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PENSAMENTOS IMPRÓPRIOS

Senhor e Mestre, vigia meus pensamentos! Acomodado na certeza de que meus pensamentos são invioláveis aos meus semelhante, muitas vezes ponho-me a pensar o que não devo, não poupando definições e julgamentos que se revelados, me propiciariam duras recriminições, senão momentos até piores!...
Movimento-me pela vida observando e analisando pessoas e circunstâncias, e nem sempre é possível furtar-me de pensamentos cujo teor não é nem fraterno e nem misericordioso, levando-me a me recriminar intimimamente após emití-los. Bem sei que para conduzir à falta basta o pensamento, porém não me sinto perfeito o bastante para evitar que eu julgue conforme meu estado de humor, levando a diminuir e até a ridicularizar o meu próximo em minha imaginação e em meus comentários, vez ou outra...
Me guarda, Senhor, de perseverar em semelhante estado de alma, visto que só cabe a Deus o julgamento de coisas e pessoas, não me sendo permitido emitir conclusões senão aquelas que possam beneficiar e restabelecer, reconstruir e reerguer...
Sempre que eu me sentir inclinado a julgar mentalmente meus irmãos, diminuindo-os perante meu imenso orgulho, recorda-me de que, se eu já consigo visualizar com tamanha perfeição os erros e os fracassos alheios, este é o momento certo para que eu visualize e corrija os meus próprios erros e fracassos, com perfeição semelhante!

Assim seja!

André Luiz, IDEAL André, 12.10.2002*

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BREVE ESTUDO SOBRE O TEMA

BEM AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS:

E.S.E, PER. 19: Ninguém sendo perfeito, segue-se que ninguém tem o direito de repreender o próximo?
R. Seguramente não, uma vez que cada um de vós deve trabalhar para o progresso de todos, e sobretudos daqueles cuja tutela vos está confiada; mas é uma razão de fazer com moderação, com um fim útil, e não como se faz geralmente, pelo prazer de denegrir. Neste último caso, a censura é uma maldade; no primeiro, é um dever que a caridade manda cumprir com todas as reservas possíveis; e ainda a censura que se lança sobre os outros, ao mesmo tempo, deve-se dirigi-la a si mesmo e se perguntar se não a terá merecido. (São Luís, Paris, 1860)

Per. 20: Será repreensível observar as imperfeição dos outros, quando disso não pode resultar nenhum proveito para eles, quando não sejam divulgados?
R. Tudo depende da intenção, certamente não é proibido ver o mal, quando o mal existe; haveria mesmo inconveniente em não ver por toda parte senão o bem; essa ilusão prejudicaria o progresso. O erro está em fazer resultar essa observação em detrimento do próximo, depreciando-o sem necessidade na opinião pública. Seria ainda repreensível de não fazê-lo senão para nisso comprazer-se com um sentimento de malevolência e de alegria em apanhar os outros em falta. Ocorre de outro modo quando, lançado um véu sobre o mal, para o público, se limita a observá-lo para dele fazer proveito pessoal, quer dizer, para estudá-lo e evitar o que se censura nos outros. Essa observação, aliás, não é útil ao moralista? Como ele pintaria os defeitos da Humanidade se não estudasse os modelos? (São Luís, Paris, 1860)

Per. 21: Há casos em que seja útil revelar o mal de alguém?
R. Essa questão é muito delicada, e é aqui que é preciso apelar para a caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa não prejudicam senão a ela mesma, não há jamais utilidade em fazer conhecê-las; mas se podem causar prejuízos a outros, é preciso preferir o interesse da maioria ao interesse de um só. Segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode ser um dever, porque vale mais que um homem caia, do que vários se tornarem enganados ou suas vítimas. Em semelhante caso, é preciso pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes. (São Luís, Paris, 1860 - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Cap. X, Per. 19, 20 e 21)

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MENSAGEM DE ANDRÉ LUIZ

VIOLADORES DE ALMAS

O arremesso da imaginação ostenta energia ilimitada quanto o infinito, plasmando telas caleidoscópicas de maravilhosos efeitos.
A objetiva da memória desvela os sucessos mais recônditos do destino transato ressuscitando o hausto grandioso da vida a palpitar nas trilhas eternas.
A engrenagem do raciocínio articula os passos da criatura com sutileza admirável no silêncio do santuário craniano.
Na mente, desfruta o homem da liberdade maior e o pensamento viaja sem peias, nos vôos do espírito que muitas vezes nem se debuxam no rosto. Em sua atmosfera há sempre zonas inacessíveis, acontecimentos inexplorados e imperscrutáveis para todas as demais criaturas encarnadas.
Nem mesmo as fantasias arrojadas de escritores geniais, os transportes da poesia, os matizes mais raros da pintura, as harmonias da música excelsa ou os avançoas originais do progresso contemporâneo desnudam o cérebro humano nos pujantes tesouros de que dispõe.
Por mais turbilhonárias que sejam as paisagens ao derredor, o homem detêm na própria existência introspectiva uma cidadela francamente isolada e invisível. Contudo, é justamente nela que o Espírito benfeitor ou malfeitor em qualquer condição, pela sintonia mental, logra penetrar transpassando-a em todos os escaninhos, decifrando-lhe todos os mistérios.
Razoável considerar, portanto, que o espírito desencarnado retém o maior instrumento de sondagem da mente humana: a sua própria mente livre.
No refúgio em te entrincheiras nos momentos mais agudos da tarefa que te cabe realizar, é na mente, núcleo vibratório onde enxameiam as faculdades da alma, que recebes o bafejo nutriente dos Emissários da Espiritualidade Superior, em visitas benévolas de carinho santificante, ou o sopro doentio das entidades infelizes que te procuram, através das hipnoses perturbadoras da obsessão.
Se o psicólogo, o poeta, o compositor, o pintor ou o cientista, ainda corporificados na Terra, com todas as suas forças e criações arrebatadoras, não te conseguem surpreender a fortaleza interior, os desencarnados, ainda aqueles de posição menos digna e desprovidos de todos os recursos de elevação, paradoxalmente, invadem-na sempre que permites, por verdadeiros vândalos do espírito, violadores de alma, saqueando-te as energias em obscuros processos de vampirismo e destruição.
Urge estudemos os impulsos do instinto, os prodígios da emoção, os poderes da vontade e as forças do pensamento.
Por isso mesmo, reportando-nos à ciência moderna quando alinha os méritos da medicina psicossomática e da análise psíquica, é natural reverenciemos a sabedoria permanente do Cristo em nos advertindo, para a valorização da vida em qualquer tempo: "Orai e vigiai para não caírdes em tentação".

ANDRÉ LUIZ
(Sol Nas Almas, 7, CEC)

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* Reprodução parcial ou total somente com a autorização expressa do Instituto
de Divulgação Espírita André Luiz -
IDEAL André.
 
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