BRUNO SANTOS FALA SOBRE COMPETIR NO PIPELINE MASTERS

Autoria: Entrevista de Dane Sharp (Rip Curl) / Tradução e Apresentação João Carvalho


O niteroiense Bruno Santos já passou por um teste de fogo em Banzai Pipeline, ganhando uma das duas vagas disputadas com outros 39 concorrentes, havaianos na maioria. Com apenas 21 anos de idade, mas desde os 13 pegando onda no Havaí, Bruninho vive agora a expectativa de pela primeira vez participar de uma etapa do WCT e logo no maior palco do esporte em todo o mundo. A estréia do Rip Curl Pro Pipeline Masters vem sendo adiada desde quinta-feira e o australiano Dane Sharp entrevistou Bruno Santos na casa da Rip Curl no North Shore da Ilha de Oahu: - Conte como foi essa quarta-feira: "A melhor coisa que eu posso lembrar é estar em Pipeline só com mais três pessoas dentro da água! Surfando o dia inteiro assim lá foi o melhor prêmio". Veja mais!

Entrevista de Dane Sharp (Rip Curl)

Quando o surfista da Equipe Rip Curl, Bruno Santos, conquistou o vice-campeonato no Rip Curl Code STL Trials na última quarta-feira, ele não só ganhou uma das duas entradas de convidados deste ano no Rip Curl Pro Pipeline Masters, mas principalmente o respeito dos surfistas locais havaianos e de muitos especialistas em tubos do mundo. Bruno Santos, 21 anos, foi um dos melhores surfistas do dia, se lançando mais fundo nos tubos em Banzai Pipeline "grande", com séries de 8 a 12 pés de altura quebrando numa rasa bancada de corais.

Depois da fama instantânea em Pipeline, Bruninho vai agora enfrentar os melhores surfistas do mundo na etapa final do ASP World Championship Tour 2004. Ele foi escalado para completar a décima bateria, a do vice-líder do ranking Joel Parkinson e do havaiano Sunny Garcia, que está na briga direta por um sexto título na Tríplice Coroa Havaiana.




Parabéns pela vitória do wildcard Bruno - já está pronto para estrear no Pipeline Masters? "Obrigado. Eu estou realmente ainda pensando sobre que aconteceu na quarta-feira...Eu estou realmente muito feliz".

Conte como foi essa quarta-feira:

"A melhor coisa que eu posso lembrar é estar em Pipeline só com mais três pessoas dentro da água! Claro que foi muito importante ganhar a vaga pro WCT, mas a melhor coisa para mim, que venho ao Havaí desde os 13 anos de idade, foi surfar em Pipeline grande sem muita gente. Surfando o dia inteiro assim lá foi o melhor prêmio".

As ondas estavam muito grandes - foi o melhor tubo que você já surfou?

"Eu surfei um numa etapa do WQS em Pipeline no início deste ano e também estavam muito grandes. Provavelmente até melhor do que na quarta-feira. Esta foi a segunda melhor onda que eu já surfei em Pipeline".

Você pegou alguns tubos bem profundos - qual foi você sua melhor onda?

"A melhor onda eu peguei depois da semifinal [risadas]. Eu peguei o melhor tubo do dia quando o campeonato não estava valendo [risadas], Este valeria um 10!".

Você enfrentou séries pesadas em Pipeline - algum acidente?

"Eu bati no recife na minha segunda bateria. Tive alguns cortes na mão e no braço, mas já surfo aqui desde os 13 anos e me sinto confiante".

Você está se sentindo confiante para a sua primeira bateria?

"Nas triagens, eu surfei principalmente com os surfistas locais havaianos, então não pude realmente escolher as ondas que eu queria. Era difícil conseguir prioridade. Minha bateria agora está diferente, porque o Parko (Joel Parkinson) não parece realmente concentrado. Ele está diferente. Eu surfei contra o [Shane] Dorian e o Rob [Machado], que são bons surfistas também. Eu somente farei o mesmo que fiz no Trials".

Boa Sorte e eu sei que todo o Brasil está torcendo por você!

"Obrigado."

Billabong, Voll'us Darts, Quiksilver, HIC, Reef, Rusty, Hurley, Roxy, Lost, Volcom, MCD, Hang Loose, Qix, Rip Curl, O'neill, Adio, Atticus, Black Flys, Black Label, Breakdown, Bullhead, Burton, Circa, DC Shoes, Dickies, Dragon, DVS, Eletric, Element, Etnies, Flojos, Fossil, Fox, Gallaz, Globe, Independent, John Deere, Kik Wear, Kirra, Lilu, Nixon, Osiris, Paul Frank, Puma, Rainbow, Raisins, Shortys, Silver Moon Concept, Spitfire, Split, Spy, Tilt, To the Edge, Trans Nine, Vans.


PALAVRAS DE ANDY IRONS, CAMPEÃO MUNDIAL ASP 2004.

Autoria: Assessoria de Imprensa da ASP South America
Fotografia: Pierre Tostee - karen Wilson / ASPworldtour.com

Andy Irons comemora mais um título na sua bela carreira.

Andy Irons comemora o título com a camisa 3x feita especial para o Tri-Campeão Mundial.

Andy Irons na sua primeira vitória em Jeffreys Bay durante a quinta etapa do circuito.

Andy em imbituba dando seu último vôo antes de torna-se tri-mundial.

"Agora estou aliviado. Eu e o Joel estávamos na mesma pressão, um assistindo a bateria do outro para ver o que iria acontecer e agora que tudo está definido estou bem mais tranqüilo. Depois deste título, acredito que estarei mais confortável no ano que vem, pois cada título vai te deixando mais tranqüilo e não sofro nenhuma pressão para continuar vencendo, apenas eu mesmo me cobro muito para tentar sempre vencer. Com certeza, vou tentar ser campeão mundial a cada ano, entro na competição sempre para vencer…"

"Foi muito estranho e difícil para mim ficar torcendo do lado de fora, mas até vibrei com as duas primeiras ondas do Tânio, que foram muito boas e vi que ia ter uma disputa na bateria. Infelizmente, ou felizmente, o Joel não conseguiu achar as melhores ondas para tentar uma reação. Eu até agora não estou conseguindo entender direito tudo isso que está acontecendo".

"A mídia aqui no Brasil é intensa, acompanha o dia-a-dia da gente, o público é maravilhoso e estou muito feliz por ter conquistado esse título mundial aqui. Com certeza, a partir de agora o Brasil sempre vai ter um lugar especial na minha vida. Fiquei duas noites sem dormir direito de tanta ansiedade, mas agora vou poder relaxar e competir sem tanta preocupação para tentar conquistar minha primeira vitória aqui no Brasil".

A CAMISETA "3 X" DA BILLABONG - "Para mim foi uma surpresa. Não sabia que eles tinham feito essa estampa especial e recebi ela agora depois do título confirmado. E isso não tem nada demais. No ano passado, tinham produzido champanhes especiais para comemorar o título do Kelly Slater, mas eu fui lá, ganhei o título e ainda bebi a champanhe que era para ele", contou Andy Irons, que poderia enfrentar o hexacampeão mundial caso os dois chegassem na grande final da etapa brasileira do WCT, mas o havaiano acabou eliminado pelo australiano Tom Whitaker nas oitavas-de-final.


TECO PADARATZ FALA SOBRE O NOVA SCHIN FESTIVAL WCT BRASIL

Autoria: João Carvalho - Assessoria de Imprensa da ASP
Fotografia: Tostee.com

Já é grande a expectativa para a segunda edição do Nova Schin Festival WCT Brasil 2004, o principal campeonato de surfe das Américas, que será disputado entre os dias 01 a 10 de novembro em Santa Catarina. O campeão mundial da temporada pode voltar a ser consagrado no Brasil, feito que já aconteceu três vezes, com Kelly Slater (EUA) em 1992, Mark Occhilupo (AUS) em 1999 e Sunny Garcia (HAV) em 2000, todas quando a etapa brasileira do ASP World Championship Tour (WCT) era sediada no Rio de Janeiro (RJ). O havaiano Andy Irons tem como único concorrente ao tricampeonato mundial consecutivo o australiano Joel Parkinson, mas só depende dele mesmo para faturar o título de 2004 por antecipação, antes mesmo da etapa final em Banzai Pipeline, no Havaí. Assim como no ano passado, o Nova Schin Festival WCT Brasil 2004 terá sua sede principal instalada na Praia da Joaquina, mas o evento é móvel e será realizado onde estiverem rolando as melhores ondas no litoral catarinense.



O idealizador e dono da licença da etapa brasileira do WCT, Flávio "Teco" Padaratz, desta vez não vai competir para tentar realizar um evento impecável em todos os sentidos. "Estou com um problema no pescoço, então preferi ficar concentrado somente na organização do evento, que é um projeto que nasceu na minha cabeça e que eu carrego com muito carinho. Ele resgata justamente esse espírito de Festival dos campeonatos de antigamente aqui na Ilha, como o Op Pro e o Hang Loose. Sempre achei que no Rio de Janeiro a gente sumia dentro de uma cidade tão grande, tão acostumada a ter eventos enormes. Já aqui no Sul, os surfistas são os grandes esperados durante todo o ano, porque aqui a cidade respira surfe", falou Teco, com entusiasmo.

"E nesse ano o mundo inteiro está vindo para cá. A gente está recebendo pedidos da imprensa de vários países, televisão, jornais, revistas, todos querem vir acompanhar o evento porque sabem que o campeão mundial dificilmente não será consagrado aqui no Brasil neste ano. Inclusive, esse fato de decidir o campeão mundial era até um item que a gente levava para conseguir patrocínios, mostrando a eles que na realidade eles estariam investindo num evento que poderia consagrar o campeão mundial da temporada e tudo indica que neste ano isso vai acontecer. Só fica aí a expectativa de ver como o Joel Parkinson vai se apresentar numa situação como essa, ou se o Andy Irons vai confirmar sua hegemonia. Será o fim da era Kelly Slater?. Se for, a gente vai sentir saudades, porque o Andy Irons pintou como seu sucessor, mas não tem o mesmo carisma do Kelly", acredita Teco.

Falando em Slater, depois de perder a chance de conquistar o título mundial ele cancelou sua participação no Onbongo Pro Surfing, mas é esperado para defender o título do Nova Schin Festival WCT Brasil. "Pelo que eu sei ele está confirmado no WCT, mas a gente não tem domínio sobre a decisão dele. Ele é um cara superdeterminado e até o momento a gente não recebeu nenhum comunicado de cancelamento da vinda dele, até porque ele ganhou o evento no ano passado, teve um assédio muito sadio e construtivo que ele mesmo confessou para mim e espero que ele realmente venha defender o título dele aqui", afirmou.

Teco Padaratz também anuncia algumas novidades nesta segunda edição do Nova Schin Festival WCT Brasil. "Elas começam com a parte noturna. Os shows que no ano passado foram realizados lá no Planeta Atlântida (no norte da ilha), agora serão mais perto do evento, no Lagoa Iate Clube, no dia 1o. de novembro. As atrações são o Cidade Negra e o surfista Donovan Frankenreiter. Outra novidade é que vamos poder usar o canto direito da Praia Mole e com isso a gente comporta todos os tipos de ventos predominantes aqui na região, o sul-sudeste e o norte-nordeste. No caso de uma ondulação muito grande, temos outras opções como a Praia do Campeche e a da Vila em Imbituba. Queremos evitar Garopaba, mas se bombar um Silveira clássico a gente pode ir para lá, mas de uma maneira mais planejada para tentar minimizar ao máximo o impacto ambiental na praia. No mais, a Nova Schin será novamente o patrocinador principal, com co-patrocínio do Governo do Estado de Santa Catarina e Tropical Brasil, além de alguns apoiadores novos como o portal Terra, que será o site oficial do evento junto com o da ASP. Mas, é importante ressaltar o apoio incondicional do governador Luis Henrique da Silveira desde que apresentamos o primeiro projeto", destaca Padaratz.

"Aquela multidão que acompanhou as locações no ano passado surpreendeu todo mundo. A gente esperava um bom público, mas não tanto como foi. E o glamour deste evento é a própria mobilidade dele, é o ponto carismático do campeonato, é uma visão que eu tinha de alguns anos atrás, que eu imaginei que era possível fazer isso aqui, ajudando também a divulgar e a distribuir o turismo em outras praias do nosso litoral e não concentrando tudo em Florianópolis. Lutei muito na ASP para conseguir a licença para realizar um evento que desse uma boa qualidade de surfe aos competidores e também de assistência aos surfistas, para que eles realmente sejam tratados como grandes ídolos que são, como grandes estrelas de uma juventude que busca referências saudáveis. O Andy Irons e o Slater pegam ondas insanas e isso é um exemplo de determinação, de coragem, de dedicação muito grande e eu acho muito sadio poder estar perto, acompanhando a trajetória destes caras, para que até os nossos novos atletas se inspirem neles e tenham uma nova visão de profissionalismo para suas carreiras", continua Teco Padaratz, que também torce por uma boa participação dos surfistas brasileiros, que não vivem uma boa temporada no WCT deste ano.

"O evento no Brasil é sempre uma interrogação para os brasileiros, porque da mesma forma que eles conhecem melhor as ondas daqui, eles sofrem uma pressão muito maior do que nos outros lugares. O Peterson (Rosa) deu uma retomada com bons resultados na "perna européia" e o único de todos os títulos mundiais que o Brasil ainda não conquistou é o de campeão do WCT. Dominamos o WQS, agora na categoria Junior sempre chegamos com reais chances de ganhar e o feminino está vindo com muita força. Continuamos no caminho certo, revelando valores, realizando grandes campeonatos e logo teremos um campeão do mundo".


PATRICK,DOS TUBOS DE NORONHA PARA GUARATIBA

Autoria: Fernando" Fedodca" Lima
Fotografia: Fedoca e Rosaldo Cavalcanti/Brasil Surf

Patrick,dos tubos de Noronha para Guaratiba

Um talento de Noronha vem ao Sul conhecer outros tipos de ondas

Patrick Tamberg, Noronhense , 18 anos , 6 de surf com muitos tubos, goofie.

Começou com uma 5´7”, direto do jacaré para o surf. ( essa primeira prancha ainda está por lá). Os tios e os primos jogaram Patrick direto em ondas de verdade na praia do Cachorro e Conceição, em Noronha. Lá teve sua primeira experiência de vaca: “Quase morri num tombo, fui direto para as pedras, a série vindo, acabei só soluçando e foi só susto”, relembra Patrick, sentado tranqüilo sem série nenhuma na cabeça.

Patrick mandando no lip. Recreio, Rio, foto Fedoca

Ondas pequenas as vezes são o melhor treino para manobras , Recreio, foto Fedoca



Depois de uma boa caída em Guaratiba,foto Fedoca

Bruce Irons na Cacimba no Red Bull 2000, foto Rosaldo Cavlacanti / arquivo Brasil Surf

Gavin e Bruce , em Noronha, foto Rosaldo Cavalcanti/arquivo Brasil Surf


Sequência na melhor onda do Rio e uma das melhores e menos fotografadas do Brasil, Guaratiba , fotos Fedoca

Guaratiba ,lá dentro, foto 2 , Fedoca

Guaratiba ,lá dentro, foto 3 , Fedoca

Guaratiba saindo amarradão,foto4 , Fedoca

Patrick e parceiro de equipe nas pranchas Lelot, Eduardo Santos , Guaratiba

Um drop legal no canalde Guaratiba, foto Fedoca

Esse episódio não atrasou o surf dele, no outro dia ele já estava lá surfando.O que ele lembra também é que tinha medo porque os caras botavam ele de frente, não teve “espuminha” para aprender.

O surf vem realmente de família, o pai, Sérgio Luis, já pegou onda também, hoje tem um barco para levar turistas em passeios pelas ilhas, e a mãe,Maria Aparecida, tem uma loja de artesanato e surfwear.

Noronha hoje tem uns 50 surfistas de todas as idades, lá rolam uns campeonatos locais, o Patrick já ganhou vários, na open, expressions sessions...Em termos de campeonatos um que marcou foi o Red Bull em 2000, com vários surfistas brasileiros e internacionais convidados. Para Patrick Bruce Irons foi o que mais impressionou, não só no campeonato na Cacimba como também no free-surf. Outro que na sua opinião se destacou foi o Gavin Bashen na Conceição.

E falando em Conceição, essa é sua praia preferida, ondas para os 2 lados na praia toda, fundo de areia, proporciona tubos, manobras... Outra que gosta muito é a do Bode.

Ele e seu primo, Pablo Neruda, vieram para o Sul para adquirir mais experiência. Ele contou com a força do Netão da Hang Loose , e hoje corre com patrocínio da Mormaii, apoio da Black Trunk, pinturas de prancha , Topo e pranchas de epóxi Lelot.

Atualmente morando em Floripa , passou uns dias aqui no rio , quando fizemos essa matéria. Deu para ele sentir uma maior evolução no surf em Santa Catarina. Acha que no Rio o Lelot com o O’Surfe e o Robalinho estão fazendo um trabalho legal. “ Lá o frio atrapalha mas já me acostumei a surfar de roupa de borracha” , acrescenta.

Evangélico presbiteriano, está sempre com Jesus, “ Eu sinto Jesus” diz Patrick, ao falar que isso afasta ele das coisas erradas, “ Não sou de nights, e em situações difíceis no mar, na vida , Ele está sempre ao meu lado”,ao afirmar que sempre ora.

E é com essa força toda que surfou as maiores ondas da vida , 10 pés na Cacimba, com uma pranchinha 6 pés que não era a ideal. E fora de Noronha as melhores ondas que surfou foram em Mambucaba, Califórnia e Vermelha do Norte em Ubatuba. Em Floripa gosta da Mole e Joaquina, perto de onde mora.Com um surf moderno e forte nas manobras de tirar a prancha fora d’água, acha que está preparado para ondas maiores e mais pesadas, a experiência dos tubos secos de Noronha certamente o habilitam para falar isso. Vamos ver...

Billabong, Voll'us Darts, Quiksilver, HIC, Reef, Rusty, Hurley, Roxy, Lost, Volcom, MCD, Hang Loose, Qix, Rip Curl, O'neill, Adio, Atticus, Black Flys, Black Label, Breakdown, Bullhead, Burton, Circa, DC Shoes, Dickies, Dragon, DVS, Eletric, Element, Etnies, Flojos, Fossil, Fox, Gallaz, Globe, Independent, John Deere, Kik Wear, Kirra, Lilu, Nixon, Osiris, Paul Frank, Puma, Rainbow, Raisins, Shortys, Silver Moon Concept, Spitfire, Split, Spy, Tilt, To the Edge, Trans Nine, Vans.


PEDRO MULLER, UM ÍDOLO BRASILEIRO

Autoria: Marcos André Araújo
Fotografia: Arquivo Pessoal

A vitória do carioca Pedro Muller na quarta etapa do Super Surf emocionou a todos e por uma simples razão, o que ele representa para o surf brasileiro. Profissional desde 1984, Pedro ganhou respeito, admiração e notoriedade, não só pelo seu surf, que marcou as décadas de 80 e 90, mas pela pessoa que é. Com isso, a comemoração dele e de sua família pelo título em Itamambuca, não ficou restrito a eles, mas foi comemorado por todos que o conhecem e será comemorado ainda por muito tempo. Tê-lo no hall de uma equipe de surf é privilégio para poucos, como a empresa brasileira South to South, que tem em seu slogan, 100% Brasil, 100% surf. Pedro significa isso. Ele é Brasil, ele é surf. Abaixo, o "Águia" comenta um pouco mais da sua vitória, dos seus planos, da sua carreira. Pedro Muller é um ídolo brasileiro que merece ser venerado e o lugar mais alto do pódio, aos seus 38 anos de idade, comprovou isso.

Pedro Muller brincando no tubo da Reserva, quintal de casa.

Pedro Muller no Pier da Barra.

Pedro Muller competido em Ubachuva e levando mais um título nacional.

O que passou pela sua cabeça antes de chegar em Itamambuca?
Na verdade, eu estava bastante apreensivo. Levei uma prancha nova do Joca Secco, com medidas bem diferentes do que eu costumo usar, mais fina e mais estreita. Não tinha idéia se eu iria me adaptar ou não. Mas a minha meta no campeonato era passar pelo menos algumas fases e chegar na nona colocação.

Em que momento você percebeu que poderia chegar lá?
Quando passei pelo Peterson Rosa nas quartas de final. Ganhei mais confiança e comecei a achar que tinha chances, mesmo que pequenas.

Ao chegar na final, qual foi a sua estratégia para superar fortes adversários?
Como o mar estava bem difícil, me concentrei em achar ondas com mais parede para encaixar pelo menos duas manobras. No entanto, o fator sorte estava ao meu lado, pois tive muita sorte durante o campeonato.

Que prancha você usou?
A prancha que usei foi uma 6,1, do Joca Secco, com 18 e 1/8 de meio. Essa prancha me ajudou muito, já que encaixou muito bem com o meu surf e com as ondas de Itamambuca. Mesmo tendo estreado na véspera do campeonato fiquei muito seguro com ela.

Nas baterias, quem lhe deu mais trabalho?
Todas as minhas baterias foram muito equilibradas, venci a maioria delas com uma pequena vantagem.

Qual foi a emoção de ganhar o campeonato?
Foi uma das vitórias mais importantes da minha carreira. Valeu a pena ficar 11 anos sem ganhar uma etapa do brasileiro e ganhar essa aos 38 anos, com toda a minha família assistindo e torcendo por mim. Realmente não poderia pedir uma vitória melhor. Fiquei muito emocionado, principalmente pelo carinho que recebi de todos os competidores e pelas pessoas envolvidas no evento.

O que esse título vai representar para você daqui pra frente?
O mais importante foi que ganhei mais confiança no meu surf. Na próxima etapa vou acreditar muito mais no meu potencial.

Há quanto tempo você está como profissional?
Desde os 18 anos de idade.

Ser surfista profissional e presidente da Abrasp atrapalha ou facilita?
Na verdade a Abrasp não me toma muito tempo. Procuro dentro do possível estar em contato com o Marcelo Andrade (diretor executivo) e ajudá-lo no que for necessário. Estou com minha escola de surf, que já me toma muito tempo, por isso fico dividido entre a escola de surf e os meus treinos. Minha função na Abrasp é representar bem o surf profissional em todas as áreas.

Ser presidente o ajudou como competidor?
Não ajudou nem atrapalhou. Mas como vivo do surf, é muito importante que eu fique por dentro de tudo que acontece no surf profissional. Aprendi muito, o que é muito bom para minha carreira.

Qual é a idade limite para um competidor no Brasil?
Não sei se existe idade limite. Vejo surfistas como o Jojó, Wagner Pupo e o Tinguinha, que só pararam por falta de apoio, mas que ainda tem muito surf e condição física para continuarem competindo por muito tempo. Cada vez mais está ficando difícil para os atletas mais experientes conseguirem patrocínio, e assim, dedicar aos campeonatos. Na verdade atletas como os que citei, deveriam ter patrocínios, independente dos resultados. Seria muito bom para qualquer empresa do surf ter em sua marca grandes nomes do surf vinculados a ela.

O que significou para você fazer parte da campanha do Hino Nacional da South to South?
Fico muito orgulhoso por fazer parte de uma empresa 100 % nacional

Há quanto tempo está na South?
Há 6 anos.

Até quando pretende viver como competidor?
Não dá para fazer uma previsão, mas enquanto conseguir resultados e conseguir minha vaga no Super Surf, não vou abandonar.

Quais os planos quando parar de competir?
Continuar com a minha escola de surf.

Há quanto tempo está casado com a Cláudia?
Estou com a Claudia há sete anos e temos duas filhas, Giulia de 10 anos e Manuela com cinco. Todas elas foram grandes responsáveis pela minha vitória em Ubatuba.

NEXT

Apoio: Voll'us Darts

More Grimbo Surf

Grimbo Sk8

http://surfwear.50megs.com/

http://brands.5u.com/

http://free.hostdepartment.com/voncopp

http://surfshops.125mb.com

 

1