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PORTUGAL: JSD de Leiria quer casamento entre homossexuais na agenda política A JSD de Leiria vai lançar um debate a nível interno sobre o casamento entre homossexuais, com o objectivo de apresentar um projecto em prol dos direitos humanos, anunciou João Costa, presidente daquela estrutura política, no final de um encontro intitulado JSD debate-se: casamento entre homossexuais, que decorreu ontem em Leiria. Fonte: Público OnLine (Portugal) ESPANHA: "Gays" Encontraram em Zapatero um politico de verdade "Tivemos sorte com José Luis Zapatero, que é um político especial e que acredita que é necessário alargar os direitos civis." Quem o diz é Beatriz Gimeno, a presidente da Federação Estatal das Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais espanhola. Sentada a um canto, mais ou menos recôndito, de um café do centro de Madrid, ninguém diria que esta arquivista do ayuntamiento da capital espanhola é hoje um dos rostos mais mediáticos da campanha que levou os socialistas do PSOE a avançarem com a legalização do matrimónio entre pessoas do mesmo sexo. Contra a opinião da Igreja Católica, dos ortodoxos gregos, dos evangélicos e dos judeus, para além, naturalmente, de uma parte muito significativa dos partidos da oposição. Especialmente os de direita, com os populares (PP), de Mariano Rajoy, a assumirem um papel de destaque, sem que isso lhes permita, no entanto, disfarçar as divergências existentes no interior do próprio partido. Como esta semana ficou mais ou menos evidente, quando o presidente da Câmara de Valladollid anunciou publicamente, e na sequência de um apelo à desobediência civil lançado pela Igreja Católica, a intenção de vir a opor-se à celebração dos casamentos civis entre homossexuais, desafiando um dever que lhe é atribuído por lei, o que, naturalmente, provocou um enorme escândalo mediático. Horas depois, o mesmo autarca acabaria, no entanto, por recuar nas suas intenções, ao perceber que a violação da lei - que deverá entrar em vigor em Junho - implicaria a perda do mandato. Mas, nessa altura, já o presidente da Câmara de Vallodolid tinha sido desautorizado pelos principais autarcas do PP. Com realce para os seus colegas de Madrid, Valência, Málaga e Oviedo, que já garantiram que irão aplicar as novas disposições legais, mesmo que isso os obrigue, até por razões de ordem prática, a delegar a celebração de tais cerimónias nos vereadores. Nada que impressione Beatriz Gimeno, que, por estes dias, tem vindo a desdobrar-se em sucessivas declarações públicas. "Esta polémica é absolutamente artificial. Grande parte é impulsionada pela Igreja Católica, que aproveitou a eleição do Papa Bento XVI para voltar a dizer o que sempre disse. E o PP apanhou a onda, mas a lei vai entrar em vigor. E ninguém, que o queira, ficará por casar. Isso é evidente." A avaliar por aquilo que se observa nas ruas espanholas, Beatriz Gimeno tem razão. Salvaguardadas as declarações de alguns políticos mais ou menos obscuros e as reacções - algumas infelizes - da hierarquia da Igreja Católica de Espanha, este não é um tema que pareça preocupar a generalidade dos espanhóis, para quem o terrorismo, a insegurança e o emprego continuam a ser as principais prioridades. O que explicaria também os resultados de um inquério realizado há pouco mais de oito meses, quando José Luis Zapatero e o PSOE já estavam no Governo, e no qual dois terços dos espanhóis (66,2%) se declaravam a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Nesse inquérito, efectuado pelo Centro de Investigaciones Sociologicas (CIS), 76,6% dos inquiridos consideravam ainda que a homossexualidade era apenas "uma opção sexual distinta", enquanto 79% entendiam que era "tão respeitável" como a heterossexualidade. O que parece dar, outra vez, razão a Beatriz Gimeno, quando, a meio da conversa, realça o facto de a Espanha ser, actualmente, um dos países mais secularizados da União Europeia, dando origem a "uma moral sexual muitíssimo progressista". ESPANHA: "Rosto 'gay' do PSOE" "A lei que irá permitir os casamentos homossexuais em Espanha é uma reforma do Governo que não vai contra nada nem contra ninguém. Trata-se apenas de uma exigência social, que consagra um direito de igualdade e que regulariza uma situação que já existia. É um triunfo do Estado de direito, da razão e da liberdade individual." Foi assim que Pedro Javier Zerollo, vereador socialista na Câmara de Madrid, reagiu, quando o DN lhe pediu que se pronunciasse sobre as razões que levaram o PSOE e o presidente do Governo espanhol a avançar com este tipo de legislação. "Como dizia o poeta 'Todos temos de ser pedacinhos de um enorme plural.'"Homossexual assumido, ou o "rosto gay do PSOE" como os media espanhóis lhe chamam, Pedro Zerollo foi o antecessor de Beatriz Gimeno na liderança da Federação Estatal de Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais. Talvez por isso fale com tanto entusiasmo do tema, mesmo que o seu discurso seja politicamente mais partidarizado, ao contrário de Beatriz Gimeno. O que talvez se possa compreender melhor se pensarmos que Pedro Zerollo foi uma das pessoas que levaram José Luis Zapatero a assumir esta causa. "Acabou mais uma discriminação", diz Zerollo, comparando a legalização de casamentos homossexuais ao fim da escravatura e ao direito de voto das mulheres, entre outros exemplos. "Além do jámon, a Espanha (de Zapatero) passou a exportar também valores e um modelo de sociedade para o mundo." Questionado sobre a oposição de partidos como o PP e sobre as críticas proferidas pela Igreja Católica, Zerollo não hesita "Este debate só veio confirmar que a direita espanhola continua a ser uma direita extrema, que não reconhece a liberdade individual e que, nesta matéria, só está a amplificar aquilo que diz a hierarquia de uma Igreja que se mostra cada vez mais distante da realidade que a rodeia. "Imagine-se o que seria deste país se tivéssemos seguido as ideias da Igreja Católica: não teríamos uma lei que autorizasse a interrupção voluntária da gravidez; não haveria divórcio; nem nada que nos permitisse recorrer às técnicas da inseminação artificial." ESPANHA: Prepara lei para proteger direitos de transexuais O governo espanhol anunciou na semana passada que está a preparar uma lei que regulamentará a mudança de identidade de transexuais. A nova Lei de Identidade de Gênero foi anunciada pela vice-presidente do governo, Maria Teresa Fernández de la Vega. O anúncio veio em resposta a uma pergunta de Beatriz Gimeno, presidente da Federação Estatal de Lésbicas, Gays e Transexuais. Gimeno recordou que muitas pessoas estão à espera dessa regulamentação para “adequar seu sexo a seu gênero social”. O Congresso espanhol já havia estudado uma lei para permitir a mudança de documentos de transexuais, mas o Partido Popular (PP), bloqueou o projeto na Comissão de Justiça. Atualmente, os transexuais que se submetem à cirurgia de mudança de sexo podem mudar seus documentos, mas precisam de uma sentença favorável. As organizações de transexuais esperam que esse requisito não seja exigido na nova lei e que baste comprovar seu gênero social para conseguir a mudança de identidade em documentos. Há duas semanas, o Congresso espanhol aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o que provocou críticas da Igreja Católica e de grupos conservadores do país. Fonte: MixBrasil (Brasil) PORTUGAL: Comunidade homossexual de Viseu tem "medo de sair à rua" durante a noite Depois das notícias de agressões e ameaças a homossexuais, vai decorrer em Viseu um protesto contra a discriminação. "Não sei se terá havido outro exemplo de agressão física a homossexuais, mas a agressão é contínua no terror que se sente de sair à noite em Viseu". A denúncia foi feita ontem por Paulo Vieira, do Não te Prives - Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais, durante a apresentação da concentração Stop Homofobia, que vai ser promovida em Viseu, no próximo domingo, por 14 entidades de defesa dos direitos humanos. As associações vão manifestar-se no Rossio, na sequência de alegadas agressões e perseguições a homossexuais que, alegadamente, ocorreram na cidade. "Já há largos meses que se verificam algumas agressões homofóbicas a homossexuais, com a complacência por parte das autoridades. Este acontecimento levou a um movimento de repúdio por parte de algumas associações que resolveram marcar esta concentração porque em pleno século XXI cidadãos são agredidos pelo simples facto de serem identificados como homossexuais", justificou Carlos Vieira, do núcleo de Viseu da Olho Vivo - Associação para a Defesa do Património, Ambiente e Direitos Humanos. Depois dos ataques que ocorreram, acrescenta Paulo Vieira, do Não te Prives, está instalado "um clima de terror que levou a que a população homossexual não se encontre". "Os locais onde se davam as agressões deixaram de ser frequentados por homossexuais. Estive em Viseu com várias pessoas que foram agredidas e saí à noite, e sei o que é terror. As pessoas têm medo de andar em Viseu", refere. Fonte: Público OnLine (Portugal) SIDA: Informação sobre sida não basta para mudar comportamentos de risco A transmissão de informação sobre as vias de contágio e as consequências da sida não chega para prevenir comportamentos de risco, revelam dois estudos feitos por investigadores da Universidade Lusófona junto de adolescentes e jovens adultos que serão apresentados no 8.º Congresso Mundial de Adolescência que começa hoje e termina no sábado, em Lisboa. Fonte: Público OnLine (Portugal) PORTUGAL: Tribunal Constitucional considera crime "actos homossexuais com adolescentes" viola princípio de igualdade O Tribunal Constitucional considerou que o artigo 175º do Código Penal, que prevê o crime de "actos homossexuais com adolescentes", viola o princípio da igualdade consagrado na Constituição. Fonte: Público OnLine (Portugal)
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