Deuses Hindus
- Brahma, O Deus Criador considerado
outrora o maior dos deuses porque colocava o universo em movimento,
decresceu de importância com a ascensão de Shiva
e Vishnu. Aparece de manto branco montando um
ganso. Possui quatro cabeças das quais nasceram os Vedas, que ele leva nas
mãos junto com um cetro e vários outros símbolos. É o Pai Celestial,
criador dos céus e da terra.
- Shiva, O destruidor. Um dos dois deuses
mais poderosos do hinduísmo. Apresenta-se de várias formas: o extremado
asceta, o matador de demônios envolvido por serpentes e com uma coroa de
crânios na cabeça, o senhor da criação a dançar num círculo de fogo ou o
símbolo masculino da fertilidade. Mais que os outros deuses é uma mistura
de cultos, mitos e deuses que vêem desde a pré-história da Índia. É a
representação do Espírito Santo no hinduísmo.
- Parvati (ou Mahadevi) , esposa de Shiva, era a
filha das montanhas do Himalaia e irmã do rio Ganges. Com amor, afastou Shiva de seu ascetismo. Representa a unidade de deus e
deusa, do homem e da mulher. É nossa Divina Mãe Kundalini, amorosa senhora
que é desdobramento do Divino Espírito Santo dentro de nós. Uma, é a deusa
dourada, que como uma forma de Parvati reflete
manifestações mais brandas de seu marido Shiva.
Serve ás vezes de mediadora nos conflitos entre Brahma e os outros deuses.
É a Mãe Cósmica, toda luminosa, e que tem como manto o céu estrelado.
- Durga, que é outra forma de Parvati como uma deusa feroz de dez braços, nasceu já
adulta das bocas flamejantes de Brahma, Shiva e Vishnu. Montada num tigre, usa
as armas dos deuses para combater os demônios. É nossa
Divina Mãe Interior, responsável pela Morte do Ego em nosso interior.
- Kali, é Parvati
transformada na mais terrível deusa do hinduísmo, com uma sede insaciável
por sacrifícios sangrentos. Aparece em geral manchada de sangue, vestida
de cobras e com um colar de crânios de seus filhos. Representa outro
aspecto da nossa Divina Mãe Interior, aquela que destrói poderosamente o
Ego nos mundos infernais, quando nós não nos interessamos pelo trabalho consciente da morte do Ego. Se não destruimos o Ego conscientemente, a Natureza Infernal
o destruirá violentamente. Isso tudo por amor a nós. Essa destruição se
efetua nos infernos atômicos da natureza. Essa é a famosa Segunda Morte,
escrita no Apocalipse de São João.
- Nandi, o touro sagrado para o povo do Indostão como um símbolo de fertilidade. Foi absorvido
no hinduísmo como o companheiro constante de Shiva , de quem é
montada, camarista e músico. Shiva usa na testa
o emblema de Nandi, a lua crescente. Uma das
representações das energias sexuais transmutadas, que nosso Divino
Espírito Santo (Shiva) utiliza para a redenção
da Alma.
- Kartiqueia (ou Scanda),
substituiu o deus védico Indra como principal
deus hindu das batalhas. Filho de Shiva e, em
alguns mitos, gerado sem mãe, só se interessa por lutas e guerras. Com
seis cabeças e doze braços, comanda as suas legiões celestiais do dorso de
um pavão colorido. Representa a Alma Humana, que deve
guerrear as forças tenebrosas de nossos inimigos internos, ou Ego.
É a Vontade (Thelema), necessária para a
Vitória.
- Ganesh, filho de Shiva , com cabeça de
elefante, é talvez o deus mais popular. Sábio, ponderado e bem versado nas
escrituras, é invocado pelos crentes antes de qualquer empreendimento para
assegurar seu êxito. É a Sabedoria divina que a todos
guia e dá liberdade, prosperidade e triunfo.
- Vishnu, o conservador. É para muitos hindus
o deus universal. Traz em geral quatro símbolos: um disco, um búzio, uma
maçã e uma flor de lótus. Sempre que a humanidade precisa de ajuda, esse
deus benévolo aparece na Terra como um avatara
ou reencarnação. É o equivalente hindu do Cristo Cósmico e do Osíris
egípcio.
- Matsia, o peixe de chifres que representa a
intercessão de Vishnu num tempo de dilúvio
universal. O peixe avisou Manu (que é o Noé hindu) e salvou-o num barco preso ao seu chifre. O
peixe representa a energia inteior, sexual,
transmutada.
- Curma, a tartaruga. O segundo avatar de Vishnu que
apareceu na Terra depois do dilúvio para recuperar tesouros. Na Alquimia medieval,
representa o Antimônio, o fixador do ouro em
nosso interior. É nosso Ser Interior, todo sabedoria, que, como uma
tartaruga, dá um passo após o outro, para a
realização da Grande Obra.
- Varaa, o Javali. Originalmente o porco
sagrado de um culto primitivo que tornou-se um avatar de Vishnu depois de
um segundo dilúvio. Cavando sob a água com as presas, fez subir a terra e reestabeleceu a terra firme. Representa a força do
elemento Terra. É a força elemental que se necessita para a Grande Obra
Alquímica. É a energia que transforma o chumbo em ouro.
- Narasima, O leão-homem foi avatar
de Vishnu. Brahma, tinha
dado invulnerabilidade a um demônio durante o dia e durante a noite. O avatar matou o demônio ao crespúsculo.
Representa também a Execução, mais cedo ou mais
tarde, da Lei.
- Vamana, o anão, outro avatar,
que se tornou um gigante para frustrar um demônio que procurava controlar
o universo. Tendo permissão para conservar tudo o que pudesse cobrir com
três passos, Vamana abrangeu o céu, a terra e o
ar intermediário.
- Parasurama, foi Vishnu como
filho de um brâmane roubado por um rei Kshatryia.
Parasurama matou o rei, cujos
os filhos por sua vez mataram o Brâmane, então Parasurama
matou todos os Kshatryias masculinos durante 21
gerações. Ele representa a Justiça Divina, liderada pelo Mestre Anúbis e
seus 42 Juízes do Karma (42 é o dobro de 21). O Karma, quando entre em ação, é terrível e invencível.
- Rama, O herói da epopéia
literário-religiosa "O Ramaiana", foi Vishnu como um avatar que
venceu Ravana, o mais terrível demônio do mundo.
Rama representa o hindu ideal: um marido gentil, um rei bondoso e um chefe
corajoso contra a opressão. O símbolo do grande mestre Rama (ou Ram, como
foi conhecido nos períodos pós-dilúvio atlante)
é a estrela de 6 pontas, ou hexagrama.
Segundo o doutor Jorge Adoum, grande mestre da
Fraternidade Universal, foi o grande líder Ram quem expulsou os negros
africanos da Índia, nos primórdios da Segunda Sub-raça Ariana. Isso,
obviamente, é totalmente desconhecido pela historiografia acadêmica.
- Krishna, o avatar
mais importante de Vishnu, foi um deus-herói
amado em muitos de seus aspectos: como um menino travesso, como um
adolescente amoroso, como um herói adulto que proferiu as grandes lições
do "Bhagavad Gita" . Esses aspectos de Krishna
tiveram origens diferentes. Krishna foi o avatar da Era de Áries, divulgando a poderosa doutrina
dos Grandes Avataras do Cristo Cósmico.
- Buda, como uma encarnação de Vishnu, é um exemplo da capacidade que tem o hinduísmo
de absorver elementos religiosos diferentes. Dizem os hindus que o avatar Buda apareceu fundamentalmente para ensinar o
mundo a ter compaixão pelos animais. Na verdade, esse grande mestre de
compaixão canalizou as energias dos mundos Nirvânicos
para o bem da humanidade. Sidarta Gautama (personalidade humana do grande Deus Cósmico,
o Buda Amithaba) teve de se
encarnar mais algumas vezes na Terra para terminar de cumprir sua
missão. Sua encarnação seguinte foi como o mestre Tsong
Kapa, o grande reformador do budismo tibetano. O
mestre Samael afirma que esse mestre ascenso está, desde o século
17, reencarnado no planeta Marte, cumprindo uma missão cósmica semelhante
à missão de Jesus na Terra.
- Lakshmi, mulher de Vishnu,
muitas vezes representada sentada numa flor de Lótus e empunhando outra,
representa a boa sorte, a prosperidade e a abundância. Seus companheiros
são dois elefantes. Sendo por si mesma uma importante deusa. O mestre Samael afirma, na obra O Matrimônio
Perfeito, que Lakshmi, como mestre da Grande
Fraternidade Branca, auxilia o devoto a sair conscientemente em corpo
astral.
- Sita, mulher de Rama que é um avatar de Vishnu. Ela é uma
encarnação de Lakshmi. Representa a esposa hindu
ideal. Foi raptada pelo demônio Ravana e levada
para a morada deste, mas permaneceu devotada ao marido. Representa a
virtude da Fidelidade ao trabalho gnóstico. Não
esmorecer nunca.
- Hanuman, o rei dos macacos que emprestou sua
agilidade, a sua velocidade e a sua força a Rama para ajudar a salvar Sita
de Ravana. Pediu em troca que pudesse viver
enquanto os homens se lembrassem de Rama. Assim Hanuman
tornou-se imortal. Simbolicamente, o macaco é a Ciência Superior, a Lógica Superior, que possibilita "medir o mundo",
medir a Grande Obra, e saber o quanto se gastará para se realizar o
Trabalho Alquímico.
- Garuda, a montada de Vishnu,
é uma ave mítica de cara branca, de cabeça e asas de águia e corpo e
membros de homem. Transportando o deus no seu cintilante dorso dourado,
era ás vezes confundida com o deus do fogo, Ágni.
lughwiccan@yahoo.com.br