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A
banda paulista Andralls está
sendo considerada uma das melhores
em se tratando de Thrash Metal no
Brasil. E como eles estão com
o mais novo trabalho em mãos
em mãos, o CD “Inner
Trauma”, e, ainda, se preparando
para entrarem em uma longa turnê
pelo Brasil, America do Sul e Europa,
fomos bater um papo com esses thrashers.
Confiram essa entrevista cedida pelo
guitarrista, Di Lallo. Para os fãs
do Fasthrash, Andralls!!!
Adicionada em 11/03/05 |
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GO
In Hell - Olá Di Lallo! É um
grande prazer ter o Andralls nas páginas
metálicas do GO In Hell Webzine. Conte-nos
um pouco da história da banda. Começo,
discografia, integrantes e tudo que achar
relevante.
Di Lallo – A banda começou
em 1998, quando começamos a tocar alguns
covers de umas bandas que a gente gostava.
Após um tempo tocando juntos, melhoramos
o entrosamento, começamos a compor
e quando fomos perceber, já estávamos
com um cd quase pronto. Daí pra frente
foi só trabalhar com seriedade para
as coisas acontecerem. O primeiro álbum
foi gravado e lançado de forma independente,
o “Massacre, Corruption, Destruction...”.
Neste álbum, a gente entrava em estúdio
quando sobrava alguma verba, eis o motivo
de ficarmos um ano trabalhando nele. Não
tínhamos apoio algum. O segundo álbum
foi o “Force Against Mind”, lançado
pela Marquee Recs. No Brasil e Mausoleum na
Europa. Neste álbum já contamos
com a produção de Sidney Sohn
Jr. e o resultado foi a excelente repercussão
da banda tanto no Brasil como na Europa. Tanto
é verdade que, devido ao sucesso do
álbum, a gravadora decidiu lançar
um MCD ao vivo desta turnê, o “Fasthrash
Live 2003” para que a galera pudesse
ouvir a agressividade do Andralls nos palcos.
Este ano estamos lançando nosso novo
trabalho, “Inner Trauma”, que
promete ser um dos grandes lançamentos
do ano. O álbum vai ser lançado
no Brasil e Europa simultaneamente pela Marquee
e Mausoleum Recs. no mês de fevereiro/março
de 2005.
GO
In Hell - O Andralls começou em 1998
e após um ano de banda já estava
entrando em estúdio para gravar o primeiro
CD-Oficial. Porque vocês optaram por
já lançar, de cara, um CD completo
ao invés de uma Demo como a maioria
das bandas fazem?
Di Lallo – Na verdade,
existe uma demo, porém, não
é divulgada, já que possui três
faixas que também podem ser encontradas
no álbum oficial e com uma qualidade
de gravação superior.
GO
In Hell - Ainda sobre este primeiro trabalho,
"Massacre, Corruption, Destruction...",
vocês também optaram por uma
produção totalmente independente
e sem apoio na distribuição.
Essa foi uma escolha da banda ou vocês
procuraram um Selo/Gravadora e não
tiveram retorno?
Di Lallo – Nesta época
a gente não tinha escolha e nem opções
para analisar. A banda ainda não possuía
algum reconhecimento na mídia e no
cenário metal brasileiro, já
que a demo não foi divulgada. Mas foi
um importante passo para nossa evolução
e aprendizado. Hoje, sabemos exatamente o
que fazer no momento da gravação
e produção de um álbum.
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GO
In Hell - O Andralls auto define seu
estilo pelo termo "Fasthrash",
que pode ser considerado a mistura do
Thrash antigo com o atual. Fale mais
sobre o estilo da banda. Vocês
realmente prezam estas duas fases do
Thrash Metal?
Di Lallo –
Nestas
duas fases existem coisas boas e ruins,
nós procuramos fazer o thrash
metal dos anos 80, mas com uma produção
melhorada. Somos totalmente contra parar
no tempo e simplesmente copiar os grandes
clássicos do thrash metal mundial.
A banda tem que mostrar personalidade,
porém, isso não quer dizer
que tenha que inovar demais e deixar
de ser thrash metal. A agressividade
e velocidade são essenciais.
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| GO
In Hell - Para o segundo trabalho da banda,
“Force Against Mind”, vocês
assinaram com a Marquee Records, que também
lançou o ao vivo da banda, "Fasthrash
Live 2003". Parece-me que essa parceria
com a Marquee Records foi ótima, estou
certo? O novo CD "Inner Trauma"
também sairá pela Marquee?
Di Lallo – Sim, você
está certo. A parceria tem trazido
grandes resultados até o momento. A
Marquee é uma gravadora que acredita
na banda e nós estamos retribuindo
o esperado por eles. O Inner Trauma também
está sendo lançado pela Marquee
Records no Brasil.
GO
In Hell - Me parece também que vocês
se identificaram bastante com o produtor Sidney
Sohn Jr., pois ele está produzindo
pela terceira vez um trabalho do Andralls.
Isso ocorre pelo fato dele entender perfeitamente
a idéia sonora de vocês?
Di Lallo – O Sidney
Lamphead é uma figuraça... mas
é muito profissional e técnico
no que faz. Desde o primeiro trabalho com
ele, pudemos observar o seu grande conhecimento
musical. Ele nos proporciona total liberdade
dentro do estúdio, onde podemos dialogar
e analisar as situações até
chegarmos à uma conclusão. E
desta maneira, os resultados obtidos são
excelentes.
GO
In Hell - O Andralls está lançando
seu quarto trabalho, intitulado de "Inner
Trauma". Ouvi falar que ele será
lançado simultaneamente no Brasil e
na Bélgica, é isso mesmo? Aproveite
e conte-nos todos os detalhes deste novo CD
(Produção, estúdio escolhido,
etc.).
Di
Lallo – Sim, ele está
sendo lançado no Brasil pela Marquee
Records e em toda a Europa pela gravadora
Mausoleum Records, da Bélgica. Este
álbum é o álbum mais
técnico e com uma melhor produção
que já fizemos, porém, continua
rápido e agressivo, como o fasthrash
deve ser. Gravamos no Rio de Janeiro, no HR
Studio, com o produtor Sidney Sohn Jr.
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GO
In Hell - Para o CD "Inner Trauma",
vocês, além de se preocuparem
em fazer inúmeras apresentações
em vários cantos do país,
também estão investindo
em uma turnê Sul Americana, podendo
se estender a uma européia. Como
estão ocorrendo as negociações
para essa maratona de shows e qual é
a expectativa da banda para a "Inner
Trauma Tour"?
Di
Lallo – As expectativas
são as melhores possíveis.
Primeiro tocaremos em todo o Brasil
e após os shows nacionais tentaremos
algo na América do Sul e Europa.
Para isso, já estamos conversando
com nossa gravadora Belga para que isso
seja realizado o mais rápido
possível ainda nesta turnê.
GO In Hell - Observando as datas da
turnê, pude ver que não
há nenhum show para o Sul do
país. Não houve negociação
por lá?
Di
Lallo – A
nossa pretensão é de tocar
por lá também assim que
voltarmos desta extensa tour. Vamos
entrar em contato com os produtores
locais para que o Andralls possa se
apresentar pelo Sul do país também.
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GO
In Hell - O cenário metálico
brasileiro está cada dia mais forte,
considerando que o Brasil tornou-se passagem
obrigatória para todas as bandas gringas
que visam fazer uma turnê mundial. No
seu ponto de vista, as nacionais estão
acompanhando o ritmo deste crescimento? Você
acha que as bandas brasileiras perdem em algo
para as internacionais?
Di
Lallo – A única
coisa que as bandas nacionais do underground
perdem para as gringas são em questão
de suporte para poder se apresentar com qualidade.
Banda de abertura normalmente é prejudicada.
Musicalmente, temos muitas bandas excelentes
aqui, assim existem por lá. Mas também
vejo muita coisa ruim, que inclusive lota
shows por aqui e esta é a mentalidade
que tem que ser mudada.
GO
In Hell - É notório que com
esse crescimento do cenário Heavy Metal,
a legião de Headbangers também
se expande. O público, sendo maior,
está comprando mais produtos das bandas
nacionais ou ainda falta muita conscientização
do mesmo para o apoio ao Underground brasileiro?
Di
Lallo – Com certeza
o crescimento das vendas sobre o merchandise
de produtos de bandas nacionais tem aumentado
nos últimos anos. Isso é devido
às gravadoras e selos darem um maior
suporte e acreditarem mais nas novas promessas
do heavy metal brasileiro. Mas isso ainda
é pouco para uma banda alcançar
o reconhecimento devido no exterior. No show
que a banda mostra realmente o seu potencial
e nem sempre tem condições para
isso.
GO In Hell -
Quais bandas do Brasil, que estão ou
não em evidência, você
poderia destacar por estar fazendo um trabalho
sério em prol da cena metálica,
sem pilantragem (me refiro à honestidade)?
Di Lallo – Não
conheço o trabalho de todas as bandas,
por isso não gostaria de citar uma
ou outra.
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GO
In Hell - Perguntinha manjada: Quais
são os melhores discos do Metal
mundial para você?
Di Lallo – Eu
poderia citar uma lista com 100 nomes,
mas os que eu realmente gosto e que
marcaram para mim são Rust
in Peace (Megadeth), Arise (Sepultura),
The Sound of Perseverance (Death),
Dehumanizer (Black Sabbath), Heartwork
(Carcass), Powerslave (Iron Maiden),
entre outros...
GO In Hell - Goiânia
está entre as cidades que vocês
passarão na turnê do
CD “Inner Trauma”. Quais
são suas expectativas? Você
conhece algo daqui (Bandas, pessoas,
cena, etc.)?
Di Lallo –
A gente sempre quis
tocar em Goiânia, mas nunca
tivemos a oportunidade. Desta vez
a coisa vai acontecer e esperamos
que o público compareça
para que possamos realizar um grande
show. A única banda que conheço
é o Eternal Devastation (não
é puxando o saco não!)
hahaha...
GO In
Hell - Di Lallo, foi um grande prazer
fazer essa entrevista. O GO In Hell
Webzine deseja uma excelente turnê
e longa vida ao Andralls! As considerações
finais são suas.
Di Lallo – Eu
é que agradeço em nome
do Andralls o espaço e o apoio
dado pelo Go in Hell. É isso
galera, fasthrash na veia... e vamos
comparecer aos shows e sempre apoiar
as bandas nacionais, pois aquelas
que trabalham com responsabilidade
merecem o devido reconhecimento. Abraços. |
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