S.José faz-nos lembrar sempre o Pai
que encontramos em cada uma das nossas famílias.
Ser pai, com dignidade e responsabilidade, é uma
das grandes maravilhas que podem passar pela
vida de qualquer ser humano. É por isso que
só se pode e deve ser pai com alegria.
Com um grande entusiasmo.
Será sempre assim, sobretudo se o Pai vier
a descobrir o mistério da sua paternidade.
Paternidade que, embora também seja biológica,
está muito para além dessa mera dimensão.
Ser pai é acima de tudo uma vocação.
Vocação que vem de longe. Das lonjuras do infinito.
É para esse Infinito que nos aponta a figura de José.
Vocação de Pai que é nele um sinal de Deus.
De um Deus que quis também ter o nome de Pai.
Sinal de Deus, fonte de vida.
Uma vocação de Deus voltada para o amor e para a vida.

Na família o Pai é uma vocação a ser sempre
um sinal mais. Mais esperança. Mais confiança.
Mais futuro. Mais crescimento.
Mais sabedoria. Mais segurança. Mais vida.
Em cada lar o Pai é uma vocação de semeador.
Ele aí está sempre a semear. mesmo sem o querer
ou pensar, em cada atitude, em cada gesto,
em cada palavra, em cada olhar, em cada comportamento.
A semente lança-se constantemente e nunca se perde.
O problema pode estar só na semente
que pode ser boa e pode ser má.
Que alegria será fazer diariamente do lar um jardim!
Ser pai é um grande apelo à contemplação.
Contemplação da mãe dos seus filhos, de cada um
dos pequeninos a crescer. Em todos eles há sempre
rasgos de Deus. Descobri-los é encontrar-se com Deus.
Deus em ação nos seus filhos.

Lá em casa, cada pai é alguém chamado à mais
nobre de todas as belas artes. A arte de acabar,
de completar, de lançar um Deus começado na direção
do Infinito, em cada um dos seus filhos.
Não é própria e rigorosamente formar uma pessoa.
É suscitar um herói, um artista, único e irredutível,
talvez um santo, escondido em cada um dos seus pequeninos.
Em cada Pai vai um apelo, uma vocação a desbravar,
a apontar caminhos, a deixar pegadas para viandantes
que sonham na vida, que querem caminhar.

No coração de cada Pai anda Deus, o Pai de todos, a
convocar ao encontro, ao diálogo, a ouvir a todos:
a si próprio, a mãe dos seus filhos, cada um dos filhos.
É Deus em cada Pai a juntá-los, a convidá-los, a animá-los,
a ajudá-los a preparar os homens e as mulheres de amanhã.

Grandiosa e sublime é a missão de cada Pai,
na sua família. Missão, vocação, um programa
nunca concluído, É precisamente por isso que o Pai
é sempre Pai. Pai que sonha sem cessar, insatisfeito.
Quer sempre mais. Mas não desiste. Não condena nenhum
dos seus filhos. Perdoa e ensina a perdoar.
Tem a paciência de Deus. A paciência do Pai do filho pródigo.
Espera sempre, serenamente, de dia e de noite.
Sabe e deve saber que, para além de si próprio,
cada um dos seus filhos tem um Pai que até
cuida das flores do campo e das aves do céu.

(Comissão Episcopal da Família)



 

Desejo a todos os pais de amigos meus, e a todos os meus

amigos que são pais também, que tenham um dia muito feliz!

Que Deus continue abençoando a todos !!

Com muito carinho

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