Martins
História
Tratando-se do patronímico de Martinho ou Martim, existirá uma imensidade de famílias que o terão adoptado como apelido sem se encontrarem ligadas por laços de consanguinidade. A um Diogo Martins fez o Rei D. Sebastião ou a Regente em seu nome a mercê de carta de armas novas, de 18 de Maio de 1560, acrescentando-o cavaleiro-fidalgo da Casa de El-Rei.
Armas

Escudo cortado, com o primeiro de negro, duas contrabandas de ouro, e o segundo de ouro, três flores-de-lis de púrpura postas em pala. Timbre: uma das flores-de-lis do escudo.
Outros Martins, quiçá descendentes do mesmo Diogo, alteraram estas armas para: escudo cortado, sendo o primeiro de negro, duas palas de ouro, e o segundo de ouro, três flores-de-lis de vermelho, postas uma e duas ou duas e uma. Timbre: uma flor-de-lis do escudo.
A Estêvão Martins, cónego e mestre-escola do Cabido da Sé de Lisboa, primeiro provedor do Hospital Real de Todos os Santos e conde palatino, concedeu o Imperador Maximiliano II as seguintes armas: escudo partido, sendo o primeiro de ouro, meia águia de negro, coroada de ouro, movente da partição, e o segundo de vermelho, uma almarraxa de prata, gotada de azul. Timbre: a almarraxa do escudo.
Costa
História
Este apelido identificou uma família da nobreza medieval portuguesa que poderá derivar de um protonotário apostólico que viveu no nosso país em princípios do séc. XIII, de origem grega e denominado Nicolau Kosta. Outros autores o dizem de mais remotas origens e o dão por usado no tempo de D. Afonso Henriques, afirmando alguns que deriva da designação da Quinta da Costa, na comarca de Guimarães. A mais antiga linha de Costas que se encontra devidamente documentada é a da varonia de Martim Gil Pestana, escudeiro nobre que viveu em Évora na segunda metade do séc. XIV e que se estende até finais do séc. XIII. Assim sendo, a chefia destes Costas, se não a de todos eles, veio a cair na Casa dos Silveiras, Condes da Sortelha. O ramo dos Costas ditos senhores de Pancas, derivado colateralmente do célebre cardeal D. Jorge da Costa, dos Costas de Alpedrinha, partiu aquelas armas com o «corpo» da empresa daquele purpurado. De mencionar que, na opinião fundamentada de certos heraldistas, as costas destas armas não são a representação de ossos mas sim de um tipo de facas de sapateiro de lâmina curva e sem ponta, precisamente designadas de «costas».

Armas
De vermelho, seis costas de prata postas em três faixas e dispostas em duas palas, firmadas nos flancos do escudo. Timbre: duas costas de prata passadas em aspa e atadas de vermelho.
Costas de Alpedrinha: de azul uma roda de Santa Catarina de ouro, armada de prata. Timbre: o dos Costas.

