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PRECE PELO CASAMENTO

Senhor, hoje não peço por mim mas por todos os casais da Terra...
O casamento é instituição sagrada, até o momento ainda não compreendida por número significativo de corações que lhe adentram as portas sublimes, transfigurando-se bastas vezes em tabernáculo de egoísmo, e onde as paixões salientam apenas a importância dos corpos, em detrimento das almas!...
Peço, Senhor, abençoa os homens que aceitam o compromisso do casamento, para que compreendam a importância do sentimento feminino e cresçam com ele, suavidando assim a praticidade fria da sua própria natureza...
Peço pelas mulheres, meu Pai, que mesmo ostentando diplomas e capacidade indiscutível à tarefas múltiplas, uma vez desposadas, não olvidem dos compromissos sagrados da edificação familiar através da maternidade e da dedicação ao lar que vêm de construir...
Ambos são forças que se conjugam e se completam no instituto da vida, abrindo portas à edificações humanas de valor incalculável.
Sem o esforço do homem e da mulher, na busca da construção conjunta do lar onde se abrigam, e onde acolhem filhos e obras veneráveis, o mundo seria invariável cenário de promiscuidade e dor, prevalecendo ainda e sempre o instinto animal, depreciativo e destruidor, por sobre o afeto elevado, a razão e a civilidade...
Rogo, abençoa hoje, Senhor, todos os casais e casamentos, derramando sobre todos a tua bênção e o teu amor... Desperta no coração da cada pessoa comprometida o sentimento de responsabilidade para com o companheiro ou a companheira, e também para com a própria união... Que a nobreza, a tolerância, a generosidade e a fraternidade imperem sobre tudo, em todas as uniões, abrindo campo ao diálogo e à compreensão, e moldando assim os verdadeiros laços do amor...
Que a abnegação e a renúncia, alegremente entendidas, sejam praticadas pelo casal, em nome da paz e da harmonia conjugal, para que o lar seja campo de esperança e oportunidade, refazimento e felicidade...
Afasta de todos os casais a discórdia, a desavença, o desamor e a indiferença. Que menos lágrimas sejam derramadas por separações aflitivas, que menos almas imaturas se vejam atingidas por rupturas e desvinculações desnecessárias!
Que teu Amor Augusto seja parâmetro e luz para qualquer ocasião, auxiliando a que a união conjugal terrena se sedimente em moldes mais elevados de harmonia, vida e progresso, hoje e sempre!...

Assim seja!

André Luiz, Instituto André Luiz, 09.05.2003*

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BREVE ESTUDO SOBRE O TEMA

Poderíamos receber algumas noções acerca do matrimônio, bem como do divórcio no Plano Físico, examinados espiritualmente?

ANDRÉ LUIZ - Nas esferas elevadas, as almas superiores identificam motivo de honra no serviço de amparo aos companheiros menos evolvidos que estagiam nos planos inferiores.
Não podemos olvidar que, na Terra, o matrimônio pode assumir aspectos variados, objetivando múltiplos fins. Em razão disso, acidentalmente, o homem ou a mulher encarnados podem experimentar o casamento terrestre diversas vezes, sem encontrar a companhia das almas afins com as quais realizariam a união ideal. Isso porque, comumente, é preciso resgatar essa ou aquela dívida que contraímos com a energia sexual, aplicada de maneira infeliz, ante os princípios de causa e efeito.
Entretanto, se o matrimônio expiatório ocorre em núpcias secundárias, o cônjuge liberado da veste física, quando se ajuste à afeição nobre, freqüentemente se coloca a serviço da companheira ou do companheiro na retaguarda, no que exercita a compreensão e o amor puro. Quanto à reunião no Plano Espiritual, é razoável se mantenha aquela em que prevaleça a conjunção dos semelhantes, no grau mais elevado da escala de afinidades eletivas. Se os viúvos e as viúvas das núpcias efetuadas em grau menor de afinidade demonstram sadia condição de entendimento, são habitualmente conduzidos, depois da morte, ao convívio do casal restituído à comunhão, desfrutando posição análoga à dos filhos queridos junto dos pais terrenos, que por eles se submetem aos mais eloqüentes e multifários testemunhos de caridade e sacrifício pessoal para que atendam, dignamente, à articulação dos próprios destinos.
Contudo, se a desesperação do ciúme ou a nuvem do despeito enceguecem esse ou aquele membro da equipe fraterna, os cônjuges reassociados no plano superior amparam-lhe a reencarnação, à maneira de benfeitores ocultos, interpretando-lhes a rebelião por sintoma enfermiço, sem lhes retirar o apoio amigo, até que se reajustem no tempo.
Ninguém veja nisso inovação ou desrespeito ao sentimento alheio, porquanto o lar terrestre enobrecido, se analisado sem preconceitos, permanece estruturado nessas mesmas bases essenciais, de vez que os pais humanos recebem , muitas vezes, por filhos e filhas, aqueles mesmos laços do passado, com os quais atendem ao resgate de antigas contas, purificando emoções, renovando impulsos, partilhando compromissos ou aprimorando relações afetivas de alma para alma. É nessa condição que em muitas circunstâncias surgem nas entidades renascentes, sem que o véu da reencarnação lhes esconda de todo a memória, as psiconeuroses e fixações infanto-juvenis, cuja importância na conduta sexual da personalidade é exagerada em excesso pelos sexólogos e psicanalistas da atualidade, carentes de mais amplo contato com as realidades do Espírito e da reencarnação, que lhe permitiriam ministrar aos seus pacientes mais efetico socorro de ordem moral.
Quanto ao divórcio, segundo os nossos conhecimentos no Plano Espiritual, somos de parecer não deva ser facilitado ou estimulado entre os homens, porque não existem na Terra uniões conjugais, legalizadas ou não, sem vínculos graves no princípio da responsabilidade assumida em comum.
Mal saídos do regime poligâmico, os homens e as mulheres sofrem-lhe ainda as sugestões animalizantes e, por isso mesmo, nas primeiras dificuldades da tarefa a que foram chamados, costumam desertar dos postos de serviço em que a vida os situa, alegando imaginárias incompatibilidades e supostos embaraços, quase sempre simplesmente atribuíveis ao desregrado narcisismo de que são portadores. E com isso exercem viciosa tirania sobre o sistema psíquico do companheiro ou da companheira mutilados ou doentes, necessitados ou ignorantes, após explorar-lhes o mundo emotivo, quando não se internam pelas aventuras do homicídio ou do suicídio espetaculares, com a fuga voluntária de obrigações preciosas.
É imperioso, assim, que a sociedade humana estabeleça regulamentos severos a benefício de nossos irmãos contumazes na infidelidade aos compromissos assumidos consigo próprios, a benefício deles, para que não se agreguem a maior desgoverno, e a benefício de si mesma, a fim de que não regresse à promiscuidade aviltante das tabas obscuras, em que o princípio e a dignidade da família ainda são plenamente desconhecidos.
Entretanto, é imprescindível que o sentimento de humanidade interfira nos casos especiais, em que o divórcio é o mal menor que possa surgir entre os grandes males pendentes sobre a fronte do casal, sabendo-se, porém, que os devedores de hoje voltarão amanhã ao acerto das próprias contas.

(Evolução em Dois Mundos, Parte II, VIII,
André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)

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MENSAGEM DE ANDRÉ LUIZ

ENTRE CÔNJUGES

Prossiga amando e respeitando os pais, depois da formação da própria casa, compreendendo, porém, que isso traz novas responsabilidades para o exercício das quais é imperioso cultivar independência, mas, a pretexto de liberdade, não relegar os pais ao abandono.
Não deprecie os ideais e preocupações do outro.
Selecione as relações.
Respeite as amizades do companheiro ou da companheira.
É preciso reconhecer a diversidade dos gostos e vocações daquele ou daquela que se toma para compartilhar-nos a vida.
Antes de observar os possíveis erros ou defeitos do outro, vale mais procurar-lhe as qualidades e dotes superiores para estimulá-los ao desenvolvimento justo.
Jamais desprezar a importância das relações sexuais com o respeito à fidelidade nos compromissos assumidos.
Não sacrifique a paz do lar com discussões e conflitos, a pretexto de honorificar essa ou aquela causa da Humanidade, porque a dignidade de qualquer causa da Humanidade começa no reduto doméstico.
Não deixe de estudar e aprimorar-se constantemente, sob a desculpa de haver deixado a condição de solteiro ou solteira.
Sempre necessário compreender que a comunhão afetiva no lar deve recomeçar, todos os dias, a fim de consolidar-se em clima de harmonia e segurança.

ANDRÉ LUIZ
(Sinal Verde, 5, CEC)

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* Reprodução parcial ou total somente com a autorização expressa do Instituto
de Divulgação Espírita André Luiz -
IDEAL André.
 
 
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