COMO OS LÍRIOS DO CAMPO...
Meu Pai!... As flores
desabrocham nos jardins deixando no ar um perfume
inebriante e primaveril!... Olho para elas, para
as ruas, para os parques, para as janelas
enfeitadas de colorido abundante e sinto dentro
de mim um desejo enorme de renovar-me também da
forma como é possível: através de roupas e
demais aparatos, pois que é assim que o ser
humano pode representar, perante a Criação, a
sua alegria de viver.
No entanto, meu Pai, sinto que muitas vezes me
deixo levar pela vaidade e acabo adquirindo o
supérfluo sem que dele necessite em tempo algum;
sinto que meu gosto pela aparência consome a
minha imaginação um pouco além do do
necessário, levando-me a trabalhar mais para
gastar mais e abarrotando meus armários de
objetos e produtos que quase nunca utilizo,
passado o desejo de adquirí-los.
Igualmente, Senhor, sinto que muitas vezes me
queima sutilmente na alma um desejo imenso de
sobressair-me no ambiente social que me é
próprio aparentando, através de roupas, joias e
demais cuidados, uma superioridade que nem sempre
corresponde à verdade, e onde obedeço,
simplesmente, o meu gosto pela ostentação...
Naturalmente que sei devo cuidar de meu corpo
físico com a diligência que devo ter para com
meu espírito, mas nem sempre sei colocar
um freio a minha imaginação e exuberância...
Por isso, Pai Amado, cuida de mim e de meus
arroubos no que diz respeito à minha
apresentação física e ao meu desejo de
consumir por consumir. As vitrines iluminadas que me seduzem com seus artigos e
cores, Senhor, acenam-me com uma felicidade que é tão bela quanto
passageira...
Me leva, Pai, a buscar adquirir os tesouros da
alma, igualmente, para que mais tarde quando me chamares
para o Plano Espiritual, eu não olhe para trás
em lágrimas por ter deixado no pó da Terra tudo o que se
constituia em meu tesouro maior!...
Assim seja!
André Luiz, IDEAL André,
30.09.2002*
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BREVE ESTUDO SOBRE O TEMA
A ANSIOSA SOLICITUDE PELA
VIDA
"Por isso lhes
digo: Não andem ansiosos pelas suas vidas, e
isso quanto ao que haverão de comer ou beber;
nem pelos seus corpos quanto ao que haverão de
vestir!... Não é a vida mais que alimento, e o
corpo mais do que as vestes?
Observem os pássaros do céu: não semeiam, não
colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, seu Pai
Celeste a sustenta! E porventura, não valem
vocês mais do que os pássaros?
E qual de vocês, por mais ansioso que esteja,
pode acrescentar um dia a mais no curso de sua
vida?
E por que andam ansiosos quanto ao vestuário?
Olhem como crescem os lírios do campo... Eles
não tecem, nem fiam; e eu, contudo, lhes afirmo
que nem Salomão, em toda a sua glória, se
vestiu como algum deles!...
Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que
hoje existe e que amanhã é lançada ao fogo,
quanto mais fará por vocês outros, homens de
pouca fé?
Portanto, não se inquietem dizendo: O que
comeremos? O que beberemos? ou, o que vestiremos?
porque os gentios é que procuram todas essas
coisas!
O seu Pai Celeste sabe que vocês necessitam de
todas elas!..."
(Mateus 6, 25-34)
ALLAN KARDEC: Estas
palavras, tomadas ao pé da letra, seriam a
negação de toda previdência, de todo trabalho
e, por conseguinte, de todo progresso. Com
semelhante princípio, o homem se reduziria a uma
passividade expectante; suas forças físicas e
intelectuais estariam inativas; se tal tivesse
sido a sua condição normal na Terra, não teria
jamais saído do estado primitivo, e se dela
fizesse sua lei atual, não teria mais senão
viver sem nada fazer. Tal não pode ter sido o
pensamento de Jesus, porque estaria em
contradição com o que disse em outro lugar, e
mesmo com as leis da Natureza. Deus criou o homem
sem roupa e sem abrigo, mas deu-lhe a
inteligência para fabricá-los.
Não se deve, pois, ver nessas palavras senão
uma poética alegoria da Previdência que não
abandona jamais aqueles que colocam nela sua
confiança, mas quer que trabalhem de seu lado.
Se ela não vem sempre em sua ajuda por um
socorro material, inspira as idéias com as quais
se acham os meios de se livrar da dificuldade.
Deus conhece as nossas necessidades, e as provê
segundo o necessário; mas o homem, insaciável
em seus desejos, não sabe sempre se contentar
com o que tem; o necessário não lhe basta, lhe
é preciso o supérfluo; é então que a
Providência o deixa entregue a si mesmo;
freqüentemente é infeliz por sua culpa e por
ter desconhecido a voz que o advertia na sua
consciência, e Deus o deixa sofrer as
conseqüências, a fim de que isso lhe sirva de
lição para o futuro.
A Terra produzirá bastante para alimentar todos
os seus habitantes, quando os homens souberem
administrar os bens que ela dá, segundo as leis
de justiça, de caridade e de amor ao próximo;
quando a fraternidade reinar entre os diversos
povos, como entre as províncias de uma mesma
nação, o supérfluo momentâneo de um suprirá
à insuficiência momentânea do outro, e cada um
terá o necessário. O rico, então, se
considerará como um homem que tem uma grande
quantidade de sementes; se as espalha, elas
produzirão ao cêntuplo para ele e para os
outros; mas se ele come essas sementes sozinho, e
as esbanja deixando perder-se o excesso daquilo
que comer, não produzirão nada, e não
bastarão para todo mundo; se as guarda em seu
celeiro, os vermes as comerão; por isso Jesus
disse: "Não ajunteis tesouros na Terra, que
são perecíveis, mas formais tesouros no Céu,
porque são eternos. Em outros termos, não
devemos ligar, aos bens materiais, mais
importância do que aos bens espirituais, e
teremos que saber sacrificar os primeiros em
proveito dos segundos.
(O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Cap. XXV,
ítens 7 e 8)
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MENSAGEM DE ANDRÉ LUIZ
DISCERNIMENTO
Os defeitos
mais arraigados são aqueles que tomamos à
feição de qualidades.
É preciso
discernir:
apresentação e vaidade;
brio e orgulho;
serenidade e indiferença;
correção e frieza;
humildade e subserviência;
fortaleza e segurança de coração.
Quando algum sentimento nos induzir a parecer
melhor ou mais forte que os outros, é
chegado o momento de procurar a nossa
própria realidade, para desistir da ilusão.
De que serve
a felicidade dos felizes quando não diminui
a infelicidade dos que se sentem menos
felizes?
ANDRÉ LUIZ
(Endereços da Paz, 9, CEU)
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André. |
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