Hora
de ir
Anderson Alencar
Vivo sonhando sem
dormir porque ás vezes sonhar é
carpir por uma dor que dói tão
fortemente que
enlouquece quem sonha eternamente.
Sonhos que sabemos
impossível realizar mas que não
nos faz parar de sonhar, como os que
sonham em ter
em suas casas os amores que hoje voam em nossa
asas
tão reais, mas que vivem nas imaginações.
Daqueles que sonham
em fortes emoções que ocultam
as vezes toda a verdade que supera em
muito a realidade.
O meu sonho é simples e também complicado, eu sonho
apenas
em ser amado, amado como deve ser alguém que te
ama mais do
que ninguém.
Um sonho tão perto e tão
distante,
um sonho que vivo a
todo
instante a cada momento, cada segundo.
Um sonho forte um
sonho profundo que mergulha cada dia
mais fundo este ser por ti
apaixonado que navega num mar revolto.
Como quero navegar no teu cabelo
solto tocando teu corpo levemente
enquanto te penetro lentamente
envolto nessa deliciosa
ânsia louca mordendo tua orelha e tua
boca.
Sem você pareço morrer á míngua sem o doce sabor
da tua língua
deliciosa e molhada lingüinha.
Tão tua, mas tão minha, da minha boca
que é minha e tua.
De saber que és minha nua, teu gemido de prazer,
tua
vontade de ser, ser minha mulher, porque eu quero e você
quer.
Acariciando teu arrepio e sentindo a loucura do teu cio, é
assim
que quero eternamente te ter até o dia que nosso sonho
desaparecer.
E quando isso acontecer é hora de me ir é hora de
morrer.
Juliana® Poesias