3o Encontro da FACA - Federação Anarquista de Capoeira Angola

São Paulo, 17 a 19 de agosto de 2002

 

Sexta-feira, 16 de agosto de 2002

Aproveitando a presença antecipada do Bráulio (BH), este puxou um treino à noite, dentro da programação da oficina de capoeira ministrada pelo Rui (SP).

 

 

Sábado, 17 de agosto de 2002

Respeitando a "pré-pauta" proposta pelo grupo Iê de São Paulo, as atividades foram iniciadas às nove horas, com um treino puxado pelo Bráulio (BH).

Treino de toques de berimbau, puxado pelo Rui (SP).

Breve discussão sobre a programação do dia. Propostas de almoço, previamente preparadas pelo Iê-SP, foram discutidas e encaminhadas. Decidiu-se fazer roda antes do almoço, aproveitando o "pique" dos treinos.

RODA DE ABERTURA NO IÊ

Intervalo para almoço coletivo.

Discutiu-se a proposta de fazer apresentações fora do espaço. Chegou-se a um consenso que a apresentação não teria o propósito de explicitar o trabalho realizado pelos grupos, mas se encaixaria num desejo de enriquecimento pessoal de cada um. Decidiu-se fazer uma roda, apenas, em espaço público, no dia seguinte, pela manhã. Optou-se por convidar integrantes de outros grupos de capoeira de São Paulo que manifestaram interesse em participar de uma das rodas da FACA.

Discussão sobre a conjuntura atual dos grupos Iê.

Belo Horizonte: discutiu-se a ausência do Dendê, assim como seu desinteresse em avisar por telefone. Foi discutido o fato de que não faz parte da proposta da Federação atribuir importâncias diferenciadas para os participantes, mas a ausência do professor de um dos estados, nessas circunstâncias, foi entendida como fato particularmente lamentável. Discutiu-se a qualidade das rodas de BH, que vem caindo como conseqüência de crises simultâneas, pessoais, em diversos membros do grupo.

Curitiba: discutiu-se a questão do grupo ter sido reduzido, em função da separação com o grupo do Lauro Borges, a cinco integrantes. Os representantes da cidade falaram do seu espaço de treino, da falta de horários fixos e o fato de que todos têm sentido os treinos mais tesudos e proveitosos do que na época do Lauro. Rui (SP) apontou que essa redução parecia ter afetado os membros remanescentes, deixando-os com baixa auto-estima. Digressou sobre diversos exemplos, na história da capoeiragem, de grupos importantes serem reduzidos a poucos participantes, indicando que a qualidade dos trabalhos de um grupo de capoeira não está, em hipótese alguma, vinculada à quantidade de integrantes.

São Paulo: discutiu-se a ausência da Cleiri puxando os treinos, em função da sua gravidez, e o impacto disso na programação de treinos no espaço. O grupo têm aumentado no número de participantes, todos já crescendo na capoeira, nos movimentos. Falta um pontapé inicial no processo de auto-gestão; diversos exemplos foram dados pela Cleiri sobre como o grupo poderia participar mais na gestão do espaço de capoeira, fabricando mais instrumentos, participando da limpeza, das discussões gerais, pesquisando a capoeira, propondo treinos alternativos, vendo vídeos, etc.

Histórico da Federação. Rui (SP) comentou sua visão da FACA ter nascido realmente em 1995, a partir da explicitação, nas pesquisas da Soma, do anarquismo como opção de vida. Anteviam que a pesquisa na capoeira levaria também, como conseqüência natural, a uma extensão ao anarquismo. A partir daí, salientando a importância da auto-gestão na federação, que não atribui a nenhum membro maior importância sobre os demais, chamou-se cada membro, especialmente os mais novos, que não se pronunciavam, para uma explicitação de suas dúvidas e desejos com relação à capoeira, à federação e ao processo de auto-gestão. Tati (SP) se disse atraída pelo aspecto musical; Richard (SP) se disse atraído pela auto-gestão. Outros integrantes se pronunciaram.

Intervalo para refeições e arrumação do espaço.

RODA NO IÊ, ABERTA PARA CONVIDADOS. A maior roda até então, no espaço de São Paulo. Presença do Buí, do grupo "Filhos da Terra", reatando relações, explicitando e lamentando ao final o mal-entendido ocorrido que resultou no estremecimento de sua relação com o Rui. Salientou nunca ter tido a intenção de entrar em conflito com o Rui. Presença também de vários alunos do grupo, além da presença de um aluno do Mestre Pinatti.

Em caráter extra-oficial, muitos integrantes da FACA ficaram vendo vídeos das rodas do dia até a madrugada.

 

 

Domingo, 18 de agosto de 2002

RODA NO PARQUE ÁGUA BRANCA, NA BARRA FUNDA.

Intervalo para almoço coletivo, regado a vídeo das rodas do dia anterior.

Discussão da pauta do dia. Cleiri (SP) denunciou a bandeira da maioria do grupo, que não entendeu que a segunda-feira era prevista como dia integrante do evento; um rápido levantamento constatou que poucas pessoas poderiam participar da programação do dia seguinte.

Avaliação das rodas. Toques pedagógicos sobre troca de instrumentos, posicionamento no jogo de compra, postura nas chamadas, posicionamento no chão dos que vão jogar em seguida, atenção com o andamento do jogo, ritmo, a resposta ao coro, etc. Tati (SP) levanta pontos discordantes, salientando sua dificuldade em perceber regras gerais. Várias situações foram demonstradas evidenciando o caráter flexível das regras na capoeira angola. Como "regra geral", busca-se as regras da capoeira, mas sempre procurando soltar a auto-expressão, comunicando dúvidas inclusive durante a roda, sendo o caso.

Marcou-se a próxima reunião para os dias 15, 16 e 17 de novembro. Rui (SP) propôs a contratação de um mestre de capoeira de BH para ministrar oficina para a FACA. Indicou o mestre João. Bráulio e Ká (BH) se responsabilizaram pelos contatos iniciais.

Produções coletivas.

Para a gravação de um CD, cada grupo se comprometeu a ensaiar toques e cantos. Ká e Bráulio (BH) ficaram responsáveis pela pesquisa de um estúdio de gravação em Belo Horizonte. Para a produção do encarte, Gabriel (SP) e Carol (Ctba).

Discutiu-se a necessidade prática de organização dos arquivos dos três Iês; instruiu-se os integrantes de Curitiba a reclamar material junto ao Lauro Borges, dado pelo Iê-SP explicitamente para o Iê-Curitiba. A organização ficou a cargo de Bráulio e Ká (BH), Rui, Mirko e Gabriel (SP) e Diogo e Carol (Ctba).

Para o lançamento de uma lista de discussão via emails, Gabriel (SP) e Diogo (Ctba) ficaram responsáveis. Coletaram os emails de todos os presentes, além dos telefones para contato.

Para o site da FACA, Richard (SP) se responsabilizou.

Para a confecção de uma camiseta da FACA, Cleiri (SP) se responsabilizou pela arte; Gabriel (SP) se envolverá nessa produção.

Discutiu-se a criação de um manifesto, que explicitaria à sociedade as intenções da Federação.

Pose para foto oficial.

Churrasco à noite.

 

 

Segunda-feira, 19 de agosto de 2002

Fechamento do texto do manifesto, pela manhã.

Atividades esparsas durante a tarde, com número reduzido de pessoas.

Ká (BH) puxou treino à noite. Ensaio de improvisos rítmicos puxado pelo Rui (SP).

 

 
Discussões centralizadas - mail para mleroticf@yahoo.com
 
 
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