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EUA: Homossexuais assumem cargos de revelo
5/Jan./2005
No país do “Tio Sam” parece que enquanto nuns estados se discute a legitimidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo, outros estados aproveitam as capacidades de pessoas, tidas de valor, sem olhar á sua orientação sexual. Ontem dávamos conta de Christine Euinn, lésbica que desde segunda-feira é a porta-voz do Conselho de N.Y.. Agora é Gina Genovese que é conduzida para o lugar de Chefe do Conselho de Nova Jersey, e Kenneth E. Reeves, para Cambridge, no Massachusetts.
Fonte: PortugalGay(Portugal)

CINEMA: Depois do Leão de Ouro 12/Jan./2005
Brokeback Mountain, some e segue na conquista de prémios. Depois de ter feito furor em Veneza, tendo sido nomeado para sete categorias, para o Globo de Ouro, forte candidato à estatueta dourada (Óscar), esta segunda feira foi a vez da “Critic’s Choice, e a BFCA, atribuírem mais três prémios. Melhor filme, melhor director e melhor actriz secundária, foram os títulos arrecadados pelo filme que tem esgotado bilheteiras nos E.U.A.
Fonte: PortugalGay(Portugal)

REINO UNIDO: Homofobia cresce cada vez mais entre oficiais da polícia britânica 12/Jan./2005
Homossexuais da polícia britânica vêm alegando que ultimamente têm sido vítimas de discriminação por parte de seus colegas. A Associação da Polícia Gay (GPA, na sigla em inglês) argumenta que a homofobia aumentou depois que a união civil entre pessoas do mesmo sexo foi instituída no Reino Unido em dezembro passado. Segundo a GPA, houve um aumento de 75% em chamadas telefônicas anônimas denunciando a discriminação, grande parte vinda de policiais mais conservadores, como cristãos e muçulmanos. Vic Codling, coordenador nacional da GPA, disse que em alguns casos policiais se recusaram a trabalhar com colegas gays. A Christian Police Association, por exemplo, proíbe que pessoas que praticam “atividades homossexuais” façam parte de seu quadro.
Fonte: MixBrasil(Brasil)

RÁDIO: Programa VIDAS ALTERNATIVAS está de parabêns 13/Jan./2005
O programa de rádio Vidas Alternativas, festeja o 6º aniversário, podendo ser ouvida em directo nos quatro cantos do mundo através da internet pelo Rádio do Técnico às segundas-feiras das 20h00 às 21h00, ou a partir desse dia através do site da OpusGay.
Podendo ser ouvindo online em qualquer parte do mundo.O V.A continua a ter a duraçao de 1 hora, e terá uma abertura maior relativamente aos seus conteudos, para interessar a um publico mais vasto, e particularmente jovem.
Viodas Alternativas está de parabens, prolonga o seu programa para outras estações de rádio:
- Rádio da Universidade de Coimbra transmite nas terças para quartas-feiras das 2h às 3h da manhã;
- Rádio Guadiana 90.5 FM à quarta-feira das 22h às 23h;
- Rádio Hertz 98 FM, de Tomar, passa à quinta-feira das 18h às 19h.
SINOPSE do programa de 16 de Janeiro - Um Milhão de Gays em Portugal
Aborda-se ao inquérito publicado no jornal Expresso sobre a existência provável de um milhão de gays e bissexuais no nosso país. Quem vai comentar sob diferentes perspectivas, alguns pondo em dúvida a forma como foi elaborado o inquérito será o lider distrital da JSD de Leiria, o Dr. Prof. Beja Santos (prof universitario e especialista em direitos do consumidor), os sociólogos Antonio Dores e Pedro Vasconcelos (sociólogo da familia), o dirigente da intersindical Fernando Gomes, e ainda a deputada do BE Helena Pinto.
Emitimos também um poema declamado, retirado do último trabalho do actor Victor de Sousa, sobre poesia africana XICUEMBO=FEITIÇARIA.
Fonte: OPUSGAY (Portugal)

SIDA: Nova terapia revela-se mais eficaz, diz estudo 20/Jan./2005
Uma nova triterapia diária para tratar pessoas recém infectadas com o vírus da Sida é mais eficaz do que a considerada actualmente a melhor, conclui um estudo internacional hoje publicado nos Estados Unidos. Essa triterapia, designada Tenofovir DF, uma combinação de três anti-retrovirais (Viread, Emtriva e Sustiva), permitiu baixar a carga viral a um nível indetectável num maior número de doentes (mais 14 por cento) do que o tratamento hoje em dia mais utilizado: Combivir (AZT+3TC) com Efavirenz (Sustiva).
Além disso, os efeitos secundários causados pelas triterapias, como anemia, cansaço e náuseas, são claramente menores nos pacientes tratados com o Tenofovir DF, segundo o estudo clínico de 48 semanas, feito com 517 homens e mulheres com 36 anos de média de idades, nos EUA, França, Espanha e Reino Unido. Os resultados deste estudo vêm publicados na edição de hoje do New England Jornal of Medicine.
«A simples combinação de Tenofovir (Viread), Emtricitabina (Emtriva) e Efavirenz (Sustiva) é potencialmente o tratamento mais eficaz e com efeitos secundários mínimos», sublinhou Joel Gallant, da Faculdade de Medicina Johns Hopkins de Baltimore (Maryland, EUA), principal autor do trabalho.
O Tenofovir e a Emtricitabina são dois medicamentos relativamente novos autorizados pela FDA, a agência federal norte- americana de regulação dos produtos farmacêuticos e alimentares, em 2001 e 2003, respectivamente, e estão também disponíveis em Portugal.
O AZT foi o primeiro anti-retroviral que entrou no mercado, em 1987, e o 3TC foi comercializado em 1995. Desde 1998, o AZT e o 3TC passaram a ser vendidos sob a forma de uma única pílula, chamada Combivir, que os doentes devem tomar duas vezes por dia.
«Os dois tratamentos anti-retrovirais testados neste estudo são ambos eficazes, mas este ensaio clínico mostra que se pode fazer melhor com menos efeitos secundários e uma maior simplicidade», disse Gallant.
Metade dos participantes no ensaio clínico foi tratado com Tenofovir DF e a outra metade com Combivir e Sustiva. No primeiro grupo, 80% dos doentes registaram uma quebra da carga viral para menos de 50 cópias do vírus por mililitro de sangue, ou seja, um nível considerado imperceptível. No segundo grupo, esse resultado foi obtido apenas por 70% dos doentes.
Cerca de 40.000 norte-americanos são infectados anualmente com o vírus da Sida, segundo dados dos Centros para o Controlo e Prevenção das Doenças dos EUA.
Fonte: MixBrasil(Brasil)

PORTUGAL: Programa Vidas Alternativas produzido por ONG gay faz sucesso em Portugal 26/Jan./2005
O programa semanal “Vidas Alternativas”, produzido pela Associação Opus Gay, tem feito tanto sucesso em Portugal que várias rádios FM locais, a maioria universitárias, passaram a retransmiti-lo. Na programação, debates, entrevistas, notícias, críticas e comentários sobre assuntos ligados ao universo gls.
“Vidas Alternativas” não é o único programa de uma rádio gay. Já existem rádios dirigidas a esse público em várias partes do mundo, principalmente em países como EUA, Canadá e Inglaterra. Um das mais completas é a GaydarRadio, do site Gaydar, que apresenta notícias diárias, programas jornalísticos com externas ao vivo, além de entretenimento, política, saúde, noite, entre outros assuntos. Treze locutores cuidam da programação da rádio que em seu horário nobre traz entrevistas com personalidades, além de músicas que estão nas paradas dos clubes de Nova York, Paris e Londres.
Segundo Antônio Serdezelo, 60, presidente da Associação Opus Gay, o programa nasceu a partir de um convite feito a ele pela extinta rádio Voxx, de Lisboa. Surgido em 1999, “Vidas Alternativas” está no ar desde 1º de janeiro de 1999. Serdezelo, que também é professor de história, é um dos fundadores, mas mais tarde juntaram-se a ele um psicólogo, José Antunes, um sindicalista, Mario Rui, um comentarista da noite, chamado de “Marlon, o boquinha da noite” e, no último ano e meio, um jornalista, Antonio Dias. Segundo Serdezelo, o trabalho é voluntário. “Nada ganhamos”, diz.
A programação do programa é voltada ao “público gls jovem e que possa tocar e interessar os héteros”. “Agora, temos um colunista africano, o Dinka, jovem natural de São Tomé, uma jornalista para notícias, Mariza, além dos residentes já mencionados, todos sob a batuta do Antonio Dias”, explica. O público é variado. “Temos seguramente um público grande de jovens universitários e um público heterogêneo que não sabemos identificar, majoritariamente hétero nas outras rádios locais do interior do País”, revela.
Na opinião de Serdezelo, a rádio é “um elo de informação importante”. “Por servir de traço de união, é também um marco dignificante desta causa e destas minorias e da divulgação das nossas vivências no meio hétero”, acredita. Mas, para que o programa se transformasse em um sucesso, Sardezelo e equipe enfrentaram resistência. “A imprensa hétero em geral raramente se refere ao programa, que é absolutamente inédito em Portugal e já dura há tanto tempo. Mas também houve boicote de algumas outras associações e blogs gls, todas alinhadas politicamente na extrema esquerda, que não suportam a visibilidade e seriedade adquirida, a nossa independência política e a nossa crescente audiência”, ressalta.
Tanto preconceito, no entanto, serviu para ampliar a visibilidade do programa. Mais 6 rádios começaram a retransmiti-lo no norte, centro e Algarve (sul) de Portugal. Mas o retorno do público, que era grande, caiu bastante, segundo explica Serdezelo. “Quando tínhamos o programa ao vivo, o retorno era grande, com telefonemas, e-mails e mensagens para os telefones. Agora, que é pré-gravado, por exigências exteriores a nós e exigências técnicas, o feedback baixou bastante. Só alguns e-mails”, lamenta.
Hospedado no site da Opus e no blog “Opus Gayta” da mesma página, “Vidas Alternativas” está buscando parceiros para retransmiti-lo. Quem quiser ajudar, deve ir ao site da Opus Gay e fazer o download do programa ou ainda enviar um e-mail para vidasalternativas@clix.pt. “Queremos estabelecer as parcerias que forem possíveis para criarmos mais pontes entre os nossos dois países falantes da língua portuguesa, neste processo de mundialização de lutas e direitos”, diz Serdezelo.
Fonte: MixBrasil(Brasil)

PORTUGAL: Associações homossexuais unem-se para conseguir casamento de Teresa e Lena 28/Jan./2005
Há uns tempos, Teresa e Lena deram um beijo na rua e foram regadas com uma mangueira por um vizinho. Marisa, a filha biológica de Lena, nunca mais esqueceu a "humilhação" e só sonha com o dia em que as suas duas mães possam casar.
É isso que Teresa e Lena vão tentar fazer na próxima quarta-feira, numa conservatória de Lisboa. "Elas têm a coragem que falta aos nossos políticos", afirma o advogado Luís Grave Rodrigues, que ofereceu os seus serviços para tentar casar as duas mulheres. As associações de defesa dos direitos de gays e lésbicas elogiam a iniciativa e prometem apoiar o casal de lésbicas, numa altura que entregaram uma petição exigindo à Assembleia que reconheça no Código Civil o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que já a igualdade de direitos é reconhecida pela Constituição.
Teresa e Lena, 28 e 35 anos, respectivamente, vivem juntas há quase quatro anos e querem casar-se. "Queremos ter os mesmos direitos do que os outros. Não queremos ser companheiras. Queremos ser um casal", resumem, em conversa com o PÚBLICO. Em concreto, Teresa e Lena querem poder pedir um empréstimo em conjunto, partilharem os mesmos direitos como mães em relação a Marisa e não serem barradas à entrada de um hospital porque a sua união não é reconhecida pelo Estado português, nem terem de arranjar subterfúgios na escola para poderem acompanhar o percurso de Marisa - Lena é "a mãe", enquanto Teresa é a "encarregada de educação".
Foi nesse sentido que contactaram Luís Grave Rodrigues para lhe pedirem apoio jurídico na sua tentativa de casarem. Do seu lado têm a Constituição da República Portuguesa, que, no artigo 13º, proíbe qualquer discriminação com base na orientação sexual. Contra si têm o Código Civil, que, no artigo 1577º, estabelece que o "casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente". O que é "inconstitucional", afirma o advogado, sustentando que "existe uma conivência real e concreta do poder político com esta situação".
"É tempo de os políticos olharem para isto e de perceberem que podiam estalar os dedos e fazerem uma lei que acabasse com humilhações abjectas", afirma, precisando que foi por essa razão que se disponibilizou para, gratuitamente, oferecer os seus serviços de advogado a casais gays e lésbicos que queiram oficializar as suas uniões. Está mesmo disposto a ir até ao Tribunal Constitucional para forçar a alteração do Código Civil.
Petição sobre casamento deu entrada na AR
Na quarta-feira, quando se dirigirem à 7ª Conservatória do Registo Civil, em Lisboa, Teresa e Lena serão o primeiro casal homossexual a tentar casar-se em Portugal. Isto na mesma altura em que as associações de defesa dos direitos de gays e lésbicas pediram à Assembleia da República o agendamento da discussão sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A petição, que reuniu mais de quatro mil assinaturas, deu entrada na segunda-feira no Parlamento e aguarda resposta.
A iniciativa de Teresa e de Lena foi, portanto, recebida pelos activistas com entusiasmo, mas também com ligeira surpresa, dado que abundam os casos de mulheres e de homens que, querendo casar-se com alguém do mesmo sexo, acabam por desistir da ideia, antecipando a exposição mediática e um longo caminho judicial. Teresa e Lena estão conscientes de que a vida delas mudará nos próximos dias, mas querem correr o risco. Porque querem poder dizer que se casaram com quem amam. Marisa, que tem onze anos, também quer poder dizer aos amigos, na escola, que a sua "mãe loira" e a sua "mãe morena" são casadas. "Porque se deve poder gostar de quem se quiser", diz, com segurança. Teresa também tem uma filha, Bia, de seis anos. Há três anos que espera que uma assistente social a visite e avalie a veracidade da "falta de condições morais" reconhecida pelo tribunal para entregar - provisoriamente - o poder parental aos avós maternos. Nos últimos dois anos, Teresa viu Bia apenas duas vezes.
"Finalmente alguém dará a cara"
"Finalmente alguém dará a cara." Paulo Corte-Real, do Grupo de Intervenção Política da ILGA-Portugal, reagiu assim à iniciativa do casal de lésbicas, acrescentando: "É uma óptima notícia". Sérgio Vitorino, membro das Panteras Rosa, lembrou que "quase todas as mudanças legais ocorridas na Europa tiveram a ver com processos judiciais iniciados por um casal".
Mais cautelosa é a reacção à pergunta sobre se o caso de Teresa e de Lena poderá ser apenas o primeiro de muitos. "Não tenho dúvidas que um caso deste género vai mexer, mas duvido que se generalize", afirma a militante lésbica Fabíola Cardoso, sublinhando porém que "um único caso isolado pode, de facto, obrigar a mudar a lei". Por seu lado, Sérgio Vitorino acredita que o caso, se for levado até ao fim, acabará por ser "bem sucedido". "Não vai acabar com a homofobia em Portugal, mas vai ajudar", afirma.
Fonte: Publico (Portugal)

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