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ATIVOS DE RENDA FIXA
São investimentos que pagam, em períodos
definidos, uma certa remuneração, que pode ser determinada no momento da
aplicação (pré-fixado) ou no momento do resgate (no final da aplicação
- pós-fixado). Para entender o que é um título de renda fixa imagine
cada título como um empréstimo. Cada vez que você compra um título de
renda fixa você está emprestando dinheiro ao emissor do título
(que pode ser o seu banco, uma empresa ou o governo). Os juros cobrados são
o pagamento que você recebe por emprestar seu
dinheiro. Todos os significados dos índices e taxas você encontrará na
página ÍNDICES deste
site.
Os títulos de renda fixa podem ser públicos ou privados.
- PRIVADOS:
Os principais títulos de renda fixa
privados são:
1- Caderneta de poupança: é a aplicação
mais conservadora. É um investimento de pouco risco e por isso o retorno
também é muito pequeno. O rendimento é de 0,5%+TR ao mês. A TR (Taxa
Referencial) é calculada diariamente com base no CDB. Sobre a
rentabilidade da poupança não é preciso pagar o imposto de renda e a CPMF é devolvida caso a aplicação
fique depositada por mais de três meses. A liquidez é de 30 dias - isto
quer dizer que se você sacar seu dinheiro antes dos 30 dias você perderá
a remuneração.
2- Fundos de investimentos de renda fixa:
os fundos de investimentos podem ser de renda fixa ou renda variável e
são os
investimentos mais comuns no mercado. Os
fundos de investimento funcionam como um condomínio de investidores, ou
seja, comparando com um condomínio de um apartamento os condôminos (ou
investidores) deixam a administração do prédio (ou carteira do fundo)
para o síndico (ou gestor do fundo). Em um fundo de investimento, o
administrador do fundo aplica os recursos dos investidores em vários tipos
de ativos (patrimônio do
fundo) de forma a aumentar o retorno e minimizar o risco da carteira do
fundo. O investimento em fundos é indicado para quem
quer diversificar os seus investimentos com a orientação financeira de
especialistas na administração dos diversos tipos de ativos que compõem
a carteira do fundo.
Os fundos de renda fixa podem ser divididos
em:
-
Referenciados: tem como referência
um índice, que pode ser o
CDI, dólar, euro, Ibovespa, etc. Exemplos de fundos referenciados:
Fundos DI: o retorno está
atrelado à variação do CDI (juros praticados entre os bancos, quando
emprestam dinheiro uns dos outros). Esses fundos têm um perfil
bastante conservador e são recomendados quando a taxa de juros está
alta (taxa Selic).
Fundos Cambiais: esses fundos são
recomendados para pessoas que querem manter o valor do seu patrimônio em dólar, pois
aplicam seus recursos em títulos de
renda-fixa indexados ao dólar (que têm como referência o
dólar). Esses fundos são recomendados para
pessoas que têm dívidas em dólar, ou que acreditam que o real vai desvalorizar. Ou seja, a rentabilidade acompanha o câmbio do
dólar. Se o dólar sobe, a rentabilidade sobe e vice-versa.
-
Não Referenciados: os fundos incluídos
nesse grupo não precisam seguir o desempenho de um índice específico,
e por isso podem aplicar seus recursos em títulos de renda fixa pré ou
pós-fixados. Dentre os fundos não referenciados estão incluídos os
fundos de renda fixa tradicionais, cujo retorno varia de acordo com a estratégia adotada pelo gestor do fundo.
-
Genéricos: em geral são fundos com um
perfil de investimento um pouco mais agressivo do que o dos referenciados
e não referenciados, pois têm liberdade para decidir como investir seus
recursos. Até 49% do patrimônio do fundo pode estar investido em
ações. Dado o perfil de risco desses fundos,
recomenda-se uma análise ainda mais detalhada do estatuto do fundo.
Exemplos de fundos genéricos:
Fundos Derivativos: são opções de
investimento que buscam superar a variação do CDI. Por isso atuam em
diferentes mercados, independentemente de suas tendências de alta ou
baixa. Esses fundos tendem a investir de forma
agressiva de
forma a maximizar o retorno.
Fundos multicarteira: esses fundos
investem parte do seu patrimônio em renda fixa e parte em ações,
podendo incluir também derivativos.
Fundos FIEX: esses fundos investem seu
patrimônio em ativos externos, no mínimo 80% do patrimônio investido
em títulos da dívida externa brasileira, e até 20% em qualquer título
de crédito negociado no mercado internacional, com um limite de
concentração máximo de 10% em títulos de um mesmo emitente.
As taxas e impostos têm grande
importância na rentabilidade do fundo pois variam entre os diversos fundos e
entre os bancos também e por isso podem acabar reduzindo substancialmente o retorno do seu
investimento. São cobradas taxas de administração sobre o valor
aplicado que pode variar de 0,5 a 2% ao ano e 20% sobre o lucro de
imposto de renda. Saiba mais
detalhes dos fundos visitando a seção investimentos dos sites
dos bancos.

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