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A morte de um sonho
passiando
Não sei
se vou conseguir passar para o papel O que
estou sentindo neste momento. Sinto raiva
de mim mesmo! Raiva por ter o atrevimento
de sonhar com você, Por ter alimentado uma
esperança Que sabia, no fundo, ser em
vão... Estranho é que nos achamos
experientes, Que somos donos das nossas
emoções... Perfeitos... E, que tudo
corre como desejamos... Não é assim, nunca
foi. Somos engrenagens de uma máquina
imperfeita, Somos frutos de nossas ânsias
e loucuras, E imaginamos que, aquilo que
damos, Sempre será aquilo que
receberemos... Esquecemos que plantamos
E a hora da colheita chega... Mas eu vou
chorar, Eu quero chorar... É preciso!
Quem sabe amanhã estas lágrimas me ensinem...
Ensinem-me as lições que preciso aprender?
De qualquer forma saio perdendo... O
coração lamentando tua perda, A vida me
cobrando o retorno ao caminho E esta
vontade de não estar aqui... Não estar em
lugar nenhum! Palavras não serão
suficientes para expressar meus sentimentos.
Hoje sou louça quebrada... Meus cacos
estão perdidos... Muitos, nem sentiu, mas
ficaram em você... Não há como tê-los de
volta. Não partirei, Mas não estarei
dentro de você... Estarei perdido,
Fingindo ser o que não sou, Enganando-me
mais uma vez... Tentando achar um novo
caminho...
Juliana®
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