PRECE
PELOS DESENCARNADOS
Pai!... Ao longo da vida
fui devolvendo à Ti muitos daqueles que amei...
Um a um, às vezes os mais idosos, as vezes os
mais jovens, foram retornando para casa, deixando
para trás saudades que até hoje me é difícil
suportar;
flores que trocastes de jardim, deixando em seu
lugar o silêncio e a solidão...
Hoje quero pedir por eles, a todos que de uma
forma outra estiveram ligados à mim nesta
encarnação, para que os abençoe e guarde, a
fim de encontrem paz e serenidade no mundo
espiritual.
Muitos deles, Senhor, não obstante o coração
generoso, afastaram-se do corpo através de
enfermidades dolorosas e incuráveis que lhes
minaram as forças até o final, deixando na
memória de todos o exemplo da coragem e da fé
em Teus desígnios, sem esmorecimento...
Outros, Senhor, desiludios com a provas que lhes
cabiam na derradeira existência, não suportaram
e sucumbiram, afastando-se da carne pelo
suicídio ou pelas drogas, arcando assim com o
agravamento dos débitos que lhes diziam respeito
e por isso mesmo infinitamente mais infelizes que
antes...
Outros, Pai, deixaram para trás os mais belos e
santos laços desencarnando em pleno vigor
juvenil, desfazendo-se assim de pesados grilhões
passados e retornando com a leveza das aves para
os ninhos Superiores, para descansar e
prosseguir...
Outros ainda, Senhor, deixaram o corpo como quem
abandona fardo inútil após cumprida a tarefa,
enveredando-se pelos caminhos da felicidade
engalanados de luzes e valores, conquistados pelo
trabalho santo a que se dedicaram na Terra, em
favor de todos os seus semelhantes...
Representaram muito para mim... Para alguns eu
pude dizer "te amo", para outros
não... No entanto, pela importância que tiveram
em minha vida, o meu amor há de lhes ser carinho
constante no além, porque acredito que nada se
desfaz com a morte do corpo, pelo contrário, se
fortalece...
Que hoje, eu possa levar a todos eles o meu
pensamento de ternura e gratidão, para que
saibam, estejam onde estiverem, que não estão
esquecidos na Terra, habitando em minha
lembrança e em meu coração com a mesma força
e a mesma sinceridade de antes!
Assim seja!
André Luiz, IDEAL André,
02.11.2002*
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BREVE ESTUDO SOBRE O TEMA
O LIVRO DOS ESPÍRITOS -
Livro II, Cap. II, Per. 132: Qual o objetivo da
encarnação dos Espíritos?
R. Deus lhes impõe a encarnação com o objetivo
de fazê-los chegar à perfeição. Para alguns
é uma expiação, para outros é uma missão.
Todavia, para alcançarem essa perfeição, devem
suportar todas as vicissitudes da existência
corporal; nisto é que está a expiação. A
encarnação tem também outro objetivo que é o
de colocar o Espírito em condições de cumprir
sua parte na obra da criação. Para realizá-la
é que, em cada mundo, ele toma um aparelho em
harmonia com a matéria essencial desse mundo,
cumprindo aí, daquele ponto de vista, as ordens
de Deus, de tal sorte que, concorrendo para a
obra geral, ele próprio se adianta.
Livro II, Cap. VI, Per.
223 e 224: Espíritos errantes, Per. 223: A alma
se reencarna imediatamente após ter se separado
do corpo?
R. Algumas vezes reencarna imediatamente; porém,
com mais freqüência, depois de intervalos mais
ou menos longos. Nos mundos superiores, a
reencarnação é, quase sempre, imediata; a
matéria corporal sendo menos grosseira, o
Espírito encarnado goza aí de quase todas as
suas faculdades de espírito; seu estado normal
é o dos vossos sonâmbulos lúcidos.
Per. 224: Que se torna a
alma nos intervalos das encarnações?
R. Espírito errante que aspira a seu novo
destino; ele espera.
Per: Qual pode ser a
duração desses intervalos?
R. De algumas horas a alguns milhares de
séculos. De resto, não há, propriamente
falando, limite extremo assinalado para o estado
errante, que pode prolongar-se por muito tempo,
mas que, entretanto, não é jamais perpétuo. O
Espírito encontra sempre, cedo ou tarde,
oportunidade de recomeçar uma existência que
sirva à purificação das anteriores.
Livro II, Cap. III, Per.
149 e 154: Retorno à Vida Espiritual, Per. 149:
Em que se torna a alma no instante da morte?
R. Volta a ser Espírito, quer dizer, retorna ao
mundo dos Espíritos, que deixou momentaneamente.
Per. 154: A separação da
alma e do corpo é dolorosa?
R. Não; o corpo sofre, freqüentemente, mais
durante a vida que no momento da morte; neste a
alma não toma parte. Os sofrimentos que
experimenta, algumas vezes, no momento da morte,
são um prazer para o Espírito, que vê chegar o
fim do seu exílio.
Na morte natural, que chega
por esgotamento dos órgãos, em conseqüência
da idade, o homem deixa a vida sem o perceber; é
uma lâmpada que se apaga por falta de
alimentação.
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MENSAGEM DE ANDRÉ LUIZ
DESPERTAMENTO
Busquemos, sim, meus
amigos, ouvir a palavra daqueles que nos
antecederam na ascensão à Vida Superior, mas,
antes disso, comuniquemo-nos com os "mortos
da Terra", adensando a assembléia de
ouvintes, à frente da mensagem da vida imortal.
Acordemos, com o nosso exemplo e com a nossa fé,
os que adormeceram na jornada e guardam o
coração rígido ou indiferente.
Levantemos aqueles que transformaram a
existência em cemitério de impossibilidade,
ante o sofrimento do próximo, os que enregelaram
os melhores sentimentos no egoísmo
esterilizante; os que converteram os bens do
mundo em adornos frios e inúteis, os que
transformaram o jardim em que respiram num
túmulo florido e os que fizeram da oportunidade
de viver auxiliando aos semelhantes um cadafalso
de ouro a que se acolhem, receando o alheio
infortúnio, porque há mais morte no caminho
humano que no próprio sepulcro, para onde você
se dirige, procurando a revelação da verdade.
Estendamos braços vivos e corações ardentes
aos nossos irmãos anestesiados no leito da
improdutividade suntuosa ou no altar efêmero de
fantasiosas prerrogativas.
A Terra espera por nós.
Trabalhemos, acordando os nossos irmãos do
cotidiano, na renovação substancial de tudo e
de todos para o Infinito Bem, porque a própria
natureza é luz triunfante e todos somos
herdeiros da Vida Universal.
ANDRÉ LUIZ
(Apostilas da Vida, cap. 14)
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Reprodução
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autorização expressa do Instituto
de Divulgação Espírita André Luiz - IDEAL
André. |
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