LINGÜÍSTICA:
UMA CIÊNCIA À SERVIÇO DO PODER
Observamos que a “Lingüística Oficial” ou acadêmica é uma ciência
que dá respaldo à atual política lingüística mundial baseada na hegemonia
econômica, ou seja, na lei da selva: quem pode mais, impõe seu idioma.
As Universidades, que deveriam ser um laboratório para se encontrar soluções
para o problema da barreira lingüística, se transformaram em próprias
executoras da atual política lingüística reacionária subjacente, que impõe
a língua do país hegemônico para todo o planeta, muitas vezes usando um
argumento determinista: por que sempre foi assim, assim sempre será
(sempre o povo forte oprime o fraco, é a regra que não podemos fugir).
Nas Universidades ensina-se na maioria das vezes os idiomas dos países
poderosos. Para muitos lingüistas o esperanto é um tabu, considerado uma língua
“artificial” muito embora os lingüistas mesmos não definem com precisão o
conceito de natural ou artificial.
“O lingüista lida com as línguas naturais” (Jonhs Lyons, Linguagem
e Lingüística).
A maioria dos lingüistas do Brasil e do mundo não têm idéias próprias sobre o esperanto: apenas repetem como papagaios os preconceitos que leram em livros editados por outros lingüístas (estadunidenses) que criaram uma ciência lingüística à serviço da classe dominante. Para muitos lingüistas o esperanto é um tabu lingüístico: muitos evitam falar neste assunto assim como alguns padres evitam falar no diabo. A ciência virou uma espécie de religião, com seus próprios dogmas. Na realidade, deixou de ser ciência e se transformou em cientificismo.
Fica assim estabelecida um elo entre idioma, poder, dominação, imperialismo, ciência e lingüística numa harmonia que permite a manutenção da ordem lingüística mundial.