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Outubro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Partido do governo aceitaria adopção por homossexuais
07/Out./2006

O PS aceitaria a adopção de crianças por parte de casais homossexuais. A informação é avançada este sábado pelo semanário SOL. Segundo escreve o jornal há vários deputados da bancada socialista que se mostram favoráveis à medida, mas consideram que a questão só deve ser colocada depois do referendo ao aborto.
O porta-voz do PS, Vitalino Canas, afirmou ao semanário que «o partido deverá ser mais aberto ao casamento de homossexuais do que à questão da adopção», mas reconhece a existência de vozes contrárias. Por exemplo, Strecht Ribeiro, também ouvido pelo jornal diz que «quando se saltar a barreira do casamento, salta-se a da adopção».
Os deputados socialistas argumentam que os casais que querem adoptar têm de «ser sólidos e bons educadores», o que não está directamente ligado à sua orientação sexual.
Já o líder do partido, José Sócrates, mantém-se silencioso mas, pessoalmente, segundo o SOL, é a favor da medida.
A oposição considera que «deve haver uma discussão na sociedade portuguesa sobre o assunto» e que o «tema não prioritário».
Paula Teixeira da Cruz, ex-vice-presidente de Marques Mendes, defende que a orientação sexual «deve ser a última coisa a ser chamada à colação».
Apenas o Bloco de Esquerda foi afirmativo quanto ao tema, mas mesmo assim, não vai avançar com nenhuma proposta.

Fonte: Portugal Diário (Portugal)

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Governo desmente possibilidade de adoção por casais do mesmo sexo
8/Out./2006

O ministro da Presidência garantiu que o Governo não tem planeada qualquer iniciativa relacionada com a adopção de crianças por casais homossexuais. O semanário «Sol» noticiava ontem que vários deputados do PS se mostraram favoráveis à adopção de crianças por casais homossexuais, e acreditam que a questão será colocada depois do referendo do aborto. “O Governo não tem inscrita no seu programa qualquer referência ao assunto e não está a pensar em nenhuma iniciativa sobre esta matéria”, afirmou Silva Pereira, no final do Conselho de Ministros. Os deputados ouvidos pelo «Sol» consideram que uma alteração da legislação sobre a adopção deverá ser feita depois do referendo ao aborto e na sequência da discussão do casamento de homossexuais. De acordo com o semanário, os deputados argumentam que os casais que querem adoptar uma criança têm que ser “sólidos” e “bons educadores” e que, por isso, não tem necessariamente a ver com a sua orientação sexual.

Fonte: O Primeiro de Janeiro (Portugal)

 

 

 

 

 

REINO UNIDO: Polícia ganha concurso Mr. Gay UK
9/Out./2006

O polícia Mark Carter, de 23 anos, é o novo "Mr. Gay UK".
Carter ficou à frente de 24 finalistas regionais, e teve o apoio de 50 colegas da polícia na sua vitória no passado dia 30 de Setembro no Flamingo Club de Blackpool.
Num comunicado oficial da esquadra de West Yorkshire, Nigel Hibbert, o responsável pela esquadra afirma "É um feito fantástico e todos nós estamos orgulhosos de Mark. Ele portou-se muito bem e estamos felizes por ele ter ganho."
Carter disse que estava "absolutamente para lá da lua" com esta vitória. "Estou contente por poder mostrar que há polícias que são gays e não necessariamente as pessoas comuns que vemos na TV em programas como o Big Brother", afirmou. "Acho que será bom para os jovens gays verem que alguém como eu teve sucesso profissional numa carreira como a da polícia".
"No início pensei que quando todos soubessem que eu era gay ninguém quisesse falar comigo, mas na final do Mr Gay UK tive mais pessoas a me apoiarem do que em qualquer outro acontecimento da minha vida."
Carter recebeu aproximadamente 6750 Euros de prémio.

Fonte: PortugalGay (Portugal)

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Lei sobre casamento e adopção por homossexuais só a partir de 2009
13/Out./2006

O Partido Socialista não vai avançar com as propostas de adopção de crianças por pessoas do mesmo sexo ou o casamento de casais homossexuais antes de 2009.
Esta é a conclusão do texto da moção que José Sócrates vai levar ao congresso dos socialistas, na qual se remete para depois de 2009 uma eventual aprovação de leis sobre esta matéria.
O «timing» foi assumido por Sérgio Sousa Pinto, um dos autores da moção, onde é abordada a preparação e ponderação dos novos desafios e objectivos a colocar aos cidadãos em próximos actos eleitorais.
Entre as políticas a serem abordadas estão as da liberdade pessoal, tolerância e respeito, mais concretamente a moção fala em removar as discriminações que restam na ordem jurídica e social portuguesa, sobretudo as que são fundadas no sexo e orientação sexual, bem como modernizar o direito da família e ajustá-lo à evolução da realidade social.
Para já, o partido concentra-se no referendo ao aborto, pelo que só posteriormente haverá abertura do partido relativamente a outros temas.
Ouvido pela TSF, António Sezerdelo, da «Opus Gay», disse que adiar estas questões para depois de 2009 talvez seja «muito tarde».
Porém, reconheceu que é preciso tempo para avançar com esta legislação, sublinhando que os portugueses têm de ser sensibilizados primeiro para este debate.
«Sou absolutamente a favor do casamento, da adopção, mas entendo que é um processo que tem de ser trabalhado junto da população, dos poderes locais, dos heterossexuais e até dos próprios 'gays'», defendeu, realçando que «não se morre em Portugal por falta de casamento, mas por motivos de homofobia».

Fonte: TSF (Portugal)

 

 

 

 

 

EUA: FBI divulga novo estudo sobre crimes contra homossexuais
18/Out./2006

O FBI, divulgou novo estudo que mostra que os crimes de ódio contra gays e lésbicas são o terceiro tipo de crime mais comum no país.
Segundo o FBI, no geral, o número de crimes de ódio caiu 60%. Crimes que tiveram como motivação a raça das pessoas representam a metade dos incidentes. Crimes motivados por religião representam 17% dos casos e ataques contra gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros vieram em terceiro, com 14,2% dos casos.
Para alguns grupos de defesa dos direitos de GLBT, os números não representam a realidade, porque muitas vítimas não reportam seus casos às autoridades. Em maio, o Senado não aprovou uma lei que incluiria a violência contra gays e lésbicas no Código Penal.
A ONG Human Rights Campaign declarou que os números são prova de que uma lei que proteja as minorias sexuais deve ser aprovada urgentemente e destacou que as delegacias de polícia muitas vezes ignoram crimes contra homossexuais.
“Precisamos garantir segurança e proteção para todo e qualquer cidadão americano, seja por raça, religião, etnia, gênero, orientação sexual ou identidade de gênero”, disse Joe Solmonese, presidente da HRC.

Fonte: Últimos Segundo (Brasil)

 

 

 

 

 

PORTUGAL: ILGA Portugal desafia poder político a assumir luta contra a homofobia
21/Out./2006

Foi hoje publicada no jornal Público uma sondagem efectuada pela Universidade Católica sobre vários temas e que, apesar do seu enviesamento, evidencia o grau de homofobia na população portuguesa.
A sondagem da Aximage publicada pelo Correio da Manhã em 2004, com a pergunta «é a favor ou contra que em Portugal seja legalizado o casamento entre homossexuais», obteve mais de 35% de opiniões favoráveis. Já a sondagem da Universidade Católica optou por induzir respostas, ao propor vários regimes legais para casais de pessoas do mesmo sexo – e note-se que esta é a única questão da sondagem em que é oferecido um menu de possibilidades.
Em todo o caso, a maioria de respostas contra o reconhecimento legal de casais de pessoas do mesmo sexo denota a necessidade urgente de combater a homofobia que sem dúvida continua a ser um problema fracturante da sociedade portuguesa. E denota ainda a falta de informação de uma parte substancial da população – basta atentar nos resultados negativos desta mesma sondagem no que diz respeito à adopção de crianças por “pessoas homossexuais” para constatar a ignorância generalizada de estudos científicos e sobretudo de recomendações dos órgãos colegiais de referência a nível mundial como a Associação Americana de Psiquiatria, a Associação Americana de Psicologia e a Academia Americana de Pediatria (constituídos por dezenas de milhar de membros). É que nestes relatórios e decisões enfatiza-se sistematicamente a semelhança entre homossexuais e heterossexuais no exercício dos papéis parentais, bem como o facto de crianças educadas por gays e lésbicas apresentarem os mesmos níveis de desenvolvimento emocional, cognitivo, social e sexual que as crianças educadas por heterossexuais.
Há por isso dois pontos que a Associação ILGA Portugal entende como fundamental realçar:
Por um lado, não sendo a democracia uma ditadura de maioria, não se pode esperar que os direitos de minorias sejam dependentes de sondagens, do voto ou da própria opinião maioritária; daí a importância de uma Constituição que define direitos fundamentais e que urge cumprir. Importa referir que o facto de se atribuir o mesmo reconhecimento legal a casais de pessoas do mesmo sexo não terá qualquer implicação sobre a liberdade de outr@s. Casais heterossexuais continuarão a ter exactamente a mesma liberdade de escolha. Nesta questão, liberdade e igualdade são, afinal, perfeitamente compatíveis.
Por outro lado, é da maior relevância chamar a atenção para o que se passou em Espanha, onde as sondagens revelavam opiniões similares às agora divulgadas para Portugal, e onde houve uma mudança radical após uma tomada de posição inequívoca e favorável à igualdade no acesso ao casamento civil e à adopção por parte do governo socialista espanhol, liderado por Zapatero. Já o governo socialista português tem evitado discutir a igualdade no acesso ao casamento civil, optando sempre por esperar por uma miraculosa mudança das mentalidades ou pelo próprio debate público – que naturalmente só ocorrerá em função de uma posição política forte do próprio Governo em prol da igualdade.
A Associação ILGA Portugal relembra ao Governo e ao Parlamento portugueses que a qualidade de uma democracia se mede pela forma como trata as minorias. Manter a proibição no acesso ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e no acesso à adopção de crianças por parte destes casais é endossar e promover a homofobia, desrespeitar a Constituição, bem como um princípio fundamental da construção europeia: a igualdade.

Fonte: ILGA (Portugal)

 

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