Em 1981, com a idade de 10 anos, Christian Fittipaldi pilotou seu primeiro Kart. Foram um total de 6 anos que permaneceu na escola do automóvel, competindo em 51 corridas, das quais venceu uma incrível marca de 29. Foi bi-campeão da modalidade no estado de São Paulo, e campeão da copa Le Mans, na França.
Na idade de 17 anos
ele estreou em competições automobilísticas, e terminou o ano de 1988 competindo
no campeonato de Formula Ford 2000 brasileira. Nos anos seguintes, ainda
competindo em campeonatos sul-americanos, Christian venceu os campeonatos
brasileiro e sul-americano de Formula 3, transformando-se no piloto mais jovem a
receber a super-licença da Formula pela FIA (Federação Internacional de
Automobilismo).
A partir do ano de
1991, Fittipaldi revelou seu talento aos europeus vencendo o campeonato de
Formula 3000 Intercontinental em sua estreia na categoria. Esta façanha o
conduziu à Formula 1 no ano seguinte, pilotando uma Minardi
Lamborghini.
Logo no primeiro ano de Formula 1, Christian Fittipaldi conseguiu pontuar. Foi no Grande Prêmio de Suzuka de 1992, obtendo a sexta colocação. Em 1993, continuou na equipe Minardi, agora utilizando um motor Ford. Conquistou um quarto lugar no primeiro GP (Grande Prêmio) do ano, ocorrido em Kyalami, e um quinto lugar em Monte Carlo. Terminou a temporada com um total de 5 pontos no mundial de pilotos. Juntamente com Fabrizio Barbazza, permitiu que a pequena Minardi obtivesse o 8º lugar no mundial de construtores e conquistasse a maior quantidade de pontos em um único campeonato de sua história.
No ano de 1994, Christian transferiu-se para a equipe Arrows Footwork, considerada uma equipe média na época. Obteve um total de 6 pontos no mundial de pilotos. Durante os três anos que competiu na Formula 1, disputou um total de 40 corridas, obtendo um total de 12 pontos. Sua melhor colocação foi o 4º lugar no GP da África do Sul, com a equipe Minardi Ford.
A coragem de mudar:
Em 1995, com 24 anos, surpreendeu o mundo do automobilismo. Transformou-se no primeiro jovem piloto em ascensão a deixar a Formula 1 para competir na Indycar.
Os resultados obtidos em sua primeira temporada na Indy, dirigindo para a equipe Walker, provaram que sua decisão estava correta – dando ênfase principalmente ao 2º lugar conquistado nas 500 milhas de Indianópolis.
A cobertura destas conquistas obtidas por Christian pelos meios de comunicação locais e internacionais, resultaram em uma admiração do público brasileiro pelo piloto, trazendo retorno positivo aos patrocinadores e apoiadores que acreditaram em Christian Fittipaldi nesta nova etapa de sua carreira, compensando favoravelmente seus investimentos.
O caminho da
Vitória:
Dirigindo em 1996
para a equipe Newman/Hass, uma equipe de ponta da IndyCar, o jovem Fittipaldi
teve a oportunidade de vencer corridas e poder disputar o campeonato em posição
de igualdade com os melhores pilotos da categoria.
Sempre teve seu estilo próprio de pilotar, sendo ao mesmo tempo agressivo, audaz e seguro, de modo a se segurar de terminar as corridas na melhor posição possível, de acordo com as circunstâncias. E estas são precisamente as qualidades básicas que prevalecem na IndyCar, uma vez que o regimento da categoria recompensa a regularidade e consistência do competidor nos diferentes circuítos, que podem ser em formatos ovais, circuítos de rua e cursos de estradas, GP´s de velocidade ou até mesmo circuítos ajustados em pistas de decolagem de aviões (à exemplo de Cleveland – Ohio).
O desempenho de Christian Fittipaldi em seu primeiro ano na equipe Newman/Hass, onde sempre era um sério candidato ao título da temporada, demonstrou à IndyCar e aos fãs do automobilismo que havia surgido uma nova estrela do esporte mundial.
Uma outra mudança surpreendente:
Sempre buscando seu limite de competitividade na carreira automobilística e superar seus desafios, Christian Fittipaldi surpreendeu o mundo dos esportes ao assinar um contrato de três anos com a “Petty Enterprises” para competir na Formula NASCAR Winston Cup, que começou a vigorar em 2003. A mudança de categoria foi precedida por uma curta preparação na Formula NASCAR Busch em 2001 e 2002, solidificando o desejo pessoal de Christian em disputar o campeonato mais popular dos Estados Unidos.
RESUMO TÉCNICO:
2004 – Grand-Am Series; participação de evento
beneficiente na África do Sul, onde pilotou uma Minardi F1 de dois lugares
acompanhado de sua esposa Andrea; realização de testes na Stock Car brasileira
apoiado por seu pai Wilson Fittipaldi.
2003 – NASCAR Winston Cup; Grand-Am Series; ARCA
RE-Max Series
2002 – FedEx
Championship Series (CART); NASCAR Winston Cup ; NASCAR Busch
Series
2001- FedEx Championship
Series (CART); NASCAR Busch Series
1995-2000
- FedEx Championship Series (CART)
1994- Formula 1 World Championship, equipe Arrows
Footwork Ford (duas vezes 5º e duas vezes 6º)
1993 - Formula 1 World Championship, equipe Minardi
Ford (um 4º lugar e um 5º lugar)1992- Formula 1 World
Championship, equipe Minardi Lamborghini (6º lugar em Suzuka)
1988 – 1991 – Formula 3000 (Campeão Formula 3000
Intercontinental; Campeão sul-americano de Formula 3000; Campeão brasileiro de
Formula 3000; Campeão Formula Ford 2000)
1982
– 1987 – Kart Racing