Casablanca

Anderson Alencar - STORM


 
Hoje eu me senti cm Casablanca.
Não pelas guerras e nem por ser um Bogart, ah como eu adoraria sê-lo em vida e nem por estar num ninho de cobras entre a Resistência e a Gestapo da II Guerra Mundial conspirando num cassino.
Eu me senti em Casablanca revendo você depois de tanto tempo, pois embora mal se tenha passado um ano, parece que já há uma vida não ouço teus suspiros e nem seus gemidos de louco prazer.
Ah que saudade dos espelhos de nossa cama onde te possui toda diante de teus olhos extasiados e de teu corpo alucinado.
Nossa que visão de sonhos que loucuras.
E te ouvir é como te ver, te sentir e te ter novamente.
Mas, da mesma forma como em Casablanca sei que teu mundo é outro e o meu também, tuas ambições e buscas são dispares das minhas e por isso sei que sempre te verei embarcar num avião numa escura e enevoada noite para longe de mim e cada dia
mais, mais e mais  longe.
Dói, mas chega a ser hilário se não fosse trágico saber que nem eu nem você queremos isso, mas sempre tomamos esses rumos Norte, Sul ou Leste e oeste, porém sempre em direções contrárias, sós ou com pessoas que jamais nos farão felizes.
Por isso me lembrei de Casablanca, pois mesmo tendo vontade de ficar, nunca ficamos e esse  existir é nosso destino se é que destino existe.
Vá e eu também irei sempre em sentido contrário, mas jamais por mais diferentes caminhos que trilhemos, deixaremos de ser um do outro, ainda que nunca mais nos vejamos ou nos toquemos ou sequer nos falemos, pois pertencer ao outro é muito mais do que apenas ver e ter. É ser eternamente.
Sejamos felizes com nossas lembranças porque ninguém foi mais um do outro como nós fomos e como seremos agora sim, para sempre, entretanto como diz a musica tema desta lembrança: “As Time Goes By” e sempre que a saudade que é constante apertar eu pedirei: toca de novo Sam


 

 

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