,.,.
 

 

Gianna, canonizada recentemente, não duvidou em oferecer sua vida, negando-se a se submeter a um tratamento contra o câncer, que certamente teria significado a morte de seu bebê, em 1962. No mesmo dia, outras cinco pessoas foram canonizadas.
Beatificada a 24 de abril de 1994, pelo próprio Santo Padre João Paulo II, sua canonização tornou-se possível devido ao reconhecimento de um segundo milagre atribuído à sua intercessão. E o milagre atribuído a Gianna, e reconhecido pela Igreja, é o nascimento justamente de uma menina brasileira, após uma gravidez com grave trauma, sem depois deixar vestígios, fato que até agora não tem antecedentes na história.
O caso foi experimentado por Elisabete Arcolino Comparini. No início do ano 2000, o terceiro bebê que havia concebido começou a experimentar sérios problemas. No terceiro mês, a jovem mãe perdeu totalmente o líquido amniótico. O feto, sem a proteção natural, deveria ter perdido a vida. Mas, sem explicação científica, em maio daquele ano nasceu a saudável menina. Seus pais, que naqueles dias haviam decidido recorrer à intercessão da beata, a chamaram Gianna Maria.

 

(1)

       
  :: BIOGRAFIA    
 

Gianna Beretta nasce em Magenta (Milão, Itália) em 4 de outubro de 1922. Desde sua juventude, acolhe plenamente o dom da fé e a educação cristã, recebidas de seus ótimos pais. Esta formação religiosa ensina-lhe a considerar a vida como um dom maravilhoso de Deus, a ter confiança na Providência e a estimar a necessidade e a eficácia da oração.
Durante os anos de estudos e na Universidade, enquanto se dedicava diligentemente aos seus deveres, vincula sua fé com um compromisso generoso de apostolado entre os jovens da Ação Católica e de caridade para com os idosos e os necessitados nas Conferências de São Vicente. Laureada em medicina e cirurgia em 1949 pela Universidade de Pavia (Itália), em 1950 abre seu consultório médico em Mêsero (nos arredores de Milão). Especializa-se em pediatria na Universidade de Milão em 1952 e, entre seus clientes, demonstra especial cuidado para as mães, crianças, idosos e pobres.
Enquanto exercia sua profissão médica, que a considerava como uma «missão», aumenta seu generoso compromisso para com a Ação Católica, e consagra-se intensivamente em ajudar as adolescentes. Através do alpinismo e do esqui, manifesta sua grande alegria de viver e de gozar os encantos da natureza. Através da oração pessoal e da dos outros, questiona-se sobre sua vocação, considerando-a como dom de Deus. Opta pela vocação matrimonial, que a abraça com entusiasmo, assumindo total doação «para formar uma família realmente cristã».
Inicia seu noivado com o engenheiro Pedro Molla. Prepara-se ao matrimônio com expansiva alegria e sorriso. Ao Senhor tudo agradece, e ora. Na basílica de São Martinho, em Magenta, casa aos 24 de setembro de 1955. Transforma-se em mulher totalmente feliz. Em novembro de 1956, já é a radiosa mãe de Pedro Luís; em dezembro de 1957 de Mariolina e, em julho de 1959, de Laura. Com simplicidade e equilíbrio, harmoniza os deveres de mãe, de esposa, de médica e da grande alegria de viver.
Em setembro de 1961, no final do segundo mês de gravidez, vê-se atingida pelo sofrimento e pela dor. Aparece um fibroma no útero. Antes de ser operada, embora sabendo o grave perigo de prosseguir com a gravidez, suplica ao cirurgião que salve a vida que traz em seu seio e, então, entrega-se à Divina Providência e à oração. Com o feliz sucesso da cirurgia, agradece intensamente a Deus a salvação da vida do filho. Passa os sete meses que a distanciam do parto com admirável força de espírito e com a mesma dedicação de mãe e de médica. Receia e teme que seu filho possa nascer doente e suplica a Deus que isto não aconteça.
Alguns dias antes do parto, sempre com grande confiança na Providência, demonstra-se pronta a sacrificar sua vida para salvar a do filho: «Se deveis decidir entre mim e o filho, nenhuma hesitação: escolhei - e isto o exijo - a criança. Salvai-a». Na manhã de 21 de abril de 1962 nasce Joana Manuela. Apesar dos esforços para salvar a vida de ambos, na manhã de 28 de abril, em meio a atrozes dores e após ter repetido a jaculatória «Jesus eu te amo, eu te amo» morre santamente. Tinha 39 anos. Seus funerais transformaram-se em grande manifestação popular de profunda comoção, de fé e de oração. A Serva de Deus repousa no cemitério de Mêsero, distante 4 quilômetros de Magenta, nos arredores de Milão (Itália).
«Meditata immolazione» (imolação meditada), assim Paulo VI definiu o gesto da Beata Gianna recordando, no Ângelus dominical de 23 de setembro de 1973, «uma jovem mãe da Diocese de Milão que, para dar a vida à sua filha sacrificava, com imolação meditada, a própria». É evidente, nas palavras do Santo Padre, a referência cristológica ao Calvário e à Eucaristia.
Foi beatificada por João Paulo II no dia 24 de abril de 1994, no Ano Internacional da Família e canonizada no dia 16 de maio de 2004.

 

(2)

(3)

(4)

(5)

   
   
   
   
   
   
   
 

(1) Gianna Beretta e seus dois filhos, Mariolina e Pedro Luís; (2) Laura no colo de Gianna; (3) Gianna com seu marido Pedro e seu filho Pedro Luís; (4) Joana Manuela; (5) Joana Manuela na ocasião da visita do Papa ao Rio de Janeiro em 1997.

   

Última atualização: 22 de maio de 2004

Página elaborada por Ricardo Camões

 

1