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O sobrenome Gerstenberger | A família Gerstenberger na Bessarábia |
O Estado Gerstenberger - Tamurka |
A vinda para o Brasil |
Encontro Mundial dos Gerstenbergers Não se sabe ao certo a origem exata do nome Gerstenberger. Porém não são muitos pelo mundo, o que leva a crer que todos são, de algum modo, relacionados. Não é uma família de origem nobre, porém vários de seus descendentes eram respeitados nos lugares onde viviam, devido à sua cultura. A família Gerstenberger sempre passou para as novas gerações a dignidade do trabalho, a obtenção do talento e inteligência através da educação, apoiando sempre o progresso mental e espiritual das pessoas. Até hoje, inclusive aqui no Brasil, vários de seus descendentes são reconhecidos pela formação que adquiriram e pessoas que são. A família Gerstenberger na Bessarábia O primeiro Gerstenberger na Bessarábia foi Johann Friedrich II, que veio de Zwickau, na Alemanha, passando por Graudenz (Polônia) até chegar à Bessarábia em 1815, na colônia de Beresina. Ele tinha chegado um pouco tarde, e as terras já estavam bem distribuídas. Lutou muito para conseguir sua própria terra, mas não conseguiu realizar este sonho por completo. Um epidemia de cólera o fez falecer dias depois de sua esposa, deixando o filho Johann Gottlieb de 7 anos. Ele, nascido em 1923, manteve o ideal de seu pai, trabalhando e guardando dinheiro. Depois de outros dois casamentos, casou-se com Karolina Nuske. Juntos, eles progrediram. O casal comprou propriedades, e logo estavam com 3,277.5 hectares. Tiveram ainda 8 filhos e 2 filhas, que ajudavam-nos com a terra, e que, após o falecimento dos pais, herdaram suas propriedades. Como houve uma reforma que restringiu a compra de terras no final do século XIX, os descendentes Gerstenbergers tornaram-se advogados, médicos, engenheiros, etc... O Estado Gerstenberger - Tamurka Johann Gottlieb Gerstenberger comprou 1,092 hectares de terras em 1895 de um nobre tártaro. Seus descendentes trabalharam nestas terras e expandiram-nas para 2,170 hectares. Tamurka lentamente se desenvolveu para ser uma comunidade dos descendentes Gerstenbergers e suas famílias. O nome "Tamurka" vem do nobre tártaro Tamurk. Tamurka foi administrada de maneira exemplar e com os equipamentos mais modernos para a agricultura daquela época. Grãos, milho, soja e mamona foram plantados; as criações de cavalos e ovelhas eram lucrativas. Aquela pequena comunidade de familiares que se formou manteve-se fiel à fé, aos ideais de seus antepassados e às tradições alemãs. Sempre que era preciso davam o dinheiro necessário para a construção e manutenção da igreja e escola, e sempre tinham um representante eleito para cuidar dos interesses políticos e econômicos da comunidade. Seus residentes gostam muito de música, então podia-se ouvir canções e instrumentos por todo o vale Gerstenberger. Manter as tradições não foi difícil, já que estavam geograficamente isolados. A Primeira Guerra Mundial e os crescentes ataques durante a Revolução Russa de 1917 destruiu esta harmonia no vale dos Gerstenbergers. Todos os residentes tiveram que fugir para manterem-se vivos. Os que retornaram depois de um tempo encontraram tudo em ruínas, mas reconstruíram tudo com determinação, até 1940, onde todos voltaram para a Alemanha, sem exceção, ou foram morar em outros países, deixando tudo para trás. Meu trisavô Ludwig Wilhelm Gerstenberger (filho de Johann Gottlieb), esposa e 6 filhos deixaram seus bens e saíram de Tamurka no dia 01 de Agosto de 1921. Minha bisavó Erna contou que era de tarde e um delegado, amigo deles, os avisaram para irem embora naquela noite, caso contrário iriam morrer ou seriam deportados para a Sibéria. Então meu trisavô arrumou a carroça e fugiu com a família para a Alemanha, ficando junto do filho mais velho que lá estudava. Resolveu comprar 20 alqueires de terra no Brasil numa colonizadora, com o dinheiro que lhe restava, e vieram para o Brasil. A propaganda era muito boa. Promessas de progresso, que teriam boas escolas, hospitais.... Chegaram ao porto de Santos no dia 07 de Outubro do mesmo ano, pelo navio 'Brabantia'. Do porto pegaram um trem e foram encaminhados até a hospedaria de imigrantes em São Paulo (hoje Museu do Imigrante), onde um homem que falava o alemão os ajudou na acomodação. Dormiram por uma semana na hospedaria, até que meu trisavô foi direcionado para o interior do estado de São Paulo, na então Colônia Paulista. (distrito de Araçatuba). Mas não havia nada do que fora prometido: estavam no meio mato, a cidade mais próxima ficava a 60 km, e teriam que derrubar o mato, e dele construir a casa, para depois poderem cultivar e ter criações. Hoje os Gerstenbergers aqui no Brasil são por volta de 180 pessoas, morando no Paraná, Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro, além dos que estão na Bolívia. Encontro Mundial dos Gerstenbergers Em Agosto de 2002 aconteceu em Gerstenberg, pequena cidade na Alemanha, um encontro mundial da família Gerstenberger. Os preparativos começaram um ano antes, tempo para contatar os familiares na Europa, América do Norte e América do Sul. O encontro aconteceu junto com o 775° aniversário da cidade de Gerstenberg, de onde os Gerstenbergers provavelmente surgiram. Do dia 09 a 13 de setembro deste ano de 2004 acontecerá na cidadezinha de Lake Placid, NY, um segundo encontro mundial, com probabilidade de muito mais pessoas comparecer. Para mais informações, acessar www.gerstenberger.com. |