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LIVRE ARBÍTRIO

Jesus, Mestre e Senhor! Sei que estou submetido à leis soberanas nas quais não posso interferir, cabendo-me apenas acatar e aceitar a tua amorosa vontade como o melhor e o mais justo recurso à minha evolução!...
Mas, dentro destas leis posso movimentar-me à vontade, aceitando ou não a sua influência sobre mim, acertando ou errando conforme o meu desejo e minha inclinação...
Sou livre para escolher o que de melhor me serve no momento, dentro do panorama que Tu me ofereces por aprendizado, tomando o rumo das estrelas ou a estrada do despenhadeiro, sempre de conformidade com o clima espiritual de minha preferência.
Mas a minha vontade ainda é perfectível e nem sempre, ao impulso dela, os resultados são benéficos à minha alma, trazendo-me, bastas vezes, decepções e dolorosas chagas que me cumpre sempre mais tarde medicar...
Por outro lado, e por não compreender-te plenamente, ainda, às vezes não gosto do que me ofereces e por isso nem sempre tomo o caminho que desejarias eu tomasse, para o meu próprio bem...
Olho o mundo em torno e anoto nele deficiências de toda a ordem e meu coração Te censura silenciosamente, infinitas vezes, por não mudares o que considero imoral, injusto e desumano!...
Vejo o caos aos meus pés e clamo por tua intervenção, e ainda assim o mau progride e o violento impera, qual se te fosse mais importante verificar o grau de minha tolerância e o limite de minha fé, perante os acontecimentos, e não o sofrimento e a ruína que estas ações provocam em todos aqueles que lhes sofrem a sinistra influenciação!...
Nesses momentos, Senhor, surge a inconformação e a revolta; um gosto amargo e perene no coração pelo que aí está, situações que Tu não alteras e que não eu não tenho o poder de modificar...
Queria, Senhor, eu o confesso, melhorar em um só toque o mundo em que vivo, e sem me importar com mais nada, entregar paz e harmonia à Terra independentemente de dívidas e devedores, de provas e provações, de durezas espirituais e dolorosos burilamentos...
Mas, impotente e frágil, nada mais posso fazer que chorar muitas vezes, estendendo em torno mãos que não tocam e palavras que não consolam.
E então percebo que só Tu tens o supremo poder de socorrer, modificar, salvar ou corrigir...
É muito a pouco a pouco que compreendo o que significa livre-arbítrio e de que modo posso usufruí-lo em meu benefício.
Aprendo lentamente que existem liberdades e liberdades, dentro quais posso alterar meu destino para melhor ou dificultar de vez minha evolução...
Sou livre sim, para tomar o rumo que melhor me aprouver tomar, Senhor, porém dentro sempre do que me compete, no momento, e que Tu dispões visando meu aprendizado e progresso.
Se nem tudo corre como deveria, se acontecem alterações de planos, mesmo que infinitamente dolorosos, não importa a Ti quem os causou e nem de que forma o fizeram, mas sim a minha reação individual perante o fato, como consequência direta e inalienável sobre o meu futuro espiritual...
Não modificas imediatamente a paisagem em torno, salvo condições especialíssimas, mas enxugas minhas lágrimas se me aproximo de ti buscando consolação e força, ou me aguardas maior entendimento para mais além, quando eu compreender que tudo é equilíbrio e harmonia mesmo que sob aparente dor e desordem...
Não me abandonas jamais, Senhor, mas deves aguardar, às vezes, que eu o compreenda para que só então possas me auxiliar efetivamente.
Aprendo, enfim, Senhor, que se não tenho o poder de modificar a marcha natural da Terra, posso fazer muito para minimizar toda a espécie de sofrimento, meu e o alheio, doando amor e solidariedade isentos de revolta e incompreensão, para que minha ajuda seja bênção, e nunca maldição...
Ampara-me, Jesus, para que eu prossiga em meu aprendizado com lucidez e boa vontade, porque também compreendo que de meu gesto individual depende a paz em torno de meus passos, e que minhas opções sempre influenciarão os outros, levando concórdia e alegria ou proporcionando dor e dificuldades, sempre de acordo com meu livre-arbítrio!

Assim seja!

André Luiz, IDEAL André, 01.04.2003*

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BREVE ESTUDO SOBRE O TEMA

LIVRE ARBÍTRIO

O LIVRO DOS ESPÍRITOS
Per. 843: O homem tem o livre arbítrio dos seus atos?
R. Visto que ele tem a liberdade de pensar, tem a agir. Sem livre arbítrio o homem seria uma máquina.

Per. 844: O homem goza do livre arbítrio desde o seu nascimento?
R. Há liberdade de agir desde que haja liberdade de fazer. Nos primeiros tempos de vida a liberdade é quase nula; ela se desenvolve e muda de objeto com as faculdades. A criança, tendo pensamentos relacionados com as necessidades de sua idade, aplica o seu livre arbítrio às coisas que lhe são necessárias.

Per. 845: As predisposições instintivas que o homem traz ao nascer, não são um obstáculo ao livre arbítrio?
R. As predisposições instintivas são as do Espírito antes de sua encarnação. Conforme for ele mais ou menos avançado, elas podem solicitá-lo para atos repreensíveis, e ele será secundado nisso pelos Espíritos que simpatizam com essas disposições, mas não arrebatamento irresistível, quando se tem a vontade de resistir. Lembrem-se de que querer é poder.

Per. 846: O organismo não exerce influência sobre os atos da vida? Se ele exerce influência, não o faz com prejuízo do livre arbítrio?
R. O Espírito, certamente, é influenciado pela matéria que o pode entravar em suas manifestações. Eis porque, nos mundos onde os corpos são menos materiais que sobre a Terra, as faculdades se desdobram com mais liberdade, mas o instrumento não dá a faculdade. De resto, é preciso distinguir aqui as faculdades morais das faculdades intelectuais; se um homem tem o instinto de homicida, é seguramente seu Espírito que o possui e lho transmite, mas não seus órgãos. Aquele que anula seu pensamento para não se ocupar senão com a matéria, torna-se semelhante ao bruto, e pior ainda, ele nem sonha mais em se precaver contra o mal, e é nisto que é culpado, visto que age assim por sua vontade. (Vejam pers. 367 e seguintes: Influência do Organismo)

Per. 847: A deformação das faculdades tira ao homem o livre arbítrio?
R. Aquele cuja inteligência está perturbada por uma causa qualquer, não é mais senhor do seu pensamento e, desde logo, não tem mais liberdade. Essa deformação, freqüentemente, é uma punição para o Espírito que, em uma existência anterior, pode ter sido vão e orgulhoso e ter feito mau uso de suas faculdades. Ele pode renascer no corpo de um idiota, como o déspota no corpo d um escravo, e o mau rico no de um mendigo: o Espírito sofre esse constrangimento, do qual tem perfeita consciência e aí está a ação da matéria. (371 e seguintes)

Per. 848: A aberração das faculdades intelectuais por embriaguez escusa os atos repreensíveis?
R. Não, porque o bêbado está voluntariamente privado de sua razão para satisfazer paixões brutais: em lugar de uma falta, ele comete duas.

Per. 849: Qual é, no homem em estado selvagem, a faculdade dominante: o instinto ou o livre arbítrio?
R. O instinto, o que não o impede de agir com uma inteira liberdade para certas coisas. Mas, como a criança, aplica essa liberdade às suas necessidades, e ela se desenvolve com a inteligência. Por conseguinte, tu que és mais esclarecido que um selvagem, és também mais responsável que ele pelo que fazes.

Per. 850: A posição social, algumas vezes, não é um obstáculo à inteira liberdade dos atos?
R. O mundo tem, sem dúvida, suas exigências. Deus é justo e leva tudo em conta, mas vos deixa a responsabilidade do pouco esforço que fazeis para superar os obstáculos. (O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Livro III, Cap. X, Per. 843 à 850: Livre Arbítrio.)

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MENSAGEM DE ANDRÉ LUIZ

VOCÊ MESMO

Lembre-se de que você mesmo é:
o melhor secretário de sua tarefa,
o mais eficiente propagandista de seus ideais,
a mais clara demonstração de seus princípios,
o mais alto padrão do ensino superior que seu espírito abraça
e a mensagem viva das elevadas noções que você transmite aos outros.

Não se esqueça igualmente de que:
o maior inimigo de suas realizações mais nobres,
a completa ou incompleta negação do idealismo sublime que você apregoa,
a nota discordante da sinfonia do bem que pretende executar,
o arquiteto de suas aflições
e o destruidor de suas oportunidades de elevação - é você mesmo.

ANDRÉ LUIZ
(Do livro "Agenda Cristã", cap. 42, F.C.X., FEB)

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* Reprodução parcial ou total somente para fins de divulgação.
Demais procedimentos favor contatar o Instituto de Divulgação Espírita
André Luiz -
IDEAL André.
 
 
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