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Junho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Opinião perante homossexualidade aproxima-se de padrões europeu
5/Jun./2005

Um inquérito da firma de consultadoria Euro RSCG mostra que há uma convergência de valores entre os cidadãos europeus. O europeu não dispensa a intervenção do Estado em sectores como a Saúde e é progressista em matérias como a pena de morte, a homossexualidade e o aborto. Quinze perguntas foram feitas, em Abril, via telefone, em 10 países europeus - República Checa, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Holanda, Polónia, Portugal, Espanha e Reino Unido. Em cada Estado, foram ouvidas cerca de mil pessoas, uma amostra considerada representativa da população com mais de 18 anos.
Da análise dos dados sobressai a existência de um europeu médio com valores distintos dos do americano, indica Ricardo Monteiro, vice-presidente da Euro RSCG europeia. Portugueses e polacos são os que mais se desviam da média. Uma confortável maioria de inquiridos é contra a pena de morte em qualquer circunstância (60 por cento). O único país favorável é a Polónia. Em Portugal, a negação de tal prática atinge os 59 por cento.
Portugal distancia-se da Europa, sobretudo ao defender que as mulheres com filhos não devem trabalhar: 58 por cento, quando a média europeia é 39 por cento. Todavia, não haverá aqui uma postura divergente, apenas uma realidade díspar. Portugal é um dos três países da Europa com a maior taxa de actividade de mulheres com filhos com menos de um ano (76,4 por cento, segundo um estudo publicado em Março pelo Eurostat). "Nalguns países nórdicos, as mulheres ficam um ano em casa e três em trabalho parcial, um direito extensível aos pais", frisa Ricardo Monteiro. Em Portugal, "não há essa flexibilidade".
Delicado é ainda o tema da homossexualidade: 51 por cento dos portugueses aceitam essa orientação sexual para uma média europeia de 64. Só a Polónia tem uma posição mais conservadora. Ainda assim, é de notar que, num estudo feito em 1991, 67 por cento dos portugueses achavam que a homossexualidade não tinha justificação. Uma vez mais, nota Monteiro, a convergência vem em crescendo. Uma análise mais fina dos dados permite constatar que os mais jovens são mais tolerantes: 75 por cento das pessoas com idades compreendidas entre os 18 e os 24 aceita a homossexualidade para uma fasquia de 25 por cento no grupo com mais de 65 anos. A tolerância aumenta também com o nível de educação. E não é indiferente ao local de residência (na Região de Lisboa e Vale do Tejo é de 61 por cento; no resto do país é de 45, com algumas variações).
Os portugueses então entre os europeus que mais importância dão à religião, mas o inquérito confirma uma progressão em matéria de aborto: a maioria admite a interrupção voluntária da gravidez (IVG) - 52 por cento. Embora a porção seja tímida face à média europeia (62 por cento), houve uma mudança por comparação ao referendo sobre a despenalização do aborto realizado em 1998. Os dados revelam uma clivagem: os homens são mais favoráveis à IVG do que as mulheres. E as pessoas com mais poder de compra, tal como as que têm maior nível de educação, também aceitam mais o aborto por vontade da mulher (72 por cento das pessoas com escolaridade elevada). [texto adaptado por PortugalGay.PT].

Fonte: Publico (Portugal)

 

 

 

 

 

SUIÇA: Referendo aprova uniões gays com 58% de apoio
5/Jun./2005

Neste domingo além de aprovarem a entrada na area Schengen, 58% dos Suiços mostraram o seu apoio aos novos direitos legais para uniões gays. Embora a nova legislação já tivesse sido aprovada pelo parlamento um pequeno grupo de políticos ultra-conservadores pediu que a questão fosse referendada (o país tem uma tradição de fazer referendos regularmente).
As nova lei foi apresentada formalmente como diferente de casamento e dá novos direitos aos casais do mesmo sexo como visita hospitalar, herança, pensões e impostos. No entanto adopção e reprodução medicamente assistida estão fora desta lei.
A lei foi contrariada pela Conferência de Bispos da Igreja Católica mas teve o apoio da Federação de Igrejas Protestantes da Suiça..

Fonte: PortugalGay.PT (Portugal)

 

 

 

 

 

SANTA SÉ: Papa condena uniões gay
7/Jun./2005

O Papa Bento XVI pronunciou-se ontem pela primeira vez com clareza sobre os casamentos entre homossexuais, condenando esse tipo de uniões, que associa a “liberdade anáquica” que ameaça o futuro da família.
O Sumo Pontífice, que falava às famílias na catedral de São João, em Roma, condenou ainda o divórcio, os métodos artificiais de controlo do nascimento, os casamentos pelo civil e as uniões de facto.

Fonte: Correio da Manhã (Portugal)

 

 

 

 

 

REINO UNIDO: Escócia, Comissão recomenda adoção por casal gay
13/Jun./2005

Um documento publicado nesse domingo, 13/6, do The Scottish Executive, comissão que assessora as decisões do legislativo na Escócia, recomenda que a lei de adoção, existente no país há 25 anos, seja estendida a casais do mesmo sexo. Pela lei em vigor, somente casais hétero ou pessoas solteiras podem adotar. Se um casal gay criar um filho, apenas um dos dois poderá registrá-lo como pai ou mãe.
Depois de quatro anos de análise sobre o tema, a comissão concluiu que a lei atual não é mais adequada à realidade. Os casais que pretendem adotar deverão provar que estão em um relacionamento estável em que haja compromisso familiar. O legislativo já preparou a adaptação da lei, mas ainda não conseguiu colocá-la em vigor devido a ações da Igreja Católica na Escócia contrárias à extensão dos direitos.

Fonte: MixBrasil (Brasil)

 

 

 

 

 

ESPANHA: Rainbow TV será o novo canal 'gay'
16/Jun./2005

O primeiro canal espanhol para a comunidade gay, o Rainbow TV, vai ser fornecido brevemente ao público do país vizinho. A nova estação temática, que estará disponível via satélite e na rede cabo, terá uma programação variada, desde música, cinema, desporto, espectáculos e séries de culto dedicados à comunidade gay. De entre os projectos destaca-se a produção de um reality gay show intitulado a Guerra das Gayláxias, um cenário que colocará um grupo de participantes num cenário idêntico ao de uma estação espacial.

Fonte: Diário de Notícias (Portugal)

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Manifesto ao público hetero e homossexual
18/Jun./2005

Por volta do dia 25 de Junho, no dia da marcha gay, vai ser publicado um manifesto dirigido aos cidadãos heteros e homossexuais de Portugal.
O manifesto compreende uma introduçao, uma carta que foi enviada ao Senhor Presidente da Republica, solicitando-lhe uma tomada de posição sobre as questoes de diversidade e exclusao, entre outras coisas.

Fonte: GLA - GayLitoralAlentejano(Portugal)

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Associação divulga folheto para escolas com perguntas e respostas
20/Jun./2005

rede ex aequo - associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes disponibiliza online a sua brochura "Perguntas e Respostas sobre Orientação Sexual e Identidade de Género", que pretende responder à maioria das dúvidas que a juventude, mas também a população em geral, tem sobre estes dois temas.
O material em causa foi produzido com o intuito de ser distribuído em Escolas e Universidades em Portugal e terá 10'000 cópias em formato papel que estarão prontas a distribuir no final deste mês.
Esta brochura é resultado do Projecto Educação LGBT da associação que é financiado pela Fundação Europeia da Juventude do Conselho da Europa.

Fonte: PortugalGay.PT (Portugal) a>

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Homossexuais e lésbicas lutam por casamento civil
23/Jun./2005

O casamento civil entre homossexuais e entre lésbicas é a principal reivindicação política da marcha do orgulho lésbico, gay, bissexual e transgénero (LGBT) que no próximo sábado, dia 25 de Junho, vai descer a Avenida da Liberdade, em Lisboa.
Os organizadores da iniciativa, que ontem promoveram uma conferência de imprensa em Lisboa, fundamentam a sua exigência nas alterações à Constituição Portuguesa, introduzidas pela revisão de 2004, que proíbem qualquer discriminação com base na orientação sexual.
"A noção de que a procriação é a base do casamento é retrógrada. Se assim fosse, os casais heterossexuais que não quisessem ou não pudessem ter filhos estariam impedidos de se casar. O que é um perfeito disparate", diz Rui Zink. "As pessoas só falam da família tradicional, porque nunca viveram nela", acrescenta Inês Pedrosa. Os dois escritores serão os "madrinhos" da sexta marcha nacional do orgulho LGBT, da responsabilidade da Associação ILGA Portugal, do Clube Safo, da Associação Não Te Prives e da Associação Panteras Rosa.
Para os intervenientes, é preciso que todos dêem a cara na luta contra a homofobia e os actos de violência sobre homossexuais, seja qual for a sua orientação sexual. "O silêncio é uma forma de cumplicidade, se aceitarmos as coisas como estão, elas vão continuar", diz Inês Pedrosa. Para Manuel Cabral Morais, da ILGA Portugal, "a marcha é um momento de orgulho e afirmação, contra os preconceitos e pela igualdade de direitos". Na manifestação, comemora-se também o dia 28 de Junho de 1969 - data em que, na sequência do funeral da actriz Judy Garland, já então um ícone gay, cerca de 200 frequentadores do bar Stonewall Inn, em Nova Iorque, se revoltaram contra agressões verbais e físicas das autoridades policiais naquele local.
Na noite de sábado, decorrerá ainda no Parque do Calhau, em Monsanto, o Arraial Pride - evento que pela segunda vez integra as festas de Lisboa e que contará com a presença de vários artistas, bandas e DJ, onde se esperam perto de 10 mil pessoas. "No arraial aparece mais gente, porque é à noite e não há tanta exposição", acaba por confessar Eduarda Ferreira, do Clube Safo.

Fonte: Público OnLine (Portugal) a>

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Orgulho homossexual marcha por reivindicações políticas
26/Jun./2005

Gays e lésbicas ainda não têm acesso a muitos direitos associados ao casamento civil.
Em protesto, centenas de pessoas marcharam, ontem, pela capital. O direito ao casamento civil de gays e de lésbicas foi a reivindicação que juntou, ontem, centenas de pessoas numa marcha que desceu a Avenida da Liberdade, em Lisboa. Esta iniciativa marcou a comemoração do "Dia de Orgulho Gay" em Portugal que também se celebrou em vários outros países da Europa. O tema do casamento entre pessoas do mesmo sexo "é, sobretudo, um tema político, tem de ser enfrentado como tal e o Estado tem de combater a discriminação existente a este nível da mesma forma que combate outras discriminações, o que não faz", considera Sérgio Vitorino, do movimento "Panteras Rosa".
Um manifesto lido pouco antes da manifestação descer a avenida, resumia as principais ideias que uniam as pessoas na concentração. Já que Portugal é, hoje, "o único país da Europa cuja constituição proíbe explicitamente a discriminação com base na orientação sexual" há que assegurar o cumprimento do garantia da igualdade de direitos e deveres. "Queremos a revisão do código civil para que passe a permitir o igual acesso de casais de gays ou de lésbicas ao casamento civil", refere o manifesto, notando existirem "muitos direitos associados ao casamento civil aos quais gays e lésbicas não têm acesso" e que vão "do registo às heranças, passando pelos regimes de propriedade até aos inúmeros aspectos da vida quotidiana." Na marcha do movimento LGBT (Lésbico, Gay, Bissexual e Transgénero) participaram várias associações de homossexuais e representantes de alguns partidos políticos, como membros do Bloco de Esquerda (BE) de os "Verdes", do Partido Humanista e da Juventude Socialista (JS). "Enquanto cidadãos e representantes de forças políticas defendemos o princípio constitucional que proíbe a discriminação", diz Pedro Vaz, militante da JS, salientando: "A JS está ao lado do direito das minorias, sejam elas quais forem." Este ano, a marcha contou com o apoio de duas figuras públicas: o professor universitário Rui Zink e a escritora Inês Pedrosa. Atrás deles esvoaçam bandeiras de muitas cores, um casal de duas raparigas com um bebé, muitos jovens, gente vulgar de meia idade, homens vestidos de mulheres com cabeleiras, meias de rede, sapatos de salto alto, colares e penachos de cores berrantes. Cláudio, de 42 anos, natural de Lisboa, foi lá porque é uma causa que defende: "Porque um indivíduo tem direito à sua afirmação sexual." Ao lado, há polícias aprumados que caminham muito sérios, outros divertidos, alguns embasbacados. Nos passeios, muitos curiosos a ver a marcha passar. De boné, mãos atrás das costas, cabelo todo branco, um homem abana a cabeça. "Sou beirão, nunca tinha visto nada assim", diz. "Isto não devia ser permitido, deviam era ir todos cultivar o Alentejo. Então, isto admite-se? Não se admite...", aponta para um travesti , meio despido, cabelo negro pelas costas. "Se não quer ver, vá-se embora", responde um dos organizadores da marcha que ia a passar. "Mas a conversa é consigo?" insurge-se o beirão. Para analisar reacções como esta, o grupo "Panteras Rosa" vai organizar uma acção, no próximo dia 28 na baixa lisboeta onde dois casais de homossexuais irão exibir publicamente manifestações de carinho. Esta iniciativa será como um "termómetro da homofobia na capital", explica Sérgio Vitorino, adiantando que é preciso "visualizar o problema para o desmontar."

Fonte: Público OnLine (Portugal) a>

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Heterossexuais apoiaram marcha gay
26/Jun./2005

Casamento civil entre pessoas do mesmo sexo foi o mote da marcha 'gay' ontem em Lisboa. Mais de 400 pessoas desceram ontem a Avenida da Liberdade "Estou aqui, sou heterossexual, a homofobia é uma vergonha." A frase ilustrava ontem um dos muitos cartazes reivindicativos da sexta edição da Marcha Nacional de Orgulho lésbico, gay, bissexual e transgénero de Lisboa, que reuniu cerca de 400 pessoas que desceram a Avenida da Liberdade até ao Rossio. Este ano, a iniciativa ficou marcada pela presença de algumas personalidades heterossexuais. Entre elas, Rui Zink, Inês Pedrosa, Gabriela Moita e Augusto Seabra, que reiteraram o seu apoio à legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo - medida que já está em aprovação em Espanha e que foi o grande objectivo político da manifestação. Sílvia "é heterossexual perfeitamente assumida", e decidiu participar na marcha por considerar que "qualquer tipo de discriminação é baseada na ignorância" e que só iniciativas como esta "alertam as pessoas para a realidade". A luta por uma "sociedade inclusiva" foi o que levou a psicóloga Gabriela Moita a juntar-se à manifestação. Quando questionada sobre a adopção de crianças por casais homossexuais, a psicóloga afirmou ao DN não encontrar "nenhum impedimento" e explicou ainda que o que a preocupa " é o bem estar das crianças". Pela primeira vez, a iniciativa contou com o apoio de Rui Zink e Inês Pedrosa, que foram "madrinhos" da marcha. Estes consideraram que a iniciativa é uma "luta de todos os que defendem os seus direitos". O respeito pela liberdade e pelos direitos humanos foram as grandes motivações que levaram os dois escritores a aceitar o convite. Rui Zink disse ao DN não compreender "como é que pessoas que pagam impostos, não podem ter o direito civil ao casamento". Uma opinião partilhada por Inês Pedrosa, que considera que "o reconhecimento do direito ao casamento civil e à adopção de crianças é uma questão de direitos humanos fundamental, da máxima urgência" e lamenta as "manifestações de agressão homofóbicas" que aconteceram em Viseu, "fruto de uma mentalidade hipócrita e sonsa". O presidente da associação ILGA de Portugal - associação que organizou o evento -, Miguel Cabral Morais, alertou ontem para o facto de a discriminação com base na orientação sexual ser "expressamente proibida pela constituição portuguesa". Europa. Mas ontem um pouco por toda a Europa, milhares de pessoas manifestaram-se contra a discriminação e lutaram por direitos iguais entre pessoas do mesmo sexo. Pelas ruas de Paris, desfilaram mais de 700 mil pessoas, em Berlim, na Alemanha, a marcha reuniu 400 mil e, em Atenas, estiveram apenas 400 pessoas.

Fonte: Diário de Notícias (Portugal) a>

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Homossexuais e heterossexuais contam na primeira pessoa como é a amizade entre eles
26/Jun./2005

"CONTRA A ADOPÇÃO" (Manuel Serrão, Empresário)
“Tenho tantos amigos hetero como homo e os amigos escolhem-se por serem amigos e não pela sua condição. Nunca senti qualquer constrangimento por me relacionar com ‘gays’, até porque estou no mundo da moda há 17 anos. É uma área em que há uma grande representatividade desta comunidade. Os ‘gays’ devem ter iguais direitos legais nas uniões de facto mas sou completamente contra a adopção de crianças.”
"IGUALDADE DE DIREITOS" (Vale de Almeida, Antropólogo)
“A maioria dos meus amigos são hetero porque passamos a vida a lidar com heteros. Esses amigos são-no na acepção da palavra e não porque está na moda ter amigos ‘gay’, nem eu permitia que me exibissem. Nunca senti que se sentissem constrangidos na minha presença. Há gays que não se assumem porque não há condições sociais para afirmarem a sua sexualidade. Defendo igualdade de direitos no casamento e adopção de crianças.”
"NÃO PAGUEM IMPOSTOS" (Rui Zink, Escritor)
“Tenho amigos ‘gays’ e quando o soube senti surpresa, não choque, mas a minha geração tem de auto-educar-se. Nunca senti constrangimento por ter amigos ‘gays’, só quando alguém pensa que partilho o preconceito. Não tenho relações de amizade por moda, apesar da homossexualidade agora ser mais visível. Se os deveres são iguais, os direitos também devem ser. Não se podem casar nem adoptar? Então deixem de pagar impostos!”
"INTERESSE DA CRIANÇA" (António Serzedelo, Professor)
“A maior parte dos meus amigos são hetero, mas tenho outros que não se assumem, alguns casados. Quando querem estar comigo pedem-me para irmos a um restaurante recatado. Os ‘gays’ não assumidos sentem-se constrangidos por estar em público comigo. Os hetero não, mas é impossível garantir que nunca me exibiram. Mas não sou um bicho de feira. Sou a favor da adopção, sempre no interesse das crianças.”
"VER O ESTILO DE VIDA" (Inês Pedrosa, Escritora)
“Tenho amigos homossexuais, homens e mulheres, e não me passa pela cabeça distingui-los pela orientação sexual. Gostaria de viver numa sociedade em que essa questão não se colocasse. Não se trata de opção mas de orientação sexual. As pessoas não deviam ser culpabilizadas. Não tenho reserva quanto a casamentos e adopção de crianças. O importante é analisar a personalidade e o estilo de vida do adoptante.”
"OS HETERO DÃO FORÇA" (Pedro Russo, Operador de loja)
“Hoje tenho mais amigos hetero, mas antes de me assumir só tinha amigos ‘gay’. Os novos amigos dão força e nunca senti qualquer constrangimento da parte deles ou que se aproximassem de mim por estar na moda ter amigos ‘gay’. Às vezes acontece estar em público e sentir olhares discriminatórios do povo. As mentalidades devem mudar e defendo o casamento entre ‘gays’ e a adopção de crianças – muitas passam fome.”

Fonte: Correio da Manhã (Portugal) a>

 

 

 

 

 

PORTUGAL: O amor nunca é errado
26/Jun./2005

Os visuais mais espampanantes não faltaram na Marcha do Orgulho Gay
Os homens abraçavam amorosamente outros homens, as mulheres beijavam outras mulheres, casais heterossexuais atreviam-se em ousadas manifestações de carinho. Ontem, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, lésbicas, ‘gays’, bissexuais, transgénero (LGBT) e heterossexuais – como os escritores Rui Zink e Inês Pedrosa – demonstraram que ‘o amor nunca é errado’. Quando alguém lhes atirou “já não há vergonha”, responderam: “LGBT há muitos, seu palerma.” Na Avenida havia mais de mil, unidos na reclamação do direito ao casamento civil e à adopção. Mesmo levando a reivindicação muito a sério, os LGBT não perderam a oportunidade de fazer da 6ª Marcha do Orgulho Gay uma verdadeira festa.

Fonte: Correio da Manhã (Portugal) a>

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Apelo ao Presidente da Républica
26/Jun./2005

Neste contexto, e porque se comemora no próximo dia 25 de Junho o " Dia do Orgulho Gay" em Portugal, damo-vos a conhecer o apelo dirigido pela Opus Gay a Sua Excelencia o Senhor Presidente da Republica, em que lhe solicitamos para que tome publicamente uma posiçao sobre as questoes de diversidade, e tolernaica ,incluindo a orientação sexual, no passado dia 25 de Maio .
Excelentíssimo Senhor Presidente da República
A continuidade dos seus dois mandatos ficará registada na História de Portugal como um magistério a favor dos movimentos sociais e das causas mais motivadoras do desenvolvimento e a denúncia dos seus bloqueios.
Assim, foi com o ambiente e com a justiça, assim aconteceu com a inovação e participação nas autarquías, em que o Presidente da República polariza as convicções de um Povo em assumir as causas que, por um lado, nos levam a ser admirados pela comunidade internacional, e por outro, a vermos com preocupação indícios graves de retrocesso e de definhamento, da esperança e da laceração do tecido social.
O mais alto magistrado da Nação tem, pois estado atento aos sinais de criação e de destruição. Portugal é um país moderno, inventivo e com grande capacidade de trabalho. Mas há manifestos sinais de recuo quanto aos direitos das mulheres, das vítimas de exclusão social e pouco ou nenhum respeito pelos direitos constitucionais da orientação sexual.
Fique bem claro que não estamos a apelar a Vossa Excelência para promover uma Presidência Aberta sobre os direitos sexuais, mas sentimos que é nossa obrigação recordar ao primeiro garante da Democracia em Portugal que ela não só não avança, como não acerta o passo com a União Europeia se continuamos a assistir a inquietantes sinais de perseguição e intolerância das várias minorias, incluindo as sexuais, no nosso país.
A este propósito recordamos a Vossa Excelência que a legislação em vigor sobre as uniões de facto é inoperante, servindo aos Governos sucessivos para descansar a sua consciência, remetendo continuamente os cidadãos heteros e homos para tal texto. Na plenitude das suas funções, assiste-lhe interpretar a vontade popular e dar sinais públicos que é possível, como tem sido possível, melhorar os nossos padrões de produtividade, melhorar os nossos serviços de saúde, acolher a comunidade emigrante, absorvendo-a, até de acordo com os valores multiseculares da nossa experiência pluriracial.
No entanto não gostaríamos de ver, nós e todos aqueles que representam a luta a favor duma sociedade tolerante, defensora da cidadania e respeitadora das diversidades, conforme prescreve a Constituição no artigo 13º., que o Presidente da República terminasse o seu segundo mandato sem convidar publicamente as Comunidades Portuguesas e o nosso Povo a viver e a experimentar os valores democráticos da tolerância e da solidariedade.
Face ao exposto, a organização que represento, seguro que todas a organizações que se mobilizam contra a exclusão e intolerância e pela cidadania, se vão mobilizar para esta feliz iniciativa, põe-se imediatamente ao dispor dos serviços da Presidência para oportunamente dar todos os contributos, que intenda necessários para aprofundar alguns dos dossiês da intolerância em Portugal.
Na expectativa do melhor acolhimento da nossa proposta, congratulado com o grande serviço que também nesta dimensão prestará à Democracia Portugual.

Fonte: Enviado pelo António Serzedelo(Portugal) a>

 

 

 

 

 

TELEVISÃO: Um olhar para as novas famílias
28/Jun./2005

No Dia do Orgulho Gay, o Odisseia analisa as mudanças na sociedade actual
A sociedade actual tem registado mudanças e as estruturas familiares actuais evoluíram. O Odisseia aproveita hoje a celebração do Dia Mundial do Orgulho Gay para apresentar um novo olhar sobre essas novas estruturas familiares. Partindo da comparação entre duas situações familiares que fogem à estrutura tradicional, o canal apresenta um insólito documentário em que pretende analisar os sentimentos que atingem os elementos das famílias, qualquer que seja a sua estrutura. Na rúbrica O Nosso Mundo, às 20.00, o canal passa o Assuntos de Família, onde é analisada a estrutura familiar de uma rapariga israelita que não quer esperar até encontrar o homem ideal para casar, e também a vida de um casal de homossexuais que pretende ter um filho para formar o que consideram ser uma verdadeira família. Situações diferentes e que envolvem esperanças e alegrias, mas também ciúmes, inveja e desconfianças. O documentário é realizado por Navid Noy e produzido pela New Israeli Fundation for Cinema, tendo recebido o primeiro prémio DocAviv, em Israel, para a melhor edição e o melhor som documental. INTOLERÂNCIA. Amanhã, O Nosso Mundo transmite o documentário Viver Perigosamente, que explora a forma como vivem os homossexuais em culturas não ocidentais, através de testemunhos na primeira pessoa. Em foco estão casos de repressão nas Honduras ou no Quénia, mas o documentário parte do exemplo da detenção em massa de 52 homens, na discoteca de um barco no Egipto, em 2001. O barco A Rainha do Egipto era então conhecido como um ponto de encontro de homossexuais, lésbicas ou travestis e, apesar de não haver nenhuma lei egípcia que proibisse a homossexualidade, os 52 homens foram condenados a três anos de prisão por libertinagem.

Fonte: Diário de Notícias (Portugal) a>

 

 

 

 

 

ESPANHA: Aprovada lei que permite casamento entre homossexuais
28/Jun./2005

A Espanha aprovou, em definitivo, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o direito a adoptarem crianças. A lei foi aprovada com os votos a favor do PSOE e os votos contra do Partido Popular e da formação catalã Unió.
A Espanha tornou-se esta quinta-feira, no quarto país do mundo a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, depois da Holanda, Béligica e Canadá.
Na votação, que decorreu esta manhã, os deputados espanhóis aprovaram em definitivo a lei que dá aos homossexuais o direito de casarem e de adoptarem crianças.
O Congresso espanhol (Câmara Baixa do Parlamento) aprovou a lei promovida pelo partido no poder, o Partido Socialista (PSOE), tendo obtido 187 votos a favor e 147 contra, que incluíram os deputados do conservador Partido Popular (PP) e da Unió, uma pequena formação nacionalista catalã. Quatro deputados abstiveram-se.
Os primeiros casamentos poderão começar a ser efectuados depois da lei ser no diário oficial do Estado espanhol, o que deverá acontecer dentro de 15 dias.
Contrastando com a satisfação do primeiro-ministro, Luís Zapatero, o líder do PP, Mariano Rajou, criticou a aprovação desta lei, considerando que a nova legislação vai dividir a sociedade espanhola.

Fonte: Diário de Notícias (Portugal) a>

 

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