiada pela Embaixada da Inglaterra e será preparada e distribuída pelo grupo activista gay do Nepal, Blue Diamond Society. O jornal Blue Diamond Weekly será impresso em inglês e nepalês e conterá informações sobre direitos gays, além de informações sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis. Não será “controverso”, segundo a entidade – num esforço para não provocar a censura do governo. O Nepal recusa-se a reconhecer direitos de gays e lésbicas no país e não fornece informações sobre VIH/SIDA entre a população homossexual. No ano passado, 39 membros da Blue Diamond Society foram presos após a polícia dispersar manifestação pacífica a favor dos direitos de homossexuais em frente ao Parlamento. Ficaram presos três semanas sobre forte polémica internacional. A maioria dos gays nepaleses não são assumidos e muitos deles são perseguidos pelas suas próprias famílias. É comum um homossexual ser demitido de seu trabalho quando se descobre sua orientação sexual. A Blue Diamond foi autorizada a distribuir informação sobre VIH/SIDA e sexo gay, mas entrou com processo no Supremo Tribunal contra o governo acusando-o de ignorar os problemas de homossexuais.

Fonte: MixBrasil (Brasil)

 

 

 

 

 

BRASIL: cartoons LGBT em estação de metropolitano de São Paulo
7/Jan./2005

Neste sábado, 8/1, estréia na Estação República do metropolitano, em São Paulo, a exposição Humor Tamanho Família, que retrata com humor a relação gays/família através dos personagens de mundinhos.com, dos cartunistas Toy & Novais, com abertura de Laerte. Este projecto pioneiro, com apoio da Ação Cultural do Metrô-SP, mostra com humor a diversidade sexual para o grande público. Segundo os cartonistas, “o objectivo é divertir cutucando o preconceito, passando uma mensagem de tolerância, amor e humor. Fazer o povo rir com os gays (e não dos gays, como de costume), desmistificar, humanizar, trazer pra perto. Com sinceridade, sem caretice, e com momentos de sarcasmo rachado!”. A exposição Humor Tamanho Família decorre de 8 a 30 de Janeiro e é gratuita. Mais detalhes e algumas das histórias da exposição em www.mundinhos.com/port/HTF.htm.

Fonte: MixBrasil (Brasil)

 

 

 

 

 

VIDAS ALTERNATIVAS: Portais e sites gays locais
14/Jan./04

O programa"Vidas Alternativas", apresentado por António Serzedelo, presidente da associação Opus Gay, irá para o ar no próximo sábado, dia 8 de Janeiro, na rádio Seixal, 87.6 FM, pelas 22H. Também pode ser ouvido por via internet pelo seguinte endereço www.radioseixal.com
Tendo como tema os portais, sites e canais GLBT, como apoios de um grupo que se quer emancipar.
O convidado especial da noite foi João Paulo, responsável pelo mais conhecido portal militante da nossa praça, o "Portugal Gay".

Sinopse do programa.

O João Paulo, historiou como apareceu em 1996 a primeira página incipiente do portal, que hoje tem 25 mil folhas, e quais as áreas mais visitadas: anúncios e imagens. Também nos elucidou como, de "portal informativo", passou a ser "formativo", e das dificuldades que tem para arranjar publicidade, porque também é um portal comercial, ainda que com objectivos específicos, para este grupo GLBT. Por vezes, disse, "é mais fácil ir buscar anunciantes a Espanha do que entre nós, porque lá estão mais estruturados".
A propósito disso feitas referências ao grupo espanhol "Zero", GLBT, como um exemplo pela positiva, de como se podem juntar interesses comerciais legítimos, com interesses de defesa de uma comunidade.
Manifestou ainda a opinião de que "não existe uma comunidade glbt", "quando muito, uma sociedade glbt", e, acrescentou que "a maior parte dos negócios que se dedicam a este nicho de mercado, só pensam em facturar". Até lhes interessa manter a situação de "gueto" em que ainda nos encontramos, porque, supõem, que assim, podem facturar mais. Da mesma opinião foi o "Marlon" que estava em linha, tendo-lhes sido retorquido, que a nível da dita "sociedade glbt", há muito tempo que se concluíu, que os" nossos glbt" dão mais prioridade à "orientação bancária", do que à "orientação sexual". Isso permite a manutenção do estado actual das coisas, ou seja muitos destes negócios são, afinal artífices da manutenção da exclusão social da homossexualidade. O que se constata, mais facilmente, nos dias do Orgulho Gay em que nunca vão ao desfile público, mas, à noite, apressam-se a abrir os bares e até irem para Monsanto, para explorar o potencial e rendoso negócio, que esse dia permite. E como nunca ninguém boicota ninguém, fica tudo como dantes...Temos de começar a ser muito mais exigentes!
Enquanto o João Paulo estava no estúdio, desfilavam outros convidados pelo telefone. O webmaster do "Gay Litoral Alentejano", um site regional militante para servir, sobretudo, o pessoal da zona do Alentejo, feita por um estudante alentejano, mas com conteúdos generalistas, "uma página para juntar à comunidade, para que os indivíduos não se sintam só", no dizer do seu mentor, a realizadora do portal do Clube Safo, Eduarda, uma psicóloga, que faz estes "biscates" com muito sucesso.
Por fim , o psicólogo José Antunes explicou as vantagens da internet para dar os primeiros passos sexuais, e cada um puder descobrir-se , mas, por outro lado, referiu os perigos que oferece, por criar habituação e dependências. O programa será colocado no site www.sociofonia.net onde pode ser ouvido sempre e a qualquer hora.

Fonte: Enviado pelo António Serzedelo

 

 

 

 

 

REINO UNIDO: Transexual vai à Tribunal Europeu pelo direito de se casar
12/Jan./2005

Uma mulher que teve seu casamento anulado após o governo britânico descobrir que ela havia nascido homem está levando seu caso à Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Elizabeth Bellinger, 56, submeteu-se à cirurgia de mudança de sexo em 1981 e é casada com Michael Bellinger. Após 22 anos de casamento, Bellinger quis corrigir seus registros de nascimento para mostrar seu sexo atual, mas soube que o Reino Unido não permite que documentos sejam alterados. Foi então que o casamento foi anulado. Na última segunda-feira, 10/1, os advogados de Bellinger entraram com processo na Tribunal Europeu dos Direitos Humanos pelo direito da transexual de se casar. "Estamos nos baseando nos Artigos 8 e 13 do Ato de Direitos Humanos que protege o direito da vida em família e o direito de não ser discriminado", disse Louise Christian, advogada do casal.

Fonte: MixBrasil (Brasil)

 

 

 

 

 

PORTUGAL: As proposta para os partidos enviados pela Opus Gay
1/Jan./2005

A Opus Gay enviou, nos últimos dias do ano 2004, para os partidos as seguintes propostas, direitos e deveres que devem ser implementada na sociedade portuguesa, que defendam e apoiam "Uma campanha massiva pela diversidade", tendo em conta que:

PROPOSTA 1
Promover a diversidade, significa valorizá-la como vantagem competitiva, como condição para o desenvolvimento pleno de uma organização ou de uma nação. Diversidade é vantagem e não problema, como nossa cultura costuma encará-la.
a) Defender a diversidade já existente ,destruindo os mecanismos que nos afastam dos talentos, é construir talentos, investir nos talentos que hoje desperdiçamos de forma vergonhosa. . Dentro desta lógica de intervenção estratégica e que busca resultados efectivos, é preciso priorizar aquelas situações que mais dificultam atingirmos um grau de diversidade desejável, numa organização ou numa sociedade. . A forma consagrada de se promover a diversidade a acção afirmativa, que visa corrigir as distorções que fazem da diferença motivo de exclusão ou desigualdade.Nesse sentido propomos igualmente:
b) Propôr uma Lei contra o ódio homofóbico à semelhança da já existente contra o ódio anti racista. Regularmente os lgbt são vitimas de actos de violência ou de ódio homofobico, quer pelas autoridades policiais/militares, quer por indivíduos organizados, ou não, quer através de sites na net, que apelam a essa violência.
c) Promover a criação em Lisboa, e depois em outros locais do país,com o poder local, de um "Escritório Contra a Discriminação", contra todas as formas de discriminação, como forma de implementar a Cidadania, a diversidade e o espirito europeu .
d) Promover efectivamente a Educação para a Diversidade e Cidadania , em todas as escolas do país, de forma sistemática, e integrando os curriculos escolares,desde os níveis mais baixos,na direcção da importante reforma do Ensino que o nosso país precisa urgentemente.
e) Contribuir para a restruturação dos códigos de ontológicos nos media ,com a divulgação do nosso Código "Contra a Discriminação",que o semanário "Expresso" publicou, impedindo a discriminação com base na orientação, sancionando decisivamente, os abusos de Liberdade de Imprensa nesta área, e a AACC, reforçando as suas competências técnicas e os seus recursos humanos, conforme por nós sugerido há muito.

PROPOSTA 2
Dar a conhecer a todos, as leis anti-discriminação no local de trabalho,recolhidas no novo Código de Trabalho,aprovado no ano transacto.

PROPOSTA 3
Defender a possibilidade do registo, ainda que voluntário, das Uniões de Facto, porque elas perdem efectividade quando os intervenientes,heteros, ou homos , se ausentam do país.Por outro lado, alargar as suas vantagens sociais à ADSE e previdência social , possibilidades de empréstimos bancários,ou regalias económicas em comum , e possibilidade herança para os sobreviventes de uma união de facto, pois encontram-se excluídos dela .

PROPOSTA 4
Defender o início do desmantelamento da legislação que não permite os casamentos civis entre homos, num Estado laico, como é o Estado Português, tendo em conta os artigos 13º e 36º da Constituição. Um, porque proibe a discriminação por orientação sexual, o outro, porque afirma que todo o cidadão português tem direito a constituir familia. E enfim, tendo em conta recomendações sistemáticas das instâncias comunitarias e o exemplo que agora, nos vem de Espanha através do PSOE.,coordenando, assim ,as conquistas dos Tratados da UE com a Constituição Portuguesa.
Senão, corre-se o risco de ver os casos terem resolução através de instâncias jurídicas ,em vez de políticas ,como o assunto merece.

PROPOSTA 5
Defender a implementação definitiva do programa de educação sexual nas escolas,sem descurar a diversidade sexual, para o que as organizações lgbt devem também ser ouvidas.

PROPOSTA 6
Tomar iniciativas de sensibilização e debate crescente a um entendimento descomplexado da homoparentalidade, dado que, nada nos dados cientificos actuais autoriza uma recusa deste direito aos homossexuais, e o grande óbice da questão é o preconceito social, logo de ordem sociológica, ao mesmo nível do que já aconteceu, quando foi das questões do divórcio civil e dos casamentos inter-raciais, relativamente aos respectivos filhos, assunto a que ninguém, hoje, já dá a menor das atenções.
"Segundo os estudos cientificos actuais não pode afirmar-se que os meninos educados por familias homoparentais sofram prejuizos no seu desenvolvimento psicológico" acaba de o afirmar o Colégio Oficial de Psicólogos de Madrid,aliás, na esteira de mais de 80 trabalhos realizados nos EUA, Alemanha, França, Holanda e Canadá,todos no mesmo sentido.

PROPOSTA 7
Iniciar um maior, e mais sistemático diálogo com todas as organizações representativas dos lgbt, e do movimento social, independentemente das suas eventuais conotações partidárias.

Fonte: Opus Gay (Portugal)

 

 

 

 

 

ESPANHA: Justiça espanhola diz que união homo é inconstitucional
19/Jan./2005

Nesta terça-feira, 18/1, a mais alta instância da Justiça espanhola emitiu o parecer de que o projeto de lei que legalizaria o casamento entre pessoas do mesmo sexo e ampliaria os direitos dos homossexuais é inconstitucional. Mas o ministro da Justiça, Juan Fernando Lopez Aguilar, disse que mesmo assim o projeto será posto em prática e que a decisão dos juízes foi tomada “sem base legal”.
Três juízes votaram contra a proposta e apenas um a favor. Segundo informações da agência de notícias Reuters, embora a decisão judicial não seja vinculativa, ela poderá encorajar oponentes ao casamento homossexual, como a Igreja Católica, a tentar derrubar o projeto assim que for aprovado pelo parlamento.
Espanha aprovou o projeto em dezembro do ano passado e a expectativa é que ele passe facilmente pelo Parlamento, que deverá dar o seu parecer em fevereiro. Se aprovado, Espanha tornará-se o terceiro país europeu a permitir casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Fonte: MixBrasil (Brasil)

 

 

 

 

 

SIDA: Luta Contra a Sida Passa a Ter Apoio Jurídico em Portugal
21/Jan./2005

A Comissão Nacional de Luta Contra a Sida (CNLCS) e o Centro de Direito Biomédico (CDB) da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra assinaram ontem um protocolo que tem por objecto promover a colaboração técnica entre as duas entidades, ao nível de estudos, iniciativas de formação e cooperação dos seus elementos. Uma das principais questões abordadas pelo protocolo tem que ver com os serviços de consultadoria prestados pelo CDB à CNLCS nas suas áreas de actuação, nomeadamente ao nível das questões ético-legais que surgem no âmbito da infecção pelo VIH/SIDA. Outro ponto que se salvaguarda no protocolo é o intercâmbio científico e pedagógico entre as duas instituições.
Para o presidente do CDB, Guilherme de Oliveira, os pareceres do centro, integrado na Faculdade de Direito, representam uma forma de "procurar uma saída para um conflito de interesses" na área da Medicina. Também Meliço Silvestre, da CNLCS, acredita que este seja mais um "mecanismo de protecção dos doentes".

Fonte: Público OnLine (Portugal)

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Seminario "Educar para a Cidadania", promovido pela Espiga, criação de uma Agência Europeia de Direitos Fundamentais / “Escritório Contra a Discriminação
21/Jan./2005

A presença de António Serzedelo em Sines, no passado dia 17 de Janeiro, deveu-se a um seminário, subordinado ao tema "Educar para a Cidadania", promovido pela Espiga - Cooperativa de Desenvolvimento Integrado, CRL, no âmbito do Projecto “Alcançar”. O objectivo do referido seminário foi o de sensibilizar/informar todos os agentes envolvidos no processo de Desenvolvimento Comunitário, incluindo técnicos de todas as áreas, professores, alunos e, ainda, a população em geral. Isto é, pretendeu-se abordar temas e problemáticas actuais, estimulando a troca de experiências e a promoção do diálogo entre todos os participantes e oradores. No decorrer da sua intervenção Serzedelo, presidente da Associação Opus Gay, propôs a abertura de um Escritório ou Balcão Contra Discriminações, não só em Lisboa, mas também a nível local, como forma de por termo à exclusão social que algumas minorias se encontram sujeitas, actualmente, na sociedade portuguesa. Trata-se de uma proposta, que no entender do mesmo, deverá ser analisada e, posteriormente, deveria ser adoptada, quer por parte das entidades/instituições do poder central, quer pelas locais ou, ainda, pelas associações/colectividades locais de índole variada. No caso de a medida ir para a frente, esclarece que “Quanto à possível sede de um balcão ou escritório, deverá ficar ao critério dos intervenientes na sua criação, localmente…”. Mas, sublinha, igualmente, que “Desde que se congregue o espírito, entre as organizações e o poder local, todos os locais podem constituir uma alternativa e, no caso de se chegar à conclusão que há outro espaço mais adequado, pode-se sempre proceder à alteração da sua localização, mais tarde mas, para o efeito, é necessário congregar as sinergias”. Segue-se um texto, enviado pelo próprio António Serzedelo, a dar conta da origem e intenções por detrás das medidas dessa iniciativa.

DA AGÊNCIA EUROPEIA DE DIREITOS FUNDAMENTAIS AO ESCRITÓRIO CONTRA A DISCRIMINAÇÃO EM LISBOA OU A NÍVEL LOCAL
A Comissão Europeia acaba de adoptar um documento de consulta pública relativa à instituição de uma Agência Europeia dos Direitos Fundamentais. A presente consulta surge na sequência de uma decisão tomada pelo Conselho Europeu em Dezembro de 2003, de alargar o mandato do Observatório Europeu dos fenómenos racistas e xenófobos, com base em Viena, transformando-o numa Agência de Direitos Fundamentais. Esta agência dirige-se às ONG´s de defesa dos direitos humanos, e a qualquer pessoa que seja parte interessada no desenvolvimento da protecção dos direitos fundamentais, na União Europeia. Já em 2000, a União Europeia adoptou um pacote de medidas para dar força de lei às políticas anti discriminação e de respeito pelos Direitos Humanos, por toda a UE. O pacote incluía duas Directivas:

1-A Directiva sobre Igualdade Racial, que proíbe discriminação com base na raça ou origem étnica.
2- A Directiva sobre Igualdade no Emprego, que proíbe a discriminação com base no credo, religião, incapacidade, idade ou orientação sexual.

Neste contexto, tal Agência Europeia dos Direitos Fundamentais e este pacote de medidas poderiam ser implementadas, entre nós, através de um "Escritório Contra a Discriminação" que deverá ser um instrumento fundamental para a implementação de uma cultura de cidadania, de diversidade, de criação de sinergias e de um espírito europeu, em Lisboa, ou noutro ponto do país (à semelhança do que acontece, há anos, em Barcelona, com óptimos resultados, de acordo com a Agência Europeia e respectivas Directivas contra a discriminação), dado que qualquer pessoa, colectivo, ou ONG, que considere que foi discriminado pode interpor uma queixa. A estratégia de tal "escritório" baseia-se em 3 eixos fundamentais, todos de igual de importância e interrelacionados:

1º - É o desenvolvimento das politicas institucionais já referidas em torno da não discriminação, podendo ir até à proposta de moções de conteúdo de denuncia política. Parte-se do princípio que as instituições devem servir a Cidadania e os movimentos sociais, não as devendo, pelo contrário, travar. Deve haver, a este respeito, um critério muito objectivo e o cuidado de manter este Escritório sempre ligado aos diversos movimentos sociais, com um trabalho que se desenvolva em rede, e em profundidade, para que os cidadãos percebam que, mais do que leis, têm a possibilidade de se defenderem, caso tenham sido vítimas de alguma forma de abuso. É uma forma de trabalhar pela integração social, Cidadania, e pela integração europeia.
2º - Acções de denúncia e pedagogia. Tem de haver um intercâmbio permanente entre as diversas entidades que cooperam com este escritório (anti-racistas, emigrantes, deficientes, lgbt, mulheres, ONG’s de Sida, clubes políticos, associações e grémios locais, Direcção Geral do Emprego e Assuntos Sociais da UE, etc.), sempre que haja vulnerabilidades de direitos. Este trabalho de ordem legal e de ordem reivindicativo dá resultados palpáveis, mas que, infelizmente, não acaba, com as discriminações, rapidamente. É preciso que haja uma jurisprudência que lhes dê cobertura, e castigos para os prevaricadores. Parece, portanto, fundamental que haja nas Escolas do país uma Educação para a cidadania, com projectos pilotos e de apoio às que tem boas práticas.
3º - A Utilização da Mediação, como metodologia de trabalho, sempre que se torne possível, fazendo com que as pessoas interiorizem a necessidade de melhorar comportamentos. Só depois de falhar esta mediação é que se deve passar à via judicial.

O Processo
Antes de mais, teria que se qualificar a queixa, para ver se integra no quadro jurídico da discriminação, ou noutro. No caso de se enquadrar, começar a trabalha-la. Caso não se enquadrar, explicar ao utente quais as vias legais a seguir. Por exemplo, na homofobia valorizamos bastante a negociação entre as partes, para modificar condutas, sendo que o ónus da prova compete ao acusado, mas cada grupo vulnerável valorará, segundo os seus critérios, que prioridades lhe devem ser dadas. Segundo a experiência barcelonesa, em muitos casos resulta, mas quando se torna impossível, passa-se para a demanda judicial. Então, há que verificar se a queixa é contra pessoas, ou contra a administração local ou polícias, caso em que se tem de garantir a independência do Escritório para agir contra essa Administração. Será então de solicitar também a intervenção da ordem dos advogados, que poderia, inclusive assessorar com estagiários o Escritório/balcão. Precisamos, em Portugal, de uma Lei e uma postura contra os ódios, na qual a França Chiraquiana já se debruça, e que denuncie delitos que dizem respeito à origem, ou pertença a uma etnia, nação, raça, religião e incitamento ao ódio, ou à violência contra uma pessoa, ou um grupo, devido ao seu sexo, género, deficiência ou sua orientação sexual. Há uma pedagogia a exercer sobre estes temas, e as associações tem responsabilidades grandes nessa matéria que não pode continuar a permanecer um "slogan" e bandeira de alguns poucos. A Exclusão Social e a negação da diversidade, questões que atravessam transversalmente a nossa sociedade, são fruto de injustiças, sofrimentos, rupturas sociais, e disfuncionamentos na produção, precisando de uma visão de Futuro. São novas portas a abrir, para o exercício da Cidadania e barómetros da qualidade de vida, da Democracia, entre nós. Na perspectiva empresarial, Jurgen Strube, Presidente da UNICEF, afirma que, "nos actuais mercados globais, onde a inovação é a chave do sucesso, é do interesse das empresas disporem de uma força de trabalho diversificada, aproveitando ao máximo as suas competências. A gestão da diversidade é importante para o sucesso das empresas". Lisboa é a cidade do país com a maior concentração percentual de pessoas vítimas de discriminações, no tocante às orientações sexuais minoritárias, formando uma importante bolsa de mercado de potenciais votantes, isto é, entre 10 a 15% dos seus eleitores, pois todos convergem, sobretudo, para Lisboa. Um escritório ou balcão a nível local, visando estas orientações, seria um excelente sinal das preocupações sociais dos poderes locais. Obviamente, o "Escritório" em vista teria de ter, preferencialmente, uma localização central, situar-se num rés-do-chão, de modo a facilitar a vida a deficientes, mulheres grávidas e pessoas idosas que têm dificuldades em deslocar-se e, ainda, de modo a mostrar a centralidade desta preocupação social, eventualmente, numa loja.

Fonte: GLA-GayLitoralAlentejano (Portugal)

 

 

 

 

 

SUÉCIA: Deve rever se aprova casamento homossexual
28/Jan./2005

O governo da Suécia disse nesta quinta-feira, 27/1, que indicará um comitê para determinar se aprova ou não casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
O comitê, liderado por um investigador independente que será nomeado ainda no primeiro semestre, avaliará se a lei de 1995 que permite uniões civis entre homossexuais – mas não casamentos – deveria ser alterada, segundo Linda Romanus, porta-voz do Departamento de Justiça. “Essa é uma questão que tem sido amplamente debatida”, disse. “É por isso que tanto o governo quanto o Parlamento querem rever a questão”. O relatório irá apontar se o casamento gay poderia ser permitido e se as mesmas leis deveriam ser aplicadas a casais homossexuais. Ainda não há uma data definida para o relatório ser apresentado.

Fonte: MixBrasil (Brasil)

 

 

 

 

 

CHILE: Grupo gay congratula Zapatero
28/Jan./2005

O Movimento de Integração e Liberação Homossexual (Movilh) do Chile aplaudiu e congratulou as políticas antidiscriminatórias do governo espanhol em uma carta enviada ao primeiro-ministro José Luiz Rodríguez Zapatero, que chegou ao Chile em uma turnê relâmpago pela América do Sul. Na carta, o Movilh reconhece especialmente o apoio de Zapatero ao projeto de lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, porque tal apoio é “um claro sinal de que a igualdade entre todos os seres humanos é uma realidade possível”. Em relação às críticas do Papa João Paulo II à decisão das autoridades espanholas, a entidade manifestou a Zapatero que “nosso reconhecimento é particularmente especial devido às rápidas respostas que bravamente seu governo tem dado à feroz ofensiva da Igreja Católica, cujos altos representantes paradoxalmente se amparam em um discurso de igualdade para que os Estados de todo o mundo que mantem cidadãos de primeira e segunda categorias”. O governo espanhol aprovou no dia 30/12 um projeto de lei que modifica o Código Civil para permitir o casamento homossexual no país. Se aprovado, a Espanha será o terceiro país da Europa a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo, atrás da Holanda e da Bélgica.

Fonte: MixBrasil (Brasil)

 

 

 

 

 

PORTUGAL: PSD contra casamentos gay
30/Jan./2005

Cabeça líder do PSD, Pedro Santana Lopes disse perante as mais de 1200 mulheres que compareceram ao almoço feminino organizado pela concelhia loca em Famalicão, “a nossa sociedade tem regras e uma delas é a de que o casamento une pessoas de sexos diferentes”, matéria que em Portugal “já tem uma lei de união de facto que consagra os correspondentes direitos”.
Aproveitou ainda para desafiar os líderes dos restantes partidos a revelarem as suas posições sobre os casamentos ‘gay’ e sobre o aborto, um desafio lançado particularmente ao líder socialista José Sócrates, até porque o PS espanhol legalizou os casamentos homossexuais em Espanha.
Ontem mesmo, Pedro Silva Pereira, porta-voz do PS, disse ao CM, em resposta ao desafio de Santana Lopes, que “está tudo no programa de Governo”. Assim, no capítulo VI - Família, Igualdade e Tolerância, poder ler-se que “o PS considera importante garantir a não discriminação das diferentes situações familiares, bem como a regulamentação e aplicação do regime jurídico das Uniões de Facto e da Economia Comum”.
Até agora, Francisco Louçã, do Bloco de Esquerda, foi o único líder partidário a admitir, em entrevista publicada esta semana no CM, a legalização dos casamentos ‘gay’. A oposição de Santana Lopes aos casamentos homossexuais mereceu, ainda ontem, o apoio do presidente da Nova Democracia. Manuel Monteiro manifestou-se contra os casamentos ‘gay’ e adopções por parte dos homossexuais.

Fonte: Correio da Manhâ (Portugal)

 

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