Legislação Notícias
Contacte-nos por E-mail Assinar e Ler o Nosso Livro de Visitas Regressar à Página Inicial

 

Setembro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Cinco lições em GAY SOLO
3/Set./2005

Gay Solo é a primeira parte de um projecto intitulado Sex Shop Trilogy a apresentar entre 2005 e 2007.
Visto de uma forma simplista, Gay Solo é aquilo a que se poderia chamar um one man show. Mas não só...
É também um revolucionário guia para compreender o gay português em cinco fáceis lições.
E, sobretudo, é uma crítica corrosiva (e, às vezes, bem-humorada) sobre algumas ideias feitas acerca do que é ser gay num pequeno país que gostamos de chamar Portugal! Como o próprio nome indica, trata-se de um espectáculo a solo que se pretende uma reflexão irónica sobre alguns mitos e ideias feitas acerca da homossexualidade, ao mesmo tempo que assume a função política e social que o termo gay ganhou na sequência dos tumultos em Stonewall, há mais de trinta anos atrás.
Mas, sobretudo, Gay Solo pretende quebrar a barreira que tem tornado os espectáculos de temática gay uma espécie de produto de consumo interno, para uma minoria específica e sempre com um certo carácter underground. Este primeiro capítulo da Sex Shop Trilogy quer acima de tudo falar com a população portuguesa, independentemente da sua orientação sexual e, mais do que preocupado em construir um discurso dirigido aos gays portugueses, quer estabelecer pontes de comunicação com o que se convencionou chamar uma sociedade maioritariamente heterossexual.
Alicerçado na actualidade política e social portuguesa, e dependente da cumplicidade estabelecida com o público em cada diferente espectáculo, Gay Solo propõe-se não só como um objecto artístico mas sobretudo como uma afirmação pessoal e política.


As 5 Lições Básicas

1ª CONCEITOS BÁSICOS & IDEIAS FEITAS
Tem a certeza que sabe que o que é um heterossexual?

2ª ROTEIRO PARA A COMPREENSÃO DO GAY MODERNO
Sabe quantos tipos de gay os heterossexuais conhecem?

3ª O ENGATE
E se um homossexual de repente lhe oferecer flores... Sabe o que isso é?

4º O MUNDO HETERO
Sabe quantos gays são precisos para mudar um heterossexual?

5º PORTUGAL "QUASE" GAY Sabe o que fazer para descobrir se é gay?


GAY SOLO
Um espectáculo de Luís Assis
Datas de apresentação: 9 de Setembro a 9 de Outubro de 2005 de quarta a domingo às 22h
Local de apresentação: Comuna - sala 1
Duração do espectáculo: 60m
Preço: Normal: 12 euros
Descontos Diversos: 10 euros
Desconto Pin Cultura: 9 euros
Para informações e reservas : 21 722 17 70 / 213420136
cassefazproduz@teatropolis.net
www.teatropolis.net

Fonte: Cassefaz(Portugal)

 

 

 

 

 

REINO UNIDO: Premiará os homossexuais do ano
6/Set./2005

Londres será sede do primeiro prêmio "Homossexual do Ano", evento que pretende premiar os gays e lésbicas que mais se destacaram nos negócios, entretenimento e mídia em 2005. Os GALas, silgla em inglês para Gay and Lesbian Awards, serão apresentados e entregues por celebridades ligadas à comunidade como George Michael, Will Young, Elizabeth Hurley e Naomi Campbell, prometem os organizadores. A cerimônica está marcada para o dia 30 de setembro. Toda a verba conseguida na noite será revertida em bolsas de estudo para estudantes gays e lésbicas.

Fonte: MixBrasil (Brasil)

 

 

 

 

 

CINEMA: Western gay de Ang Lee conquista o Leão de Ouro
11/Set./2005

O filme "Brokeback Mountain" do realizador de Taiwan Ang Lee, um western sobre a relação amorosa entre dois homossexuais, conquistou o Leão de Ouro para o melhor filme na 62ª edição do Festival de Cinema de Veneza.
«Obrigado, é uma grande honra», declarou Ang Lee, de lágrimas nos olhos, depois de ter recebido o troféu atribuído ao seu filme, que descreve como «uma história universal sobre um amor extraordinário».
Os protagonistas de «Brokeback Mountain» - Ennis Del Mar e Jack Twist, interpretados por Heath Ledger e Jake Gyllenhaal - são dois cowboys homossexuais que se conhecem num rancho, tornam-se amigos e depois amantes.
O tema do filme, passado na América dos anos 1960, centra-se nas dificuldades de ser homossexual perante si próprio e a sociedade.
Ang Lee nasceu em Taiwan, mas reside actualmente nos Estados Unidos da América, e realizou filmes como «O Banquete de Casamento» e «O Tigre e o Dragão».

Fonte: TSF Notícias (Portugal)

 

 

 

 

 

REINO UNIDO: ONG testa atendimento a homossexuais
13/Set./2005

A organização não-governamental Stonewall Cymru, do País de Gales, iniciou uma campanha para testar o atendimento a gays e lésbicas por lojas e outras instituições públicas e privadas no país.
Com o tema “Give us the Goods”, trocadilho com as palavras good (bom) e goods (mercadorias), a campanha conta com voluntários que vão utilizar a técnica de “mystery shop”. Disfarçados de consumidores comuns, eles vão até os estabelecimentos e analisam o tratamento dispensado.
Segundo a ONG, o objetivo é verificar se homossexuais são excluídos ou tratados de forma diferente dos héteros. A iniciativa surgiu depois que a Stonewall Cymru recebeu denúncias de que gays e lésbicas recebiam tratamento diferenciado em algumas instituições. Um banco, por exemplo, pediu que um casal gay fizesse testes de HIV antes de lhes conceder um seguro de vida – procedimento que o mesmo estabelecimento não solicita para heterossexuais.

Fonte: MixBrasil (Brasil)

 

 

 

 

 

TEATRO: Uma branda incursão pelo camp
14/Set./2005

Sex Shop Trilogy é o título da trilogia que o actor e encenador Luís Assis começou a trabalhar este ano e irá continuar a desenvolver até 2007, da qual já concluiu a primeira parte, Gay Solo, que está agora em cena no Teatro da Comuna. Esta é uma produção da Cassefaz, que, de 15 a 21 de Setembro, sublinhando a exploração do mesmo universo temático, vai integrar a programação do Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa. No seio deste, há que salientar e saudar, para além da projecção dos filmes, a realização do 1.º Colóquio de Estudos Gay, Lésbicos e Queer, intitulado Culturas, Identidades, Visibilidades, nos dias 16 e 17 de Setembro, no Instituto Franco-Português.
É, precisamente, a cultura, a identidade e a visibilidade do universo gay que estrutura o espectáculo de Luís Assis, ao articular a linguagem performativa com a cultura gay. Este one-man show decorre num espaço cénico preciso, confinando a acção a um pequeno quadrado branco, sobre o qual se encontra apenas uma cadeira, uma estante para partitura (que afinal suporta cartões escritos que vão sendo lidos), o tronco de um manequim coberto por um casaco e, ainda, um quadro onde vão sendo escritos a giz os números e os títulos das cinco lições propostas para compreender o gay português: 1.ª - Conceitos Básicos & Ideias Feitas, 2.ª - Roteiro para a Compreensão do Gay Moderno, 3.ª - O Engate, 4.ª - O Mundo Hetero e 5.ª - Portugal "Quase" Gay.
Recupera-se, portanto, de certo modo, a intenção de uma aula. O que se reflecte na relação directa que Assis estabelece com os espectadores, que vai sendo repetidamente interrompida pela acção de beber água por uma garrafa, relevante para a desmistificação do trabalho de palco e a humanização do actor. Mas a constante precipitação do gesto e da fala não permite a valorização destes momentos de pausa, nem o apuramento eficaz da estratégia camp que atravessa todo o espectáculo.
A incursão pelo camp acaba, de facto, por revelar-se algo inconsistente, já que nunca chega a ser totalmente assumida por uma clara postura de resistência, radicada no artifício, na teatralidade paródica e na autoderisão irónica, que questione e relativize o próprio texto que está a ser dito, dado que neste se aborda uma série de estereótipos sobre as práticas e representações das culturas gay e "hetero", que podem, desta forma, ser percepcionadas como verdades absolutas e não categorias tipificadas. E esta indefinição pode, sobretudo, levar o espectador a confundir uma criação que se quer politizada com um simples manifesto de glorificação do gay português.
Um espectáculo em que a estratégia camp acaba por não ser totalmente assumida.

Fonte: Público OnLine (Portugal)

 

 

 

 

 

CINEMA: Cinema gay e lésbico no Quarteto
15/Set./2005

Além dos filmes a concurso e fora dele, o FCGLL inclui também um colóquio subordinado ao tema ‘Culturas, Identidades, Visibilidades’, a realizar amanhã e depois no Instituto Franco-Portugais. Ao longo dos próximos seis dias, mais de 85 curtas e longas-metragens vão ser exibidas, na sua maioria oriundas da Europa. O programa, contudo, inclui ainda filmes dos EUA, Brasil e Filipinas.
Prevista está também a presença de vários realizadores, produtores e actores europeus, que participarão em debates e festas.
O evento conta este ano com uma ‘Nova Secção Competitiva’, que fará a atribuição de um prémio para a melhor longa e curta-metragem e o melhor documentário.

Fonte: Correio da Manhã (Portugal)

 

 

 

 

 

PORTUGAL: Gays à descoberta do Douro
24/Set./2005

A 3 de Outubro dezenas de homossexuais norte-americanos, na sua maioria idosos, vão embarcar, no Porto, no barco-hotel Infante D. Henrique, naquele que será o primeiro cruzeiro gay realizado no Rio Douro. São dez dias em que turistas abastados – o preço de cada viagem é 1554 euros – vão subir o rio de barco e visitar de autocarro as cidades de Braga, Porto, Vila Real e Lamego.
Dos socalcos vinhateiros há ainda uma extensão até à cidade espanhola de Salamanca.
“A viagem é organizada por uma agência de turismo norte-americana e, segundo sabemos, conta já com grande adesão de turistas”, disse ao CM Luís Rodrigues, membro do comité organizador do simpósio de três dias sobre turismo gay e lésbico, que hoje termina em Lisboa.
Luís Rodrigues conta que no ano passado houve uma viagem semelhante, no Douro, em que estiveram presentes turistas heterossexuais e homossexuais norte-americanos. “Os gays gostaram tanto da região do Douro que este ano a agência norte-americana decidiu realizar um cruzeiro exclusivamente homossexual.”
Perante um tipo de turismo sofisticado, exigente e disposto a pagar bem para ver as belezas naturais oferecidas pelo vale onde se produz o vinho do Porto, o barco Infante D. Henrique, construído no ano passado, apresenta condições de luxo, de hotel de cinco estrelas flutuante.
Luís Rodrigues sublinha que “há cada vez mais interesse do turismo homossexual em conhecer Portugal”. O responsável da feira de turismo gay adianta ainda que, além do Douro, a Madeira é outro ponto de interesse do turismo gay de cruzeiros (ver caixa ‘Funchal não escapa à onda’).
Com o objectivo de captar novos turistas no segmento gay e lésbico, cerca de 15 empresas participam no simpósio de apresentação das potencialidades nacionais junto de 60 agentes de viagens norte-americanos e da Europa, que se deslocaram a Lisboa a convite da IGLTA (Associação Internacional de Viagens Gay e Lésbicas) e da Associação de Turismo de Lisboa.
É estimado em cem mil o número de gays e lésbicas que anualmente visitam a capital.
O encontro que ontem decorreu no Hotel Fénix contou com grande adesão dos agentes turísticos de Lisboa, segundo Luís Rodrigues. “Os hotéis da capital revelaram grande interesse por este segmento do mercado, que já representa cerca de dez por cento do turismo mundial.”
Cultura, gastronomia, sol e praias são para o brasileiro Claudis Casimiro (director da IGLTA, entre 1998 e 2002) os aspectos de Portugal mais apreciados pelos gays. Claudis Casimiro lembra que só no Brasil há três milhões de homossexuais com poder de compra para fazerem turismo em Portugal.
A Europa prepara-se para aderir aos cruzeiros gay do estilo norte-americano. A partir de Dezembro, a empresa Romeo-N-Romeo efectuará cruzeiros de dez dias nas Canárias, sendo que ao quinto dia é o momento do barco exclusivo para homens acostar no Funchal. O primeiro cruzeiro arranca a 24 de Dezembro e chega à Madeira a 28.
Os preços de viagem variam entre os 1189 e os 2499 euros por pessoa. Luís Rodrigues, da Saga Travel, única agência portuguesa para gays e lésbicas e que comercializa estes cruzeiros, diz ao CM que nos Estados Unidos este tipo de viagens existem já há alguns anos. “As viagens ao estilo norte-americano são marcadas pela diversão, existindo todas as noites festas a bordo, junto à piscina ou na discoteca sobre os mais variados temas. No caso dos cruzeiros das Canárias, o estilo será mais europeu, ou seja, mais curto e barato.” Luís Rodrigues realça que há uma grande expectativa dos operadores europeus para saber como será a adesão a este tipo de viagem, onde participam gays sobretudo com idades entre os 35 e 40 anos. A escolha da Madeira e Canárias deve-se ao Inverno ser mais suave nestes arquipélagos.

Fonte: Correio da Manhã (Portugal)

 

Copyright © GLA 2004 Todos os Direitos Reservados.
Concepção e Realização JLP - Soluções Para a Internet