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EU SOU TEU IRMÃO!

Vem, me dê a mão e caminha comigo... Tenho muito para te falar e muito para te ouvir. Se quiseres, eu te darei meu braço como amparo certo, sem perguntar nada, caminhando ao teu lado apenas, para que saibas que não caminhas só...
Mas se for pouco, dou-te meu peito para refúgio das lágrimas no momento da tua dor; dou-te meu olhar como porto seguro na hora de tua tormenta; dou-te meu sorriso como alento para quando te fugir toda a coragem; dou-te minha amizade perene sem retirá-la de ti pelo motivo que seja; dou-te meu amor incondicional; dou-te minha própria vida, se quiseres!...
Mas preciso é que venhas, que caminhes ao meu lado...
Vem... Eu sei silenciar para que me fales sem medo de todos os teus medos; posso esquecer de mim para que teu coração se abra qual luz represada e espante de si os fantasmas da noite, revelando toda a grandeza de que se constitui!... Conte-me de todos os teus dias sem mim, para que eu possa apagar a tristeza que ainda há neles e falar de todo o seu esplendor oculto. Apoie-se em meu coração e não deixe que sombra alguma do passado empane o brilho de teu olhar, de ora em diante, porque agora seguirei contigo e serei teu guia, tua proteção...
Caminha comigo e teus inimigos não mais farão de tua vida pasto de induções infelizes, obrigando-te a tropeçar e a cair perante ti mesmo; me dê a mão e veja o novo amanhecer despontando em teu horizonte, dentro do qual sorrirás e brindarás a ti mesmo, vitorioso sobre as misérias do mundo!
Se quiseres, nunca mais a dúvida te fará menor, nunca mais o dia cairá sobre teus sonhos e nem a noite engolirá tuas esperanças... Se me deres a mão, agora, farei de ti um vencedor.
Vem, conte comigo. Eu sou Jesus, teu irmão!...

Assim seja!

André Luiz, IDEAL André, 16.10.2002*

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BREVE ESTUDO SOBRE O TEMA

O BEM-AVENTURADO

Na paisagem invadida de sombras, a multidão sofria e lutava por encontrar uma porta libertadora. 
Na movimentação dos infelizes, surgiam conflitos e padecimentos, incompreensões e entraves que somente serviam para acentuar a penúria e o medo, as aflições e as feridas reinantes no caminho.
Alguns beneméritos aparecerem com o objetivo de solucionar o enigma da região.
Culto orientador intelectual elevou-se à grande tribuna, envolvida igualmente de trevas, e procurou instruir e consolar a compacta fileira de sofredores, conquistando o respeito geral; contudo, nem todos lhe compreenderam as palavras e áridas discussões se fizeram no vale da espessa neblina.
Veio um grande benfeitor e, compadecido, distribuiu vasta provisão de alimento e agasalho aos famintos e aos nus, merecendo o aplauso de muitos; entretanto, achava-se limitado às possibilidades individuais e não pode atender a todos, perseverando o império da dor no círculo popular.
Surgiu um médico e dispôs-se a curar os corpos doentes e amparou a comunidade, quanto lhe foi possível, recebendo expressivo reconhecimento público; mas não conseguiu satisfazer a exigência total do extenso domínio de sombras, mantendo-se o vale na antiga situação de expectativa e discórdia.
Apareceu um filósofo e aconselhou regras especiais de meditação, atraindo o carinho e a gratidão dos pesquisadores intelectualizados; no entanto, era incapaz de resolver todos os problemas e a paisagem prosseguiu dolorosa e escura.
Mas, surgiu um homem de boa vontade que, depois de recolher bênçãos e valores, no serviço aos semelhantes, acendeu uma luz no próprio coração.
Maravilhoso milagre surpreendeu o vale inteiro.
Nem mais contendas, nem mais reclamações.
Precipitou-se a multidão para a claridade daquele que soubera transformar-se em lâmpada viva e brilhante, descortinando a estrada libertadora.
Tal benfeitor correspondia à exigência de todos e solucionava o problema geral.
E, por bem-aventurado, avançou para a frente, com o poder de guiar e auxiliar, por haver improvisado em si mesmo o poder silencioso de amar e servir.
Não duvidemos, em nossas dificuldades, de aprender e ensinar, recebendo as luzes do Alto e distribuindo-as no grande vale da luta humana.
Todos os títulos de fraternidade e benemerência são veneráveis, mas, o coração que se une ao Cristo e se converte em luz para todos os companheiros da romagem terrestre é, sem contestação, o autor feliz da caridade maior.

ANDRÉ LUIZ
(Apostilas da Vida, 19, F. C. Xavier, IDE)

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MENSAGEM DE ANDRÉ LUIZ

O GRANDE DOADOR

Ele não era médico e levantou paralíticos e restaurou feridos, usando o divino poder do amor.
Não era advogado e elegeu-se o supremo defensor de todos os injustiçados do mundo.
Não possuia fazenda e estabeleceu
novo reino na Terra.
Não improvisava festas e consolou os tristes e reergueu o bom ânimo das almas desesperadas.
Não era professor consagrado e fez-se o Mestre da Evolução e do Aprimoramento da Humanidade.
Não era Doutor da Lei e criou a universidade
sublime do bem para todos os espíritos
de boa vontade.
Ele não era rico e engrandeceu os
celeiros dos séculos.

Padecendo amarguras - reconfortou a muitos.
Tolerando aflições - semeou a fé e a coragem.
Abatido - curou as chagas morais do povo.
Supliciado - expediu a mensagem do perdão e do amor, em todas as direções.
Esquecido pelos mais amados - ensinou a fraternidade e o reconhecimento.
Vencido na cruz - revelou a vitória da vida eterna, em plena e gloriosa ressurreição, renovando o destino das nações e santificando
o caminho dos povos.
Quem oferecer o coração, em homenagem ao Divino Amor na Terra, poderá desse modo, no exemplo de Jesus, embora anônimo, aflito, apagado ou crucificado, atender à santificada colaboração com Deus, a benefício da Humanidade.

ANDRÉ LUIZ
(Taça de Luz,33, FEESP)

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* Reprodução parcial ou total somente com a autorização expressa do Instituto
de Divulgação Espírita André Luiz -
IDEAL André.
 
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