Pequeno tratado das grandes virtudes

 


André Comte-Sponville

 

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[01] Preâmbulo

 

[02] A polidez

 

[03] A fidelidade

 

[04] A prudência

 

[05] A temperança

 

[06] A coragem

 

[07] A justiça

 

[08] A generosidade

 

[09] A compaixão

 

[10] A misericórdia

 

[11] A gratidão

 

[12] A humildade

 

[13] A simplicidade

 

[14] A tolerância

 

[15] A pureza

 

[16] A doçura

 

[17] A boa-fé

 

[18] O humor

 

[19] O amor

 

“Se a virtude pode ser ensinada, como creio, é mais pelo exemplo do que pelos livros. Então, para que um tratado das virtudes? Para isto, talvez: tentar compreender o que deveríamos fazer, ou ser, ou viver, e medir com isso, pelo menos intelectualmente, o caminho que daí nos separa. Tarefa modesta, tarefa insuficiente, mas necessária. Os filósofos são alunos (só os sábios são mestres), e alunos precisam de livros; é por isso que eles às vezes escrevem livros, quando os que têm à mão não os satisfazem ou sufocam. Ora, que livro é mais urgente, para cada um de nós, do que um tratado de moral? E o que é mais digno de interesse, na moral, do que as virtudes? Assim como Spinoza, não creio haver utilidade em denunciar os vícios, o mal, o pecado. Para que sempre acusar, sempre denunciar? É a moral dos tristes, e uma triste moral. Quanto ao bem, ele só existe na pluralidade irredutível das boas ações, que excedem todos os livros, e das boas disposições, também elas plurais, mas sem dúvida menos numerosas, que a tradição designa pelo nome de virtudes, isto é (este é o sentido em grego da palavra arete, que os latinos traduziram por virtus), de excelências.”
(André Comte-Sponville)

 

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