PRECE
PELA CARIDADE
Senhor... Diariamente
estou em contato com vários irmãos meus, de
todos os lugares e procedências, buscando-me o
gesto e o olhar para uma comunhão mais demorada,
ou apenas roçando-me o passo, apressados, a
caminho de destino diverso, numa fração de
tempo que embora mínimo pode dizer muito de
minha conduta fraterna.
Chegam com dificuldades de toda sorte, não apenas no corpo, mas também na alma... Trazem fome, frio, desamparo,
vazio, tédio, angústia e desalento, sem que me verbalizem tal estado de ânimo, muitas vezes, cabendo a mim entender sua silenciosa aflição.
Para algumas dessas pessoas, posso ser a
solução, para muitas outras, posso tornar-me o agravamento do
problema...
Sendo assim, Pai, peço-lhe abençoe minha consciência
para que ela refleita, a cada momento, a luz da
caridade maior, aquela que não apenas mitiga a
fome do pobre ou que alivia a chaga do enfermo,
mas que também, da mesma forma atende o irmão
que nos busca a presença trazendo fome, sede e
doenças na alma, e solicitando, por isso mesmo,
maior atenção, amizade, respeito e compreensão
de nossa parte.
Que eu saiba anotar a penúria de um eventual irmão
e estender a moeda que não me fará falta no bolso,
que eu saiba servir o prato de sobras na porta, o pão,
a água, o remédio, a informação correta...
Mas que eu saiba, igualmente, estender a moeda da tolerância com o cumprimento gentil,
o
prato da consolação com o pão do bom ânimo e
a água da paciência com o remédio da compreensão
e do carinho.
Assim saberei, Senhor, que terei feito o melhor,
e nada precisarei recriminar em mim, quando à
noite, no instante de dormir, dirigir-me a Ti,
mais uma vez, agradecendo o dia que me destes!...
Assim seja!
André Luiz, IDEAL André,
2002*
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BREVE ESTUDO SOBRE O TEMA
O GRANDE JULGAMENTO
"Quando vier o
Filho do homem na sua majestade e todos os anjos
com ele, então se assentará no trono da sua
glória; e todas as nações serão reunidas em
sua presença, e ele separará uns dos outros
como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; e
porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos
à esquerda.
E então dirá o Rei aos que estiverem à sua
direita:
- Venham, benditos de meu Pai! Entrem na posse do
reino que lhes está preparado desde a fundação
do mundo! Porque tive fome e deram de comer, tive
sede e me deram de beber, era forasteiro e me
hospedaram, estava nu e me vestiram, enfermo e me
visitaram, preso e foram ver-me...
Então perguntarão os justos:
- Senhor, quando foi que te vimos com fome e te
demos de comer? ou com sede e te demos de beber?
E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? ou
nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou
preso e te fomos visitar?
O Rei, respondendo, lhes dirá:
- Em verdade lhes afirmo que sempre que o fizeram
a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o
fizeram.
Então o Rei dirá também aos que estiverem à
sua esquerda:
- Apartem-se de mim, malditos, para o fogo
eterno, preparado para o diabo e seus anjos!
Porque tive fome, e não me deram de comer, tive
sede e não me deram de beber... Sendo
forasteiro, não me hospedaram, estando nu não
me vestiram, achando-se enfermo e preso, não
foram ver-me...
E eles perguntarão:
- Senhor, quando foi que te vimos com fome, com
sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso, e não te
assistimos?
Então lhes responderá:
- Em verdade lhes digo que sempre que o deixaram
de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o
deixaram de fazer!...
E irão estes para o castigo eterno, porém os
justos para a vida eterna."
(Mateus 25, vs. 31- 46)
CARIDADE E AMOR DO
PRÓXIMO, Per. 886: Qual é o verdadeiro sentido
da palavra caridade, como a entendia Jesus?
R. Benevolência para com
todos, indulgência para com as imperfeições
alheias, perdão das ofensas.
O amor e a caridade são o
complemento da lei de Justiça, porque amar ao
próximo é fazer-lhe todo o bem que está ao
nosso alcance e que gostaríamos nos fosse feito
a nós mesmos. Tal é o sentido das palavras de
Jesus: Amai-vos uns aos outros, como irmãos.
A caridade, segundo Jesus, não está restrita à
esmola. Ela abrange todas as relações que temos
com nossos semelhantes, quer sejam nossos
inferiores, nossos iguais ou nossos superiores.
Ela nos ordena a indulgência porque nós mesmos
temos necessidade dela. Proíbe-nos de humilhar o
infortúnio, contrariamente ao que se pratica
muito freqüentemente. Se uma pessoa rica se
apresenta, tem-se por ela mil atenções, mil
amabilidades; se é pobre, parece não haver mais
necessidade de se incomodar com ela. Quanto mais
sua posição seja lastimável, mais se deve
respeitar antes de aumentar seu sofrimento pela
humilhação. O homem verdadeiramente bom procura
realçar o inferior aos seus próprios olhos,
diminuindo a distância, entre ambos.
O LIVRO DOS ESPÍRITOS, L. III, Cap. XI, per.
886)
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MENSAGEM DE ANDRÉ LUIZ
CARIDADE E VOCÊ
Acredita você que só a
caridade pode salvar o mundo; entretanto, não se
demore na posição de comentarista.
Não nos diga que é pobre e incapaz de
contribuir na campanha renovadora da sublime
virtude.
Senão vejamos:
Se você destinar a quantia correspondente a um
refrigerante ou um aperitivo em cinco doses,
segundo os seus hábitos, aos serviços de
qualquer hospital, no fim de um mês haverá mais
decisiva medicação para certo doente.
Se você renunciar ao cinema de uma vez em cada
cinco, endereçando o dinheiro respectivo a uma
creche, ao término de duas ou três semanas, a
instituição contará com mais leite em favor
das crianças necessitadas.
Se você suprimir um maço de cigarros em cada
cinco de seu uso particular, dedicando o fruto
dessa renúncia a uma casa erguida para os
irmãos distanciados do conforto doméstico, em
breve tempo o agasalho devido a eles será mais
rico.
Se você economizar as peças do vestuário,
guardando a importância equivalente a uma delas
em cada cinco, para socorro ao próximo menos
feliz, no fim de um ano disporá você mesmo de
recursos suficientes para vestir alguém que a
nudez ameaça.
Não espere pela bondade dos outros.
Lembre-se daquela que você mesmo pode fazer.
É possível que você nos responda que o
supérfluo é seu próprio suor, que não nos
cabe opinar em seu caminho e que o copo e o
filme, o fumo e a moda são movimentados à sua
custa.
Você naturalmente está certo na afirmativa e
não seremos nós quem lhe contestará semelhante
direito.
A vontade é sagrado atributo do espírito,
dádiva de Deus a nós outros, para que
decidamos, por nós, quanto à direção do
próprio destino.
Todavia, nosso lembrete é apenas uma sugestão
aos companheiros que acreditam na força da
caridade e só ganhará realmente algum valor se
houver algum laço entre a caridade e você.
(Livro O Espírito da
Verdade, Cap. 57, Edição FEB)
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Reprodução
parcial ou total somente com a
autorização expressa do Instituto
de Divulgação Espírita André Luiz - IDEAL
André. |
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