Minha  primeira impressão de "Antics" : Alivio  . Porque ? Por ver que a banda que eu tanto amei no primeiro disco ainda estava lá , todos os elementos , a bateria marcada , o baixo acima das guitarras , e essas por sua vez sempre intricadas e levando as músicas como ondas em um mar nem sempre tão tranqüilo .

Mas depois eu vi que havia algo diferente . Claro ! Paul Banks não estava cantando como antes ! O que aconteceu ? A resposta é simples : de tanto ouvir que ele parecia Ian Curtis , o cara deve ter pensado : " Vou cantar um tom mais alto que o normal e o  pessoal vai parar de fazer comparações" . Bem deu certo no disco , mas ao vivo você não pode mudar sua voz , baby !

Vamos ao disco : 

Não poderia começar de melhor forma , "Next Exit" remete aos Smiths , melodia suave , teclado e vozes de crianças ao fundo. Eu já conhecia a música antes , e posso dizer que esta versão que eles colocaram no cd ficou 10 vezes melhor. 

Vamos aos primeiros singles : "Evil" e "Slow Hands" . Quando ouvi pela primeira vez "Slow Hands" eu a adorei guitarras altas , refrão pegajoso ... pera aí ! Refrão é uma coisa que a banda não é muito chegada , assim como em "Evil" , (que tem uma das melhores linhas de baixo  de todos os tempos ) você percebe que a banda  tenta soar      Pop ,  alegre  (?!) Mas não se engane , assim como o visual da capa branca , que na verdade é um truque , pois a capa do cd  é preta  , o mesmo acontece com o resto das músicas do disco . 

 De tanto ouvir a versão pirata de "Narc" , quando eu ouvi a versão do cd achei um pouco estranha , mais lenta e com letra diferente. Mas depois de algumas audições eu percebi que o que mais eu gostei foi  a maneira que as guitarras vão moldando a música .

"Take you on a cruise" e "Public Pervert"  são as minhas favoritas , tanto pelas suas melodias quanto pelas suas letras ." Take you. .."  é o melhor  exemplo do que essa banda é , não existe lacunas nesta música , tudo se encaixa bem , a voz de Paul soa tanto melancólica quanto hipnótica , e em nenhum momento qualquer um dos instrumentos para , todos se encaixam perfeitamente , e no final da música  tanto Daniel quanto Paul  tocam a mesma  melodia , mas sempre um no contra tempo do outro, como uma onda levando você pelo mar aberto  . Maravilhoso !

"Public Pervert" , segundo o próprio Banks : " É sobre um casal de corpos celestes , flutuando através do espaço..." Novamente , não existe uma imperfeição nesta música , lembra bastante os anos 80 é verdade , e  Mr. Carlos D. dá um show . 

"C'mere " para mim ainda é uma incógnita  , não sei dizer se é uma canção de amor ... A música é até alegre , a letra parece que vai pelo mesmo caminho , mas depois você percebe que a coisa não é bem assim .....

"Not even Jail" e "Leght of Love" são a pesadas do cd . Sam dá o ritmo em "Not .." sempre com uma bateria bem marcada , é também uma das músicas complexas , a letra é enorme , contínua e sem refrão , diferente das muitas músicas que estão por ai .

 Em "Leight of Love"  guitarras aparecem mais , a letra é esquisita  " Complex , salacious, removal" (?) eu não sei bem o que ele quer dizer mas essa frase não sai da minha cabeça  , mas quem domina  a música ainda é o baixo e bateria , é por isso que eu posso dizer que estou apaixonada pelo Carlos !!!!!!!!

"A time to be so small"  é um caso a parte para mim , pois já conhecia a música e já gostava dela . A primeira versão tem um dialogo , inaudível e enigmático , esse versão perdeu essa introdução , mas ficou mais forte , mais bem trabalhada em relação as guitarras , lembra um pouco The Cure na sua melhor fase em "Desintegration" .

Melhor maneira de terminar um disco ? Sim ! Dez músicas , cada uma com uma personalidade diferente , cada uma delas te levando a mundos  distintos , e você talvez só ira realmente sentir isso depois de algumas audições .  

Vida longa e próspera amigos  !

 

 

O primeiro disco da banda lançado em 2002 , mostra uma sonoridade  bem diferente do som de outras bandas de NY . O hype ficou todo  sobre os  The Strokes , que lançaram seu primeiro disco na mesma época . Assim o Interpol ficou meio que de lado , colocado na mesma panela que outras bandas , algumas boas e outras nem tanto .

Aos poucos o álbum "Turn on the bright light " , foi reconhecido pelos críticos  como o melhor do ano , mesmo sem ter tanta publicidade envolvida sobre eles. 

Seu som é cru , o baixo e a bateria estão  sempre acima das guitarras ,  aliás as guitarras são também um show aparte  pois uma completa a outra sem deixar vazios na música , nada de solos ou outras bobeiras.  Paul Banks tem uma voz sempre forte e urgente na maioria das musicas , e uma certa nostalgia em outras , se você ouviu algum show ao vivo deles sabe do que falo .

Músicas como , "Say hello to the angels" , "Roland" , "Obstacle1", "Obstacle2", "PDA", são rápidas e  ritmadas e  depois de um tempo são aquelas que você irá decorar mais rápido .

Os momentos mais calmos ficam com "NYC" ,( que eu aconselho a ouvi-la com as luzes apagadas , pois foi só assim que eu consegui captar a essência da musica ), "Hands away" e "Leif Ericson" são o tipo de musica que pode levar você as lágrimas.

E momentos não tão calmos  como a primeira música "Untitled" , "New" (lenta no começo e com uma linda letra e no final se torna uma tempestade  ) e "Stella was a diver and she always down " (eu adoro a introdução dela feita por Paul )

As letras são fortes  e complexas , sem muitos refrões , algumas aparentemente são sobre amor , ou alguma coisa parecida com um relacionamento , na verdade só quem as escreveu pode dizer sobre o que se trata, fica a dúvida se quem escreve é o vocalista Paul ou o guitarrista Daniel , pois eles colocam os créditos para a banda no seu total .

Compre , copie ou roube , não importe o meio, você precisa ter esse disco na sua coleção  !!!!

 

 

 

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