PRECE
PELAS ALMAS ENDURECIDAS
Senhor,
hoje venho pedir pelas almas endurecidas que,
não obstante o imenso amor que devotas a todos
os filhos, ministrando mil formas diferentes de
ensino, correção e impulso ao Bem, persistem no
hábito infeliz do mal por gosto e opção,
maquinando tramas e armadilhas que muito fazem
sofrer a Humanidade, tanto a encarnada quanto a desencarnada...
Colocados no poder máximo das nações, tramam
guerras e morticínios sob bandeiras
aparentemente justas, porém cujo objetivo principal é
o aniquilamento de vidas que consideram
incômodas ou inferiores...
Situados no cenário político, em postos criados para auxíliar as massas que lhe dependem da ação e honradez, perdem tempo precioso urdindo alianças que visam beneficiar tão somente
a si mesmos, olvidando os milhares de corações
que os elegeram e que aguardam o seu trabalho e a sua cooperação...
Encaminhados aos meios de comunicação, vasculham os porões sórdidos da
alma humana buscando programação
sensacionalista que lhes garanta o topo da
audiência, ao modo de porcos chafurdando a lama
em busca do alimento que lhes mantenha a força e
o vigor...
Quando expoentes dos esportes e das artes, não
raro fazem do corpo chamariz erótico, expondo
intimidades no balcão da vida como quem se vende
por quilo, em nome do direito da aquisição de bens
materiais e pelos quais lutam como gladiadores em
circo sangrento e voraz!...
Aquinhoados pela fortuna, distanciam-se dos
semelhantes crendo-se superiores e, da torre de marfim onde se hospedam
equivocadamente, ferem, humilham, espezinham e
perseguem, proporcionando, não raro, infinitos
suplícios àqueles que se lhes subordinam, e
angariando para o seu futuro as mais
dolorosas dívidas...
Flagelados pela miséria, erguem-se em vingadores
das massas desvalidas, extrapolando a revolta e a inconformação pela
humilhante posição que ora ocupam diante dos
homens, e enveredando, não raro, pelas trilhas do
crime e do tráfico, levam sombras e lágrimas
aos corações que lhes caem sob a sinistra influência...
Encaminhados, finalmente, aos lares de onde
angariariam forças para o reerguimento
necessário, fixam-se em lembranças do passado e
retornando à crueldade de sempre, flagelam
companheiros, pais e frágeis dependentes, gravando em corações amados traumas e angústias de difícil
cicatrização!...
Por todos eles eu peço hoje, Senhor, porque vejo
o mundo debater-se em dor e aflição enquanto
estas almas passam pelo mundo quais tufões
homicidas e indomáveis, deixando atrás de si um
rastro de destruição e morte sem
precedentes e sem justificação!...
Peço por eles e rogo da mesma forma, humildemente, ilumina-me o
pensamento e a atitude para que eu não seja ou
venha a me tornar também alma endurecida àqueles
que me comungam a vida, praticando o desprezo e a
crueldade para com o meu próximo,
e para que mais tarde eu não colha, por meus atos
covardes, as mais duras punições que Tu
reservas aos empedernidos de coração!...
Assim seja!
André Luiz, IDEAL André,
14.03.2003*
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BREVE ESTUDO SOBRE O TEMA
ESPÍRITOS ENDURECIDOS
Numa das sessões da
Sociedade de Paris, onde fora discutida a
questão da perturbação que se segue geralmente
à morte, um Espírito, a quem ninguém fizera
alusão e o qual não se pensara em evocar,
manifestou-se espontaneamente com a comunicação
que apresentaremos a seguir. Embora não fosse
assinada, reconheceu-se sem dificuldade ser de um
grande criminosos que a justiça humana acabara
de punir.
"O que estais dizendo
sobre a perturbação? Porque essas palavras
vãs? Sois uns sonhadores, uns utopistas.
Ignorais completamente as coisas das quais tendes
a pretensão de tratar. Não, meus senhores. A
perturbação não existe! Salvo, talvez, em
vossos cérebros. Estou tão bem morto quanto
possível e, no entanto, enxergo claro o que se
refere a mim, ao meu redor, por toda a parte!...
A vida é uma lúgubre comédia! Tolos aqueles
que se deixam retirar da cena antes do cair do
pano!... A morte é um terror, um castigo, um
desejo, conforme a fraqueza ou a força daqueles
que a temem, a desafiam ou a imploram. Para todos
é amarga irrisão!... A luz me ofusca e penetra,
como uma flecha aguçada, na sutileza do meu
ser... Fui castigado com as trevas do cárcere, e
pensaram punir-me com as trevas do túmulo, ou as
imaginadas pelas superstições católicas. Pois
bem! Sois vós, senhores, que estais na
escuridão, e eu, o degradado social, pairo acima
de vós... Eu, por mim, quero continuar como
estou... Forte pelo pensamento, desdenho os
conselhos que ressoam em torno de mim... Vejo
claro!... Crime! Não passa de uma palavra! O
crime está em toda parte. Quando cometido pelas
massas é glorificado. Isoladamente, é uma
infâmia. Coisa absurda!
"Não quero que me lastimem... nada peço...
de nada preciso e saberei lutar contra essa luz
odiosa."
"Aquele que ontem era um homem."
Allan Kardec: Tendo sido
analisada esta comunicação na sessão seguinte,
reconheceu-se, no próprio cinismo daquelas
palavras, um importante ensinamento, e
percebeu-se, pela situação daquele infeliz, uma
nova feição do castigo que espera o culpado.
Efetivamente, enquanto alguns estão mergulhados
em trevas ou em um isolamento absoluto, enquanto
outros sofrem, durante longos anos, a agonia de
sua hora derradeira ou imaginam estar ainda neste
mundo, para este há luz. Seu Espírito goza da
plenitude de suas faculdades. Sabe perfeitamente
que está morto e não se queixa de nada. Não
pede auxílio a ninguém, e desafia ainda as leis
divinas e humanas. Teria escapado, então, ao
castigo? Não. A justiça de Deus se cumpre sob
várias formas, e o que constitui alegria para
uns é um tormento para outros. Aquela luz é um
suplício contra o qual ele resiste, e, malgrado
seu orgulho, confessa-o quando diz: "Não
preciso de nada e saberei muito bem lutar contra
esta luz odiosa." E nesta outra frase:
"A luz me ofusca e penetra, como flecha
aguçada, a sutileza de meu ser..." Estas
palavras sutileza de meu ser são
características. Ele reconhece que seu corpo é
fluídico e penetrável à luz, à qual não pode
escapar, e esta luz o traspassa como flecha
aguçada.
Este Espírito foi colocado aqui entre os
Espíritos endurecidos, porque levou muito tempo
para manifestar arrependimento. É um exemplo
dessa verdade: o progresso moral nem sempre
acompanha o progresso intelectual. Pouco a pouco,
porém, melhorou, e deu mais tarde comunicações
sensatamente argumentadas e instrutivas. Hoje
pode ser arrolado entre os Espíritos
arrependidos. (O CÉU E O INFERNO, 2a. Parte,
Cap. VII: Espíritos Endurecidos)
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MENSAGEM DE ANDRÉ LUIZ
SÚPLICA
"Pai, acende a tua
divina luz em torno de todos aqueles que
olvidaram a bênção nas sombras da caminhada
terrestre.
Ampara aos que esqueceram de repartir o pão que
lhes sobra na mesa farta.
Auxilia aos que não se envergonham de ostentar
felicidade ao lado da penúria e do infortúnio.
Socorre aos que não se lembram de agradecer aos
benfeitores que lhes apóiam a vida.
Compadece-te daqueles que dormiram nos pesadelos
da delinqüência, transmitindo herança dolorosa
aos que iniciam a jornada humana.
Levanta os que olvidaram a abnegação no
serviço ao próximo.
Apieda-te do sábio que ocultou a inteligência
entre as quatro paredes do paraíso doméstico.
Desperta os que sonham com o domínio do mundo,
desconhecendo que a existência no corpo físico
é simples minuto entre o berço e o túmulo, à
frente da imortalidade.
Ergue os que caíram vencidos pelo excesso de
conforto material.
Corrige os que espalham a tristeza e o
pessimismo.
Perdoa aos que recusaram a oportunidade de
pacificação e marcham disseminando a revolta e
a indisciplina.
Intervém a favor de todos os que se acreditam
detentores de fantasioso poder e supõe
loucamente absorver os juízos, condenando os
próprios irmãos.
Acorda as almas distraídas que envenenam o
caminho alheio, com a agressão espiritual dos
gestos intempestivos.
Estende paternas mãos a todos os que olvidaram a
sentença da morte renovadora da vida que a tua
lei lhes gravou no corpo precário.
Esclarece aos que se perderam nas sombras do
ódio e da vingança, da ambição desregrada e
da impiedade fria, que se acreditam poderosos e
livres quando não passam de escravos dignos de
compaixão diante de teus desígnios.
Eles todos, Pai, qual já sucedeu a tantos de
nós, são delinqüentes que escapam aos
tribunais da Terra, mas estão assinalados por
tua justiça soberana e perfeita, por atos
lamentáveis de deserção e indiferença,
perante o Infinito Bem.
Assim Seja."
ANDRÉ LUIZ
(Apostilas da Vida, Chico Xavier/André Luiz/IDE)
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Reprodução
parcial ou total somente com a
autorização expressa do Instituto
de Divulgação Espírita André Luiz - IDEAL
André. |
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